Mesorregião do Norte Central Paranaense

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Norte Central Paranaense
Unidade federativa  Paraná
Mesorregiões limítrofes Centro-Sul Paranaense; Norte Pioneiro Paranaense; Noroeste Paranaense; Centro Ocidental Paranaense; Centro Oriental Paranaense; Sudeste Paranaense; Presidente Prudente (SP); Assis (SP)
Área 24.555,727 () km²
População 1.969.645 hab. est. 2006
Densidade 80,2 hab/km²
Indicadores
PIB R$ 15.974.360.559,00 IBGE/2003
PIB per capita R$ 8.389,50 IBGE/2003

A mesorregião do Norte Central Paranaense é uma das dez mesorregiões do estado brasileiro do Paraná. É formada pela união de 79 municípios agrupados em oito microrregiões.

A Ocupação do Norte do Paraná

Nas primeiras décadas do século XX, alguns fazendeiros paulistas, mineiros e gaúchos desejavam novas e férteis terras, para ampliarem suas propriedades. O Norte-Central do Paraná surgiu como um rico filão a ser explorado, e abrandaria com sua terra vermelha, ou “rossa” como diziam os italianos, as mais diversas necessidades. Para viabilizar economicamente a exploração da região, como por exemplo a abertura de estradas, foi necessário muito capital.

Os capitais para os investimentos necessários aforam conseguidos em bancos estrangeiros, principalmente ingleses e também através do fracionamento das terras que haviam sobrado, após, é lógico, as melhores terem sido separadas. A área fracionada foi posteriormente vendida a colonos paulistas, mineiros e imigrantes, todos ávidos por terra e pelos lucros provenientes do café, enormes desde que o “Convênio de Taubaté”, firmado em 26 de fevereiro de 1906, definiu as bases do que se chamaria política de valorização do café, e oficializou a intervenção estatal para proteger o comércio e a elevação dos preços do produto;

Este Convênio também limitava o plantio de novos cafezais nos Estados de São Paulo Minas e Rio de Janeiro, deixando livre para o plantio de novas lavouras, regiões ainda não desbravadas como o Norte-Central do Paraná

Embora, saibamos que a colonização do Norte do Paraná, e o surgimento de suas mais importantes cidades, como Londrina e Maringá, tenha sido realizada em marcha ritmada e constante, ditada pela expansão do café, este produto não foi a única, nem a primeira atividade econômica a ser explorada na região.

A partir de 1920, o grupo econômico liderado pelo paulista Antônio Barbosa Ferraz, que já possuía cerca de um milhão de pés de café em Cambará, resolveu iniciar a construção de uma estrada de ferro, que a partir de um ramal da Ferrovia Sorocabana em Ourinhos -SP, passaria pelo Norte do Paraná, e atravessando fronteira atingiria o Paraguai. Esta ferrovia trouxe novo alento a colonização. Chegaram compradores, que se tornaram os novos proprietários, também trabalhadores que desprovidos de capital e de crédito vendiam sua força de trabalho nesta que era para a época, a nova fronteira agrícola brasileira.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O Norte Central do Estado do Paraná (Mesorregião Central, também conhecido como Norte Novo), está localizado em sua maior porção no terceiro planalto paranaense e o restante do seu território no segundo planalto. Fazendo parte do grande Norte do Estado, juntamente com o Norte Pioneiro e o Noroeste. O Norte Central abrange uma área de 18.215km2 ou 1.821.500ha, que representa 9% do território paranaense. O solo da região é composto de alterações das rochas basálticas, associada ao clima da região que originou os solos do tipo terra roxa. A região compreendida no quadrilátero formado pelos rios Tibagi a leste, Paraná a oeste, Iguaçu ao sul e Paranapanema ao norte é uma grande área de terras férteis cortada por centenas de rios e riachos, rica em animais e árvores frutíferas.

Clima[editar | editar código-fonte]

O tipo climático predominante é o Subtropical Cfa com verões quentes e Geadas pouco frequentes (principalmente nas areas próximas com a fronteira de São Paulo). As chuvas são bem distribuidas durante o ano, porém com maior tendência nos meses de verão.

Economia[editar | editar código-fonte]

A principal fonte econômica da região é a AgroIndustria alimenticea. Destaca-se a produção de Soja, Milho e Trigo. O café foi responsável por metade do total exportado no mundo na década de 60. Porém devido às geadas na década de 70 aboliram quase que por completo essa cultura. A cana-de-açúcar também tem importância relevante apesar se serem cultivadas no extremo norte da microrregião.

Aproximadamente 86% da área são de estabelecimentos agropecuários e 75% representam áreas trabalhadas pelo homem, os principais municípios-pólo do Norte Central – Londrina e Maringá – evidenciaram expressivas taxas de crescimento da população total diferenciando-se da dinâmica de forte perda experimentada pela grande maioria dos demais municípios componentes da mesorregião, no último ano. Esses pólos continuaram crescendo a taxas superiores à média do Estado e da própria região, em 2000, concentravam, em conjunto, 40% do total da população mesorregiona.

Microrregiões[editar | editar código-fonte]