Urânia

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Detalhe da pintura As Musas Urânia e Calíope (circa 1634), por Simon Vouet.

Urânia era, na Mitologia grega, uma das nove Musas, filhas de Zeus e Mnemósine, filha de Oceano e Tétis.[1] [2]

Urânia era responsável pela Astronomia.

Mito[editar | editar código-fonte]

Na Mitologia, Urânia (em grego: Ουρανία - A celestial) era a musa da Astronomia e da Astrologia. Segundo diversas fontes, era filha de Zeus e Mnemósine,[1] [2] ou de Urano, gerada sem mãe.

Urânia era mãe de Lino,[3] cujo pai era Apolo. É a mais nova de todas as musas.

Representação[editar | editar código-fonte]

Esta musa é comumente representada vestida de azul, cor que representa a abóbada celeste, tendo em torno de si um globo terrestre, no qual se medem posições com um compasso, numa de suas mãos.

Também possui uma coroa ou diadema formado por um grupo de estrelas (como na imagem acima); as estrelas também podem ornar todo o seu vestido. Aos seus pés encontram-se espalhados alguns instrumentos matemáticos, razão pela qual, como tacitamente consideram alguns, seria ainda a musa da Matemática e de todas as Ciências exatas.

Na Arte[editar | editar código-fonte]

mármore séc. II a I a.C., oriunda de Málaga. M.A.N. (Madrid).

A representação clássica de Urânia procede principalmente do quadro do pintor barroco francês Simon Vouet (15901649), "As musas Urânia e Calíope" (1634) atualmente compondo o acervo da National Gallery of Art de Washington, DC.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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Personagens da Mitologia com o mesmo nome[editar | editar código-fonte]

Literatura[editar | editar código-fonte]

Urânia é o título dado pelo poeta italiano Giovanni Pontano a um poema explicativo em latim, cujo título completo é "Urania sive de stellis" (Urânia ou As estrelas). Escrito entre 147679, e publicado postumamente em 1505 entre cinco livros, tenta realizar um movimento quase acrobático em conciliar, de forma enciclopédica e resumida, as doutrinas astrológicas da Antiguidade clássica com as verdades da fé católica, de acordo com a ótica neoplatônica do humanismo, com uso da mitologia e da fábula. Esta obra teve certa importância, por seu valor artístico e sucesso entre os contemporâneos e as gerações literárias seguintes.

Urânia também é o título de um poema neoclássico escrito por Alessandro Manzoni, entre 1806 e 1809. Em 358 hendecassílabos soltos, descreve um diálogo entre a Musa e o poeta Píndaro, em que a tese do autor é descrita literariamente: as virtudes sem as Musas não podem ser aprendidas pelos homens primitivos, por natureza brutos e indolentes; também as Musas, sem as Graças, não ganham o coração humano. Cheio de belas metáforas, o poema pretende contrapor-se à "deusa Razão" do Iluminismo, a fim de dar compreensão para tudo aquilo que esta não pode esclarecer.

Urânia é ainda o título de um livro escrito por Camille Flammarion, célebre astrônomo francês, no ano de 1890. O livro estabelece ligações entre a Astronomia e o Espiritismo.

Referências

  1. a b Hesíodo, Teogonia, 53-74
  2. a b Hesíodo, Teogonia, 75-103
  3. Hesíodo, citado por Diógenes Laércio, Vidas e doutrinas dos filósofos ilustres, 8.1.26
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