Solipsismo
Solipsismo (do latim "solu-, «só» +ipse, «mesmo» +-ismo".) é a concepção filosófica de que, além de nós, só existem as nossas experiências. O solipsismo é a consequência extrema de se acreditar que o conhecimento deve estar fundado em estados de experiência interiores e pessoais, não se conseguindo estabelecer uma relação direta entre esses estados e o conhecimento objetivo de algo para além deles. O "solipsismo do momento presente" estende este ceticismo aos nossos próprios estados passados, de tal modo que tudo o que resta é o eu presente. Com o intuito de demonstrar como considerava ridícula esta idéia, Bertrand Russell refere o caso de uma mulher que se dizia solipsista, estando espantada por não existirem mais pessoas como ela.[1]
A neoescolástica define solipsismo uma forma de idealismo, que incorreria no egoísmo pragmático, que insurge pós proposição cartesiana "cogito, ergo sum"; solipsismo é atribuída por Max Stirner como uma reação contra Hegel e sua acentuação do universal; o solipsismo somente tem por certo, inconteste, o ato de pensar e o próprio eu. [2] Assim, tudo o mais pode ser contestado ou posto em dúvida.
[editar] Idéia solipsista
Corrente filosófica que determina que exista apenas um Eu que comanda o Mundo, ou seja, o mundo é controlado consciente ou inconscientemente pelo Ser. Devido a isso, a única certeza de existência é o pensamento, instância psíquica que controla a vontade. O mundo ao redor é apenas um esboço virtual do que o Ser imagina. Como também as pessoas, acreditando que são resultados de uma experiência mental.
Além a isso, também pode-se considerar o corpo do próprio Ser como algo virtual, como diz a corrente solipsista, tudo é uma reprodução, uma vez que não se pode ter confiança nem nos sentidos que são experimentados, e apenas nos pensamentos, como fonte de certeza de existência.
O Solipsismo é basicamente a ideia de que o Ser controla o mundo. É uma crença filosófica que além de nós e nossas experiências, nada existe. É a ideia de que a única realidade cognoscível é o Eu.
[editar] Bibliografia
- BLACKBURN, Simon. Dicionário Oxford de Filosofia, Jorge Zahar Editores, Rio de Janeiro, 1997. (p. 367)