Tropo

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Polímnia, musa da retórica e do canto sagrado.

Um tropo (do grego τρόπος ou trópos, do verbo trépo, "girar"), é uma figura de linguagem onde ocorre uma mudança de significado, seja interna (em nível do pensamento) ou externa (em nível da palavra). No primeiro caso e quando ocorre apenas uma associação de idéias, dá-se o nome de perífrase; se a associação de idéias é de caráter comparativo, produz-se uma metáfora, que é o tropo por excelência.

A retórica clássica, segundo Lausberg, somente classifica como tropos a sinédoque, a antonomásia, a ênfase, a litote ("atenuação"), a hipérbole, a metonímia, a metáfora, a perífrase, a ironia e a metalepsia (um tipo raro de metonímia).

Na música grega, indicava a altura baseada na oitava média das vozes e que dava forma ao elemento principal da estrutura musical. Na música medieval, significava a ampliação do canto litúrgico através da inserção de textos curtos que facilitavam a memorização da música e que deram origem ao drama musical a partir do século IX.

[editar] Referências

  • LAUSBERG, Heinrich. Lingüística Românica (trad.). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 198

[editar] Ligações externas

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