Fábula

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Um coelho com características humanas

As fábulas (do Latim fabula, significando "história, jogo, narrativa", literalmente "o que é dito")[1] são uma aglomeração de composições literárias em que os personagens são animais que apresentam características humanas , tais como a fala, os costumes, etc. Estas histórias terminam com um ensinamento moral de caráter instrutivo.[2] [3] É um gênero muito versátil, pois permite diversas maneiras de se abordar determinado assunto.Fábulas naturalmente tem como descrição animais como personagens e no seu final apresenta um ensinamento ou seja a MORAL.

Gênero Simples[editar | editar código-fonte]

A fábula é um gênero narrativo que surgiu no Oriente, mas foi particularmente desenvolvido por Esopo, escravo que viveu no século V a.C., na Grécia. À Esopo foi atribuído um conjunto de grandes histórias, de caráter moral e alegórico, cujos papéis principais eram desenvolvidos por animais ou mitos. . Por meio dos diálogos entre os bichos e das situações que os envolviam, ele procurava transmitir sabedoria de caráter moral ao homem. Assim, os animais, nas fábulas, tornam-se exemplos para os seres humanos. Cada animal simboliza algum aspecto ou qualidade do homem como, por exemplo, o leão representa a força; a raposa, a astúcia; a formiga, o trabalho etc. É uma narrativa inverossímil, com fundo didático. Quando os personagens são seres inanimados (objetos), a fábula recebe o nome de apólogo. A temática é variada e contempla tópicos como a vitória da fraqueza sobre a força, da bondade sobre a astúcia e a derrota de preguiçosos.

La Fontaine foi outro grande cultor do gênero, imprimindo à fábula grande refinamento. George Orwell, com sua "Revolução dos Bichos" (Animal Farm), compôs uma fábula (embora em um sentido mais amplo e de sátira política).

No início do século XXI napolitana escritor Sabatino Scia é o autor de mais de duas centenas de contos de fadas do que ele chama de "protesto ocidental". Os protagonistas não são sempre os animais, mas também as coisas, os elementos da natureza. O objetivo é sempre, como no conto de fadas tradicional, desempenham um detector da sociedade humana [4] .

Autores[editar | editar código-fonte]

Escritores de língua portuguesa que cultivaram o gênero:

Referências

  1. "Fable". Online Etymology Dictionary. (em inglês) (acesso em 08/05/2011)
  2. "FABLE (Fr. fable, Lat. fabula)". Online Encyclopedia (Originally appearing in Volume V10, Page 115 of the 1911 Encyclopedia Britannica). (em inglês) (acesso em 08/05/2011)
  3. Bacha, Edmar. "O rei da Belíndia (uma fábula para tecnocratas)". Publicado no portal do "Instituto de Estudos de Políticas Econômicas - Casa das Garças". (acesso em 09/05/2011)
  4. Sabatino Scia, Maria Orsini Natale, La favola del cavallo Avagliano,2007
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