Deimos (satélite)

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Deimos
Uma imagem de Deimos obtida pelo orbitador Viking 1.
Descobrimento
Descoberto por Asaph Hall
Descoberto em 1877
Características orbitais
Raio médio 23,459 km
Excentricidade 0.00033
Período de revolução 1d 6h 17.9m
Inclinação 1.79°
É um satélite natural de Marte
Caractrísticas físicas
Diâmetro equatorial 15(×12.2×11) km
Área superficial km²
Massa 1.8×1015 kg
Densidade média 1.7 g/cm³
Aceleração gravítica
à superfície
0.00297 m/s²
Gravidade superficial
(Terra = 1):
3.031x10−4
Período de rotação 1d 6h 17.9m
Inclinação axial °
Albedo 0.07
Temperatura
à superfície
mín méd máx
K K K
Atmosfera
Pressão atmosférica 0 kPa

Deimos (em grego: terror),[1] é a menor e mais afastada das duas luas de Marte. É, também, a menor lua reconhecida do Sistema Solar. Deimos tem um raio médio de 6.2 km e uma velocidade de escape de 5.6 m/s (20 km/h). Além disso, a lua leva 30.3 horas para girar em torno de Marte com uma velocidade orbital de 1.35 km/s.

Deimos demora o mesmo tempo a completar uma volta ao redor de Marte, quanto a completar uma volta sobre si próprio. Como consequência disso, Deimos tem sempre a mesma face voltado para Marte.[2]

A lua foi descoberta – juntamente com Fobos, o outro satélite de Marte – em agosto de 1877 por Asaph Hall e fotografado pela Viking 1 em 1977. Deimos tem um formato bastante irregular e acredita-se que se trate de um asteroide que foi perturbado de sua órbita por Júpiter e que acabou por ser capturado pela gravidade de Marte, passando a ser seu satélite.

O nome Deimos(pânico) vem de uma figura mitologia grega e é um dos três filhos de Ares (Marte na mitologia romana) e Afrodite.

Características principais[editar | editar código-fonte]

Por ser pequeno, Deimos não apresenta uma forma esférica, possuindo dimensões muito irregulares. É composto por rochas ricas em carbono, tal como muitos asteroides, e gelo. A sua superfície apresenta um número razoável de crateras mas, relativamente a Fobos, é muito mais lisa, consequência do preenchimento parcial das crateras com rególito (rochas decompostas). As maiores crateras deste satélite são Swift e Voltaire que medem, aproximadamente, 30 km de diâmetro.

Visto de Deimos, Marte surge no céu como um objeto 1000 vezes maior e 400 vezes mais brilhante do que a Lua cheia, como é observada da Terra.

Visto de Marte, Deimos surge como um pequeno ponto no céu, difícil de distinguir dos outros astros embora, no seu máximo brilho, possua um brilho equivalente a Vênus (tal como é visto da Terra).

Formações geológicas[editar | editar código-fonte]

As duas crateras com nome em Deimos.

Apenas duas formações geológicas em Deimos receberam nomes. As crateras Swift e Voltaire receberam nomes de autores que especularam a existência de luas marcianas antes da descoberta das mesmas.[3]

Cratera Referência Coordenadas Diâmetro (m)
Swift Jonathan Swift 12.5°N 358.2°W 1000
Voltaire Voltaire 22°N 3.5°W 1900[4]

Exploração[editar | editar código-fonte]

A exploração de Deimos é similar à exploração de Marte e de Fobos.[5] Entretanto, nenhum pouso foi realizado e nenhuma amostra analisada. O satélite foi apenas fotografado pela sonda Viking 1.

Uma missão de retorno de amostras chamada "Gulliver" foi conceitualizada.[6] Basicamente, 1 quilograma de material de Deimos seria retornado à Terra nesta missão.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. Blunck, Jürgen. Solar System Moons: Discovery and Mythology. [S.l.]: Springer, 2009. p. 5. ISBN 3540688528, 9783540688525
  2. Fobos e Deimos - Satélites de Marte siteastronomia.com
  3. Gazetteer of Planetary Nomenclature, Programa de Pesquisa em Astrogeologia do USGS (em inglês)
  4. Deimos Nomenclature: Crater, craters
  5. Mars Phobos and Deimos Survey (M-PADS)–A Martian Moons Orbiter and Phobos Lander (Ball, Andrew J.; Price, Michael E.; Walker, Roger J.; Dando, Glyn C.; Wells, Nigel S. and Zarnecki, John C. (2009). Mars Phobos and Deimos Survey (M-PADS)–A Martian Moons Orbiter and Phobos Lander. Advances in Space Research, 43(1), pp. 120–127.)
  6. Dr. Britt - The Gulliver Mission: Sample Return from Deimos
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