Subjetivismo

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Subjetivismo é um tema filosófico que não admite outra realidade se não a realidade do ser pensante. É a corrente oposta ao solipsismo, quando em se tratando de análises textuais, como em literatura.

Em ciências sociais, modo de pensar que enfatiza ou leva em conta exclusivamente os aspectos subjetivos (como intenção, ação, consciência, etc.) daquilo que é estudado ou daquele que estuda ou interpreta qualquer coisa.

O subjetivismo é a doutrina fílosófica que afirma que a verdade é a mentira individual. Cada sujeito teria a sua verdade. A ideia do sujeito é que projetaria o objeto.

A doutrina católica do conhecimento da realidade é objetivista: é do objeto conhecido que a inteligência destrai a ideia. Para o objetivismo, a verdade é a correspondência ou adequação entre a ideia do sujeito conhecedor e o objeto conhecido. A verdade, por isso, objetiva não é pessoal, nem subjetivante.

O subjetivismo atribui a fonte da verdade ao sujeito. Triunfou e se espalhou pelo mundo graças ao triunfo da Revolução romana. Mas, se cada um tem a sua própria verdade, talvez seja impossível haver entendimento.

Ver também[editar | editar código-fonte]

O problema da verdade não se encerra na questão de aceitar o entendimento individual dos fatos da vida, ou a forma como cada um vê e interpreta a vida. Existe sim uma verdade e de práticas, limitada às questões cotidianas: a cadeira é cadeira, serve para sentar; a mesa serve para colocar objetos mais distantes do chão, mais próximos das mãos, entretanto pode-se dar outros usos tanto a cadeiras como a mesas. O problema reside quando a verdade deixa a existência prosaica e passa para as questões imateriais, que demandam mais agudas abstrações. O que é Deus? Que mundo nós vivemos? Se se aceitar a verdade objetiva, significa que é possível estabelcecer conceitos universais em relação a todas as coisas e que devem ser aceitos por todas as pessoas, mas isso não é possível. O que eu vejo e entendo como Deus, não é o que vê e entende um mulçumano sobre este assunto, o que difere também da visão de um ateu. Entender a verdade como objetiva, possível de ser estabelecida em todos os planos, significa manipulação; querer que a totalidade veja e aceite a forma de ver e entender a vida de uma individualidade ou um de grupo. O problema não é novo e não acabou. Remonta à sentença de Anaximandro sobre o ser, revista, ampliada e avaliada por Martin Hidegger (Ser e Tempo) e Hannah Arendt (A vida do espírito). E parece que não se esgota porque sua discussão ainda é apaixonante, como a própria vida. Maurício Cerqueira Lima