Irati (Paraná)

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Município de Irati
"Pérola do Sul"
Bandeira de Irati
Brasão de Irati
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 15 de julho
Fundação 15 de julho de 1907
Gentílico iratiense
Prefeito(a) Odilon Burgath (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Irati
Localização de Irati no Paraná
Irati está localizado em: Brasil
Irati
Localização de Irati no Brasil
25° 28' 01" S 50° 39' 03" O25° 28' 01" S 50° 39' 03" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Sudeste Paranaense IBGE/2008[1]
Microrregião Irati IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Imbituva, Fernandes Pinheiro, Prudentópolis, Inácio Martins, Rio Azul e Rebouças (Paraná)
Distância até a capital 156 km
Características geográficas
Área 999,515 km² [2]
População 59 030 hab. Censo IBGE/2013[3]
Densidade 59,06 hab./km²
Altitude 812 m
Clima Subtropical Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,743 alto PNUD/2000[4]
PIB R$ 710,030,170 mil IBGE/2010[5]
PIB per capita R$ 12 028,30 IBGE/2010[5]
Página oficial

Irati é um município brasileiro do estado do Paraná. Está situado a cerca de 150 km da capital Curitiba, na região Centro-Sul do estado, conforme dizem os habitantes, embora esteja oficialmente na região Sudeste do Paraná, conforme as mesorregiões estabelecidas pelo IBGE.

A população é formada pela mescla de diferentes etnias (especialmente poloneses e ucranianos que buscam manter costumes e tradições de seus ascendentes, o que torna a cidade bastante agradável).

Está em Irati a maior imagem de Nossa Senhora das Graças do mundo, com 22 m de altura. Passam pela cidade a BR-277, que corta todo o estado de leste a oeste(de Porto de Paranaguá a Foz do Iguaçu, fronteira com o Paraguai), e a BR-153, que corta o pais de norte a sul.

O atual prefeito é o professor e advogado Odilon Rogério Burgath e seu vice o agricultor Renato Berger.

História[editar | editar código-fonte]

O município teve sua origem na vila de "Covalzinho". Na década de 1890, quando os trilhos da Estrada de Ferro São Paulo/Rio Grande do Sul passaram pela vila, foi ali instalada uma estação ferroviária que recebeu o nome de "Iraty". Isso fez a vila crescer e se tornar importante. Posteriormente, o nome Covalzinho acabou sendo lentamente esquecido, ficando a vila conhecida apenas pelo nome da estação ferroviária. Em 15 de julho de 1907, já elevada a distrito, teve sua emancipação política decretada, desmembrando-se do município de Imbituva. O movimento foi liderado pelo Coronel Emílio Baptista Gomes, que acabou por se tornar o primeiro prefeito. Sua população estimada em 2004 era de 54.090 habitantes.

Distritos judiciários[editar | editar código-fonte]

  • Guamirim
  • Gonçalves Júnior
  • Itapará

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município localiza-se na região Sudeste do estado do Paraná, a 156 Km de Curitiba. Paralelo 25º 27' 56" de latitude Sul com intersecção com o meridiano 50º 37' 51" de longitude Oeste.

Situa-se na zona fisiográfica de Irati, uma das onze em que o Paraná se divide. Na sub-região dos Pinhais do Segundo Planalto Paranaense.

O município de Irati está localizado sobre a Bacia sedimentar do Paraná, tendo emprestado o seu nome a uma de suas formação geológicas, a Formação Irati, de idade Permiano Superior. A Formação Irati, composta por siltitos, argilitos e folhelhos sílticos de cor cinza clara a escura, folhelhos pirobetuminosos, localmente em alternância rítmica com calcários creme silicificados e restritos níveis conglomeráticos, foi depositada no que era na época, entre 250 e 270 milhões de anos, um golfo do antigo super-continente Gondwana aberto para sudoeste para o então Oceano Panthalassa.

Em 1908 o geólogo Israel Charles White, chefe da Comissão de Estudos das Minas de Carvão de Pedra do Brasil, encontrou restos fósseis de um pequeno réptil em rochas permianas no, por ele denominado, "Schisto preto de Iraty", próximo à estação ferroviária de Irati. Estes fósseis foram descritos e catalogados por Mac Gregor, que os denominou de Mesosaurus brasiliensis e, reconhecendo sua semelhança com um fóssil encontrado na África do Sul, propôs a equivalência geológica da Formação Irati com a Formação Whitehill, da Bacia do Karoo, naquele país. Esta descoberta tornou a Formação Irati e a Bacia do Paraná mundialmente famosas, por ser uma das fortes evidências da então nascente teoria da deriva continental[6] .

A topografia do município é ondulada e acidentada. Possui solos acinzentados/vermelhos ao Norte e castanhos ao Sul. Os tipos predominantes de solo são os solos podzólico vermelho amarelo, terras brunas, cambissolo e litólico.

Possui a Serra da Esperança, onde se localiza o Cerro da Nhá Cota, com 1.024 m de altitude, e o Morro da Ordenança, com 950 m.

Clima[editar | editar código-fonte]

Segundo a classificação climática de Köppen, o clima de Irati é tipo Cfb (temperado). Apresenta verões amenos, invernos com ocorrências de geadas severas e freqüentes, não apresentando estação seca.

As médias mensais de precipitação pluviométrica e da umidade relativa do ar são 193,97 mm e 79,58%.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

O ecossistema que compõe a região é a Floresta Ombrófila Mista, ou seja, que necessita nas fases iniciais de crescimento, de umidade e sombra.

A composição vegetal do município divide-se nos estágios:

As principais espécies nativas são:

Recente estudo apresentado no Centenário de Irati por Daniel Saueressig, pesquisador da área de Dendrologia, apontou a presença de 174 espécies arbóreas autóctones em Irati.

As famílias Myrtaceae (30 espécies), Fabaceae (17), Lauraceae (15), Euphorbiaceae (10), Solanaceae (9), Asteraceae e Salicaceae (8), Aquifoliaceae e Sapindaceae (5) e Meliaceae (4), apresentaram uma maior riqueza florística e juntas representam 63,79% das espécies registradas.

Segundo o mesmo autor, as espécies Calyptranthes grandifolia, Neomitranthes gemballae e Tetrorchidium rubrivenium apresentam baixa frequência e podem ser consideradas espécies raras na área do município.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município de Irati está localizado na Bacia hidrográfica do Rio Paraná, sendo que a rede de drenagem que banha o município divide-se em duas vergências. Para sudoeste, fazendo parte da bacia do Rio Iguaçu existem os rios Preto, Riozinho, Mato Queimado, Imbituvinha, Taquari, Guamirim, Corrente, Campinas, Cachoeira e Caçador, que terminam por desaguar no Rio Potinga, afluente da margem direita do Iguaçu. Com vergência para o norte e fazendo parte da bacia do Rio Ivaí, existem os rios Valeiros, Linha B, Guabiroba, dos Patos, dos Cochos, dos Antonios, do Couro, Canhadão, das Antas, da Prata, do Cobre, da Areia, Caratuva, Bonito e Barreiro.

Entre os cursos d'água, destacam-se o rio dos Patos, Caratuva, das Antas, Preto e Riozinho.

Datas comemorativas[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

Ensino superior e técnico[editar | editar código-fonte]

  • Unicentro - Universidade Estadual do Centro-Oeste - campus de Irati;
  • Unirati - Instituição de Ensino Superior Irati;
  • IFPR - Instituto Federal do Paraná - Câmpus Irati;
  • Senai - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial;
  • Senac - Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial;
  • CEFEP - Centro Estadual Florestal de Educação Profissional Presidente Costa e Silva;

Turismo[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia iratiense é composta por:

(fonte: Mineropar/2000)

Os principais produtos agrosilvopastoris são:

Segurança Pública[editar | editar código-fonte]

A cidade é sede das seguintes instituições de segurança pública:

Polícia Militar do Paraná[editar | editar código-fonte]

Polícia Civil do Paraná[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de nº 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2013 Censo Populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2012). Página visitada em 11 de dezembro de 2012.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. Mac Gregor, J.H. 1908 – Mesosaurus brasiliensis nov. sp., Parte II. In: White, I.C. 1908. Relatório final da Comissão de Estudos das Minas de Carvão de Pedra do Brasil. DNPM, Rio de Janeiro, Parte II, p. 303-617. (ed. Fac-similar de 1988)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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