Torre de Londres

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Pix.gif Torre de Londres *
Welterbe.svg
Património Mundial da UNESCO

White Tower of London (05-06-2005).jpg
Torre Branca
País Reino Unido
Critérios C (ii) (iv)
Referência 488
Coordenadas 51º 30' 29" N 0º 4' 34" W
Histórico de inscrição
Inscrição 1988  (12ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.

Her Majesty's Royal Palace and Fortress The Tower of London (O Palácio Real e Fortaleza de Sua Majestade A Torre de Londres), mais comumente chamada como Tower of London (e historicamente apenas como The Tower), é um monumento histórico situado no Centro de Londres, Inglaterra na margem Norte do Tamisa. Fica localizada no Borough de Tower Hamlets e fica separado da margem esquerda da Cidade de Londres por um espaço aberto conhecido como "Tower Hill".

A construção da Torre de Londres foi iniciada em 1078 por Guilherme o Conquistador sendo inicialmente uma fortificação nos limites da cidade romana rodeando a Torre Branca, primeiro membro dos 7 hectares que completam a Torre de Londres.

Todo o ambiente é repleto de história e influenciado pela sua própria estrutura física. Como exemplo disso temos os assassinatos dos príncipes filhos de Eduardo IV na Torre Sangrenta que recebeu tal nome pela história que atormenta suas paredes.

Sua função era residencial até meados do século XVII e, até hoje, possui o papel de abrigar os monarcas que são coroados. Mas a sua função variou com o passar dos séculos, desde palácio para "Sede da Casa da Moeda" a "Mostra dos Animais do Reino". Também serviu como local de execução e tortura. Este último uso levou à frase "sent to the Tower" (mandado para a Torre), que significava ser aprisionado.

É também na Torre de Londres que as Joias da Coroa Britânica ficam guardadas em uma camâra subterrânea.

Menos valiosa mas igualmente curiosa é a colônia de corvos que habita a Torre e é protegida por decreto real.

Segundo a lenda, o império ruirá no dia em que as aves pretas deixarem o lugar.

História[editar | editar código-fonte]

A Torre de Londres num manuscrito de poesias quinhentista, de Carlos, Duque d'Orleães (1391-1465), comemorando o seu aprisionamento ali (Biblioteca Britânica)..

A Torre de Londres foi fundada em 1078 quando Guilherme o Conquistador ordenou a construção da Torre Branca dentro do ângulo Sudeste das muralhas da cidade, adjacente ao Tamisa.

A Torre tanto servia para proteger os Normandos do povo de Londres como para proteger a cidade dos invasores externos. Guilherme ordenou que fosse construída em pedra de Caen, a qual ele importou especialmente da França, e nomeou Gundulf, Bispo de Rochester como arquitecto.

Alguns escritores, tal como Shakespeare na sua peça Ricardo III, relacionaram Júlio César com as primeiras origens da Torre de Londres, defendendo que fora este quem construíra. Esta suposta origem romana é um mito, de qualquer forma, tal como na história, a argamassa foi temperada pelo sangue de bestas.

No século XII, O Rei Ricardo, Coração de Leão enclausurou a Torre Branca com um pano de muralha e escavou um fosso em volta, o qual encheu de água do Tamisa. O fosso não teve sucesso até que Henrique III, no século XIII, empregou uma técnica de construção de fossos holandesa. Este rei fortaleceu significativamente o pano de muralha, deitando abaixo o muro da cidade para Este, para desta forma estender o circuito, apesar dos protestos dos cidadãos de Londres e mesmo de avisos sobrenaturais (a acreditar no cronista monástico contemporâneo, Matthew Paris). Henrique III transformou a Torre numa importante Residência Real e fez construir edifícios palacianos no interior da "Inner Bailey".

A fortificação ficou concluida entre 1275 e 1285 por Eduardo I que construiu o pano de muralha exterior, fechando completamente o muro interno e dessa forma criando uma dupla defesa concêntrica. Preencheu o fosso pré-existente e construiu um novo em volta da muralha exterior.

A Torre permaneceu uma Residência Real até ao tempo de Oliver Cromwell, que demoliu os velhos edifícios palacianos.

Zoológico[editar | editar código-fonte]

A sala do Trono..

No século XIII foi instalado na Torre um Zoo Real, possivelmente em 1204, durante o reinado do Rei João, e provavelmente provido com animais vindos de um Zoo anterior iniciado em 1125 por Henrique I no seu palácio em Woodstock, no Oxfordshire, próximo de Oxford. O ano da sua origem é frequentemente estabelecido como 1235, quando Henrique III recebeu três leopardos como presente de casamento (assim recordado, apesar de poderem ter sido leões oferecidos por Frederico II da Germânia. Em 1264, foram mudados para Bulwark, a qual a seu tempo foi renomeada como Torre Leão, próxima da entrada principal Oeste. Esta era aberta como um espectáculo público ocasional durante o reinado de Isabel I. Um esqueleto de leão foi datado, com Carbono-14, entre 1280 e 1385, o que faz dele o primeiro grande felino medieval na Inglaterra.

Em 1804, o Zoo foi aberto ao público. Foi onde William Blake viu o tigre que terá inspirado o seu poema The Tyger. O último director do Zoo, Alfred Cops, que tomou posse em 1822, encontrou a colecção num estado deplorável, mas reabasteceu-a e lançou um catálogo científico ilustrado. Este zoo não durou muito mais tempo porque o novo "London Zoo" estava pronto a abrir em Regent's Park. Em parte por razões comerciais e em parte pelo bem-estar dos animais, os animais da Torre foram mudados para o novo Parque Zoológico de Londres. O último dos animais saiu em 1835, e a maior parte da Torre Leão foi demolida pouco depois, apesar do "Lion Gate" permanecer.

Corvos[editar | editar código-fonte]

Um corvo da Torre.

Foi através do zoo que sempre têm existido pelo menos seis corvos a residir na Torre ao longo de séculos. Diz-se que Carlos II ordenou a sua remoção, depois de uma queixa vinda de John Flamsteed, o Astrónomo Real..[1] De qualquer forma eles não foram removidos porque foi contada então a Carlos a lenda segundo a qual se os corvos algum dia deixassem a Torre de Londres, a Torre Branca, a Monarquia e o Reino inteiro cairiam. Carlos, após o tempo da Guerra civil inglesa, superstição ou não, não se encontrava preparado para arriscar, e de facto mudou o observatório para Greenwich.

Apesar da recente pesquisa de Geoff Parnell, o historiador oficial da Torre, ter descoberto que o primeiro registo de corvos na Torre era de 1895, ninguém sabe quando os corvos foram levados pela primeira vez para ali nem quando a lenda começou. Corvos selvagens, os quais já foram abundantes em Londres, e frequentemente vistos nos mercados de carne circundantes (tal como na vizinha Eastcheap) banqueteando-se com pedaços, podiam ter pernoitado na Torre nos primeiros tempos.[2]

Ninguém se lembra da Torre sem corvos, apesar de durante a Segunda Guerra Mundial a maior parte deles terem perecido pelo choque durante os bombardeamentos - o único sobrevivente foi uma ave chamada 'Grip'.[2] De qualquer forma, antes de a Torre reabrir ao público no dia 1 de janeiro de 1946, foi tomado cuidado para assegurar que um novo grupo de corvos estivesse no local.[3]

Existem actualmente oito corvos, cujas asas estão agora aparadas para prevenir que voem para longe. Estas aves são cuidadas pelo "Ravenmaster", um cargo dado a um dos oficiais da Casa Real.

A Torre vista do Tamisa..

Os nomes/género/idade dos corvos em Novembro de 2006 eram:[4]

O corvo mais velho de sempre a servir na Torre de Londres chamava-se Jim Crow, tendo morrido aos 44 anos de idade.[5]

Em 2006, devido à gripe aviária provocada pelo H5N1, os corvos foram mudados para um local fechado; a partir de Julho de 2006, foram novamente libertados para vaguear pelos campos no interior do complexo da Torre.

Prisioneiros na Torre[editar | editar código-fonte]

Ao nível da água encontra-se o "Traitors Gate" (Portão dos Traidores), assim chamado por providenciar um meio discreto de conduzir importantes prisioneiros à Torre, muitas vezes acusados de traição.

A Torre de Londres era usada para aqueles que detinham um alto status e para os dissidentes religiosos. O de estrato elevado, incluindo prisioneiros Reais, ficavam alojados com um conforto relativo. Os dissidentes religiosos eram tratados com muito mais severidade, e frequentemente torturados.

O primeiro prisioneiro foi Ranulf Flambard em 1100 que, como Bispo de Durham, foi dado como culpado do crime de extorção. Ironicamente ele próprio fôra responsável por várias melhorias no desenho da Torre depois de o primeiro arquitecto, Gundulf, se mudar de volta para Rochester. Escapou-se da Torre Branca descendo por uma corda, a qual fôra contrabandeada para dentro da sua cela dentro de uma caixa de vinho.

Outros prisioneiros incluem:

TowerOfLondon - CassellsHistoryofEnglandVol1 - published1902.jpg
  • Henrique VI de Inglaterra foi aprisionado na Torre, onde viria a ser assassinado no dia 21 de Maio de 1471. Uma lenda popular acusa Ricardo, Duque de Gloucester, do seu assassinato. Em cada ano, no aniversário da morte de Henrique VI, os Reitores do Eton College e do King's College, Cambridge, deitam rosas e lírios no altar que agora se levanta onde ele morreu.
  • Margarida de Anjou, esposa do anterior.
  • Sir William de la Pole. Um parente distante do Rei Henrique VIII, foi encarcerado na Torre por 37 anos (1502-1539) por alegadamente conspirar contra Henrique VII, tendo-se tornado o prisioneiro que mais tempo permaneceu na Torre.
  • Elizabeth I de Inglaterra, aprisionada por dois meses em 1554 pelo seu alegado envolvimento com Thomas Wyatt (filho).
  • John Gerard, S.J. (1564-1637) um padre Jesuíta inglês, operando em segredo durante o reinado de Elizabeth I, quando os Católicos estavam a ser perseguidos. Foi capturado, torturado e encarcerado na "Salt Tower" antes de fazer uma ousada fuga por uma corda sobre o fosso.
  • Sir Walter Raleigh passou treze anos (1603-1616) aprisionado na Torre, mas teve habilidade para viver com um relativo conforto na "Bloody Tower", com a sua esposa e dois filhos. Durante algum tempo chegou mesmo a cultivar tabaco na "Tower Green", mesmo da parte de fora do seu apartamento. Aqui ele escreveu The History of the World.
  • Niall Garve O'Donnell nobre irlandês, ironicamente uma vez aliado dos ingleses contra o seu primo, Red Hugh O'Donnell.
  • Guy Fawkes, famoso pela sua participação na Conspiração da pólvora, foi trazido para a Torre para ser interrogado por um Conselho de Ministros do Rei. De qualquer forma não foi executado aqui. Quando confessou a culpa foi condenado a morrer enforcado, puxado e esquartejado no Pátio Velho do Palácio de Westminster.
  • Sir Francis Bacon, filósofo, então Lord High Chancellor de Jaime I, foi acusado de corrupção por aceitar suborno em processos judiciais. Condenado em 1621, passou 4 dias na Torre e a seguir teve que se retirar da vida pública.
  • Johan Anders Jägerhorn, um oficial sueco da Finlândia, amigo de Lord Edward FitzGerald, participante no movimento independentista irlandês. Passou dois anos na Torre (1799)-1801), mas foi libertado devido a interesses russos.
  • Lord George Gordon, instigator dos "Gordon Riots" (Tumultos Gordon) em 1780, passou seis meses na Torre, enquanto aguardava julgamento com a acusação de alta traição.
  • Rudolf Hess, deputado do partido Nazi alemão, o último prisioneiro de guerra a ser aprisionado na Torre, em Maio de 1941.
  • Os Irmãos Kray, os últimos prisioneiros na Torre, durante poucos dias em 1952, por desertarem do serviço militar (National Service).

Tortura[editar | editar código-fonte]

No interior dos quartos de tortura da Torre, foram usados vários instrumentos de tortura,como o "Scavenger's daughter" (Filha do comedor de cadáveres), uma espécie de artificio de compressão, e o "Rack", também conhecido como "Duke of Exeter's Daughter" (Filha do Duque de Exeter).[6] [7]

Ana Askew é a única mulher, segundo os registos, a ter sido torturada na Torre, depois de ter sido levada para ali em 1546 com a acusação de heresia. Sir Anthony Kingston, o Guarda da Torre de Londres, recebeu ordem para torturar Ana, numa tentativa de forçá-la a dar os nomes de outros Protestantes. Ana foi colocada no "Rack". Kingston ficou tão impressionado pela forma como Ana acreditava que se recusou a continuar a torturá-la, e o Lord Chancellor de Henrique VIII teve que libertá-la.

Execuções[editar | editar código-fonte]

Os criminosos de classes mais baixas eram usualmente executados pela forca num dos locais de execução no exterior da Torre. Condenados notáveis, como Thomas More, foram publicamente decapitados na "Tower Hill". Sete nobres (cinco deles damas) foram decapitados privadamente na Tower Green (Torre Verde), no interior do complexo, e depois sepultados na Capela Real de São Pedro ad Vincula (expressão latina para "acorrentado", o que faz dele um apropriado santo patrono para os prisioneiros) próximo do Green. Alguns dos nobres que foram executados no exterior da Torre também foram sepultados na Capela Real.[8]

Os nomes dos sete decapitados na Torre Verde por traição são:

As muralhas, vistas da Tower Bridge..

Diz-se que a rainha Ana Bolena, decapitada em 1536 por traição contra o Rei Henrique VIII, tem sido vista andando em volta da Torre com a sua cabeça debaixo do braço.

George, Duque de Clarence, o irmão de Eduardo IV de Inglaterra, foi executado na Torre por traição, em Fevereiro de 1478, mas não por decapitação (e provavelmente também não por afogamento em vinho Malvasia, apesar do que William Shakespeare escreveu). Quando Eduardo IV morreu, deixou dois filhos jovens:, que ficaram conhecidos como "os Príncipes na Torre". O seu irmão Ricardo, o Duque de Gloucester, foi feito regente até que o mais velho destes dois infantes, Eduardo V, atingisse a maioridade. De acordo com a História de Ricardo III de Thomas More, Ricardo terá contratado homens para matá-los, e, uma noite, os dois príncipes foram sufocados com as suas almofadas. Muitos anos mais tarde foram encontrados ossos enterrados no fundo de uma escadaria da Torre, que se acredita serem os dos príncipes. Ricardo foi coroado como Ricardo III de Inglaterra. A última execução na Torre foi a do espião alemão Josef Jakobs, no dia 14 de Agosto de 1941, por um pelotão de fuzilamento formado pelos Guardas Escoceses.

História recente[editar | editar código-fonte]

O uso militar da Torre como fortificação, tal como o de outros castelos, tornou-se obsoleto com a introdução da artilharia, pelo que o fosso foi drenado em 1830. De qualquer forma a Torre serviu como quartel general da "Board of Ordnance" até 1855, e foi ainda usada ocasionalmente como prisão, mesmo durante as duas Guerras Mundiais. Em 1780, a Torre teve o seu único prisioneiro norte-americano, o antigo Presidente do Congresso Continental, Henry Laurens. Na Primeira Guerra Mundial, foram mortos na Torre onze espiões alemães. O rebelde irlandês, Roger Casement, foi aprisionado na Torre durante o seu julgamento por traição, em 1916. A última execução, a do espião alemão Josef Jakobs, teve lugar durante a Segunda Guerra Mundial.

A "Middle Tower" (ao centro) guarda a outra entrada através do, agora, fosso seco.

Em 1942, o deputado de Hitler, Rudolf Hess, foi aprisionado na Torre por quatro dias. Durante este período, O Comandante da RAF, George Salaman, foi colocado em segredo na mesma cela, personificando um oficial Luftwaffe, para espiar Hess. Apesar de estar a actuar e não ter sido um verdadeiro recluso, Salaman permanece como o último inglês a estar fechado na Torre de Londres. A Torre foi usada como prisão para prisioneiros de guerra alemães ao longo do conflito.

Os quartéis de Waterloo permaneceram em uso como base do 1º Batalhão Real de Fuzileiros (Regimento da Cidade de Londres) até à década de 1950; durante o ano de 1952, os gémeos Kray foram brevemente detidos aqui, fazendo deles uns dos últimos prisioneiros da Torre; o último cidadão britânico aprisionado por um período de tempo considerável foi o oficial do exército Norman Baillie-Stewart, entre 1933 e 1937.

Apesar de já não ser uma Residência Real, a Torre permanece oficialmente um Palácio Real e, como tal, mantém uma Guarda permanente: esta encontra-se entre a unidade formada pela Guarda da Rainha no Palácio de Buckingham. São mantidos dois sentinelas durante o período em que a Torre está aberta, um estacionado no exterior da Jewel House e o outro no exterior da Queen's House.

Em 1974, uma bomba explodiu na Sala dos Morteiros da Torre Branca, provocando uma morte e deixando 41 feridos. Ninguém reivindicou responsabilidade pelo golpe, de qualquer forma a polícia investigou suspeitas de que o IRA estaria por trás do ocorrido.[9]

Administração[editar | editar código-fonte]

A Torre de Londres e a sua área envolvente sempre esteve separada administrativamente da Cidade de Londres. Estava, antigamente, sob a jurisdição do "Constable of the Tower" que também tinha autoridade sobre as Libertações da Torre de Londres, até 1894. Adicionalmente o "Constable" era ex-officio "Lord Lieutenant" da Divisão da Torre, de Middlesex, até 1889, e líder da Milícia da "Tower Hamlets" até 1871.

Descrição[editar | editar código-fonte]

No centro da Torre de Londres eleva-se a "Norman White Tower" (Torre Branca Normanda). Esta tem 90 pés de altura e uma construção maciça, os muros têm uma grossura que varia entre os 15 pés na base e os 11 pés nas partes superiores. Acima das muralhas elevam-se quatro torres; três delas são quadradas, mas a de Nordeste é circular. Esta última torreta já conteve o primeiro observatório Real. Henrique III (1216-1272) fez caiar de branco o exterior do edifício em 1240, sendo daí que lhe vem o nome.

A Torre Branca fica situada no perímetro interior, defendida por uma maciça cortina de muralhas, a qual tem trinta torres, das quais se nomeiam algumas:

  • Bloody Tower (Torre Sangrenta, também conhecida por Torre Jardim), assim nomeada devido a uma lenda que afirma que os Príncipes da Torre foram assassinados aqui. Alegadamente também assobrada[necessário esclarecer] pelo segundo.
A Torre Branca e o pátio.
  • Bell Tower (Torre do Sino)
  • Beauchamp Tower (Torre Beauchamp)
  • Deveraux Tower (Torre Deveraux)
  • Flint Tower (Torre de Rocha)
  • Bowyer Tower (Torre Bowyer)
  • Brick Tower (Torre de Tijolo)
  • Martin Tower (Torre Martin)
  • Constable Tower (Torre Condestável)
  • Broad Arrow Tower (Torre de Seta Ampla)
  • Salt Tower (Torre de Sal)
  • Lanthorn Tower (Torre Lanthorn)
  • Wakefield Tower (Torre Wakefield)

A entrada do perímetro interior fica do lado Sul, sob a Bloody Tower. Fora deste fica o perímetro exterior, defendida por um segundo pano maciço de muralhas, flanqueado por cinco torres na fachada virada ao rio:

  • Byward Tower (Torre Byward)
  • St Thomas's Tower (Torre de São Tomás), construída entre 1275 e 1279 por Eduardo I, para providenciar acomodações Reais adicionais.
  • Cradle Tower (Torre Berço)
  • Develin Tower (Torre Develin)
  • Middle Tower (Torre do Meio)
  • Well Tower (Torre Boa)

Na fachada Norte do muro exterior existem três bastiões semi-circulares. Um fosso, agora seco, circunda o conjunto, atravessado no ângulo Sudoeste por uma ponte de pedra, levando à Byward Tower desde a Middle Tower - uma portaria que era antigamente uma defesa externa, chamada de Torre Leão (a qual albergou o zoo, como descrito acima).

Armaria Espanhola em exibição na Torre de Londres..

A entrada de água para a Torre de Londres é frequentemente referida como o "Traitor's Gate" (Portão dos Traidores), pois um determinado número de prisioneiros acusados de traição, como a Rainha Ana Bolena e Sir Thomas More, passaram através dele. O "Traitor's Gate" secciona a "Thomas's Tower" e substitui a ponte levadiça de Henrique III na Bloody Tower.

Atrás do "Traitors Gate", no tanque, havia um engenho usado para elevar água para uma cisterna localizada no telhado da Torre Branca. O engenho era inicialmente activado pela força das marés ou de cavalos, e eventualmente pela força do vapor. este foi removido na década de 1860 depois de ser adaptado entre 1724 e 1726.

O Enquadramento em Madeira Tudor que se vê por cima do grande arco do Traitor's Gate data de 1532-1533, e foi muito restaurado no século XIX.

A Torre actualmente é principalmente uma atracção turística. Além dos próprios edifícios, também estão em exibição as Jóias da Coroa do Reino Unido, uma fina colecção de armaria da Real Armaria e um resto do muro da fortaleza Romana.

A Torre é guarnecida por "Yeomen Warders" (guardas conhecidos por Beefeaters), que agem como guias turísticos, providenciando segurança, e são eles próprios atracções turística. Todos os fins de tarde, os guardas participam na "Ceremony of the Keys" (Cerimónia das Chaves), mantendo assim a segurança da Torre pela noite.

Jóias da Coroa[editar | editar código-fonte]

As Jóias da Coroa têm sido guardadas na Torre de Londres desde 1303, depois de terem sido roubadas da Abadia de Westminster. A maior parte delas, se não mesmo a totalidade, foram recuperadas pouco depois. Depois da coroação de Carlos II, foram fechadas longe e mostradas contra pagamento para um costodiante. De qualquer forma, esta disposição terminou quando o Coronel Thomas Blood (1618-1680) roubou as Jóias da Coroa depois de ter amarrado e amordaçado o custodiante. Desde então, as Jóias da Coroa são guardadas numa parte da Torre conhecida como "Jewel House", onde guardas armados as defendem. As Jóias estiveram temporariamente fora da Torre durante a Segunda Guerra Mundial, e alegadamente teriam estadas guardadas nos porões da Companhia de Seguros Sun Life Insurance, em Montreal, Canadá, juntamente com as barras de ouro do Banco de Inglaterra; de qualquer forma, também se disse que foram guardadas na Torre Redonda do Castelo de Windsor, ou no "Fort Knox Bullion Depository", nos E.U.A.. Seja como for a opção do Castelo de Windsor é a mais consensual, pois não é suposto as Jóias da Coroa deixarem o Reino.

Localização[editar | editar código-fonte]

A Torre de Londres vista da "Swiss Re Tower".

A Torre de Londres fica localizada na fronteira Este do distrito financeiro da Cidade de Londres, adjacente ao Rio Tamisa e à Tower Bridge. Entre o rio e a Torre fica o Cais da Torre, uma via pedestre de acesso livre, com excelentes vistas do rio, da Torre e da ponte, juntamente com o navio-museu HMS Belfast e a Câmara Municipal de Londres na margem oposta.

Os transportes públicos que servem o monumento são:

  • Estação de Metro de Tower Hill (linhas District e Circle do Metro de Londres);
  • Estação de caminho-de-ferro Tower Gateway DLR (Docklands Light Railway);
  • Estação de caminho-de-ferro Fenchurch Street (National Rail);
  • Tower Millennium Pier (barcos fluviais de cruzeiro);
  • Doca de St Katherine (Thames Clipper - barcos fluviais de carreira).

Na ficção[editar | editar código-fonte]

  • A Torre de Londres como local de morte, escuridão e traição, é mais famosamente evocada pela peça Ricardo III de William Shakespeare, onde esta forma o pano de fundo dum tirano elevado ao poder e é cenário do notável assassinato dos "Príncipes na Torre", entre outras vítimas.
  • Este horror foi reprisado na novela de 1840 The Tower of London, de William Harrison Ainsworth. Apesar de escrita numa forma ficcional, o conto de Ainsworth procura descrever detalhes da história e da arquitectura da Torre.
  • A Torre é cenário da Ópera Cómica The Yeomen of the Guard escrita por William Schwenck Gilbert e composta por Arthur Seymour Sullivan, em 1888.
  • A Torre é o local da batalha final da série televisiva "Hellsing", entre o protagonista Alucard e o antagonista Incognito.
  • Em "Maken X", a "Tower of Despair" (Torre do Desepero) ainda é usada como prisão num futuro próximo. Maken e Kei encontrarão ali um membro do Parlamento expulso.
  • No episódio "The Christmas Invasion" (2005) da série Doctor Who, a Torre é usada como base militar pela UNIT. O escritório de Kate Lethbridge-Stewart( filha do Brigadeiro Alistair Gordon Lethbridge-Stewart(Nicholas Courtney), companheiro do personagem principal, o Doutor, na série classica) também fica na Torre de Londres, isso é citado no especial de 50 anos de Doctor Who ( The Day of the Doctor).

Notas

  1. Camelot Village: Tower of London.
  2. a b Fiona Jerome (2006) Tales from the Tower (Contos da Torre): 148-9
  3. "Tower's raven mythology may be a Victorian flight of fantasy", The Guardian 15 de Novembro de 2004
  4. "Tower's Ravens kept indoors", BBC News Online, 3 de Janeiro de 2006.
  5. "Bird Flu Fears Coop Up London's Famous Ravens" (notícias), Washington Post, 22 de Fevereiro de 2006, página web: WPost-01042:
  6. The White Tower once held torture chambers within its crypt
  7. [1]
  8. Página da Capela Real.
  9. "On This Day 1974: Bomb blast at the Tower of London", BBC News Online, 17 de Julho de 1974

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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