Licurgo de Esparta

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Licurgo

Licurgo foi um lendário legislador da pólis de Esparta. Nada se sabe seguramente sobre a existência desta personagem. Heródoto fala dele em meados do século V a.C., mas a vida do legislador deve ter decorrido no século VIII a.C.. Mas a sua memória seria correntemente mencionada na Esparta do século V, pois os seus habitantes nessa época sentiam a necessidade de atribuir a organização estatal que os regia a um ser humano, e não ao acaso.

Plutarco, em sua biografia no livro Vidas Paralelas, comenta que, à sua época, havia várias versões contraditórias sobre a vida de Licurgo, e que ele procurou fazer uma síntese, escolhendo os autores antigos que menos se contradiziam.[1]

Por outro lado, também não é indispensável sabê-lo, dado que a compilação das leis não foi obra pessoal - e a própria lenda assinala que lhe foram entregues pelo oráculo de Delfos para dirigir o seu povo. A maioria das disposições que lhe tem sido atribuídas são reflexo de costumes vigentes muito antes na região. O carácter mágico e obscuro de algumas dessas leis leva a pensar que o conjunto delas fosse uma compilação de usos tradicionais levada a cabo por alguma personagem ligada à religião tradicional ou pelo próprio sentimento do povo, desejoso de retornar à severidade e segurança civil dos tempos passados.

Conta a lenda, que ele, ao terminar o conjunto de leis que regeriam Esparta, solicitou um pedido e uma promessa do rei. Com a concordância e sabedor da fraqueza humana frente às injuções políticas de momento, pediu a promessa que as Leis só seriam alteradas com o aval dele (Licurgo) e pediu sua condenação ao ostracismo, para que as Leis sobrevivessem aos homens. Licurgo também foi o estadista responsavel pelas leis de esparta. A lei de licurgo determinava a educação dos jovens pela cidade de esparta a partir dos 7 anos de idade.

Referências

  1. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de Licurgo, I.3
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