Iporã

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Município de Iporã
"Capital da Moda Country"
Bandeira desconhecida
Brasão de Iporã
Bandeira desconhecida Brasão
Hino
Aniversário 12 de outubro
Fundação 25 de julho de 1960
Gentílico iporãense ou iporãnense
Prefeito(a) Roberto da Silva (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Iporã
Localização de Iporã no Paraná
Iporã está localizado em: Brasil
Iporã
Localização de Iporã no Brasil
24° 00' 10" S 53° 42' 14" O24° 00' 10" S 53° 42' 14" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Noroeste Paranaense IBGE/2008 [1]
Microrregião Umuarama IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Norte com Pérola e Altônia, a sul com Palotina e Assis Chateaubriand, a leste com Cafezal do Sul e Brasilândia do Sul e a Oeste com Francisco Alves e Terra Roxa
Distância até a capital 619 41 km
Características geográficas
Área 647,894 km² [2]
População 15 078 hab. Censo IBGE/2012[3]
Densidade 23,27 hab./km²
Altitude 400 m
Clima Sub-tropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,75 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 147 758,289 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 9 624,07 IBGE/2008[5]
Página oficial

Iporã é um município da região noroeste do estado do Paraná, no Brasil. Sua população, de acordo com a estimativa de 2013, é de 15,078 habitantes.[6]

Toponímia[editar | editar código-fonte]

"Iporã" é um termo de origem tupi que significa "rio bonito", através da junção dos termos 'y (rio) e porang (bonito)[7] .

História[editar | editar código-fonte]

Fundada para ser cidade Polo da região Noroeste do Paraná, perdeu o título após uma guerra civil entre pecuaristas da região. Os primeiros pioneiros de origem europeia que chegaram à região foram os pertencentes às famílias de Antonio Siqueira Ismay José Albano Bassan,Durvalino João andreato Antonio Garcia de Almeida, José Belizário, Toshio Uchiyama, Francisco Vieira Marques, Paulo José Assis, Rodolfo Herrig, Augusto Rodrigues Gonçalves, Arlindo Pereira da Silva, Mathias Candil, Sebastião Pereira, João Neco Cavalcante, Líbano, Antonio Assis, Antonio Camoleze, Anelito Camoleze, Valdomiro Camoleze, Uraci Camoleze, Aguairde Camoleze, dentre outros.

A primeira escola a ser instalada no município foi a Escola João Pipino, em 1954, tendo, como primeira professora, Maria Vieira Marques Candil. O primeiro casamento oficial no Cartório foi de João Neco Cavalcante e de Dorvalina Maria Cavalcante. Arlindo Pereira da Silva foi uma das pessoas mais importantes do município. Nos anos 1950/1960, o acesso ao rádio era muito precário e a única fonte de informação e entretenimento local era o serviço de alto falantes que o simpático Pereira instalou em vários pontos da cidade. As visitas ilustres ou os falecimentos eram anunciados "em edição extraordinária".

Os pioneiros, de vocação preponderantemente agrícola, se beneficiaram da fertilidade do solo, proporcionando grande crescimento econômico também no comércio.

A região iniciou a sua colonização com o loteamento feito pela empresa Sociedade Imobiliária do Norte do Paraná de uma gleba de terra chamada Atlântica, onde se encontra a sede do município. Pela Lei Estadual Doze, de 12 de outubro de 1955, essa gleba passou a constituir o Distrito Administrativo de Iporã, pertencente a Peabiru.

O município de Iporã foi criado pela Lei Estadual 4 245, de 25 de julho de 1960, desmembrando-se do município de Cruzeiro do Oeste, sendo oficialmente instalado em 15 de novembro de 1961.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Relevo[editar | editar código-fonte]

A cidade de Iporã localiza-se no terceiro planalto paranaense, conhecido como Planalto de Guarapuava, o qual ocupa dois terços de superfície do Paraná, estendendo-se desde a Serra do Cadeado até o limite com o Rio Paraná.

Altitude[editar | editar código-fonte]

Possui uma altitude média de quatrocentos metros.

Geologia[editar | editar código-fonte]

Seus solos são classificados como do tipo arenito caiuá, os quais possuem características arenosas e necessitam de técnicas de correção para o aumento da produtividade, sobretudo no âmbito agrícola. Soma-se a isso o impacto do desmatamento sobre este tipo de solo, o que gerou, na região, rios assoreados, grandes voçorocas causadas pela erosão e, sobretudo, pela falta de cobertura florestal nativa.

Clima[editar | editar código-fonte]

Como se situa na porção climática subtropical do país, a cidade tem como clima geral o sub-tropical úmido, caracterizado pela sigla Cfa - classificação de Wladimir Köppen - que indica um clima temperado úmido com verão quente.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A cidade localiza-se no domínio da Floresta Estacional Semidecidual, que constitui a vegetação típica da Mata Atlântica. Todavia, deve-se levar em consideração as atividades antrópicas desenvolvidas na região, a quais ocasionaram uma drástica redução da extensão desse domínio, restando certa de cinco por cento de floresta nativa, na região do Piquiri.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município se encontra sobre a micro-bacia hidrográfica do Piquiri, a qual - de acordo com dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social - possui um índice médio de qualidade de água que varia de satisfatório a bom, ao longo de toda bacia. Dentre os rios constituintes dessa bacia, o Rio Xambrê ganha destaque, sendo utilizado pela unidade Companhia de Saneamento do Paraná da cidade para a captação e distribuição de água para a população.[8]

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. [1] Página visitada em 02/01/2011
  7. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. 463 p.
  8. http://www.ipardes.gov.br/biblioteca/docs/indicadores_ambientais_2007.pdf

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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