Esopo
Esopo (em grego Αἴσωπος, transl. Aisōpos) foi um escritor da Grécia Antiga a quem são atribuídas várias fábulas populares. A ele se atribui a paternidade da fábula como gênero literário.
Malgrado sua existência permaneça em dada medida incerta e pouco se saiba quanto à origem de várias de suas obras, seus contos se disseminaram em muitas línguas pela tradição oral. Em muitos de seus escritos, os animais falam e têm características humanas.
As fábulas de Esopo serviram como base para recriações de outros escritores ao longo dos séculos, como Fedro e La Fontaine.
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Biografia [editar]
O fabulista grego teria nascido no final do século VII a.C. ou no início do século VI a.C.1 . O local de seu nascimento é incerto. Heráclides do Ponto na obra Acerca dos Samios, afirmava que Esopo nascera na Trácia2 . Certo é que morreu em Delfos, tendo sido executado injustamente, segundo descreve Heródoto (Histórias, II, 134) e o Suda. Segundo Heródoto, Esopo foi escravo de Jádmon, um cidadão de Samos, juntamente com uma outra escravo chamada Ródope3 .
As fábulas de Esopo e outras possivelmente a ele atribuídas foram reunidas pela primeira vez por Demétrio de Faleros, no início do século III a.C.4 5 .
Aristóteles afirmou na Retórica que Esopo teria uma vez discursado na Assembléia de Samos em defesa de um demagogo6 . Platão cita o nome de Esopo no diálogo Fédon (60c-61a), o que faz muitos a concluírem que suas fábulas eram muito conhecidas nesse momento histórico posterior7 .
Fábulas [editar]
Entretanto, foi-lhe atribuído um conjunto de pequenas histórias, de carácter moral e alegórico, cujos papéis principais eram desenvolvidos por animais. Na Atenas do século V a.C., essas fábulas eram conhecidas e apreciadas.
As fábulas que lhe são atribuídas sugerem normas de conduta que são exemplificadas pela ação dos animais (mas também de homens, deuses e mesmo coisas inanimadas). Esopo partia da cultura popular para compor seus escritos. Os seus animais falam, cometem erros, são sábios ou tolos, maus ou bons, exatamente como os homens. A intenção de Esopo, em suas fábulas, era mostrar como os seres humanos podiam agir, para bem ou para mal.
Imagens [editar]
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Fontana Maggiore, 8 (pt: Fonte Maior) em Perugia na Itália, esculpida entre 1275-78 por Nicola Pisano e Giovanni Pisano. Mostra detalhes das fábulas O Lobo e a Garça e O Lobo e a Ovelha.
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Referências
- ↑ AVELEZA, Manuel. As Fábulas de Esopo, p. XLIV - (em português)
- ↑ AVELEZA, Manuel. As Fábulas de Esopo, p. LX - (em português)
- ↑ Heródoto, Histórias, II 134. Apud AVELEZA, Manuel. As Fábulas de Esopo, p. LIV-LV - (em português)
- ↑ AVELEZA, Manuel. As Fábulas de Esopo, p. XLII - (em português)
- ↑ Diogenes Laertios, Vidas e Doutrinas dos Filósofos Ilustres (Tradução Mario da Gama Kury), p. 147 - (em português)
- ↑ ARISTÓTELES. Arte Retórica. Tradução Antônio Pinto de Carvalho. Rio de Janeiro: Editora Ediouro - Tecnoprint, 1979. - (em português)
- ↑ Platão. Fedão. Tradução Carlos Alberto Nunes. Belém: UFPA, 1973, p. 252-253. - (em português)
- ↑ (em italiano) Perugiaonline
Bibliografia [editar]
- AVELEZA, Manuel. As Fábulas de Esopo (Texto Bilíngüe). Rio de Janeiro: Thex, 1999, ISBN 8585575956.
- (em português) Fábulas de Esopo - Drummond, Regina. Editora Paulus, ISBN 8534905452.
- Diogenes Laertios. Vidas e Doutrinas de Filósofos Ilustres (trad. Mario da Gama Kury). Brasília: UnB, 1987.
- Platão. Fedão. Tradução Carlos Alberto Nunes. Belém: UFPA, 1973.
Ligações externas [editar]
Obras de Esopo no Project Gutenberg USA
- Aesopica.net Mais de 600 fábulas de Esopo em Inglês, acrescido de textos em latim e grego - (em inglês)
- Fábulas en griego (assuntos em (em espanhol)).