Mal

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Satanás personifica o mal na doutrina judaico-cristã

Nota: Se procura pelo movimento de sigla homônima, consulte Movimento Acorda Lisboa.


A idéia de mal geralmente se refere a tudo aquilo que não é desejável ou que deve ser destruído. O mal está no vício, em oposição à virtude.

Em muitas culturas, é o termo usado para descrever atos ou pensamentos que são contrários a alguma religião em particular, e pode haver a crença de que o mal é uma força ativa e muitas vezes personificada na figura de uma entidade como o diabo Satanás ou Arimã.

Em Plotino, a matéria é identificada com o mal e com a privação de toda forma de inteligibilidade.[1]

Em Kant, o ser humano teria uma propensão para o mal, apesar de ter uma disposição original para o bem.

Hannah Arendt retoma a questão do mal radical kantiano, politizando-o. Analisa o mal quando este atinge grupos sociais ou o próprio Estado. Segundo a autora, o mal não é uma categoria ontológica, não é natureza, nem metafísica. É político e histórico: é produzido por homens e se manifesta apenas onde encontra espaço institucional para isso - em razão de uma escolha política. A trivialização da violência corresponde, para Arendt, ao vazio de pensamento, onde a banalidade do mal se instala.[2] [3]

[editar] Ligações externas

Referências

  1. Stanford Encyclopedia of Philosophy.Plotinus
  2. GRECO, Heloísa A. [http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/dspace/bitstream/1843/VGRO-5SKS2D/1/tese.pdfDimensões fundacionais da luta pela anistia. Belo Horizonte, FAFICH, UFMG, 2003
  3. SOUKUI, Nádia. Hannah Arendt e a banalidade do mal. UFMG, 1998.

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