Meteorito

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O meteorito "Willamette", o maior já encontrado nos Estados Unidos, no estado do Oregon. É o sexto maior encontrado no mundo inteiro.

Um meteorito é a denominação dada quando um meteoroide, formado por fragmentos de asteroides ou cometas ou ainda restos de planetas desintegrados, que podem variar de tamanho desde simples poeira a corpos celestes com quilômetros de diâmetro, alcança a superfície da Terra, podendo ser um aerólito (rochoso), siderito (metálico) ou siderólito (metálico-rochoso).

Composição[editar | editar código-fonte]

Meteorito Marília, condrito H4 que caiu em Marília, em 5 de outubro de 1971, às 17 h.

Ao contrário dos meteoros (popularmente chamados de estrelas cadentes), os meteoritos que atingem a superfície da Terra não são consumidos completamente, apesar da temperatura elevada que atingem devido ao atrito com a atmosfera. Os mais comuns não contêm misturas de elementos, sendo compostos por côndrulos, podendo também conter partículas de ferro. Os condritos carbonácios podem conter moléculas complexas de hidrocarbonetos.

Os meteoritos metálicos são constituídos por ferro (aproximadamente 85%) e níquel (aproximadamente 14%), podendo conter outros elementos em menor proporção. São também designados de sideritos.

Além desses, ainda existem os meteoritos ferro-rochosos, que são uma mistura da liga de ferro-níquel (50%) e outros minerais (50%).

O material do qual os meteoritos são formados podem esclarecer a formação do nosso sistema solar.[1]

Meteoritos especiais, os carbonáceos, podem ter dado a origem da vida na Terra, por conter compostos carbônicos complexos.[1]

Meteoritos encontrados[editar | editar código-fonte]

O meteorito "Hoba West", o maior já encontrado.

O maior conhecido é o Hoba West, foi encontrado próximo de Grootfontein, Namíbia tem 2,7 m de comprimento por 2,4 m de largura e peso estimado de 59 toneladas.

O maior em exibição em um museu é o Cabo York que pesa aproximadamente 30 toneladas, foi encontrado perto de Cabo York, Groenlândia em 1897 pela expedição de Robert Peary e está no Museu Americano de História Natural, em Nova Iorque, nos Estados Unidos.

No Brasil o maior meteorito encontrado é o chamado Pedra de Bendegó, que caiu no sertão da Bahia em 1784 e está exposto no Museu Nacional, no Rio de Janeiro desde 1888. Nesse mesmo museu está exposto o meteorito Angra dos Reis, que caiu em 1869.[2] Em junho de 2010, um condrito caiu na zona rural do município de Varre-Sai, no estado do Rio de Janeiro.[3]

O nome dado ao meteorito está relacionado à proximidade de onde foi recuperado.[1]

Uma estatueta milenar de um buda, descoberta por uma expedição nazi ao Tibete em 1938, foi esculpida num meteorito. A estátua, designada "Homem de Ferro", pesa mais de dez quilos, mas não tem mais de 24 centímetros de altura. Pensa-se que representa o deus Vaisravana, o rei búdico do Norte, também chamado Jambhala no Tibete[4] .

Pessoas atingidas por meteoritos[editar | editar código-fonte]

Não existe nenhum caso totalmente comprovado de algum ser humano ou animal já ter sido morto por um meteorito, embora a história relate vários eventos, cuja autenticidade tem sido disputada. Por exemplo, dois monges supostamente foram mortos por meteoritos, um em Cremona em 1511 e outro em Milão em 1650. Dois marinheiros suecos também teriam sido mortos quando um meteorito atingiu seu barco em 1674.[5]

Entretanto, a possibilidade de alguém ser morto por um meteorito de fato existe, ainda que seja muito pequena. Mas já se registraram casos autenticados de impactos diretos em pessoas, causando ferimentos sem morte, outros de quedas nas proximidades de pessoas, também resultando em ferimentos ou danos materiais. Em 1847, em Braunau, na Boêmia, um meteorito de 17 kg destruiu o teto do quarto onde dormiam três crianças, cobrindo-as de destroços, mas não ferindo-as com gravidade.

No estado norte-americano do Alabama, na cidade de Sylacauga em 30 de novembro de 1954, uma mulher ficou ferida quando uma pedra de quase 4 kg abriu um buraco no teto de sua casa e acabou atingindo sua perna.[5] Em 14 de agosto de 1992 um pequeno fragmento do meteorito Mbale atingiu a cabeça de um jovem em Uganda, mas não o feriu, pois ricocheteou e partiu-se em uma árvore de bananeira antes de atingí-lo.[6]

Em 9 de outubro de 1992, em Pekskill no estado de Nova Iorque, um meteorito atingiu um carro Cadillac que estava estacionado. O mesmo ocorreu em 1994, quando um casal de Madrid viu um meteorito perfurar o seu carro, mas ninguém foi directamente atingido.[7]

Em junho de 2009 um jovem alemão de 14 anos foi atingido por um meteorito do tamanho de uma ervilha, na cidade de Essen, que caiu na Terra a mais de 40 mil quilómetros por hora. Apesar de ferido numa mão, Gerrit Blank declara-se orgulhoso por ter sobrevivido a este raro encontro.[8]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c ZUCOLOTTO, Maria Elizabeth; FONSECA, Ariadne do Carmo. . "Tem um ET no seu quintal". Ciência Hoje 46 (276): 41-45.
  2. Busca implacável Instituto Ciência Hoje (13 de novembro de 2013). Visitado em 18 de novembro de 2013.
  3. Clarão visto no último sábado foi a queda de um meteorito (23 de junho de 2010). Visitado em 25 de junho de 2010.
  4. Tibetanos esculpiram buda num meteorito.
  5. a b Heide, Fritz & Wlotzka, Frank. Meteorites: messengers from space. Springer, 1995, p. 79
  6. Weissman, Paul Robert e Johnson, Torrence V. Encyclopedia of the solar system. Academic Press, 2007, p. 256
  7. Jornal Sol (em Português). Visitado em 10 de Novembro de 2009.
  8. Jornal Telegraph (em Inglês). Visitado em 10 de Novembro de 2009.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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