Caso acusativo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Casos gramaticais

Declinação

Casos gramaticais
Declinação por idioma
editar esta tabela

O caso acusativo ou quarto caso de um nome é o caso gramatical usado para marcar o objeto direto de um verbo transitivo. É o caso do nome que é mais paciente da ação verbal. No latim manus manum lauat, manus e manum possuem a mesma tradução: mão. Porém, manus é nominativo, ou seja, sujeito da ação lauat, é o agente. Manum, por outro lado, é o objeto direto, o acusativo. Portanto, é o termo passivo. A tradução da frase é Uma mão lava a outra. Uma mão - agente - exerce a função de lavar enquanto a outra - paciente - é lavada.

Vê-se assim: Eu tenho um lápis. Eu o tenho.

Ou então: Adoro chocolate. Adoro-o.

O acusativo está presente em todas as línguas indo-européias antigas (inclusive latim, sânscrito, grego antigo), nas línguas uralo-altaicas e em línguas semíticas (como o árabe e hebraico). Algumas línguas indo-européias modernas ainda conservam o caso acusativo, como o alemão e o russo. Ele está presente também em alguns idiomas construídos, como o Esperanto.

No caso do Esperanto, as palavras com acusativo recebem um -n no final. Por exemplo: a frase "eu vejo você", em Esperanto, seria "mi vidas vin", onde "mi significa "eu", "vidas" é o verbo "ver" no presente e "vin" é o pronome "vi" (você ou vocês) no caso acusativo (por isso o -n).

No português, os pronomes oblíquos átonos são declinados no caso acusativo (chamado comumente de caso oblíquo, que é uma denominação genérica para casos que não o reto) – são eles: me (oblíquo de eu), te (oblíquo de tu), se/o(s)/a(s) (oblíquos de ele(s)/ela(s)), nos (oblíquo de nós) e vos (oblíquo de vós).

Ícone de esboço Este artigo sobre linguística ou um linguista é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.