Makemake

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(136472) Makemake
Planeta anão
Makemake pelo telescópio Hubble.
Makemake visto pelo Telescópio Espacial Hubble
Características orbitais[1] [2]
Semieixo maior 45,791 UA
Perélio 38,509 UA
Afélio 53,074 UA
Excentricidade 0,159
Período orbital 309,88 a
Velocidade orbital média 4,419 km/s
Inclinação 28,96 °
Características físicas
Diâmetro equatorial 1500+400−200 km[3]
1420 ± 60[4] km
Área da superfície ~ 6 300 000 km²
Volume ~ 1,5×109 km³
Massa ~3×1021 kg
Densidade média ~2 g/cm³
Gravidade equatorial ~0,4 m/s², ~0,05 g
Dia sideral 7,771 ± 0,003 horas[5]
Velocidade de escape ~0,75 km/s
Albedo 0,78+0,10−0,08 (geométrico)[3]
Temperatura média: −243 ºC
Magnitude aparente 16,7 (oposição)[6] [7]
Magnitude absoluta −0,44[2]

Makemake, formalmente designado como (136472) Makemake, é o terceiro maior planeta anão do Sistema Solar e um dos dois maiores corpos do cinturão de Kuiper na população dos cubewanos.[nota 1] Seu diâmetro é de cerca de três quartos o de Plutão.[11] Não possui satélites conhecidos, o que o torna único entre os grandes corpos do cinturão de Kuiper. Sua superfície é coberta por metano, etano e possivelmente nitrogênio, devido à sua baixíssima temperatura média de cerca de 30 K (-243,2 °C).[8]

Inicialmente conhecido como 2005 FY9 e depois com o código de planeta menor 136472, Makemake foi descoberto em 31 de março de 2005 por uma equipe liderada por Michael Brown, e anunciado em 29 de julho de 2005. Recebeu o nome do deus rapanui Makemake. Em 11 de junho de 2008, a União Astronômica Internacional (UAI) incluiu-o em sua lista de candidatos potenciais à classificação de plutoide, uma denominação para planetas anões além da órbita de Netuno, o que iria colocar Makemake ao lado de Plutão, Haumea e Éris. Makemake foi formalmente classificado como plutoide e planeta anão em julho de 2008.[12] [13] [14] [15]

Descoberta[editar | editar código-fonte]

Makemake foi descoberto em 31 de março de 2005 por um grupo do Observatório Palomar, liderado por Michael E. Brown,[2] e foi anunciado ao público em 29 de julho de 2005. A descoberta de Éris foi publicada no mesmo dia, após o anúncio de Haumea dois dias antes.[16]

Apesar de seu brilho relativo (um quinto do brilho de Plutão),[nota 2] Makemake foi descoberto bem depois de outros objetos do Cinturão de Kuiper com um brilho menor do que o dele. A maioria das buscas por planetas menores foram feitas relativamente perto da eclíptica (a região do céu em que o Sol, a Lua e os outros planetas parecem estar, vistos da Terra), devido à maior probabilidade de encontrar objetos lá. É provável que Makemake escapou da primeira pesquisa por causa de sua alta inclinação, e pelo fato de que ele estava na maior distância possível da eclíptica em sua descoberta, no norte da constelação de Coma Berenices.[7]

Além de Plutão, Makemake é o único outro planeta anão que é brilhante o suficiente para que Clyde Tombaugh pudesse ter descoberto durante sua busca por objetos transnetunianos em 1930.[18] Na época das buscas de Tombaugh, Makemake estava a apenas poucos graus da eclíptica, perto da borda de Taurus e Auriga,[nota 3] com uma magnitude aparente de 16.0.[7] Porém essa posição ficava muito perto da Via Láctea, e a detectação de Makemake ficaria quase impossível com o fundo cheio de estrelas. Tombaugh continuou a procurar por objetos transnetunianos por alguns anos após a descoberta de Plutão,[19] mas não conseguiu encontrar Makemake ou outros objetos.

Nomeação[editar | editar código-fonte]

A designação provisória 2005 FY9 foi dada a Makemake quando sua descoberta foi publicada. Antes disso, a equipe que o descobriu deu a ele o código "coelho da páscoa", porque sua descoberta foi feita um pouco antes da Páscoa.[20]

2005 FY9 foi nomeado em julho de 2008, junto com sua classificação como planeta anão. O nome Makemake, o criador da humanidade e deus da fertilidade dos rapanui, um povo nativo da Ilha de Páscoa,[13] foi escolhido em parte para preservar a conexão do objeto com a Páscoa.[20]

Classificação[editar | editar código-fonte]

Makemake é classificado como um objeto clássico do cinturão de Kuiper (cubewano),[21] o que significa que sua órbita está longe o suficiente de Netuno para se manter estável.[22] [23] Ao contrário de plutinos, que podem cruzar a órbita de Netuno devido a ressonâncias de 2:3 com o planeta, os objetos clássicos têm perélio maior que Netuno, livres das perturbações do planeta.[22] Objetos assim têm excentricidades relativamente baixas (inferiores a 0,2) e orbitam o Sol da mesma forma que os planetas o orbitam. Makemake, no entanto, é um membro da população quente dos cubewanos, o que significa que ele tem uma inclinação elevada em relação aos outros objetos da região.[24]

Em 24 de agosto de 2006, a União Astronômica Internacional (UAI) anunciou uma definição formal de planetas, que estabeleceu três classificações para objetos em órbita ao redor do sol: "corpos menores" são objetos muito pequenos para ter forma aproximadamente esférica; os "planetas anões" são corpos celestes semelhantes a um planeta, que orbitam o Sol e possuem gravidade suficiente para assumir uma forma com equilíbrio hidrostático (aproximadamente esférica); "planetas" são objetos massivos o suficiente para serem esféricos e gravitacionalmente dominante.[25] Sobre essa classificação, Plutão, Ceres e Éris foram reclassificados como planetas anões.[25]

Em 11 de junho de 2008, a UAI criou uma subclasse de planeta anão, plutoide, para planetas anões que se encontram além da órbita de Netuno. Éris e Plutão são, portanto, plutoides, enquanto Ceres (que está no cinturão de asteroides) não é. Para ser considerado um plutoide pela UAI, sem saber se foi atingido o equilíbrio hidrostático, um objeto deve ser brilhante, com uma magnitude absoluta de +1 ou menos,[26] o que significava que somente Makemake e Haumea podiam ser incluídos.[27] Em 11 de julho de 2008, um grupo de trabalho sobre nomenclatura planetária da UAI anunciou a inclusão de Makemake na classe dos plutoides, deixando ele oficialmente um planeta anão e um plutoide, ao lado de Plutão e Éris.[13] [15]

Órbita[editar | editar código-fonte]

Órbitas de Makemake (em azul), Haumea (verde), Plutão (vermelho) e a eclíptica (cinza). O perélio (q) e o afélio (Q) estão marcados juntos com as datas de passagem.

Makemake é o segundo planeta anão mais afastado do Sol, com um semieixo maior de 45,791 UA. Atualmente, está a uma distância de 52,2 unidades astronômicas (7,82×109 km) do Sol, quase atingindo seu afélio (53,074 UA).[6] [2] Makemake tem uma órbita parecida à de Haumea: altamente inclinada a 29° e com uma excentricidade moderada de 0,16.[28] No entanto, a órbita de Makemake é mais afastada do Sol em termos de semieixo maior e perélio. O período orbital de Makemake é de aproximadamente 310 anos,[1] maior que o de Plutão (248 anos) e Haumea (283 anos). Makemake e Haumea estão longe da eclíptica, com uma distância angular de quase 29°. Makemake chegará em seu afélio em 2033,[7] enquanto Haumea passou de seu afélio em 1992.[29]

Características físicas[editar | editar código-fonte]

Brilho e tamanho[editar | editar código-fonte]

Comparação de tamanho de Éris, Plutão, Makemake, Haumea e da Terra.

Makemake é o segundo objeto mais brilhante do cinturão de Kuiper, logo atrás de Plutão,[18] tendo uma magnitude aparente de 16,7 em oposição.[6] Isso é brilhante o suficiente para ser visto com um telescópio amador de alta qualidade. O alto albedo de Makemake de quase 80% sugere uma temperatura de cerca de 30 K (-243,2 °C).[3] O tamanho de Makemake não é conhecido precisamente, embora observações em infavermelho com o Telescópio Spitzer e Observatório Espacial Herschel, combinadas com as semelhanças de espectro com Plutão, sugerem uma estimativa de diâmetro de 1 360 a 1 480 km.[4] Isso é um pouco maior que Haumea, fazendo de Makemake o terceiro maior objeto transneptuniano conhecido, perdendo apenas para Plutão e Éris.[28] Atualmente Makemake é considerado o quarto planeta anão no sistema solar, devido à sua magnitude absoluta na banda V de -0,45.[2] Isso praticamente garante que ele é grande o suficiente para alcançar equilíbrio hidrostático e tornar-se um esferoide oblato.[13]

Espectro[editar | editar código-fonte]

Concepção artística de Makemake.

Em uma publicação para o jornal Astronomy and Astrophysics em 2006, Licandro et al. relatou as medições do espectro visível e infravermelho próximo de Makemake. Eles usaram o Telescópio William Herschel e o Telescopio Nazionale Galileo e mostraram que a superfície de Makemake é parecida à de Plutão.[30] Como Plutão, Makemake aparece vermelho no espectro visível, e bem mais vermelho que a superfície de Éris.[30] O espectro infravermelho próximo mostra uma banda de absorção acentuada de metano (CH4). O metano é observado também em Plutão e Éris, mas seu sinal espectral é muito mais fraco.[30]

Análises espectrais da superfície de Makemake revelaram que o metano deve estar presente na forma de grandes grãos de pelo menos um centímetro de tamanho.[8] Além disso, grandes quantidades de etano e tolina podem estar presentes, muito provavelmente criados por fotólise de metano pela radiação solar.[8] As tolinas provavelmente são responsáveis pela cor vermelha do espectro visível. Embora existam evidências da presença de nitrogênio na sua superfície, em nenhum lugar de Makemake há o mesmo nível de nitrogênio que há em Plutão e em Tritão, onde ele constitui 98% da crosta. A relativa falta de nitrogênio sugere que o fornecimento de nitrogênio acabou de algum modo durante a evolução do sistema solar.[8] [31] [32]

Análises fotométricas no infravermelho longe (24–70 μm) e submilímetro (70–500 μm) feitas pelos telescópios Spitzer e Herschel revelaram que a superfície de Makemake não é homogênea. Sua maior parte é coberta por nitrogênio e gelos de metano, onde o albedo varia entre 78 e 90%, porém existem pequenas áreas de terreno escuro que compõem 3–7% da superfície, cujo albedo é de apenas 2 a 12%.[4]

Atmosfera[editar | editar código-fonte]

A presença de metano e possivelmente nitrogênio sugerem que Makemake pode ter uma atmosfera transitória, semelhante à de Plutão perto de seu perélio.[30] O nitrogênio, se presente, é o principal componente dela.[8] A existência de uma atmosfera também fornece uma explicação natural para o esgotamento de nitrogênio: uma vez que a gravidade de Makemake é mais fraca do que a de Plutão, Éris e Tritão, uma grande quantidade de nitrogênio provavelmente foi perdida por causa do escape atmosférico; o metano é mais leve que o nitrogênio, mas tem uma pressão de vapor significativamente menor nas temperaturas registradas em Makemake (-243,2 °C a -238,2 °C), o que impede sua fuga. O resultado desse processo é uma relativa abundância de metano.[33]

Satélites[editar | editar código-fonte]

Nenhum satélite foi descoberto orbitando Makemake ainda. Um satélite com um brilho de pelo menos 1% de Makemake teria sido detectado se estivesse a uma distância de 0,4 segundos de arco dele.[18] Isso contrasta com outros grandes objetos transnetunianos, que possuem pelo menos um satélite: Éris tem um, Haumea tem dois e Plutão tem cinco. Acredita-se que cerca de 10% a 20% de todos os objetos transnetunianos têm satélites.[18] Uma vez que os satélites oferecem um simples método para medir a massa de um objeto, a falta de satélites em Makemake dificulta a medição precisa de sua massa.[18]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Notas[editar | editar código-fonte]

  1. Os astrônomos Mike Brown, David Jewitt e Marc Buie classificam Makemake como um corpo do disco disperso, mas o Minor Planet Center o considera um integrante da população principal do Cinturão de Kuiper.[1] [8] [9] [10]
  2. Makemake tem uma magnitude aparente em oposição de 16,7 contra 15 de Plutão.[17]
  3. Baseado na efeméride dada pelo Minor Planet Center: 1 de março, 1930: RA: 05h51m, dec: 29,0

Referências

  1. a b c Marc W. Buie (05/04/2008). Orbit Fit and Astrometric record for 136472. SwRI (Space Science Department). Página visitada em 13/07/2008.
  2. a b c d e JPL Small-Body Database Browser: 136472. NASA Jet Propulsion Laboratory (05/04/2008 last obs). Página visitada em 11/06/2008.
  3. a b c J. Stansberry, W. Grundy, M. Brown, et al.. (Fevereiro de 2007). "Physical Properties of Kuiper Belt and Centaur Objects: Constraints from Spitzer Space Telescope". The Solar System beyond Neptune. Página visitada em 04/08/2008.
  4. a b c T.L. Lim, J. Stansberry, T.G. Müller. (2010). ""TNOs are Cool": A survey of the trans-Neptunian region III. Thermophysical properties of 90482 Orcus and 136472 Makemake". Astronomy and Astrophysics 518. DOI:10.1051/0004-6361/201014701. Bibcode2010A&A...518L.148L.
  5. A. N. Heinze and Daniel deLahunta, The rotation period and light-curve amplitude of Kuiper belt dwarf planet 136472 Makemake (2005 FY9), The Astronomical Journal 138 (2009), pp. 428–438. doi: 10.1088/0004-6256/138/2/428
  6. a b c AstDys (136472) Makemake Ephemerides. Department of Mathematics, University of Pisa, Italy. Página visitada em 08/10/2011.
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  11. Michael E. Brown (2006). The discovery of 2003 UB313 Eris, the 10th planet largest known dwarf planet. CalTech. Página visitada em 14/07/2008.
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  14. Gonzalo Tancredi, Sofia Favre. (Junho de 2008). "Which are the dwarfs in the Solar System?" (PDF). Icarus 195 (2): 851–862. DOI:10.1016/j.icarus.2007.12.020. Página visitada em 03/08/2008.
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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