Cambriano

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Paleozoico

Mesozoico

Cenozoico

Na escala de tempo geológico, o Cambriano ou Câmbrico é o período da era Paleozóica do éon Fanerozóico que está compreendido entre 542 milhões e 488 milhões de anos atrás, aproximadamente. O período Cambriano sucede o período Ediacarano da era Neoproterozóica do éon Proterozóico e precede o período Ordoviciano de sua era. Divide-se nas épocas Cambriana Inferior, Cambriana Média e Cambriana Superior, da mais antiga para a mais recente. O nome Cambriano vem de Cambria, que é a latinização de Cymru, o nome pelo qual os povos antigos que habitavam o País de Gales chamavam suas terras, onde foram encontrados os primeiros estratos rochosos deste período.

Os locais onde se encontram rochas e fósseis deste período são relativamente raros, sendo os principais o Folhelho Burgess, no Canadá, o Folhelho de Maotianshan (ou biota de Chengjiang), na China e os argilitos de Emu Bay, na Austrália.

O período Cambriano
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Fauna de Orsten
Primeiros Trilobite
Diversificação da SSF: primeiros brachiopoda & archaeocyatha
Vestígios deTreptichnus pedum
Primeiros traços de Treptichnus
Primeiros fósseis mineralizados do esqueleto de Cloudina & Namacalathus
Escala estratigráfica da ICS com a subdivisões russas do Cambriano inferior e a fronteira do superéon Pré-Cambriano/Cambriano.

Índice

[editar] Paleogeografia

Reconstituição da terra no período Cambriano.
Laurentia
Sibéria
Báltica
Gondwana
EarlyCambrianGlobal.jpg
Reconstituição da terra no período Cambriano.

Existiam quatro continentes no Cambriano, três pequenos mais ou menos na região entre os trópicos: Laurentia (parte central da América do Norte), Báltica (parte da Europa) e Sibéria (mesma região no oeste russo); e um supercontinente no sul: Gondwana. Todos esses continentes eram de simples rocha nua e estéril, já que neste período ainda não existiam plantas, ainda que alguns especialistas acreditem que nas regiões mais úmidas poderia crescer um manto composto de fungos, algas e líquens.

Os climas do mundo eram bem mais quentes; não havia nenhuma glaciação. A maior parte dos continentes se colocavam nas latitudes tropicais e temperadas do sul, que suportaram o crescimento de recifes extensivos do archaeocyathideos de água-rasa no Cambriano mais inferior.

O hemisfério norte era quase que totalmente coberto por um oceano colossal, ao qual os paleontólogos deram o nome de Panthalassa. Também havia oceanos menores separando os continentes no hemisfério sul.

[editar] Fauna

Durante o Cambriano, ocorre uma maior diversificação da vida, evento conhecido como explosão cambriana, devido ao período de tempo relativamente curto em que esta diversidade de espécies "surge". Dentre estas espécies, estão os graptólitos dendróides, que surgem no Cambriano Superior, e os arqueociatos, que surgem no Cambriano Inferior e extinguem-se no Cambriano Médio.

O Cambriano marca um ponto importante na história da vida na Terra, é o período de tempo em que a maioria dos grupos principais de animais apareceram no registro do fóssil. Por muito tempo se considerou os fósseis do Cambriano como os mais antigos de nosso planeta, porém, atualmente foram encontrados fósseis mais antigos, que datam do período Vendiano (a última das partes dos chamados tempos Pré-Cambrianos).

Os animais mostraram uma diversificação dramática durante este período da história da Terra. O maior registro de grupos animais ocorreu durante os estágios Tomotiano e de Atdabaniano do Cambriano Superior, em um intervalo de tempo de aproximadamente cinco milhões de anos, o que é extremamente curto para os padrões geológicos, motivo que fazem surgir muitas dúvidas e especulações sobre a explosão cambriana e é constantemente utilizado pelos opositores da teoria da evolução para fundamentar suas criticas a esta. Os principais animais encontrados em todo o mundo são os anelídeos, artrópodes, braquiópodes, equinodermos, moluscos monoplacofóros, onicofóros, esponjas, e priapulideos.

A primeira subdivisão do Cambriano Inferior, a idade Tomotiana, que recebeu este nome devido a região da Sibéria onde suas rochas foram encontradas, viu a primeira radiação principal dos animais, incluindo a primeira aparência de um grande taxa de animais mineralizados tais como braquiopodes, trilobites, arqueociátos e equinodermos.

[editar] Galería: fauna de Burgess Shale

Burgess Shale, na província canadense de Colúmbia Britânica é considerado por muitos como o mais importante sítio fossilífero do período Cambriano. Abaixo algumas espécies descritas no local:

[editar] Extinção cambriana

Gráfico representando a intensidade das extinções na fauna marinha durante a história geológica da Terra.

Ao final do período cambriano, em torno de 500 milhões de anos atrás, nosso mundo passou pela primeira extinção em massa de sua história. As causas desta extinção, assim como das demais extinções em massa, ainda são desconhecidas, embora muitos cientistas aceitem que o mais provável seria uma queda brusca na temperatura do planeta, ocasionando o primeiro caso de glaciação do éon Fanerozóico, registrado no período subsequente, o Ordoviciano. Outra suposição que também é considerada relevante é a da diminuição dos níveis de oxigênio nos mares, o que também poderia ser consequência de uma mudança climática. De qualquer forma, este evento ocasionou extinção de cerca de 75% das espécies de trilobites e 50% das espécies de esponjas, além de uma grande quantidade de graptólitos, braquiopódes e gastropódes.

Esta extinção também marcou o fim do domínio dos dinocáridos, e permitiu o maior desenvolvimento dos moluscos e artrópodes, que ocupariam o nicho ecológico deixado por eles nos próximos períodos geológicos, assim como o dos cordados, que só teriam a sua acensão até o topo da cadeia alimentar no Devoniano.

[editar] Ver também

[editar] Referências

Precedido por
Pré-Cambriano
Cambriano
550 - 505
milhões de anos atrás
Sucedido por
Ordoviciano
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