Flexão (linguística)

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Flexão do lexema do português ou espanhol para "gato". O azul representa o gênero masculino, rosa representa o gênero feminino, cinza representa a forma usada para ambos os gêneros e o verde representa o número plural;.

Na gramática, flexão ou inflexão é a modificação de uma palavra para expressar diferentes categorias gramaticais, como modo, tempo, voz, aspecto, pessoa, número, gênero e caso. A conjugação é a flexão dos verbos; a declinação é a flexão de substantivos, adjetivos e pronomes.

Uma flexão expressa uma ou mais categorias gramaticais com um prefixo, sufixo ou infixo explícito ou outra modificação interna, como uma mudança da vogal.[1] Por exemplo, o latim ducam, que significa "eu vou levar", inclui um sufixo explícito -am, expressando pessoa (primeira), número (singular) e tempo (futuro). A utilização deste sufixo é uma flexão.

Línguas que têm algum grau de inflexão são as chamadas línguas sintéticas. Estas podem ser altamente flexionadas, como o latim, ou pouco flexionadas, como o inglês. Os idiomas que são tão flexionados que uma sentença pode consistir de uma única palavra altamente flexionada (como muitas línguas indígenas americanas) são chamados de línguas polissintéticas. As línguas em que cada flexão transmite apenas uma única categoria gramatical, como o finlandês, são conhecidas como línguas aglutinantes, enquanto que as línguas em que uma flexão única pode transmitir várias funções gramaticais (como ambos os casos nominativo e plural, como no latim e no alemão) são chamadas de línguas flexivas. Idiomas como o mandarim, que nunca usam inflexões, são chamados de analíticos ou isolantes.

Referências

  1. Brinton, Laurel J.. The structure of modern English: a linguistic introduction. Amsterdam, Philadelphia: John Benjamins, 2000.. p. 104.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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