Campina Grande do Sul

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Município de Campina Grande do Sul
Praça Bento Munhoz da Rocha, na Sede do município

Praça Bento Munhoz da Rocha, na Sede do município
Bandeira de Campina Grande do Sul
Brasão de Campina Grande do Sul
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 22 de março de 1884 (1ª emancipação)
14 de novembro de 1951 (2ª emancipação)
Gentílico sul campinense
Prefeito(a) Luis Carlos Assunção
(2013–2016)
Localização
Localização de Campina Grande do Sul
Localização de Campina Grande do Sul no Paraná
Campina Grande do Sul está localizado em: Brasil
Campina Grande do Sul
Localização de Campina Grande do Sul no Brasil
25° 18' 21" S 49° 03' 18" O25° 18' 21" S 49° 03' 18" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Metropolitana de Curitiba IBGE/2008 [1]
Microrregião Curitiba IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Curitiba
Municípios limítrofes Bocaiúva do Sul ao norte; Barra do Turvo (SP) e Guaraqueçaba a leste; Antonina, Morretes e Quatro Barras ao sul e Colombo a oeste
Distância até a capital 26 km
Características geográficas
Área 539,861 km² [2]
População 38 756 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 71,79 hab./km²
Altitude 918 metros m
Clima Clima Subtropical Úmido Mesotérmico Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,761 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 399 463,432 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 10 901,20 IBGE/2008[5]
Página oficial

Campina Grande do Sul é um município brasileiro do estado do Paraná, localizado na Região Metropolitana de Curitiba.

O município possui a maior arena coberta da América Latina, que é palco para as grandes atrações da "Kakifest", tradicional festa do caqui que nunca mais ocorre. Além disso, encontra-se no município o Pico do Paraná (ponto de maior altitude do sul do país). Sua população em 2010 é de 38.442 habitantes.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

A localidade foi denominada pelos primeiros povoadores que nela encontram uma grande campina. O termo "do Sul" foi acrescentado em ocasião de sua emancipação política para diferenciá-la da não menos histórica Campina Grande, na Paraíba.

História[editar | editar código-fonte]

A primeira povoação do município remonta ao ano de 1666, fazendo parte do Arraial Queimado (hoje Bocaiuva do Sul).[6] Sua origem é discutida, presumindo-se que tenha sido um arraial de mineradores, visto que seu território foi movimentado bem antes das bandeiras exploradoras.[6] De forma lenta e gradual, bem própria dos padrões da época, Campina Grande foi crescendo.

Pela Lei nº 360, de 18 de abril de 1873, foi criada a Freguesia de Campina Grande, sob a invocação de São João Batista,[6] inclusive em processo de nova reforma, derrubando a antiga igreja.

Em 26 de novembro de 1883, através da Lei Provincial nº 762, foi criado o município de Campina Grande.[6] A instalação oficial deu-se em 22 de março de 1884,[6] cuja solenidade foi presidida por João Antonio dos Santos e secretariada por Manoel Leocádio de Carvalho, respectivamente, presidente e vereador da Câmara Municipal de Arraial Queimado.

Nesta ocasião foram empossados os Camaristas de Campina Grande, a saber Alferes João Batista Bueno, Cândido José dos Santos, tenente João Luíz dos Sanos, Florêncio Gonçalves D'Assunpção, Pedro Bueno do Espírito Santo, Vicente Borba Cordeiro e o Emigido Alves Cordeiro, que tornou-se o presidente da Câmara, dando início à primeira administração pública do município. Quando foi instalado o município, Campina Grande contava com três Distritos Policiais, o da Sede, Quatro Barras e Capivari Grande.

Fórum do município.

Em 1939, por Decreto Estadual, sancionado por Interventor Manuel Ribas, foi extinto o município de Campina Grande, tornando-se simples distrito, com território jurisdicionado ao município de Piraquara.[6] Nesta época sua denominação foi alterada para Timbu.[6] Através da lei nº 790, de 14 de novembro de 1951,[6] foram restaurados os direitos políticos, tornando-se município emancipado, sendo que sua instalação deu-se em 14 de novembro de 1952,[6] porém com denominação alterada para Timbu. Somente em 7 de fevereiro de 1956, por força da Lei Estadual nº 2.593,[6] é que a denominação foi restaurada, voltando a ser Campina Grande, acrescida de "do Sul".[6]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Pico Paraná, o ponto mais alto da Região Sul do Brasil.

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O município de Campina Grande do Sul está localizado no primeiro planalto paranaense, inserido a leste da Região Metropolitana de Curitiba; dista 370 km de São Paulo, 102 km do Porto de Paranaguá, 32 km do Aeroporto Internacional de Curitiba, 20 km do Aeroporto de Bacacheri, 40 km das montadoras automotivas Renault e Volkswagen/Audi e 60 km da montadora Chrysler.

Por estar às margens da BR-116, Corredor do Mercosul, é dotado de relativa infra-estrutura e destaca-se pelo acelerado processo de urbanização apresentado na última década e também pela sua privilegiada posição geográfica.

Limites

Limita-se ao norte com o Estado de São Paulo, ao nordeste com o município de Bocaiúva do Sul, a oeste com o município de Colombo, ao sul com o município de Quatro Barras e a leste com os municípios de Morretes, Antonina e Guaraqueçaba.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima é Clima Subtropical Úmido Mesotérmico (ameno e agradável durante quase todo o ano). A temperatura apresenta média anual de 16 graus centígrados, sendo a média mínima de 12 graus (inverno com ocorrências de geadas severas e frequentes) e a média máxima de 22 graus. Ventos Dominantes a Noroeste. A umidade relativa do ar é de 82%, e o índice pluviométrico Anual é de 1.458mm/ano.

Aspectos econômicos[editar | editar código-fonte]

Prefeitura da cidade.

Na atual administração, objetiva-se a formulação e a implementação de uma Política Industrial específica, indispensável ao desenvolvimento sócio-econômico do Município, com ênfase para os aspectos de geração de empregos.

O Município possui um parque industrial de 3.000.000 m² distribuídos em dois grandes centros industriais e as demais áreas em Micro-pólos alocados em posição estratégica junto a aglomerados populacionais com vista a absorção de mão-de-obra próxima e sem comprometimento da estrutura e transporte.

Indústria e Comércio[editar | editar código-fonte]

Vista da maior arena coberta da América Latina.

O Município através de sua Política de desenvolvimento Industrial está lançando o CICAMP - Centro Industrial de Campina Grande do Sul, através de um programa auto-sustentado, onde a Prefeitura Municipal de Campina Grande do sul, alavancando recursos da Caixa de Previdência do Município - PREVICAMP está promovendo o financiamento de áreas industriais com toda a infraestrutura para a instalação de empresas em prazos compatíveis

Vocação Regional[editar | editar código-fonte]

Não existe uma vocação ainda definida, porém existe maior concentração no ramo da indústria alimentícia, metal-mecânica, processamento de plástico, tintas e moveleira.

Educação[editar | editar código-fonte]

Teatro Municipal José Carlos Zanlorenzi.

O Município tem oferta de ensino fundamental, médio e superior. Além disso, Campina Grande do Sul é beneficiada pelo campus da Facsul - Faculdade de Campina Grande do Sul, conhecida por sua qualidade e excelência de ensino. A formação de mão de obra técnica e profissionalizante é utilizado conforme alguns acordos de parceria com o Senai, Sesc, Senac e Sine.

Saúde[editar | editar código-fonte]

A rede pública de saúde conta com doze unidades de saúde (postos) atendido por 45 servidores. O Município possui um dos maiores hospitais do Estado, contendo mais de 200 leitos, sendo 28 de UTI, clinicando em todas as especialidades, diagnósticos complementares de hemodinâmica, tomografia computadorizada, ecografia e ecocardiografia. Vem atendendo a população local e demais cidades do Estado em volume de 6.000 cirurgias/ano e 7.000 pacientes/mês em ambulatório e UTI.

Hospital Angelina Caron Possui um dos maiores centros cirúrgicos em cardiologia e o menor índice de infecção hospitalar do País.

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Contorno Leste - Com sua execução já prevista, visa desviar o tráfego pesado e de longa distância da BR-116 da área urbana de Curitiba.

Estrada da Graciosa - Permite acesso ao litoral do Estado. Em decorrência de suas características, é hoje utilizada unicamente para fins turísticos por ser a primeira ligação do litoral do estado com o planalto. Não é permitido o tráfego de caminhões - seu traçado é difícil, íngreme e tortuoso, razão pelo qual seu uso está restrito. A tonelagem máxima por eixo permitido nas obras das vias é a que está regulamentada pelas autoridades federais, que no momento é de 15 toneladas.

Ferrovias[editar | editar código-fonte]

O escoamento da produção por via férrea pode ser efetuado através do vizinho município de Piraquara, que estabelece ligações com o Porto de Paranaguá e com a Capital, possuindo inclusive estação com pátio para triagem.

O sistema permite ainda a extensão do transporte às Regiões Norte e Sul do Estado do Paraná e no plano interestadual, ao interior de São Paulo e Santa Catarina.

Habitação[editar | editar código-fonte]

A estrutura fundiária do município possui baixa densidade demográfica, o que permite amplo crescimento e desenvolvimento ordenado conforme previsto no zoneamento urbano com construção de núcleos habitacionais e serviços vicinais sem a geração de novas aglomerações.

Pelas característica favoráveis de proximidade da Capital, e outros fatores como segurança e clima de serra (sem poluição) tem crescido a implantação de loteamentos de sítios de recreio como opção de moradia para as pessoas da região de Curitiba.

Violência[editar | editar código-fonte]

Cidades pequenas como Simões Filho (BA), com 116 mil habitantes, Campina Grande do Sul (PR), com 37,7 mil habitantes, e Marabá (PA), com 216 mil, lideram, nesta ordem, o ranking de municípios com as maiores taxas de homicídio por 100 mil habitantes no Brasil em 2010 [7]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  6. a b c d e f g h i j k Campina Grande do Sul - PR. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 27 de abril de 2010.
  7. CEBELA (2012). Mapa da Violência. Mapa da Violência-2012. Página visitada em 30 de novembro de 2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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