Vizir

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O Sultão sendo aconselhado por seu Grão Vizir

Um vizir (وزیر em persa) era um ministro e conselheiro de um sultão ou rei da antiga Pérsia e, posteriormente, de um país islâmico. O termo significa "ajudante".

A figura do vizir tem sua origem na antiga Pérsia e foi adotada pelo califato abássida a partir da conquista do Império Sassânida pelos muçulmanos no século VIII. Nesses primeiros tempos os mais importantes vizires foram os Barmecidas, uma família persa cujos membros foram os principais conselheiros e administradores durante o governo dos primeiros califas abássidas. Enquanto o califa era rodeado de pompa e tornava-se um ser misterioso, era o vizir que cumpria as ordens do soberano, mantendo o monarca distante da execução de tarefas administrativas. Ao mesmo tempo, o vizir assumia a responsabilidade dos atos de governo e preservava a reputação do califa ou sultão, que era o governante temporal e espiritual da comunidade.

Grão-vizir[editar | editar código-fonte]

Durante o Império Otomano, o Grão-vizir era a mais alta autoridade depois do sultão, sendo considerado representante deste e atuando em seu nome. Governava outros vizires de menor rango que se reuniam na Sublime Porta do Palácio de Topkapı, em Istambul.

Em Portugal[editar | editar código-fonte]

Em português existem outras grafias como "alvasil", "alguazil", "aguazil", "guazil" ou "wasir"[1] . Um personagem histórico a ter o título de wasir foi Sesnando Davides, um moçárabe que governou Coimbra no século XI. Ajudou Fernando I de Leão na conquista da cidade e ganhou o Condado de Coimbra, ostentando ao mesmo tempo os títulos de conde e de wazir. Oficialmente vassalo de Fernando I, na prática governou Coimbra como monarca. Faleceu em 1092.

Surge igualmente, mais tarde, a referencia a "alvazil" ou "alvazil do crime" que se confunde com alcaide[2] ou meirinho[3] e que devia incluir ou em parte os cargos de juiz, de chefe da polícia e governador-civil.

Referências