Ariadne

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Ariadne e Baco

Ariadne ou Ariadna, segundo a mitologia grega, é a filha de Minos, rei de Creta[1] [2] e Parsífae, rainha de Creta. Apaixonou-se por Teseu quando este foi mandado a Creta[2] , voluntariamente, como sacrifício ao Minotauro que habitava o labirinto construído por Dédalo e tão bem projetado que quem se aventurasse por ele não conseguiria mais sair e era devorado pelo Minotauro. Teseu resolveu enfrentar o monstro. Foi ao renomado Oráculo de Delfos para descobrir se sairia vitorioso. O Oráculo disse-lhe que deveria ser ajudado pelo amor para vencer o minotauro.

Ariadne, a filha do rei Minos, lhe disse que o ajudaria se este a levasse a Atenas para que ela se casasse com ele[2] . Teseu reconheceu aí a única chance de vitória e aceitou. Ariadne, então, deu-lhe uma espada e um novelo de linha (Fio de Ariadne), para que ele pudesse achar o caminho de volta, do qual ficaria segurando uma das pontas[3] . Teseu saiu vitorioso e partiu de volta à sua terra com Ariadne, embora o amor dele para com ela não fosse o mesmo que o dela por ele.

Dionísio e Ariadne[editar | editar código-fonte]

No caminho de volta, passaram na ilha de Naxos[3] , então governada por Smerdius, filho de Naxos. Os habitantes de Naxos receberam Teseu e seus companheiros como convidados mas, durante a noite, Teseu teve um sonho em que Dionísio o ameaçava se ele não deixasse Ariadne para o deus[4] .

Teseu parte sem Ariadne, e Dionísio a leva para a montanha chamada de Drius. Depois disso, os dois desaparecem, e Ariadne nunca mais foi vista[4] .

Existem outras versões para a separação entre Teseu e Ariadne. Em uma outra versão do mito, Ariadne desespera-se, ao acordar sozinha. A deusa do amor, Afrodite, ao perceber seu desespero, tem pena de Ariadne e promete-lhe um amante imortal, em lugar do ingrato mortal que a enganara.

Naxos era a ilha preferida de Dionísio, filho de Zeus e Sêmele, onde foi deixado depois de ter sido capturado por marinheiros.

Encontrando Ariadne em desespero, atrevendo-se, o inconsolável Dionísio trata logo de a consolar e logo a toma como esposa. Dá-lhe uma linda coroa de ouro como presente de casamento, cravejada de pedras preciosas, que, a pedido dela, ele atira ao céu quando Ariadne morre. Conservando sua forma, a bela logo se torna uma constelação, repleta de estrelas (Corona Borealis) brilhantes, entre um Hércules ajoelhado e o Homem, que tem bem segura nas mãos a Serpente.

Na versão de Pseudo-Apolodoro, Dionísio se apaixona por Ariadne, a rapta para Lemnos, onde ela tem os filhos Toas, Estáfilo, Enopião e Pepareto[3] . Foi por tristeza com o sumiço de Ariadne que Teseu se esqueceu de trocar as velas pretas do seu navio por velas brancas, o que levou ao suicídio de Egeu[5] .

Segundo Pausânias, Dionísio e Ariadne foram os pais do herói Céramo; o distrito ateniense de Cerâmico tem este nome devido a Céramo[6] .

Ver também[editar | editar código-fonte]

Árvore genealógica baseada em Apolônio de Rodes[1] :

 
 
 
 
 
 
Hélio
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Minos
 
 
 
Pasífae
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ariadne
 
 
 
 

Referências

  1. a b Argonautas, 3.997, por Apolônio de Rodes
  2. a b c Pseudo-Apolodoro, Biblioteca, Epítome, 1.8
  3. a b c Pseudo-Apolodoro, Biblioteca, Epítome, 1.9
  4. a b Diodoro Sículo, Biblioteca Histórica, 5.51.4
  5. Pseudo-Apolodoro, Biblioteca, Epítome, 1.10
  6. Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 1.3.1
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