Momo

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Na mitologia grega, Momo (em grego Μωμος, Mômos, "burla", "crítica" ou "zombaria" e em latim Momus) é a personificação do sarcasmo, das burlas e de grande ironia, sendo a deusa dos escritores e poetas.

Registros[editar | editar código-fonte]

Hesíodo contava que Momo (nome feminino, ao contrário do que se pensa) é uma filha de Nix, a Noite (Teogonia, 214). Luciano de Samosata recordava (no diálogo ampliado Hermotimus), em que esta foi convidada para avaliar a criação de três deuses em concurso: Atena, Posídon e Hefesto. Criticou Atena por ter criado a casa, pois devia ter rodas de ferro em sua base, para que o dono pudesse levá-la assim que viajasse. Zombou do deus do mar por ter criado o Touro com os olhos sob os chifre, quando esses deviam estar no meio, para que ele pudesse ver suas vítimas. Por fim criticou o ferreiro dos deuses por ter fabricado Pandora sem uma porta em seus peitos para que se pudesse ver o que ela mantinha oculto em seu coração.

Não bastando isso, ironizou Afrodite, ainda que tudo quanto pudesse dizer dela era que não passava de uma tagarela e que usava sandálias que rangiam no piso do Olimpo. Por fim, teve a audácia de fazer comentários jocososos sobre a infidelidade de Zeus para com Hera. (Filóstrato), Epístolas). Devido a tais coisas, foi exilada do Monte Olimpo.

Porém, mais tarde, estando Zeus preocupado com o fato de que a Terra oscilava com o peso que a humanidade fazia, permitiu o retorno de Momo ao convívio do Olimpo desde que o ajudasse a descobrir um remédio para tal problema. De forma descontraída e irônica ela sugeriu que ele criasse uma mulher, muito bonita, pela qual muitas nações guerrassem e assim se destruíssem. Zeus levou-a a sério e assim nasceu Helena, que levou os gregos à guerra de Tróia.

Personificação[editar | editar código-fonte]

É representada com uma máscara que levanta para exibir seu rosto, e com um boneco numa das mãos, simbolizando a loucura, sendo constantemente representada no cortejo de Baco, sempre ao lado de Sileno e Comos, o deus das farras e da dissolução.mas nao é necessario

Literatura[editar | editar código-fonte]

Quando Sir Francis Bacon escreveu um ensaio intitulado "Of Building", afirmou ali que "Aquele que constrói uma boa casa sobre uma base ruim, condena-se a si mesmo à prisão... Não é apenas o ar que faz ruim uma base, mas as estradas ruins, os mercados ruins e, se faz consultas com Momo, tem vizinhos ruins".

Laurence Sterne aventou a possibilidade de existir uma janela de Momo para a alma, numa digressão incoerente, típica de seu estilo, em a obra "Tristram Shandy".

Momo é um romance de fantasia publicada por Michael Ende em 1973; Trata do conceito de tempo; da falta de tempo na sociedade moderna. Ganhou o Deutscher Judendliteraturpreis em 1974.

Festejos[editar | editar código-fonte]

Mardi Gras[editar | editar código-fonte]

Inspirada na deusa, Momo é o nome de uma sociedade de Mardi Gras em Galveston (Texas, Estados Unidos), os "Cavaleiros de Momo" (Knights of Momus, «KOM»), fundada em 1871.

Também é o nome da segunda krewe mais antiga do Mardi Gras de Nova Orleans, fundada em 1882. Em 1992 uma nova lei da cidade obrigava ao fim da segregação racial nas krewes, para que obtivesse permissão de desfilar, e Momo foi uma das três krewes históricas (junto a Como, de 1857 e Proteu, de 1882) que preferiram deixar de desfilar a ter que eliminar suas restrições para ingresso de membros.

Carnaval[editar | editar código-fonte]

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Nas festas de Carnaval de várias cidades hispanófonas são rendidas homenagens ao deus Momo, com diversos atos.

Em Cádiz, a queima de um boneco representando o deus Comus, porém Comos e Momo, se tornaram um só personagem com identidade masculina que acabou por se tornar símbolos das festas do Carnaval a cada ano.

No Carnaval do Brasil e ainda em Barranquilla (Colômbia), um dos principais personagens dos festejos é o Rei Momo, nome baseado nesta deidade.

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Momo
  • La Bohème, onde o «Café Momus» é o cenário de uma passagem, no bairro latino.
  • O Castelo, novela de Kafka, onde Momo aparece no capítulo nove.