Velocidade da luz
| Velocidade da luz em várias unidades | |
|---|---|
| metros por segundo (m/s) | 299 792 458 (exactos) |
| quilómetros por segundo (km/s) | ≈ 300 000 |
| quilómetros por hora (km/h) | ≈ 1079 milhões |
| milhas por segundo | ≈ 186 000 |
| milhas por hora | ≈ 671 milhões |
| Unidades Astronómicas por dia | ≈ 173 |
| Unidades Naturais (ou unidades de Planck) | 1 |
| Tempo aproximado para a luz percorrer: | |
| 1 metro | 3,3 nanossegundos |
| 1 quilómetro | 3,3 microssegundos |
| De uma órbita geoestacionária até à Terra | 0,12 segundos |
| O perímetro da Terra (Equador) | 0,13 segundos |
| da Terra à Lua | 1,3 segundos |
| Do Sol à Terra | 8,3 minutos |
| Da estrela Alfa Centauro à Terra | 4,4 anos |
| Atravessar a Via-Láctea | 100 000 anos |
| Da Galáxia de Andrómeda à Terra | 2 500 000 anos |
A velocidade da luz no vácuo, simbolizada pela letra c, é definida como 299 792 458 metros por segundo[1]. O símbolo c origina-se do Latim celeritas, velocidade ou rapidez[2]. A velocidade da luz em um meio material transparente, tal como o vidro ou o ar, é menor que c, sendo a fração função do índice de refração do meio.
A unidade fundamental do SI para comprimentos, o metro, é definida desde 21 de outubro de 1983 como a distância que a luz viaja no vácuo em 1/299 792 458 do segundo; qualquer aumento na precisão da medida de velocidade da luz iria certamente refinar a definição do metro, mas não alterar o valor numérico do c.
Índice |
[editar] Visão geral
De acordo com a moderna física teórica, toda radiação eletromagnética, incluindo a luz visível, se propaga (ou move) no vácuo a uma velocidade constante, chamada de velocidade da luz, que é uma constante da Física, representada por c. É também a velocidade de propagação da atração gravitacional, na teoria geral da relatividade.
Uma consequência das equações de Maxwell, referentes ao eletromagnetismo, é que a velocidade c da radiação eletromagnética não depende da velocidade do objeto que emite a radiação, de modo que a velocidade da luz emitida por uma fonte em alta velocidade é a mesma que a de outra fonte estacionária, embora a frequência (que define a cor) e a energia sejam diferentes, por causa do efeito Doppler relativístico. Todos os observadores que medem a velocidade da luz no vácuo chegam ao mesmo resultado. Por isso c é uma constante física fundamental e a constância da velocidade da luz no vácuo é um dos fundamentos da teoria da relatividade especial. Distâncias astronômicas são frequentemente medidas em anos-luz, que é a distância que a luz percorre em um ano solar, aproximadamente 9,46×1012 quilômetros.
[editar] Interação com materiais transparentes
Passando por materiais transparentes, a velocidade da luz é reduzida a uma fração de c , sendo esse seu índice de refração, uma característica do material. No ar, a velocidade é pouco menor que c, enquanto materiais mais densos como água ou vidro podem reduzir a velocidade da luz para 70 a 60% de c. Fibras ópticas, muito utilizadas em telecomunicações, normalmente reduzem 30% da velocidade. Essa redução também é responsável pelo fenômeno da refração, quando a luz passa de um material para outro.
Como a velocidade depende do índice de refração, e este depende da frequência da luz, tem-se que a luz em diferentes frequências viaja a diferentes velocidades no mesmo material. Isto pode causar distorções das ondas eletromagnéticas chamadas de dispersão. Deve-se notar que ao voltar de um meio físico para o vácuo, a luz reassume a velocidade c sem receber nenhuma energia.
[editar] Desacelerando a luz
Certos materiais especiais, como o condensado de Bose-Einstein, têm um índice de refração altíssimo, reduzindo a velocidade da luz a meros 17 metros por segundo. Em um experimento em 2001, a equipe da cientista Lene Hau conseguiu mesmo pará-la por instantes.[3]
[editar] História
Desde a antiguidade clássica, vários filósofos especularam sobre a velocidade da luz. Empédocles, Aristóteles e Heron na Grécia e os árabes Avicena e Alhazen deixaram, também, suas opiniões. O indiano , no século XIV, deixou um comentário no Rig Veda (estimados 302 000 m/s).
Johannes Kepler, Francis Bacon e René Descartes, na Europa, também citaram o assunto. Galileu Galilei propôs um experimento em 1638, realizado em Florença no ano de 1667, que fracassou. A primeira técnica de medição foi acidentalmente descoberta em 1676 por Ole Romer. Enquanto observava Júpiter e seu satélite Io, notou que havia um atraso, o que o levou a comentar num congresso de astronomia que a velocidade da luz poderia ser muito alta. Suas medições, combinadas com outras de Christiaan Huygens, chegaram a um valor abaixo do valor real mas muito mais alto do que o de qualquer fenômeno conhecido então. Newton, em seu livro Opticks, aceita um valor quase igual ao de Romer.
Foram, no entanto, as observações de James Bradley em 1728 que elucidaram a questão, calculando a velocidade num valor apenas um pouco menor que o aceito atualmente. Léon Foucault, usando a roda de medir a velocidade da luz inventada por Fizeau, publicou uma aproximação melhor, e finalmente, em 1926, Albert Michelson, do observatório de Monte Wilson, publicou um valor preciso.
[editar] Eletromagnetismo
Ao resolver as equações de Maxwell no vácuo e sem fontes de campo é possível obter a velocidade de uma onda eletromagnética. Segue o procedimento:
Estas equações têm uma solução simples em termos de ondas progressivas planas senoidais, com as direções dos campos elétricos e magnéticos ortogonais um ao outro e à direção do deslocamento, e com os dois campos em fase:
Mas:
O que permite obter a equação da onda eletromagnética:
De onde se obtém a velocidade da onda eletromagnética (c):
| Esta velocidade é tão próxima da velocidade da luz que parece que temos fortes motivos para concluir que a luz em si (incluindo calor radiante, e outras radiações do tipo) é uma perturbação eletromagnética na forma de ondas propagadas através do campo eletromagnético de acordo com as leis eletromagnéticas. |
Referências
- ↑ Unit of length (metre). SI brochure, Section 2.1.1.1. BIPM.
- ↑ Why is c the symbol for the speed of light?.
- ↑ Hau, Lene; Harris, S. E.; Dutton, Zachary; Behroozi, Cyrus H. (18/09/1999). Light speed reduction to 17 metres per second in an ultracold atomic gas (em Inglês). Nature. Página visitada em 7/7/2011.
[editar] Ver também
- Ano-luz
- Relatividade geral
- Experiência de Michelson-Morley
- Astronomia
- Física
- Espaço-tempo
- Teoria da relatividade
[editar] Ligações externas
| A Wikipédia possui o portal: Portal de Física {{{Portal2}}}
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|
- Experiência de Michelson (em inglês)
- NIST
- Desligando a luz (em inglês)










