Pirâmide de Quéops

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Pirâmide de Quéops
Gizeh Cheops BW 1.jpg
A Grande Pirâmide de Quéops.
Precedido por Pirâmide Vermelha
Ultrapassado por Catedral de Lincoln
Gizé
Egito
Status Concluída
Uso Tumba

A Pirâmide de Quéops (ou Khufu), também conhecida como a Grande Pirâmide, é a maior e mais antiga das três pirâmides de Gizé. Acredita-se ter sido construída para ser a tumba do Faraó Quéops da quarta dinastia, cujo reinado se estendeu de 2551 a 2528 a.C. (século XXVI a.C.).[1] É a maior das três pirâmides de Gizé: sua altura original era de 146,60 metros, mas atualmente é de 137,16 m, pois falta parte do seu topo e o revestimento.[2]

História e arquitetura[editar | editar código-fonte]

Originalmente, a Grande Pirâmide foi coberta por pedras de revestimento que formaram uma superfície externa lisa, o que se vê hoje é a estrutura central subjacente.[3] Algumas das pedras de revestimento ainda são visíveis, uma vez que a estrutura do objecto ainda pode ser visto em torno da base. Existem diversas diferentes teorias científicas e alternativas sobre técnicas da construção da Grande Pirâmide. As hipóteses mais aceitas são de construção baseada na idéia de que ela foi construída movendo enormes pedras de uma pedreira e arrastando e levantando-os no lugar.[4]

Estima-se ter necessitado de uma força de trabalho de cerca de 100 mil pessoas ao longo de 20 anos, estes homens eram livres.

Entre as pirâmides, a de Quéops sobressai como uma das criações mais espetaculares e geniais da história da arquitetura. A pirâmide figurou na lista das estruturas mais altas do mundo construídas pelo homem por mais de 3800 anos.[5]

Assim como nas outras pirâmides, a de Quéops orienta os quatro pontos cardeais, limitando o Delta geometricamente com o prolongamento das duas diagonais e dividindo-o em duas iguais seguindo o eixo da pirâmide, ou seja: medindo a vara egípcia 0,525 metros, o lado da base da pirâmide tem 440 varas e a sua altura atinge as 280 varas.

Estas consideráveis amplitudes têm dado lugar a especulações matemáticas bastante complexas, pois é reconhecido que terão relação com o posterior desenvolvimento das matemáticas Pitagóricas.

Por outro lado, a orientação da pirâmide permitia que os raios luminosos da estrela Sírio, ao passar pelo meridiano, penetrassem na câmara existente no seu núcleo por meio de um conduto, no momento em que se anunciava o princípio do ano egípcio e o início das inundações do rio Nilo, como a luz da estrela Polar entrava pelos condutos do norte.[1]

Este monumento marca o auge da época de tais construções, tanto no que se refere ao tamanho quanto à complexidade da estrutura. Tendo uma superfície que cobre quase 53 mil metros quadrados, é sem dúvida um dos monumentos mais polêmicos de toda a Antiguidade.

Interior da pirâmide[editar | editar código-fonte]

Esquema da seção Sul-Norte do interior da Pirâmide de Quéops

A entrada original para a Grande Pirâmide é de 17 metros verticalmente acima do nível do solo e 7,29 metros a leste da linha central da pirâmide. O interior da Pirâmide envolve ainda:

  1. Entrada original, na face Norte, actualmente obstruida
  2. Acesso atual, mandado abrir por Al-Mamun
  3. Blocos de granito, selando o acesso à passagem superior
  4. Passagem descendente até à Câmara subterrânea
  5. Câmara subterrânea
  6. Passagem ascendente de acesso à Grande Galeria
  7. Câmara da Rainha
  8. Passagem horizontal para a Câmara da Rainha
  9. Grande Galeria
  10. Câmara do Rei e Canais de ventilação
  11. Passagem horizontal para a Câmara do Rei
  12. Passagem que comunica a Grande Galeria com a Câmara subterrânea

Referências

  1. a b Rainer Sousa. A Grande Pirâmide de Gizé (em português) R7 História do Mundo. Visitado em 24 de outubro de 2012.
  2. Miriam Ilza Santana (27 de março de 2008). Pirâmides do Egito (em português) InfoEscola. Visitado em 24 de outubro de 2012.
  3. Verner (2001) pp. 75–82.
  4. Building the Great Pyramid (em inglês) BBC (3 de fevereiro de 2006). Visitado em 24 de outubro de 2012.
  5. Dana M. Collins. The Oxford Encyclopedia of Ancient Egypt (em ). [S.l.]: Oxford University Press, 2001. ISBN 978-0-19-510234-5.

Leitura adicional[editar | editar código-fonte]

  • Graham Hancock; Robert Bauval. Keeper of Genesis (em ). [S.l.]: Mandarin books, 1996. ISBN 0-7493-2196-2.
  • A. Hoyt Hobbs; Bob Brier. Daily Life of the Ancient Egyptians (em ). [S.l.]: Greenwood Press, 1999. ISBN 978-0-313-30313-5.
  • Paul A. Calter. Squaring the Circle: Geometry in Art and Architecture (em ). [S.l.]: Key College Publishing, 2008. ISBN 1-930190-82-4.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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