Ilha de Gonçalo Álvares
A Ilha de Gonçalo Álvares, também conhecida como Ilha Gough, é uma ilha vulcânica localizada 400 km a sudeste da Tristão da Cunha no Atlântico Sul. Sua superfície é de 65 km², e a elevação máxima de 910 m. Junto com a ilha de Tristão da Cunha é uma dependência de Santa Helena (território), um território ultramarino britânico. É um ponto extremamente remoto, pois, excluídas as outras pequenas ilhas desta mesma dependência, situa-se a 2700 km do Cabo da Boa Esperança e a 3200 do ponto mais próximo da América do Sul
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[editar] Geografia e geologia
A ilha de Gonçalo Álvares é um dos cumes emersos da dorsal meso-atlântica, a cadeia montanhosa submarina que atravessa o Oceano Atlântico de norte a sul. Nesta latitude, há uma confluência das águas frias procedentes da Antártica, que se encontram com as águas quentes procedentes dos trópicos. Estas condições garantem uma excepcional riqueza de vida marinha, que contrasta com uma vegetação de pouco porte, embora muito característica, castigada pelo frio, pela neve, e por ventos e chuvas torrenciais.
[editar] História
A ilha foi descoberta pelo navegador português Gonçalo Álvares em 1505. O primeiro desembarque documentado foi do mercador inglês Anthony de La Roche em abril de 1675 .1 A denominação atual inglesa homenageia Charles Gough, que pensou tê-la descoberto em 1731.
[editar] População
Não há população civil permanente em Gonçalo Álvares, sendo que a ilha é ocupada apenas por seis militares mantidos pelo governo da África do Sul (apesar de a ilha ser britânica), que cuidam de uma base meteorológica localizada no sudeste de Gonçalo Álvares.
[editar] Reserva da biosfera
Em 1976, graças à singularidade de seus ecossistemas excepcionalmente preservados, Gonçalo Álvares e suas águas foram declarados reserva de vida selvagem. Em 1994, juntamente com a Ilha Inacessível, também pertencente ao arquipélago de Tristão da Cunha, foi declarada reserva da biosfera e, em 2004, inscrita na lista do patrimônio mundial da UNESCO
[editar] Galeria
Referências
- ↑ Wace, N.M. (1969). The discovery, exploitation and settlement of the Tristan da Cunha Islands. Proceedings of the Royal Geographical Society of Australasia (South Australian Branch) 10: 11-40.