Coronel Vivida

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Município de Coronel Vivida
"Barro Preto"
Bandeira de Coronel Vivida
Brasão de Coronel Vivida
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 14 de dezembro de 1955
Gentílico vividense
Prefeito(a) Frank Ariel Schiavini (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Coronel Vivida
Localização de Coronel Vivida no Paraná
Coronel Vivida está localizado em: Brasil
Coronel Vivida
Localização de Coronel Vivida no Brasil
25° 58' 48" S 52° 34' 04" O25° 58' 48" S 52° 34' 04" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Sudoeste Paranaense IBGE/2008 [1]
Microrregião Pato Branco IBGE/2008 [1]
Distância até a capital 420 km
Características geográficas
Área 684,417 km² [2]
População 21 692 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 31,69 hab./km²
Altitude 710 m
Clima Subtropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,775 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 259 687,090 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 11 812,01 IBGE/2008[5]
Página oficial

Coronel Vivida é um município brasileiro do sudoeste do estado do Paraná. Fica próximo a Pato Branco e Francisco Beltrão.

Seu primeiro nome foi Barro Preto, um pacato vilarejo que deu lugar ao município de hoje, pertencia ao município de Mangueirinha do estado do Paraná e foi desmembrada a 14 de dezembro de 1954. Sua economia baseia-se principalmente na agricultura e no comércio. Faz divisa com 6 municípios, são eles: Pato Branco, Honório Serpa, Mangueirinha, Chopinzinho, São João e Itapejara d'Oeste. Conta com a 3ª CIA do 3° Batalhão de Polícia Militar,e um Sub-Grupamento do Corpo de Bombeiros,Serviço de Atendimento Móvel de Urgência(SAMU),Unidade de Pronto Atendimento(UPA 24h).

História[editar | editar código-fonte]

O povoamento do município de Coronel Vivida evolui das bordas para o “centro” no extremo leste nascia a localidade de Jacutinga, desde 1920. Do lado Sul, na direção de Pato Branco, já em 1940, são lançadas as primeiras bases de Palmeirinha . De Jacutinga, por obra de Pedro Poleze, primeiro morador da localidade, partem as primeiras incursões ao local onde hoje é a cidade. Vinha ele a caçadas em companhia de seu irmão João Poleze. Em certa vez estes caçadores mataram uma grande anta, no banhado que serve de cabeceira do rio denominado hoje Barro Preto. Ao resgatar o animal que se afundara no lodo, João e Pedro Poleze constataram que este era preto, e admiraram-se do “Barro Preto” achado. Tratando-se de um lugar freqüentado por muitos animais de caça, sobretudo antas, tornou-se costumeiro aos habitantes e caçadores daquele tempo. O nome ficou para sempre gravado, tendo sido a primitiva denominação Barro Preto, atualmente Coronel Vivida.

PRIMEIRA ELEIÇÃO MUNICIPAL: Ocorre em 3 de outubro de 1955, a primeira eleição para prefeito e vereadores de Coronel Vivida. Venceu o candidato do PTB, Paulino Stédile, com 655 votos, contra 297, dados a Zeferino Poletto do PSD. O PTB elegeu os seguintes vereadores:

  • Ernesto Stédile- 107 votos
  • Frederico Berger- 100 votos
  • Germano Stédile- 74 votos
  • Avelino Balbinot- 63 votos
  • Leopoldo Alves dos Santos- 55 votos
  • Juventino Rufatto- 51 votos
  • Eledovino Bassetto- 50 votos

Símbolos municipais[editar | editar código-fonte]

De acordo com a Lei Municipal sob nº 506/72, datada de 3 de setembro de 1972:

A bandeira municipal de Coronel Vivida, de autoria do heraldista Arcinoé Antonio Peixoto de Faria, da Enciclopédia Heráldica Municipalista, esquartelada em faixas, sendo os quartéis de verde, constituídos por três faixas horizontais brancas, carregadas de sobre-faixas vermelhas, que partem de um triângulo lateral esquerdo, branco, onde o brasão municipal é aplicado, tendo o triângulo por base a própria tralha da bandeira. O Brasão constante na bandeira simboliza o Governo Municipal e o flanco quartel triangular branco onde é aplicado, representa a própria cidade - sede municipal, as faixas que partem desse flanco quartel, dividindo o campo da bandeira em quartéis que simbolizam a irradiação do poder Municipal a todos os quadrantes de seu território. Hino Municipal.

Barro Preto de outrora, tua vida
Transformou-se depressa. É o labor!
Hoje és o Coronel Vivida
Um motivo de orgulho maior
Tens o nome de um vanguardeiro
Que esta gleba pujante, domou,
Sempre a sombra do Altivo Pinheiro
Que um progresso fecundo, marcou!
Tens a graça de oculta princesa,
A doçura de agreste jardim
É a noiva, com toda certeza
Desse rio caudoloso, o Chopim!
Ó celeiro de um grão sudoeste
No milagre de abastecer
Que este canto, mais galas te empreste
Tu, que anseias, mais bela, viver!
Ó esperança dos filhos de agora
Sempre unidos, o teu povo será
Imitemos, pioneiros de outrora
Pois que somos, também Paraná !

Turismo[editar | editar código-fonte]

O turismo local é baseado no turismo ecológico, devido a grande quantidade de cachoeiras, mais especificamente 232 cachoeiras catalogadas, no interior do município.

Pesquisadores e geólogos da UNICAMP descobriram através de imagens de satélite que o Distrito de Vista Alegre está dentro de uma cratera de 9,5 quilômetros de diâmetro. Pelo tamanho da cratera, calcula-se que ela tenha sido formada há 60 milhões de anos, quando um meteorito caiu na região Pelo tamanho da cratera, calcula-se que o meteorito deveria ter 400 metros de diâmetro, equivalente a 4 quarteirões.

Além de ter vários outros pontos como o chafaris no centro que é considerado um marco para a cidade, além de cachoeiras e outros lugares. Além de ter um prédio histórico que foi tomado como patrimonio Cultural pelo tempo e seus detalhes da decoração.

Agricultura[editar | editar código-fonte]

A agricultura representa 46% da renda anual do município de Coronel Vivida, destacam-se na agricultura a produção de leite e a grande produção de grãos. As áreas mais produtivas no interior do município são o distrito de Vista Alegre, e a comunidade de Alto Pinhal, ambas com terras férteis o que proporciona uma elevada produção de milho e soja no verão e no inverno uma alta produtividade de trigo e aveia.

O município tem um clima adequado tornando extensas as pastagens da região, dessa forma desenvolve-se uma boa produção de leite a qual é levada até os laticínios da região para a produção de queijo ou pasteurização. As principais raças de gado leiteiro encontradas no município são:

  1. Gado Jersey
  2. Gado Holandês

Em sua totalidade todas as comunidades do município desenvolvem a atividade leiteira, principalmente nas propriedades de agricultura familiar, além disso se desenvolve o plantio de hortaliças como alface, tomate, repolho, rúcula entre outras, as quais são vendidas para o próprio município e até mesmo para todo o sudoeste do Paraná.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Seus principais rios são o Rio Barro Preto e o Rio Jacutinga, ambos deságuam no Rio Chopim, o qual é divisor entre Coronel Vivida e alguns municípios.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de Coronel Vivida é bem definido, por influência do clima Subtropical, apresenta estações váriadas, o inverno caracteriza-se por ser extremamente frio e seco, podendo até mesmo ocorrerem geadas. Já o verão apresenta-se muito quente mas úmido, com um índice de chuvas muito elevado, e nesse período é comum a ocorrencia de formações conhecidas como shelf cloud, caracterizadas por serem as principais responsáveis pela ocorrência de granizo e ventos fortes no município. O outono apresenta-se um pouco mais frio que o verão e o regime de chuvas continua ainda constante. Na primavera o clima já começa a esquentar e as chuvas aumentam gradativamente.

Comunicações[editar | editar código-fonte]

A cidade conta com três emissoras de rádio que transmitem para todo o município e em grande parte do sudoeste do Paraná:

  • Rádio Voz do Sudoeste AM
  • Rádio Vicente Palotti AM
  • Rádio Máxima FM

Localização[editar | editar código-fonte]

Localizado em uma área próspera, o município esta situado entre grandes rodovias do Brasil, como a BR-373 que liga ao litoral paranaense e Curitiba, e a BR-158 ligando o município ao norte e sul do Brasil.

No trecho em que a rodovia liga os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, utiliza-se da Ponte Rodoferroviária sobre o Rio Paraná, com 2.600 metros de extensão.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
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