Campo Magro

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Município de Campo Magro
"Cidade das águas"
Bandeira de Campo Magro
Brasão de Campo Magro
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 11 de dezembro de 1995
Fundação 11 de dezembro de 1995 (18 anos)
Gentílico campomagrense
Prefeito(a) Louvanir Menegusso (DEM)
(2013–2016)
Localização
Localização de Campo Magro
Localização de Campo Magro no Paraná
Campo Magro está localizado em: Brasil
Campo Magro
Localização de Campo Magro no Brasil
25° 22' 08" S 49° 27' 03" O25° 22' 08" S 49° 27' 03" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Metropolitana de Curitiba IBGE/2008 [1]
Microrregião Curitiba IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Curitiba
Municípios limítrofes Curitiba, Campo Largo, Itaperuçu e Almirante Tamandaré
Distância até a capital 10 km
Características geográficas
Área 275,466 km² [2]
População 24 843 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 90,19 hab./km²
Altitude 990,3 m
Clima subtropical Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,74 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 160 143,619 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 6 864,87 IBGE/2008[5]
Página oficial

Campo Magro é um município brasileiro do estado do Paraná. Sua população em 2010 é de 24 843 habitantes.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Campo origina-se do latim campus designando região de grande extensão de terra, que tem ou não árvores esparsas. Magro vem do latim macru, referindo-se a escasso, parco.

História[editar | editar código-fonte]

A história do município de Campo Magro remonta ao período histórico das explorações auríferas no sertão de Curitiba. A primeira povoação no território que constitui o atual município de Campo Magro foi iniciada há mais de três séculos.

Com o fim do período da exploração do ouro, que pouco ou quase nada representou, veio o do tropeirismo. Este sim marcou a história da localidade, inclusive no nome. A denominação Campo Magro se deve ao fato de que na ocasião em que os tropeiros demandavam pela região, na época do inverno, o gado emagrecia e sobrava pouco pasto verde para as reses. Mais parecia um campo minguado, um campo magro. E assim foi que a localidade ficou conhecida ao longo dos séculos, Campo Magro.

Segundo o pesquisador José Carlos Veiga Lopes, "na lista de ordenanças da vila de Curitiba", referente ao ano de 1791, aparece o bairro de Campo Magro com 8 casas. Pela lei nº 970, de 9 de abril de 1910, foi criado o distrito de Campo Magro, no município de Tamandaré, com a denominação de Nossa Senhora da Conceição, mudada pela lei de 4 de abril de 1924.

A história da gente de Campo Magro está invariavelmente ligada à de Almirante Tamandaré, acompanhando a vida política deste município em seus altos e baixos, mesmo quando, em 20 de dezembro de 1938, o município de Tamandaré foi suprimido. Ou mesmo quando Tamandaré passou a chamar-se Timoneira. Um escracho político.

O distrito judiciário de Campo Magro foi criado pelo decreto-lei estadual 199, de 30 de dezembro de 1943, com território do distrito de Santa Felicidade e transferido para o município de Colombo.

O município de Campo Magro foi criado através da lei estadual n.º 11.221, de 11 de dezembro de 1995, na sede do antigo distrito de Campo Magro, com território desmembrado do município de Almirante Tamandaré. A instalação deu-se em 1º de janeiro de 1997.

Política[editar | editar código-fonte]

No dia 28 de dezembro de 1995, às 15:35h, no gabinete do Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, o Deputado Aníbal Khury, promulgou a Lei n° 11.221 com a seguinte súmula: cria o Município de Campo Magro, desmembrado do Município de Almirante Tamandaré.

Lista de prefeitos[editar | editar código-fonte]

Lista de vereadores (mandato 2013-2016)[editar | editar código-fonte]

  • Gusto Juninho
  • Amarildo Ribas Machado
  • Cristina Balestra
  • Lourival Motorista
  • Arvinho
  • Silvano
  • Adeilson Gordo
  • Tadeu Boza
  • Zezinho da Bete
  • Arlei de Lara
  • Prof Valdir Costa

Principais Pontos Turísticos[editar | editar código-fonte]

Arte e Artesanato[editar | editar código-fonte]

A cidade abriga diversos artistas, talvez atraídos pelo ambiente tranquilo e belo. Entre eles podemos destacar artistas que trabalham com Pedras, como Alfi Vivern, outros que trabalham no entalhe de madeira e móveis rústicos, como Marcos, Sebastião Crepaldi e Zita de Pontes Crepaldi (Fafá), esculturas e peças com equipamentos eletrônicos e lixo, como Altamiro e paisagismo e composições naturais com Maria Luiza, entre outros mais tímidos. Campo Magro se consagra no mercado possuindo muitos artesãos de móveis e utensílios de vime, junco e ratan, além de peças de biscuí, crochê, tricô, taboa, entre outros materiais.

Cachoeira das Gêmeas[editar | editar código-fonte]

Localizada no bairro Macaco, mais conhecida região como Pedreira do Cal Bateias, encravada em reserva natural, com exuberante paisagismo com trilhas de fácil acesso, com grutas toda enfeitada com flores da região tornado-as ainda mais belas. Estão aptas à visitação pública. Caso interessar, possui guia residente próximo ao acesso da trilha - recomenda-se o uso de tênis ou botas.

Forno Velho[editar | editar código-fonte]

Forno de Cal desativado, destinava-se à produção de cal, de maneira rudimentar, com as pedras extraídas das saibreiras existentes na região, o cozimento era efetuado com lenha num período aproximado de quatro horas até a rocha obter a coloração branca, sendo armazenada em tambores para o respectivo transporte. Rua João Jacob Manfron - Várzea

Igreja Matriz[editar | editar código-fonte]

Construída no início do Século XX, possui amplo salão de festas com capacidade para 700 pessoas sentadas, Salão para palestras com auditorio para encenações teatrais, com capacidade para 200 pessoas. Possui uma gruta construída em pedra para a devoção à Nossa Senhora de Fátima erguida pela Congregação Mariana desta Matriz em meados de 1940. Rua Lia Garbáceo - Sede - Telefone (41) 3677-1124

Lagoa Feia[editar | editar código-fonte]

Localizada no bairro do mesmo nome, próximo à comunidade de Campo Novo e próximo à sede deste município. O nome Lagoa Feia originou-se da lenda contada pelos antigos moradores, que neste local existia uma capela e que em certa ocasião realizou-se desautorizadamente um baile neste local sagrado. Com este fato, conta a lenda, que esta igreja desapareceu do local, sem qualquer informação sobre os participantes. Tecnicamente, a Lagoa Feia, que na verdade é uma lagoa verde, tem a sua origem com o afundamento do solo por tratar-se de uma área de caster aquífero.

Morro da Palha[editar | editar código-fonte]

Com 1.190 metros é o morro mais alto da região da Conceição dos Correas. Também utilizado para saltar de “paraglider” (vôo livre). Trata-se do atrativo natural de maior porte. Determina uma visão panorâmica do município. Há diversos estabelecimentos de apoio próximos, de alimentos e bebidas, de artesanato, entre outros. Acesso: Fácil (a Pé ou feito com Veículo 4X4) Transporte: Feito somente pelo próprio visitante. Visitação: Ocorre principalmente durante o dia, não há taxas de entrada. Localização: Estrada da Conceição (rua João Jacob Manfron) Região da Conceição dos Correas, Acesso pelo Bar do Mauri: virar a esquerda na chácara Lumiar ou virar na rotatória do Restaurante O Casarão a esquerda, seguir as placas.

Observatório - Colégio Estadual do Paraná[editar | editar código-fonte]

Devido a grande área verde e pouca poluição foi instituída em Campo Magro o observatório astronômico do Paraná em substituição ao Planetário do Colégio Estadual do Paraná. Localizado à Rua Antonio Manosso - Juruqui, agendamento de turmas para visitação através do telefone (41) 3304-68912, com o Prof. Luiz.

Trilha do Ouro[editar | editar código-fonte]

Localizada na comunidade de Conceição dos Túlios, zona rural de Campo Magro a Trilha do Ouro como é conhecida pelo povo de campo magro, é formada pelo Rio Conceição, que apesar da ação do tempo e do homem, ainda preserva parte da história da comunidade. Segundo os moradores os paredões de pedras que existem em seu leito e suas margens, foram feitos pelos escravos, como também, a mudança do curso do rio, o qual foi dividido em dois leitos, segundo a história conta: Um senhor chamado Gaspar Correia que era o Senhor das Terras, homem este, muito rico, adquiriu as terras para a retirada do ouro, que na época existia nessa região. Mas, como a extração era difícil por ser um ouro fino, foi desviada da água do rio, através de um canal extravasor, utilizando-se de uma barragem acima do desvio da água, enquanto a água passava por um leito, no outro que possuía os paredões de pedra e se encontrava seco eram colocadas peles de carneiro, após era aberta a barragem onde a água do rio passava deixando o ouro incrustado nas peles de carneiro, depois novamente fechada a barragem e assim sucessivamente. Desta maneira acontecia a extração do ouro e tudo isso era feito pelos escravos e alguns índios. O ouro era levado para ser beneficiado em Campo Magro, lugar que ainda existe com o nome Bateias.

Verde Que Te Quero Verde[editar | editar código-fonte]

Circuito "Verde Que Te Quero Verde", que se compõe de uma série de pontos turísticos espalhados pela imensa área verde da qual é composta o município. Preocupação com meio ambiente é primordial em Campo Magro. A Usina de reciclagem de lixo da Prefeitura de Curitiba nos transporta a mais alta tecnologia no tratamento dos recicláveis.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Montanhas e árvores constituem um belo cenário em Campo Magro. O ponto mais procurado é o Morro da Palha com 1.190 m de altitude.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Devido o rico potencial hídrico, Campo Magro possui em seu território parte de duas unidades de conservação, a APA (Área de Proteção Ambiental) do Rio Passaúna e a UTP (Unidade Territorial de Planejamento) do Rio Verde, que determinam uma grande preocupação em conservar o Meio Ambiente em um remanescente da natureza nas proximidades de Curitiba, a capital do Estado. Dessa abundância de matas surgiu a denominação "Verde Que Te Quero Verde". Mais de 90 % da área do município é formada por área de mananciais, sendo que os Royalties de preservação são a principal fonte de renda do município.

Bairros[editar | editar código-fonte]

O bairro Jardim Boa Vista é o mais populoso e mais bem desenvolvido do município, faz a divisa de Campo Magro com Curitiba, sendo o bairro mais próximo da Capital Curitiba, estando a menos de 4km de Santa Felicidade. O Jardim Boa Vista possui escola municipal, creche e escola estadual, também existe no bairro a Biblioteca Pública, Posto de Saúde, bem como Academia da Saúde.

Também se destacam os bairros Jardim Cecília, Passaúna, Jardim Bom Pastor, Pioneiro, Jardim Viviane, Jardim Água Boa e Jardim Veneza além da Sede.

A colônia Dom Pedro II situada a 10 km de Curitiba atualmente pertencente ao Município de Campo Magro, foi fundada em 1876 pelos imigrantes Poloneses, sendo dividida em 28 lotes, abrangendo uma área total de duzentos e vinte e seis hectares. Em 1908 fundou-se a primeira escola da região, a qual era particular, com o objetivo de dar instrução aos filhos dos colonos, porém somente 30 anos depois foi reconhecida e registrada na Secretaria da Educação e da Cultura.

Área rural[editar | editar código-fonte]

A região de Conceição, localizada na área rural de Campo Magro, possui uma grande gama de histórias e lendas. A primeira povoação no território ocorreu por volta de 1801, com a chegada de Gaspar Correia Leite e sua esposa Esmenia Ferreira, que acompanhados de seus escravos, saíram de suas terras buscando novas riquezas. Depararam-se com inúmeras dificuldades, pois a região era desabitada, com matas virgens, mas com muitas riquezas minerais. Devoto de Nossa Senhora, Gaspar chamou a região de Nossa Senhora da Conceição, e logo construiu uma capela de pedra para colocar as duas imagens que trouxe consigo: Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora da Luz, realizando assim novenas e adorações. Gaspar adquiriu as terras para a extração do ouro, trabalho realizado por escravos e alguns índios. Para facilitar a extração do ouro mais fino, foram construídos paredões de pedra em torno do leito e das margens, além da mudança no curso do rio, que teve seu leito dividido em dois. Com o decorrer do tempo a comunidade fundada por Gaspar aumentou, fazendo com que a localidade de Nossa Senhora da Conceição passasse a se chamar Conceição dos Correias. Através do trabalho escravo, Gaspar abriu estradas para carros de boi, ligando a região a Bateias, local onde o ouro era conduzido para ser beneficiado. Após alguns anos, Gaspar partiu para Curitiba, deixando em seu lugar o filho Antonio Correia. Gaspar faleceu em 18 de junho de 1819, aos 72 anos, deixando para trás uma experiência de luta que gerou frutos significantes para a história do município de Campo Magro.

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Hino Municipal de Campo Magro[editar | editar código-fonte]

Nasceu com braços fortes Na história do Paraná Vertem os Mananciais Das águas e dos minerais.

Jovem município altaneiro A juventude em flor Nas lutas dos pioneiros Na terra o trabalhador Chama que queima ardente Herança de paz e amor.

Campo Magro, na raiz da sua glória Vibra forte faz pulsar a emoção Salve a bandeira nossa guia Nas veias do coração.

Campo Magro, na raiz da sua glória Vibra forte faz pulsar a emoção Salve a bandeira nossa guia Nas veias do coração.

Letra: Nelson Santos Música: Paulo Kühn


Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.