Rosetta

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Current event marker.png
Este artigo ou seção contém material sobre uma missão espacial atual.
As informações podem mudar durante o progresso da missão.
CELstart-rocket.png
Rosetta
Modelo em computação da Rosetta.
Operação ESA
Tipo de missão orbitador, pousador
Sobrevoo de Terra, Marte, 21 Lutetia, 2867 Šteins
Destino 67P/Churyumov-Gerasimenko
Lançamento 2 de Março de 2004
07:17 UTC
Local do Lançamento Kourou, Guiana Francesa
Veículo de Lançamento Ariane 5G+
Duração da missão 10 anos, 6 meses e 29 dias
Designação COSPAR 2004-006A
Site ESA
Massa 1200 kg
Rosetta mission logo node full image.jpg

Rosetta é uma sonda espacial construída e lançada pela Agência Espacial Europeia (ESA) com a missão de encontrar-se no espaço e fazer um estudo detalhado do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, que viaja entre as órbitas da Terra e de Júpiter. Ela integra o conjunto de missões Horizon 2000 da agência espacial e é a primeira sonda construída para orbitar e pousar num cometa.

Lançada em 2 de março de 2004 da base de Kourou, na Guiana Francesa, no topo de um foguete Ariane 5 G+, a sonda atingiu[1] seu alvo na metade de 2014. A nave compreende duas partes, a sonda espacial Rosetta, que carrega 11 instrumentos,[2] e o pousador-robótico Philae, que transporta mais dez.[3] A missão orbitará o cometa 67P por 17 meses e foi construída para fazer o mais detalhado estudo de um cometa jamais tentado.

A sonda recebeu este nome em homenagem à Pedra da Rosetta, que após sua descoberta em 1799 auxiliou no entendimento dos hieróglifos egípcios.[4] O módulo pousador é batizado com o nome da ilha de Filas, no rio Nilo, onde foi descoberto um obelisco que também contribuiu para decifrar os hieróglifos de Rosetta.

Desde seu lançamento, a espaçonave já orbitou o Sol cinco vezes, realizou dois sobrevoos de asteroides e um sobrevoo de Marte, enviando dados e imagens. Depois do sobrevoo do planeta vermelho em 2007, em setembro de 2008 ela sobrevoou o asteroide 2867 Šteins e em julho de 2010 o asteroide 21 Lutetia. Depois de passar 31 meses em estado de "hibernação" no espaço, num modo de rotação estabilizada com todos os equipamentos desligados, à exceção do computador de bordo, numa órbita a caminho de seu encontro final,[5] ela foi religada com sucesso em 20 de janeiro de 2014 pelos cientistas da ESA no centro de controle de Darmstadt, na Alemanha, enviando de volta seu primeiro sinal após mais de dois anos e meio.[6]

Em 6 de agosto de 2014, ela tornou-se a primeira sonda espacial na história a entrar em órbita de um cometa.[7] [8]

Visão geral[editar | editar código-fonte]

Em 1986, durante a aparição do cometa de Halley, várias sondas foram enviadas ao espaço para explorar o sistema do cometa, sendo a Giotto, da ESA, a mais bem sucedida delas.[9] Depois das sondas retornarem um tesouro científico de grande valor, se tornou claro que missões a outros cometas deveriam sucedê-la, de maneira a lançar mais luzes sobre a complexa composição destes corpos celestes e responder questões então abertas.

Em consequência, a NASA e a ESA começaram a desenvolver sondas conjuntamente. O projeto da agência americana chamou-se missão Comet Rendezvous Asteroid Flyby (CRAF); o da ESA, missão Comet Nucleus Sample Return (CNSR). Os dois projetos deveriam dividir o desenvolvimento da espaçonave Mariner Mark II, diminuindo custos. Em 1992, quando a NASA interrompeu o CRAF por questões de orçamento, a ESA decidiu levar o projeto adiante sozinha. Em 1993, ficou evidente que o ambicioso plano de coletar amostras nos cometas e trazê-las de volta ficou impraticável devido às limitações de orçamento da agência europeia; o projeto foi então reestruturado, com o plano final se assemelhando ao finado CRAF: um sobrevoo de asteroide seguido de um pouso.

Rosetta foi construída numa "sala limpa", de acordo com as regras do Comitê de Pesquisa Espacial, mas a esterilização neste caso não era crucial, porque cometas são considerados corpos celestes onde se pode encontrar moléculas prebióticas mas não micro-organismos vivos.[10]

A missão foi planejada para ser lançada em 12 de janeiro de 2003, para um encontro com o cometa 46P/ Wirtanen em 2011.[11] O plano porém foi abandonado após uma falha do foguete Ariane 5, em 11 de dezembro de 2002. Um novo plano então foi feito, com o novo alvo sendo o cometa Churyumov–Gerasimenko, com um lançamento em 26 de fevereiro de 2004 para o encontro em 2014. A massa maior deste cometa com o resultante maior velocidade de impacto, tornou necessário que fossem feitas modificações no pousador.[12] Após duas tentativas canceladas de lançamento, devido ao mau tempo e a problemas técnicos, Rosetta foi finalmente lançada da Guiana Francesa por um Ariane 5 às 7:17 UTC de 2 de março de 2004.

Em 25 de fevereiro de 2005, a nave fez um sobrevoo em baixa altitude do planeta Marte, para corrigir problemas da trajetória após o primeiro lançamento de 2003 ter sido adiado por quase um ano. Isto não foi feito sem riscos, já que a altitude estimada para as manobras era de meros 250 km acima da superfície do planeta. Durante este encontro, os painéis solares não puderam ser usados já que o encontro se deu na face escura de Marte, onde ela não receberia luz solar por quinze minutos, causando uma perigosa perda de energia. A nave foi então colocada em modo de espera, sem possibilidade de comunicação, voando com baterias que não haviam sido desenvolvidas para esta tarefa.[13] Esta manobra em Marte seria depois apelidada de "O Jogo de Um Bilhão de Euros".[14] A manobra de empuxo foi felizmente bem sucedida e a missão pôde continuar como planejada.[15]

Em 5 de setembro de 2008, Rosetta teve um encontro com o asteroide 2867 Šteins, fazendo um sobrevoo muito próximo ao objeto, a 800 km de distância. Os instrumentos a bordo fizeram medições do asteroide desde 4 de agosto, no período de aproximação orbital, até 10 de setembro, após o sobrevoo a curta distância. A velocidade relativa máxima entre os dois objetos durante o sobrevoo foi de 8,6 km/s.[16]

A sonda[editar | editar código-fonte]

O corpo principal da nave espacial mede 2,8 x 2,1 x 2,0 metros, onde estão dispostos todos os seus subsistemas e demais equipamentos. A sonda tem dois painéis solares de 14 metros de comprimento, perfazendo uma área total de 64 metros quadrados. Ela tem uma massa de 3.065 kg e mais de 50% de sua massa é representado pelo propelente.

Em uma das faces do orbitador existe uma antena de alto-ganho em forma de prato de 2,2 metros do diâmetro móvel. Do lado oposto da sonda está o módulo de aterrissagem. Como ela deverá operar a uma distância de 720 milhões de km do Sol, onde o nível de luz será apenas de 4% do nível de iluminação da Terra, a sonda está equipada com painéis solares gigantes.

  • Massa total da sonda: 3.000 kg (aprox.)
  • Propelente: 1.670 kg (aprox.)
  • Massa total dos instrumentos: 165 kg
  • Massa do aterrizador: 100 kg
  • Potência dos painéis solares: 850 Watts a 3,4 UA, e 395 Watts a 5,25 UA
  • Sistema de propulsão: 24 propulsores a bipropelente com força de 10 N
  • Tempo de duração da missão: 12 anos.

Propulsão[editar | editar código-fonte]

No coração do orbitador está localizado o sistema de propulsão. Montados em volta do tubo de descarga estão os dois grandes tanques de propelente. No tanque superior contém o combustível, no tanque inferior contém o oxidante. O orbitador transporta 24 empuxadores para a correção da trajetória e para o controle de atitude. Cada um destes empuxadores aplica uma força de 10 Newtons.

Instrumentos[editar | editar código-fonte]

O orbitador Rosetta dispõe de 11 instrumentos científicos. São eles:

  • ALICE - Ultraviolet Imaging Spectrometer[17]
  • CONSERT - Comet Nucleus Sounding [18]
  • COSIMA - Cometary Secondary Ion Mass Analyser [19]
  • GIADA - Grain Impact Analyser and Dust Accumulator [20]
  • MIDAS - Micro-Imaging Analysis System [21]
  • MIRO - Microwave Instrument for the Rosetta Orbiter
  • OSIRIS - Rosetta Orbiter Imaging System[22]
  • ROSINA - Rosetta Orbiter Spectrometer for Ion and Neutral Analysis [23]
  • RPC - Rosetta Plasma Consortium [24]
  • RSI - Radio Science Investigation
  • VIRTIS - Visible and Infrared Mapping Spectrometer[25]

O módulo pousador[editar | editar código-fonte]

Após 21 dias de seu lançamento, o módulo de aterrissagem da sonda Rosetta, recebeu o nome de Philae, nome de uma ilha do rio Nilo que contém um obelisco onde nele foi encontrada uma inscrição bilíngue, que incluía os nomes de Cleópatra e de Ptolomeu em hieróglifos egípcios. Esta inscrição forneceu ao historiador francês Jean-François Champollion as últimas informações necessárias que lhe permitiram decifrar a antiga escrita egípcia que estava escrita na Pedra de Rosetta. O módulo tem uma massa de 100 kg[26] e foi construído através de um consórcio europeu liderado pela German Aerospace Research Institute (DLR). Outros membros deste consórcio são a ESA e institutos da Áustria, Finlândia, França, Hungria, Irlanda, Itália e a Inglaterra.

Instrumentos[editar | editar código-fonte]

O módulo pousador transporta dez instrumentos científicos, que pesam um total de 26,7 kg, quase um terço da massa total da sonda.[27] São eles:

  • APXS - Alpha Proton X-ray Spectrometer
  • ÇIVA - Comet Nucleus Infrared and Visible Analyzer
  • ROLIS - Rosetta Lander Imaging System
  • CONSERT - Comet Nucleus Sounding [28]
  • COSAC - Cometary Sampling and Composition experiment [29]
  • MODULUS PTOLEMY - Evolved Gas Analyser [30]
  • MUPUS - Multi-Purpose Sensor for Surface and Subsurface Science
  • ROMAP - RoLand Magnetometer and Plasma Monitor
  • SD2 - Sample and Distribution Device
  • SESAME - Surface Electrical and Acoustic Monitoring Experiment, Dust Impact Monitor [31]

A missão[editar | editar código-fonte]

Para estudar as origens dos cometas e as relações entre os cometas e o material interestelar e suas implicações com as origens do Sistema Solar; uma série de medições deverão ser feitas.

  • Caracterização global do núcleo do cometa, determinação de suas propriedades dinâmicas e de sua composição e de sua morfologia.
  • Determinação de suas características químicas, mineralógicas e isotópicas das composições voláteis e refratárias do núcleo do cometa.
  • Determinação das propriedades físicas e a inter-relação entre as substâncias voláteis e refratárias do núcleo do cometa.
  • O estudo do desenvolvimento da atividade do cometa e os processos que envolvem a sua camada superficial com o interior de sua cauda. (analisar a interação entre a poeira e o gás)
  • O estudo das características globais deste cometa, suas propriedades dinâmicas, morfologia e a composição de sua superfície.

Lutetia e Šteins[editar | editar código-fonte]

A sonda Rosetta, como missão secundária, passou pelos asteroides 2867 Šteins e 21 Lutetia, a caminho do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. A aproximação aconteceu em 5 de setembro de 2008 e 10 de julho de 2010, respectivamente.

O asteroide 21 Lutetia foi descoberto em 15 de novembro de 1852 por Hermann Goldschmidt. Ele tem aproximadamente 100 km de diâmetro.

O asteroide 2867 Steins foi descoberto em 4 de novembro de 1969 por Nikolai Stepanovich Chernykh. Ele tem cerca de 10 km de diâmetro.

Sumário do cometa[editar | editar código-fonte]

Nome do cometa: 67P/Churyumov-Gerasimenko
Diâmetro do núcleo: 4 km
Período de orbitação: 6,6 anos
Mínima distância com o Sol: 186 milhões de km
Máxima distância com o Sol: 857 milhões de km
Excentricidade orbital: 0.6
Inclinação orbital: 7.1º
Trajetória: Viaja entre as órbitas da Terra e de Júpiter
Ano de sua descoberta: 1969
Descobridores: K. Churyumov da Universidade de Kiev, Ucrânia e S. Gerasimenko do Instituto de Astrofísica, Dushanbe, Tadjiquistão

Cometa[editar | editar código-fonte]

O objetivo inicial da missão Rosetta era visitar o cometa denominado 46P/ Wirtanen. Mas devido a contratempos no veículo lançador Ariane 5, a Agência especial européia teve que escolher um outro cometa a ser visitado. Após cuidadosas análises, o escolhido foi o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Com esta escolha a sonda Rosetta terá que executar uma trajetória bastante complexa que vai incluir três passagens pela Terra e uma passagem por Marte, para realizar manobras com o auxílio da força gravitacional destes planetas, para que a sonda chegue ao cometa. Essas manobras são denominadas de assistência gravitacional. Neste caminho a sonda irá visitar por duas vezes o Cinturão de Asteroides. Quando finalmente conseguir chegar ao cometa 67P, a sonda vai entrar em órbita do mesmo e vai acompanhar o cometa em sua viagem em direção ao Sol.

A sonda pesquisará o cometa por um período de 18 meses seguidos, utilizando todos os seus 11 instrumentos de pesquisa durante seu mergulho para o interior do Sistema Solar.

Como o cometa Churyumov-Gerasimenko é tipicamente mais ativo quando ele se encontra mais próximo do Sol, os cientistas poderão observar de perto as mudanças que o cometa sofrerá. Espera-se que esta bola de gelo sofra grandes alterações e passe a jorrar gases através de furos na sua superfície. Porém o cometa apresenta um grande periélio e a sonda não deverá ser afetada pelo calor do Sol. Pouco se sabe sobre este cometa, pois ele reflete muita pouca luz e seu núcleo fica totalmente envolvido por gases e partículas, quando ele viaja próximo ao Sol.

Toda esta missão deverá terminar em Dezembro de 2015, seis meses depois que o cometa passar pelo seu periélio e iniciará o seu retorno para as regiões frias de Júpiter. O período de orbitação do cometa é de 6,57 anos.

O telescópio espacial Hubble tirou 61 fotos do cometa Churyumov-Gerasimenko, revelando que o cometa tem um núcleo de 3 a 5 quilômetros de comprimento e uma forma elipsoidal (como uma bola de rugby). Leva 12 horas para completar uma rotação. Este cometa será três vezes maior que o cometa anteriormente escolhido.

Etapas da aproximação[editar | editar código-fonte]

Depois de religada em 20 de janeiro de 2014, após dois anos de hibernação, a sonda continuou sua jornada até as proximidades do cometa, quando, hora e meia após a última queima de seus pequenos foguetes por sete minutos, entrou em órbita do 67P em 6 de agosto, a uma distância de 460 milhões de quilômetros (250 milhões de milhas náuticas) da Terra e a 100 km da superfície dele, a 55.000 km por hora, tornando-se o primeiro objeto fabricado pelo homem a conseguir tal feito. A segunda e mais difícil etapa da missão será tentada em novembro, com o pouso da pequena sonda Philae na superfície do cometa. Durante o programado ano que passará em órbita do Churyumov-Gerasimenko, a Rosetta realizará um mapeamento completo e detalhado de sua superfície de 2 km, [8] usando o recurso de uma órbita triangular em torno dele para medir seu campo gravitacional.[32]

Cronograma[editar | editar código-fonte]

  • Lançamento: Fevereiro de 2004
  • Primeira orbitação em torno da Terra: Novembro de 2005
  • Orbitação em torno de Marte: Fevereiro de 2007
  • Segunda orbitação em torno da Terra: Novembro de 2007
  • Terceira orbitação em torno da Terra: Novembro de 2009
  • Hibernação no espaço profundo: de Maio de 2011 até Janeiro de 2014

Durante a sua jornada, a sonda Rosetta deverá seguir as seguintes fases em relação ao asteroide:

  • Aproximação do cometa: de Janeiro a Maio de 2014
  • Mapeamento do cometa: Agosto de 2014
  • Aterrissagem no cometa: Novembro 2014
  • Escoltando o cometa em torno do Sol: de Novembro de 2014 até Dezembro de 2015

Identificação errônea como um asteroide[editar | editar código-fonte]

Durante o seu segundo voo de aproximação, em novembro de 2007, a sonda espacial Rosetta foi erroneamente identificada como um asteroide próximo da terra, quando recebeu a designação 2007 VN84. Usando imagens feitas com um telescópio de 0,68 m da Catalina Sky Survey, um astrônomo "descobriu" a sonda espacial e a identificou como um asteroide de aproximadamente 20 m de diâmetro. Além disso, o astrônomo calculou uma trajetória para o recém-descoberto asteroide, na qual o mesmo passaria em 13 de novembro de 2007 a uma distância de 5 700 km da Terra. Essa aproximação extrema da Terra, em termos astronômicos, levou à especulação de que existia um grande risco de colisão.[33] Contudo, o astrônomo Denis Denisenko percebeu que a trajetória coincidia com a da sonda espacial Rosetta, a qual estava usando a gravidade da Terra durante o seu voo de aproximação para poder seguir sua viagem em direção ao cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.[34] O Centro de Planetas Menores confirmou posteriormente em uma nota editorial que 2007 VN84 se tratava na verdade da sonda espacial.[35]

Referências

  1. A Roseta foi ao cometa Cência Hoje (6 de agosto de 2014). Página visitada em 7 de agosto de 2014.
  2. Orbiter Instruments ESA. Página visitada em 18/12/2013.
  3. Lander Instruments ESA. Página visitada em 18/12/2013.
  4. Why Rosetta? ESA. Página visitada em 18/12/2013.
  5. Wake up, Rosetta! ESA. Página visitada em 18/12/2013.
  6. Sonda espacial desperta de hibernação em trajetória rumo a cometa Folha de S Paulo. Página visitada em 21/01/2014.
  7. Rosetta arrives at comt destination ESA. Página visitada em 06/08/2014.
  8. a b 'We're in orbit!' Rosetta becomes first spacecraft to orbit comet CNN. Página visitada em 06/08/2014.
  9. ESA remembers the night of the comet ESA. Página visitada em 18/12/2013.
  10. No bugs please, this is a clean planet ESA. Página visitada em 18/12/2013.
  11. Rosetta operations ESA. Página visitada em 18/12/2013.
  12. Ulamec S, Espinasse S, Feuerbacher B, Hilchenbach M, Moura D, Rosenbauer H, Scheuerle H, Willnecker R. (2006). "Rosetta Lander - Philae: Implications of an alternative mission". Acta Astronautica 58: 435–441. DOI:10.1016/j.+actaastro.2005.12.009.
  13. Rosetta correctly lined up for critical Mars swingby ESA. Página visitada em 18/12/2013.
  14. Europe set for billion-euro gamble with comet-chasing probe 26sep.net. Página visitada em 18/12/2013.
  15. Stunning view of Rosetta skimming past Mars ESA. Página visitada em 18/12/2013.
  16. Aviation Week & Space Technology, Vol.169 No. 10, "First Asteroid", p. 18
  17. S. A. Stern, D. C. Slater, J. Scherrer, M. F. A'Hearn, J. L. Bertaux, P. D. Feldman, M. C. Festou, O. H. W. Siegmund. Alice: The Rosetta Ultraviolet Imaging Spectrograph. Cópia arquivada em 20070117215905.
  18. Kofman, W., A. Herique, J-P. Goutail, T. Hagfors, I. P. Williams, E. Nielsen, J-P. Barriot, Y. Barbin, C. Elachi, P. Edenhofer, A-C. Levasseur-Regourd, D. Plettemeier, G. Picardi, R.Seu, V. Svedhem. (2007). "The Comet Nucleus Sounding Experiment by Radiowave Transmission (CONSERT). A short description of the instrument and of the commissioning stages". Space Science Reviews 128: 413–432. DOI:10.1007/s11214-006-9034-9. Bibcode2007SSRv..128..413K.
  19. C. Engrand, J. Kissel, F. R. Krueger, P. Martin, J. Silén, L. Thirkell, R. Thomas, K. Varmuza. (2006). "Chemometric evaluation of time-of-flight secondary ion mass spectrometry data of minerals in the frame of future in situ analyses of cometary material by COSIMA onboard ROSETTA". Rapid Communications in Mass Spectrometry 20 (8): 1361–1368. DOI:10.1002/rcm.2448. PMID 16555371.
  20. Bussoletti, E.; Colangeli, L.; Lopez Moreno, J. J.; Epifani, E.; Mennella, V.; Palomba, E.; Palumbo, P.; Rotundi, A.; Vergara, S.; Girela, F.; Herranz, M.; Jeronimo, J. M.; Lopez-Jimenez, A. C.; Molina, A.; Moreno, F.; Olivares, I.; Rodrigo, R.; Rodriguez-Gomez, J. F.; Sanchez, J.; Mc Donnell, J. A. M.; Leese, M.; Lamy, P.; Perruchot, S.; Crifo, J. F.; Fulle, M.; Perrin, J. M.; Angrilli, F.; Benini, E.; Casini, L.; Cherubini, G.; Coradini, A.; Giovane, F.; Grün, E.; Gustafson, B.; Maag, C.; Weissmann, P. R.. (1999). "The GIADA Experiment for Rosetta Mission to Comet 46P/Wirtanen: Design and Performances". Advances in Space Research 24 (9): 1139–1148. DOI:10.1016/S0273-1177(99)80207-5. Bibcode1999AdSpR..24.1139B.
  21. BRiedler W, Torkar K, Rudenauer F, Fehringer M, Schmidt R, Arends H, Grard RJL, Jessberger EK, Kassing R, Alleyne HS, Ehrenfreund P, Levasseur-Regourd AC, Koeberl C, Havnes O, Klock W, Zinner E, Rott M. (1998). "The MIDAS experiment for the Rosetta mission". Advances in Space Research 21 (11): 1547–1556. DOI:10.1016/S0273-1177(97)00947-2. Bibcode1998AdSpR..21.1547R.
  22. Thomas., N.; Keller, H. U.; Arijs, E.; Barbieri, C.; Grande, M.; Lamy, P.; Rickman, H.; Rodrigo, R.; Wenzel, K.-P.; A'Hearn, M. F.; Angrilli, F.; Bailey, M.; Barucci, M. A.; Bertaux, J.-L.; Brieß, K.; Burns, J. A.; Cremonese, G.; Curdt, W.; Deceuninck, H.; Emery, R.; Festou, M.; Fulle, M.; Ip, W.-H.; Jorda, L.; Korth, A.; Koschny, D.; Kramm, J.-R.; Kührt, E.; Lara, L. M.; Llebaria, A.; Lopez-Moreno, J. J.; Marzari, F.; Moreau, D.; Muller, C.; Murray, C.; Naletto, G.; Nevejans, D.; Ragazzoni, R.; Sabau, L.; Sanz, A.; Sivan, J.-P.; Tondello, G.. (1998). "OSIRIS-the optical, spectroscopic and infrared remote imaging system for the Rosetta Orbiter". Advances in Space Research 21 (11): 1505–1515. DOI:10.1016/S0273-1177(97)00943-5. Bibcode1998AdSpR..21.1505T.
  23. Balsiger H, Altwegg K, Arijs E, Bertaux JL, Berthelier JJ, Bochsler P, Carignan GR, Eberhardt P, Fisk LA, Fuselier SA, Ghielmetti AG, Gliem F, Gombosi TI, Kopp E, Korth A, Livi S, Mazelle C, Reme H, Sauvaud JA, Shelley EG, Waite JH, Wilken B, Woch J, Wollnik H, Wurz P, Young DT. (1998). "Rosetta Orbiter Spectrometer for ion and neutral analysis-ROSINA". Advances in Space Research 21 (11): 1527–1535. DOI:10.1016/S0273-1177(97)00945-9. Bibcode1998AdSpR..21.1527B.
  24. Trotignon JG, Bostrom R, Burch JL, Glassmeier KH, Lundin R, Norberg O, Balogh A, Szego K, Musmann G, Coates A, Ahlen L, Carr C, Eriksson A, Gibson W, Kuhnke F, Lundin K, Michau JL, Szalai S. (1999). "The ROSETTA Plasma Consortium: Technical realization and scientific aims". Advances in Space Research 24 (9): 1149–1158. DOI:10.1016/S0273-1177(99)80208-7. Bibcode1999AdSpR..24.1149T.
  25. Coradini, A.; Capaccioni, F.; Capria, M. T.; Cerroni, P.; de Sanctis, M. C.; Magni, G.; Reininger, F.; Drossart, P.; Barucci, M. A.; Bockelee-Morvan, D.; Combes, M.; Crovisier, J.; Encrenaz, T.; Tiphene, D.; Arnold, G.; Carsenty, U.; Michaelis, H.; Mottola, S.; Neukum, G.; Schade, U.; Taylor, F.; Calcutt, S.; Vellacott, T.; Venters, P.; Watkins, R. E.; Bellucci, G.; Formisano, V.; Angrilli, F.; Bianchini, G.; Saggin, B.; Bussoletti, E.; Colangeli, L.; Mennella, V.; Fonti, S.; Tozzi, G.; Bibring, J. P.; Langevin, Y.; Schmitt, B.; Combi, M.; Fink, U.; McCord, T.; Ip, W.; Carlson, R. W.; Jennings, D. E.. . "VIRTIS Visible Infrared Thermal Imaging Spectrometer for Rosetta Mission". Lunar and Planetary Science 27.
  26. The Experiments Onboard the ROSETTA Lander Springer. Página visitada em 20/12/2013.
  27. Bibring, J.-P.. (2007). "The Rosetta Lander ("Philae") Investigations". Space Science Reviews 128: 205. DOI:10.1007/s11214-006-9138-2. Bibcode2007SSRv..128..205B.
  28. Kofman, W., A. Herique, J-P. Goutail, T. Hagfors, I. P. Williams, E. Nielsen, J-P. Barriot, Y. Barbin, C.Elachi, P. Edenhofer, A-C. Levasseur-Regourd, D. Plettemeier, G . Picardi, R.Seu, V. Svedhem. (2007). "The Comet Nucleus Sounding Experiment by Radiowave Transmission (CONSERT). A short description of the instrument and of the commissioning stages". Space Science Reviews 128: 413–432. DOI:10.1007/s11214-006-9034-9. Bibcode2007SSRv..128..413K.
  29. Goesmann F., Rosenbauer H., Roll R., Böhnhardt H.. (2005). "COSAC onboard Rosetta: A bioastronomy experiment for the short-period comet 67P/Churyumov-Gerasimenko". Astrobiology 5 (5): 622–631. DOI:10.1089/ast.2005.5.622. PMID 16225435. Bibcode2005AsBio...5..622G.
  30. Wright, I. P.; Barber, S. J.; Morgan, G. H.; Morse, A. D.; Sheridan, S.; Andrews, D. J.; Maynard, J.; Yau, D.; Evans, S. T.; Leese, M. R.; Zarnecki, J. C.; Kent, B. J.; Waltham, N. R.; Whalley, M. S.; Heys, S.; Drummond, D. L.; Edeson, R. L.; Sawyer, E. C.; Turner, R. F.; Pillinger, C. T.. (2006). "Ptolemy – an Instrument to Measure Stable Isotopic Ratios of Key Volatiles on a Cometary Nucleus". Space Science Reviews 128: 363. DOI:10.1007/s11214-006-9001-5. Bibcode2007SSRv..128..363W.
  31. Seidensticker, K. J.. (2007). "Sesame – An Experiment of the Rosetta Lander Philae: Objectives and General Design". Space Science Reviews 128: 301. DOI:10.1007/s11214-006-9118-6. Bibcode2007SSRv..128..301S.
  32. Rosetta spacecraft makes historic rendezvous with rubber-duck comet 67P/CG The Guardian. Página visitada em 06/08/2014.
  33. Sutherland (10 de novembro de 2007). 'Deadly asteroid' is a spaceprobe (em inglês) Skymania. Página visitada em 21 de janeiro de 2014.
  34. Lakdawalla, Emily (9 de novembro de 2007). That's no near-Earth object, it's a spaceship! (em inglês) The Planetary Society. Página visitada em 21 de janeiro de 2014.
  35. Tomatic, A. U. (9 de novembro de 2007). MPEC 2007-V70: Editorial Notice (em inglês) Minor Planet Electronic Circular. Centro de Planetas Menores. Página visitada em 21 de janeiro de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]