Unidade astronômica

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Em astronomia, a unidade astronômica (português brasileiro) ou unidade astronómica (português europeu) (UA, podendo ser abreviado também como AU) é uma unidade de distância, aproximadamente igual à distância média entre a Terra e o Sol. É bastante utilizada para descrever a órbita dos planetas e de outros corpos celestes no âmbito da astronomia planetária. Em 2012, a União Astronômica Internacional definiu um valor constante e padrão para a UA, até então considerada como aproximadamente 150 milhões de km. O valor da constante é UA = 149.597.870.700 m [1] [2] .

O símbolo ua é o recomendado pelo Escritório Internacional de Pesos e Medidas[3] e o International standard ISO 80000, enquanto au é recomendado pela União Astronômica Internacional.[4]

Definição[editar | editar código-fonte]

A unidade astronômica foi originalmente definida como o raio da órbita circular newtoniana de uma partícula de massa desprezível e livre de perturbações com uma velocidade angular média de 0,017 202 098 95 radianos por dia, conhecida como constante gravitacional de Gauss.[3]

Em termos aproximados, a unidade astronômica pode ser definida como a distância média entre a Terra e o Sol, cujo valor definido aproximado é 150 000 000 km.

Depois da XXVIII Assembleia Geral de 2012 da IAU (União Astronômica internacional), a unidade astronômica foi definida como uma constante de exatamente 149 597 870 700 m. Devendo ser utilizada a abreviação ua.[5]

História[editar | editar código-fonte]

Foi no século II a.C. que o astrônomo grego Hiparco tentou fazer o primeiro cálculo conhecido da distância entre a Terra e o Sol, aproveitando os eclipses totais da Lua. Seu método, entretanto, era bastante impreciso e resultou valores equivocados.

No início do século XVII, a determinação da distância da Terra ao Sol era a mais importante da astronomia, e Edmund Halley propôs um método baseado na paralaxe da observação de dois astrônomos situados distantes um do outro a observar o trânsito de Vênus sobre o disco solar para melhor se avaliar esta distância. No entanto, dada a raridade do fenômeno, somente em 1631 e 1639 (quando ocorreu) foi, então, possível aplicar o método de Halley para calculá-la como sendo cerca de 150 milhões km.

Atualmente, são utilizados modernos métodos de deflexão de ondas de rádio para avaliação mais precisa desta distância.

Referências