H. G. Wells
| H. G. Wells | |
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| Nascimento | 21 de setembro de 1866 Bromley, Inglaterra |
| Morte | 13 de agosto de 1946 (79 anos) Londres, Inglaterra |
| Ocupação | Escritor,Professor, Jornalista, Historiador |
| Influências |
Influências
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| Influenciados |
Influenciados
Kevin J. Anderson, Isaac Asimov, Stephen Baxter, Ray Bradbury, Edgar Rice Burroughs, Arthur C. Clarke, Joseph Conrad, Robert H. Goddard, Robert A. Heinlein, Aldous Huxley, Stan Lee, C. S. Lewis, John Wyndham, H. P. Lovecraft, Alan Moore, George Orwell, Frank R. Paul, Carl Sagan, Olaf Stapledon, Stanley G. Weinbaum, Jack Williamson
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Herbert George Wells, conhecido como H. G. Wells (Bromley, 21 de Setembro de 1866 — Londres, 13 de Agosto de 1946), foi um escritor britânico e membro da Sociedade Fabiana.
Nascido num distrito (borough) da Grande Londres, na juventude foi, sem sucesso, aprendiz de negociante de panos - a sua experiência nesta ocupação veio mais tarde a ser usada como material para o romance Kipps. Em 1883 tornou-se professor na Midhurst Grammar School, até ganhar uma bolsa na Escola Normal de Ciências em Londres, para estudar biologia com T. H. Huxley.
Nos seus primeiros romances, descritos, ao tempo, como "romances científicos", inventou uma série de temas que foram mais tarde aprofundados por outros escritores de ficção científica, e que entraram na cultura popular em trabalhos como A Máquina do Tempo, O Homem Invisível e A Guerra dos Mundos. Outros romances, de natureza não fantástica, foram bem recebidos, sendo exemplos a sátira à publicidade Edwardiana Tono-Bungay e Kipps.
Visionário, chegou a discutir em obras do início do século XX questões ainda atuais, como a ameaça de guerra nuclear, o advento de Estado Mundial e a Ética na manipulação de animais.
Desde muito cedo na sua carreira, Wells sentiu que devia haver uma maneira melhor de organizar a sociedade, e escreveu alguns romances utópicos. Começavam em geral com o mundo a caminhar inexoravelmente em direcção de uma catástrofe, até que as pessoas se apercebiam da existência de uma maneira melhor para viver: ou através dos gases misteriosos de um cometa, que fariam com que as pessoas começassem subitamente a comportar-se racionalmente (Os Dias do Cometa), ou pela tomada do poder por um conselho mundial de cientistas, como em The Shape of Things to Come (1933), livro que o próprio Wells adaptou mais tarde para o filme de Alexander Korda Daqui a Cem Anos (1936). Aqui descrevia-se, com demasiada exactidão, a guerra que estava a chegar, com cidades a serem destruídas por bombardeamentos aéreos.
Ele analisa a dicotomia entre a natureza e a educação e questiona a humanidade em livros como A Ilha do Dr. Moreau. Nem todos os seus romances terminam em feliz Utopia, como mostra o distópico When the Sleeper Awakes. A Ilha do Dr. Moreau ainda é mais sombria. O narrador, após ficar encurralado numa ilha cheia de animais vivissectados (sem sucesso) até se transformarem em seres humanos, acaba por regressar a Inglaterra e, tal como Gulliver no regresso do país dos Houyhnhms, vê-se incapaz de afastar a percepção dos membros da sua própria espécie como bestas só ligeiramente civilizadas, regressando a pouco e pouco à sua natureza animal.
Wells chamava às suas ideias políticas "socialistas", e com o seu gosto por utopias, olhou inicialmente com bastante simpatia para as tentativas de Lenin de reconstruir a destroçada economia russa, como mostra o seu relato de uma visita ao país (Russia in the Shadows 1920). No entanto, desiludiu-se com a crescente rigidez doutrinária dos Bolcheviques e, após um encontro com Stálin, convenceu-se de que a revolução correra terrivelmente mal. Nisto foi provavelmente mais clarividente do que muitos dos intelectuais do seu tempo.1
À medida que envelhecia, Wells foi-se tornando cada vez mais pessimista acerca do futuro da humanidade, como é sugerido pelo título do seu último livro, Mind at the End of its Tether. Os seus últimos livros tendiam a pregar mais do que a contar uma história, e não tinham a energia e inventiva dos trabalhos iniciais.
Índice |
H. G. Wells e Jesus Cristo [editar]
Wells estudou a história de Jesus Cristo nos evangelhos canônicos. Quando terminou seu estudo, publicou:
| Mas todos os quatro (evangelhos) nos oferecem a pintura de uma bem definida personalidade; e todos se acham embebidos do mesmo caráter de realidade que se encontra nos relatos primitivos de Buda. A despeito das adições miraculosas e inacreditáveis, é-se obrigado a reconhecer: 'Era realmente um homem. Esta parte da história não podia ter sido inventada'. | — H. G. Wells
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Uma listagem parcial dos seus romances [editar]
- A Máquina do Tempo (The Time Machine), 1895
- A Ilha do Dr. Moreau (The Island of Dr. Moreau), 1896
- O Homem Invisível (The Invisible Man), 1897
- A Guerra dos Mundos (The War of the Worlds), 1898
- Love and Mr. Lewisham, 1900
- O Alimento dos Deuses (The Food of the Gods), 1904
- Kipps, 1905
- A Modern Utopia, 1905
- Os Dias do Cometa (In The Days of the Comet), 1906
- Ann Veronica, 1909
- Tono-Bungay, 1909
- The History of Mr. Polly, 1910
- The New Machiavelli, 1911
- Marriage, 1912
- The World Set Free, 1914
- Men Like Gods, 1923
- The World of William Clissold, 1926
- Mr Blettsworthy on Rampole Island, 1928
- The Shape of Things to Come, 1933
A sua autobiografia foi publicada em 1934, com o título An Experiment in Autobiography.
Também é autor de uma extraordinária obra de não-ficção, intitulada "The outline of History: Being a Plain History of Life and Mankind", em dois volumes, 1920, que no Brasil teve várias edições na década de 1950, sob o título de História Universal. A sua correspondência com George Bernard Shaw também foi publicada.
Referências
- ↑ Para exemplos da forma como os contemporâneos de Wells desprezaram os aspectos negativos da União Soviética, veja-se o livro Political Pilgrims, por Paul Hollander.
- ↑ WELLS. H. G. História Universal. Tradução por Anísio Teixeira, São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1956, v. 3, p. 186.
Ligações externas [editar]
- A ilha do doutor Moreau, por H. G. Wells uma crítica de Alexandre Beluco em E-nigma. Acessado em 02 de agosto de 2007.