National Gallery (Londres)

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National Gallery
Tipo Museu de arte
Inauguração 1824
Visitantes 4,5 milhões por ano[1]
Diretor Nicholas Penny
Website www.TheNationalGallery.org
Geografia
País  Reino Unido
Cidade Londres

A National Gallery ("Galeria Nacional", em inglês), fundada em 1824, é um dos mais importantes museus da Europa e um dos mais conhecidos do mundo. Localiza-se na Trafalgar Square, no centro de Londres, e abriga uma preciosa coleção de mais de 2.300 pinturas, que datam desde a metade do século XIII até o início do século XX. É um museu público e as visitas ao acervo permanente são gratuitas.

O acervo contém algumas das obras mais importantes, raras e emblemáticas da História da Arte, de artistas como Leonardo da Vinci, Botticelli, Caravaggio, Rembrandt, Jan van Eyck, Rubens, Vermeer, Thomas Gainsborough, Turner, Renoir, Monet, Van Gogh, Toulouse-Lautrec, Gauguin, Degas, Manet, Berthe Morisot e Picasso. Vale destacar também a monumentalidade do edifício e a conservação das peças.

História do museu[editar | editar código-fonte]

Antiga morada da colecção da National Gallery of London, em Pall Mall.
Fotografia à fachada principal de 1890.

O início[editar | editar código-fonte]

Em Abril de 1824 a House of Commons estabeleceu um acordo para a compra de uma mansão e de toda a colecção de arte do famoso e ilustre banqueiro John Julius Angerstein, por 57.000 libras.

As 38 pinturas constituintes do acervo, vistas como o núcleo central da nova colecção nacional para a educação e entretenimento comum, antes da construção de um novo edifício que as albergasse, juntamente com centenas de outras pinturas já pertencentes ao Estado permaneceram expostas ao público na mansão também adquirida, em Pall Mall.

Uma nova morada para a colecção[editar | editar código-fonte]

As árduas críticas à conservação inadequada da colecção levaram à decisão de construir um edifício propositadamente erguido para albergar uma grande colecção, que viria a aumentar posteriormente, e os seus muitos visitantes.

Assim, foi um local escolhido, sendo este em plena Trafalgar Square. Foram feitas várias vias de acesso e os acessos de comboio ao local foram facilitados. Os moradores ricos da zona oeste da cidade tinham oportunidade de visitar o local indo de comboio e, com a construção de passeios públicos largos, a ecléctica sociedade da parte sul e este de Londres poderia percorrer o trajecto a pé, comodamente.

A criação de um museu para todos[editar | editar código-fonte]

Inicialmente, o museu era visitado pela elite inglesa, mas assim que as notícias da construção de um edifício monumental para albergar uma colecção riquíssima soaram pela Europa e pelos EUA, a alta sociedade internacional ali caiu em peso.

Prontamente o Estado fez questão de alargar o número de visitantes e permitiu a entrada a todas as classes sociais e assim era frequente encontrar uma duquesa ao lado de uma vendedora de flores. O governo britânico e os curadores do museu mantiveram essa perspectiva cultural e muitos jovens de classes sociais menos abastadas são formados em Artes pela instituição.

A Segunda Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Durante a Segunda Guerra Mundial, devido ao perigo iminente de bombardeamentos na cidade de Londres, numa quarta-feira, 23 de Agosto de 1939, a Galeria Nacional fechou as suas portas ao público, de forma a evacuar todas as pinturas para um local seguro e secreto.

As principais obras foram retidas em Gales enquanto alguns quadros menores foram abrigados na Gloucestershire. Outros, muito poucos, foram deixados em casas particulares ou edifícios públicos fora da cidade, evidentemente. Toda esta operação foi concluída com sucesso em somente onze dias, tendo a última remessa de obras saído de Trafalgar Square no dia 2 de Setembro do mesmo ano.

Com a iminência da guerra a conquista da França em Maio de 1940, todo o Reino Unido estava a ser bombardeado e as pinturas ficaram outra vez em perigo. Os curadores do museu negociaram o transporte para o Canadá, ideia que Churchill vetou, visto que não queria que nenhuma das pinturas saísse do continente europeu.

A Galeria Nacional foi afectada pela primeira vez em 12 de Outubro, o que destruiu uma das salas, mas os danos foram pouco significativos. A segunda bomba afectou a biblioteca e arrasou um dos pátios, porém, ao contrário da primeira, não causou vítimas mortais nem feridos. Ao final da Segunda Grande Guerra, nenhuma pintura fora afectada.

Marte e Vénus, Sandro Botticelli, c. 1483, Galeria Nacional de Londres, Londres, Reino Unido.

O edifício[editar | editar código-fonte]

Fachada principal da National Gallery com a estátua de Sir Henri Hevelock em primeiro plano.
Projecto da Galeria Nacional assinado por William Wilkins, 1936.
Actual plano do 1º andar do museu.

O edifício que atualmente alberga o museu, na Trafalgar Square, foi construído sobre os escombros de uma mansão de nome Carlton House. Os arquitectos da Galeria Nacional, com pena de derrubar os gigantescos e impressionantes colunas e pórticos italianos da mansão londrina, decidiram conservá-los e hoje formam as entradas principais do museu.

Este facto favoreceu os planos dos arquitectos, visto que estes tencionavam construir um edifício neoclássico, cuja monumentalidade fosse notável e incontestável.

Em 1868 a construção do museu foi iniciada, glorificando as elegantes colunas com uma enorme cúpula, de grandes dimensões. Em 1876 e em 1907 o edifício foi aumentado, e, neste último ano, foram acrescentadas ao edifício cinco novas galerias.

No seu interior, o edifício conserva ainda o típico estilo inglês dos finais do século XIX, confinando-se a uma elegância rude e por vezes austera. Nalgumas salas, inclusive, as paredes ainda estão cobertas de damasco e os tectos conservam os ricos lustres de cristal.

A colecção[editar | editar código-fonte]

A colecção actual do museu inclui centenas de desenhos, gravuras e pinturas, muitos deles de extrema importância, como é o caso de O Casal Arnolfini, de Jan van Eyck e da A Virgem das Rochas, de Leonardo da Vinci.

A maior parte do acervo provém de aquisições estatais ou de doações relevantes. Grande parte provém da Europa Ocidental, existindo apenas alguns trabalhos oriundos do Leste europeu.

Algumas obras[editar | editar código-fonte]

Século XV[editar | editar código-fonte]

Século XVI[editar | editar código-fonte]

Retrato de uma jovem, Jan Mabuse, cerca de 1520.

Século XVII[editar | editar código-fonte]

Retrato de jovem rapariga vestida de azul com uma pena de avestruz, Bartholomeus van der Helst, 1645.
Mister and Mistress Andrews, Thomas Gainsborough, cerca de 1750.

Século XVIII[editar | editar código-fonte]

Século XIX[editar | editar código-fonte]

A execução de Jane Grey, Paul Delaroche, 1833.
Um Prato de maçãs, Henri Fantin-Latour, 1861.
Cena de praia em Trouville, Eugène Boudin, 1960-1870.
Cena de Praia, Edgar Degas, 1869-1870.
O Guitarrista, Paul Gauguin, cerca de 1900.

Século XX[editar | editar código-fonte]

Galeria de imagens[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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