Sufixo

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Em gramática, sufixo é um afixo que se adiciona ao final de um morfema ou palavra. Opõe-se a prefixo. O sufixo é o responsável pela criação de outras outras palavras, as chamadas palavras derivadas. Por exemplo: se adicionamos o sufixo -eiro (formador de substantivo) à palavra primitiva pedra, originaremos a palavra derivada pedreiro.

É importante fazer uma distinção entre sufixo e desinência. Basicamente, se diferenciam pela função: enquanto o primeiro dá origem a novos vocábulos, o segundo apenas flexiona o vocábulo já existente.

Há desinências nominais (gênero e número) e verbais (modo-temporais e número-pessoais). Embora algumas gramáticas afirmem que existe a flexão de grau nos nomes, os estudos modernos não consideram a terminação que origina os chamados aumentativos e diminuitivos uma desinência, mas um sufixo.

Em outras palavras. Quando formamos a palavra meninão, estamos adicionando ao radical menin- um sufixo e não uma desinência. Portanto, meninão é uma palavra derivada por sufixação da palavra menino.

Índice

Tipo de sufixos [editar]

  • sufixo nominal: aquele responsável pela formação de nome (substantivo ou adjetivo): pad-eiro, favel-ado.
  • sufixo verbal: aquele responsável pela formação de um verbo: computador + izar.
  • sufixo adverbial: aquele responsável pela formação de advérbio; em português apenas o sufixo -mente: feliz-mente

Exemplos de sufixos [editar]

Há, basicamente, quatro tipos de sufixos derivativos. Veja alguns exemplos.

  • Adjetivos: humanoide, humanista, dantesco, ouvinte.
  • Adverbiais: tranquilamente.
  • Substantivos: compositor, advocacia, barbeiro.
  • Verbais: afugentar, dedilhar, amenizar.

Existem os aumentativos e diminutivos.

  • Diminutivo: casebre, cãozinho, bigodinho, boquinha, mureta, pedregulho, rochinha
  • Aumentativo: casarão, cãozarrão, bigodaça, bocarra, muralha, pedrona, rochedo, corpanzil,fogaréu, medicastro, pratarraz.

Considerações sobre o valor dos sufixos [editar]

Muitos afirmam que alguns sufixos adquirem determinado valor pelo uso. Assim, eles teriam mais do que a função de formar novas palavras com novas classes gramaticais. A função deles estaria ligada à semântica. Por exemplo, a adição do sufixo -eco à palavra jornal não gera apenas o diminutivo da primitiva, mas tem valor depreciativo.

Cláudia Assad Alvares (USP) ratifica o discurso de Miranda (1979), "no que tange à oposição existente entre os agentivos formados pelos sufixos -ista e -eiro e que designam profissões em língua portuguesa. A oposição estaria vinculada ao status; dessa forma, os agentivos em -ista designariam profissões de maior prestígio sócio-cultural em nossa sociedade, ao passo que os agentivos em -eiro designariam ocupações de pouco ou nenhum prestígio e, até mesmo, marginalizadas". Exemplo para essa ideia é a oposição entre jornalista e jornaleiro. Um exemplo que contraria essa afirmação é "engenheiro".

Segundo Celso Cunha e Lindley Cintra encontram-se os seguintes usos para os sufixos -eiro e -eira: 1

"I. Quando participa na derivação de nomes a partir de outros nomes:
– ocupação, ofício, profissão – barbeiro (barba), copeira (copa);
– lugar onde se guarda algo – galinheiro (galinha, tinteiro (tinta);
– árvore e arbusto – laranjeira (laranja), craveiro (cravo);
– ideia de intensidade, aumento – nevoeiro (névoa), poeira (pó);
– obje(c)to de uso – cinzeiro (cinza), pulseira (pulso);
– noção cole(c)tiva – berreiro (berro), formigueiro (formiga);


II. Quando participa na derivação de adje(c)tivos a partir de nomes:
– relação, posse, origem – caseiro (casa); mineiro (de minas ou Minas Gerais)."

Referências

  1. CUNHA, Celso. CINTRA, Lindley. Breve Gramática do Português Contemporâneo. [S.l.]: Edições João Sá da Costa, 1998. 496 p. ISBN-9789729230059