Fisicalismo

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Fisicalismo é a doutrina filosófica segundo a qual a linguagem da Física deverá ser a linguagem de toda a ciência. Para o fisicalismo, mente é igual a corpo, e tudo se reduz a um processo físico, não existem idéias privadas.

É uma doutrina filosófica de que tudo o que existe no mundo espaço-temporal não é mais do que as suas propriedades físicas. Toda a propriedade de uma coisa física ou é uma propriedade física ou uma propriedade que de algum modo está intimamente relacionada com a sua natureza física.

Na filosofia contemporânea este termo é muito utilizado em filosofia da mente e muito associado aos problemas da mente-corpo. Como o fisicalismo reclama que não há mais coisas para além das coisas físicas, pode considerar-se uma doutrina ontologicamente monista. O fisicalismo ontológico nega coisas como almas cartesianas e divindades sobrenaturais.

Fisicalismo redutivo[editar | editar código-fonte]

Todos os tipos de fisicalismo redutivo estão fundamentados de que tudo no mundo pode realmente ser reduzido à sua base física ou material fundamental. Todos os processos orgânicos e inorgânicos podem ser explicados por referência às leis da natureza. Esta doutrina defende, ainda que não necessariamente, que tudo o que pode ser dito pode ser dito na linguagem da Física. Sistemas em condições físicas idênticas têm supostamente os mesmos poderes causais e irão instanciar as mesmas propriedades funcionais. O mundo é como é porque os factos físicos do mundo são como são. Isto é, os factos físicos fixam todos os factos. [1]

Fisicalismo não-redutivo[editar | editar código-fonte]

O fisicalismo não-redutivo reside na ideia de que os estados mentais, se bem que derivem de estados físicos, são de propriedades tais que não são completamente explicáveis pelas suas propriedades físicas de base. O emergentismo e a superveniência, são dois princípios que suportam esta variante de fisicalismo ontológico. Algumas propriedades de segunda ordem, como a consciência, são propriedades genuinamente novas, não sendo explicáveis nem pensáveis em termos das suas condições físicas subjacentes. Embora apareçam apenas quando se verifica um conjunto provável de condições físicas. [2]

Por outro lado, os fisicalistas que aceitam a realidade da mente, apoiam-se no conceito de superveniência do corpo para a mente. As propriedades psíquicas, embora sendo fisicamente irredutíveis, dependem, num certo sentido, de propriedades físicas. O carácter psicológico de um organismo ou sistema é inteiramente fixado pela totalidade da sua natureza física. [1]

Referências

  1. a b Jaegwon Kim. Physicalism. The MIT Encyclopedia of the Cognitive Sciences. The MIT Press, Cambridge, 1999
  2. Simon Blackburn. Dicionário de Filosofia. Gradiva, 1997

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Daniel Stoljar. Physicalism, 2009. Stanford Encyclopedia of Philosophy