Templo de Ártemis

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O sítio do templo em Éfeso, Turquia. Restam destroços empilhados, mas nada do templo original

O templo de Ártemis (ou templo de Diana) foi uma das sete maravilhas do Mundo Antigo, localizado em Éfeso. Foi o maior templo do mundo antigo, e durante muito tempo o mais significativo feito da civilização grega e do helenismo, construído para a deusa grega Ártemis, da caça e dos animais selvagens. Foi construído no século VI a.C. no porto mais rico da Ásia Menor pelo arquiteto cretense Quersifrão e por seu filho, Metagenes.[1] Era composto por 127 colunas de mármore, com 20 metros de altura cada uma. Duzentos anos mais tarde foi destruído por um grande incêndio, e reerguido por Alexandre III da Macedónia. Atualmente, após sucessivos terremotos e saques, apenas uma solitária coluna do templo reerguida por arqueólogos alemães no século XIX encontra-se de pé.

O Templo de Ártemis, imaginado por Maarten van Heemskerck (1498 - 1574)

O templo de Ártemis homenageava a deusa dos bosques, a Diana romana. Os colonizadores gregos encontraram os habitantes da Ásia Menor cultuando uma deusa que identificaram como Ártemis. Então construíram um pequeno templo que foi reconstruído e aumentado muitas vezes. Somente na quarta expansão o templo, que levou 120 anos para ser terminado, foi incluído na lista das sete maravilhas do mundo antigo. Media 138 metros de comprimento por 71,5 metros de largura com colunas de 19,5 metros de altura e era famoso pelas obras de arte, entre elas a escultura da deusa em ébano, ouro, prata e pedra preta.[2] Foi destruído duas vezes: a primeira em 356 a.C. (na noite do nascimento de Alexandre) num incêndio causado por Heróstrato; sendo reconstruído a seguir; foi pilhado e parcialmente destruído em 260 d.C.. por um ataque dos godos.

Documentos registram que estava em razoável estado de conservação no século VI d.C., mas muito material utilizado em sua estrutura já estava sendo utilizado para a construção de igrejas em Éfeso, tendo sido a destruição do templo se intensificado e completada com a invasão otomana, quando alguns de seus últimos vestígios foram aproveitados em mesquitas. Restam algumas esculturas e objetos, expostos em Londres. No templo, chegaram a trabalhar centenas de sacerdotisas virgens, as quais praticavam a abstinência sexual e artes mágicas, acreditando na superioridade feminina.

Referências

  1. Temple of Artemis at Ephesus (em inglês) (28 de abril de 2003). Visitado em 29 de abril de 2009.
  2. Temple of Artemis, Corcyra (em inglês) (2000). Visitado em 29 de abril de 2009.