Mecha

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Um mecha (メカ, meka?, abreviatura de mechanical, inglês para mecânico) é um robô gigante (geralmente bípede) controlado por um piloto ou controlador, comuns em algumas obras de ficção científica, mangá e anime1 . Um mecha geralmente é uma máquina de guerra ou combate com pernas, cujos principais oponentes são monstros gigantes ou outros mechas. Geralmente são construídos em formato antropomórfico (de ser humano) ou de animais.

Considera-se que a primeira aparição de um mecha ocorreu na novela "A Guerra dos Mundos", de H. G. Wells2 , na qual os marcianos pilotam naves trípedes similares a muitos mechas atuais.

O conceito de mecha está intimamente relacionado ao de exoesqueletos na ficção científica, que seriam estruturas vestidas por uma pessoa capazes de ampliar seus movimentos ou conferi-la mais força. A diferença é que um exoesqueleto é "vestido" pelo piloto (em volta do corpo e imitando seus movimentos), enquanto um mecha é pilotado por controles ou mentalmente.

O gênero mecha de anime[editar | editar código-fonte]

No contexto do anime, também se chama de mecha às produções em que mechas e seus pilotos são os principais personagens. Esse gênero também se tornou popular em séries de ficção científica japonesa, conhecidas como tokusatsu, e levou a produção de grandes linhas de brinquedos inspirados nos mechas.

O público-alvo desses animes são jovens e adultos do sexo masculino, mas há uma grande variedade de histórias sobre mecha abrangendo vários gêneros e estilos. Características comuns do gênero são o combate ao mal e os pilotos de idade adolescente.

O gênero iniciou-se com o mangá Tetsujin 28-go de Mitsuteru Yokoyama em 19563 , que foi animado em 1963. Considera-se que popularidade dos mecha, no entanto, começou com o surgimento da série Gundam em 1979, que deu origem a vários programas e séries animadas. Algumas séries de mecha tornaram-se bastante populares por todo o mundo, como Super Sentai, dando origem até a paródias como na série animada Megas XLR.

Jogos[editar | editar código-fonte]

Vários jogos, tanto em videogames quanto em jogos de computador, contam com a presença de mechas. Considera-se que mechas sejam populares no âmbito dos jogos devido a suas características de força e poder. Alguns jogos de tabuleiro, como Battletech, também giram em torno do universo dos mechas.

Alguns dos principais jogos eletrônicos que incluem mechas são Zone of the Enders (para Playstation 2), Macross, MechWarrior, MechCommander e Earthsiege. Os jogos de RPG Xenogears, Front Mission e os jogos da série Xenosaga têm em suas histórias os mechas, fazendo com que estes jogos lembrem um pouco os animes.

Filmes[editar | editar código-fonte]

Alguns filmes, geralmente versões em longa-metragem de animes do gênero, lidam com mechas em sua história e os têm como personagens.

Os mechas também são citados (como meca) em Inteligência Artificial, um filme de Steven Spielberg, embora em outro contexto: a palavra meca é usada para descrever andróides, em oposição a seres orgânicos (orga).4

Mechas específicos na mídia[editar | editar código-fonte]

Aplicações reais[editar | editar código-fonte]

Estátua na cidade de Rotterdam

Apenas recentemente começamos a criar robôs com pernas com mobilidade razoável, e mesmo assim ainda se está muito longe para uma mobilidade equiparável a humana. Portanto, poucos testes sérios foram feitos no sentido de se criar um mecha real, e todos eles lentos ou desajeitados demais para uma aplicação prática eficiente. Portanto apenas a imaginação e suposições podem explicar se mechas são possíveis, em questão de vantagens e ao custo de uso.

Muitas pessoas acreditam que não, pois sempre haverá veículos mais específicos que serão mais baratos e executarão o trabalho igual ou melhor, como por exemplo mechas militares contra tanques e helicópteros, ou mechas de construção contra guindastes.

Porém, deve-se considerar as vantagens da mobilidade de um ser humano (ou uma aranha) contra a mobilidade de veículos de rodas. Um veículo terrestre com pernas certamente alcançaria áreas intransponíveis para outros veículos terrestres. Com isso permitiria a locomoção em áreas de difícil acesso a tanques, ou um movimento mais fácil na superfície pedregosa de Marte, por exemplo.

Além disso, a robótica já beneficia inúmeras áreas com o uso de braços mecânicos, e seu uso na área de construção permitiria um transporte e posicionamento de estruturas melhores do que a de um guindaste.

Tudo isso dependerá apenas de pesquisas futuras na área da robótica, barateamento de custos (materiais, componentes robóticos, etc...) , e de pesquisas e testes quanto a viabilidade de um veículo com pernas.

Atualmente há diversos veículos de pernas, ou braços, na maioria protótipos, que já possuem aplicações práticas:

  • T-52 Enryu: Nome traduzido "Dragão de resgate", é um veículo robótico devenvolvido por Tmsuk. O veículo possui 2 braços que copiam os movimentos dos braços do controlador. Seu propósito é abrir caminho de detritos para equipe de socorro.
  • Walking Harvester: Veículo criado pela Timberjack, subsidiária de John Deere. É um veículo cortador de lenha com 6 pernas, construído para acessar terrenos em floresta intransponíveis a veículos de rodas ou esteiras.
  • Walking Truck: veículo quadrúpede criado pela General Eletric em 1968 para o exército americano.
  • Kuratas: veículo mecha comercializado pela Suidobashi Heavy Industry para entretenimento e mobilidade de baixa velocidade, com braços mobilizados e "armas" customizáveis.

Além disso, há diversos robôs atualmente que efetivamente usam pernas para se locomover. Apesar de não serem considerados "mechas", mostram a que nível está a viabilidade de se construir veículos locomovidos com pernas:

  • BigDog: Robô quadrúpede criado pela Boston Dynamics para carregar objetos da mesma forma que uma mula de carga. Promovido como o "robô mais avançado para terrenos difíceis da terra", ele atualmente chega a uma velocidade de 6.4 km/h, carrega até 150Kg,e escala terrenos difíceis de até 35 graus. Projeto foi fundado pela DARPA para criar robôs-mulas de carga para acompanhar soldados em terrenos difíceis e possui como colaboradoras entidades como a NASA e Universidade de Harvard.
  • Diversos robôs bípedes, como QRIO e ASIMO, são capazes de andar com 2 pernas. O modelo atual ASIMO (2005) é capaz de até correr a 6 km/h reto e 5 km/h circulando (em um terreno plano).

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Robin E. Brenner. Understanding manga and anime. [S.l.]: Libraries Unlimited, 2007. 300 p. 1591583322, 9781591583325
  2. Travis S. Taylor, Bob Boan, R. Charles Anding. An introduction to planetary defense: a study of modern warfare applied to extra-terrestrial invasion. [S.l.]: Universal-Publishers, 2006. 102 p. 1581124473, 9781581124477
  3. Anne Allison. Millennial monsters: Japanese toys and the global imagination. [S.l.]: University of California Press. 104 p. 0520245652, 9780520245655
  4. Roger Ebert. Roger Ebert's Movie Yearbook 2004. [S.l.]: Andrews McMeel Publishing, 2003. 9 p. 0740738348, 9780740738340

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Tentativas de construção de mechas na vida real[editar | editar código-fonte]

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