Programa Viking

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Programa Viking
Viking Orbiter releasing the lander.jpg
Orbitador Viking lançando a cápsula do aterrissador.
Operação NASA
Tipo de missão 2 sondas e 2 aterrissadores
Destino Marte
Lançamento Viking 1: 20 de agosto de 1975 às 21:22:00 UTC
  Viking 2: 09 de setembro de 1975 18:39:00 UTC
 
Local do Lançamento Complexo de lançamento 41
Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral
Veículo de Lançamento Viking 1: Titan III-E/Centaur
Viking 2: Titan III-E/Centaur
Data e local de retorno Viking 1: 22° 41′ N 48° 13′ W
Viking 2: 48° 16′ N 225° 59′ W
Duração da missão Viking 1
 Orbita: 19 de junho de 1976 até 17 de agosto de 1980
 Sonda: 20 de julho de 1976 até 13 de novembro de 1982

Programa Viking foi um programa espacial não-tripulado da NASA que consistiu de um par de sondas espaciais americanas enviadas a Marte, a Viking 1 e a Viking 2.[1] Cada veículo era composto de duas partes principais, uma projetada para fotografar a superfície a partir de órbita, e outra para estudar o planeta na superfície. A Viking 1 foi lançada em 20 de agosto, e a Viking 2, no dia 9 de setembro de 1975, ambas através de foguetes Titan III-E com estágios superiores Centaur. Os orbitadores, baseados na Mariner 9, foram criados na forma de um octágono de aproximadamente 2,5 m de diâmetro e massa total de lançamento de 2328 kg, dos quais 1445 kg eram carburante e gás de controle de atitude. Os objetivos principais dos orbitadores Viking foram o transporte das sondas de superfície a Marte, a realização do reconhecimento de locais de possível pouso, a atuação como ponte de comunicação para as sondas de superfície e a realização de suas próprias investigações científicas. Os landers (veículos de solo) pesavam cerca de 650 kg, incluindo combustível e equipamentos para estudos biológicos, químicos, geológicos, meteorológicos e outros, além de enviarem mais de 57 mil fotografias da superfície marciana.

Foi a missão mais cara e ambiciosa já lançada para Marte, com um custo total de cerca de 1 bilhão de dólares.[2] Foi muito bem sucedida e formou a maior parte do corpo de conhecimento sobre o planeta através da década de 1990 e início de 2000.

Modelo do aterrissador Viking.

A Viking foi uma das mais bem-sucedidas missões da NASA, a primeira a fazer pousar e operar um artefato humano na superfície de outro planeta, apenas dezenove anos depois do lançamento do primeiro satélite terrestre artificial, mas teve um alto custo, mais de um bilhão de dólares na época. Ao descobrir muitas formas geológicas que geralmente são produzidas pela movimentação de grandes quantidades de água, o programa Viking causou uma revolução nas ideias científicas sobre a água em Marte. As sondas causaram também uma revolução no imaginário sobre Marte, que depois da extensa documentação fotográfica, já não era mais o lugar misterioso da ficção científica, tornando-se por outro lado um vasto campo para novos estudos. A maior frustração do programa, porém, foi para aqueles que esperavam encontrar alguma evidência de vida em Marte. Nada foi encontrado que provasse isso conclusivamente, mesmo que no início das análises, obtendo alguns dados intrigantes, a esperança tenha se mantido.

Referências

  1. David R. Williams (2006). Viking Mission to Mars (em inglês) NASA NASA Goddard Space Flight Center. Visitado em 06 de agosto de 2013.
  2. Viking 1 Orbiter: Mission Profile (NASA NSSDC) (em inglês) Página visitada em 07 de agosto de 2013.
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