Transumanismo

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Trans-humanismo

Transumanismo ou trans-humanismo (às vezes simbolizado por >H ou H+) é uma filosofia emergente que analisa e incentiva o uso da ciência e da tecnologia, especialmente da biotecnologia, da neurotecnologia e da nanotecnologia, para superar as limitações humanas (intelectuais, físicas e psicológicas), e, assim, poder melhorar a própria condição humana.[1]

Transumanistas estudam os benefícios e perigos potenciais das tecnologias emergentes que poderiam superar as limitações fundamentais humanas, assim como as implicações éticas envolvidas em desenvolver e usar tais tecnologias.[2]

A imortalidade não seria fruto de uma única invenção ou descoberta, mas um desenvolvimento contínuo da tecnologia relacionada à saúde e a medicina, fazendo a expectativa de vida tender a subir exponencialmente a ponto de considerar que o ser humano não irá mais morrer por conta de velhice.[3]

Características[editar | editar código-fonte]

O termo transumanismo foi criado pelo biólogo Julian Huxley em 1957, que o definiu como a doutrina do "homem continuando homem, mas transcendendo, ao perceber novas possibilidades de e para sua natureza humana". Essa definição, conquanto historicamente originária, não é a mais usada, que dela difere significantemente.

Em 1966, FM-2030 (antes F.M. Esfandiary), um futurista estadunidense da New School University, começou a identificar como "trans-humano" (uma referência a "humano transitório") — seriam pessoas que adaptavam tecnologias, estilos de vida, e visões de mundo transicionais à uma pós-humanidade.

A caracterização atual do termo, porém, deve-se a Max More. Em suas palavras, "O transumanismo é a classe de filosofias que buscam nos guiar a uma condição pós-humana. Ele inclui muitos elementos do humanismo, como o respeito pela razão e pela ciência, o compromisso pelo progresso, e a valorização da existência humana (ou transumana) na vida[…], mas difere no reconhecimento e na antecipação de alterações radicais na natureza e nas possibilidades de nossas vidas, resultando de várias ciências e tecnologias[…]." [1]

Anders Sandberg descreve o transumanismo moderno como "a filosofia que diz que podemos e devemos nos desenvolver a níveis maiores, seja fisicamente, mentalmente ou socialmente, usando métodos racionais", enquanto Robin Hanson o descreve como "a ideia de que, de vários modos, nossos descendentes não irão ser considerados 'humanos'."

Alguns dos objetivos comuns aos trans-humanistas são o aumento da inteligência humana e o prolongamento indefinido do tempo de vida do ser humano através das tecnologias para eliminação do envelhecimento, visando a imortalidade.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]