Iporá

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou secção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde agosto de 2011).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Município de Iporá
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 19 de novembro
Fundação Arraial de Pilões, 1748
Gentílico iporaense
Prefeito(a) Danilo Gleic (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Iporá
Localização de Iporá em Goiás
Iporá está localizado em: Brasil
Iporá
Localização de Iporá no Brasil
16° 26' 31" S 51° 07' 04" O16° 26' 31" S 51° 07' 04" O
Unidade federativa  Goiás
Mesorregião Centro Goiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Iporá IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Amorinópolis, Arenópolis, Diorama, Israelândia, Ivolândia, Jaupaci e Moiporá
Distância até a capital 216 km
Características geográficas
Área 1 026 384 km² [2]
População 31 274 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade Erro de expressão: caractere " " não reconhecido hab./km²
Altitude 600 m
Clima tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,859 muito alto PNUD/2008 [4]
PIB R$ 211 486,763 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 6 608,55 IBGE/2008[5]
Página oficial

Iporá é um município do estado de Goiás, no Brasil.

História[editar | editar código-fonte]

Iporá teve sua origem, oficialmente, na fundação do arraial de Pilões, na margem direita do Rio Claro, em 1748. Nessa ocasião, não passava de uma guarnição militar dos dragões (polícia real portuguesa), que sediava a empresa de exploração de diamantes, locada pelos irmãos Felisberto e Joaquim Caldeira Brant, empresários paulistas que já mineravam em Goiás desde 1735, nas lavras de ouro. Começou com a construção de uma bela igreja em estilo colonial, sede da Paróquia do Senhor Jesus do Bom Fim, do Quartel da Guarda Real e de alguns casarões, além de um monte de ranchos de garimpeiros. O ano de 1749 assinala a origem da povoação, com a vinda de Gomes Freire de Andrade, governador das Capitanias de Minas Gerais e Rio de Janeiro, quando se firmaram contratos de exploração dos diamantes de Rio Claro e Rio Pilões. Para essas atividades iniciais de garimpo, vieram duzentos escravos que trabalhavam sob o comando dos exploradores contratados. Forças do exército, enviadas pela Coroa Portuguesa, garantiam a execução do serviço. O povoado nascente recebeu o nome de "Rio Claro" (dado ao rio caudaloso em que se procedia a "cata" dos diamantes).

A expressiva produção de diamantes e o desenvolvimento rápido do arraial provocaram a extinção do povoado "Comércio Velho", às margens do mesmo rio, atraindo seus habitantes para as minas de Rio Claro. Assim, em 5 de julho de 1833, Rio Claro passou à categoria de distrito, mantendo-se a denominação primitiva e pertencente ao município de Goiás (Vila Boa).Depois desse primeiro momento das explorações dos diamantes, Pilões passou a ser um entreposto comercial entre Vila Boa de Goiás e Cuiabá. Já no Império do Brasil, por decreto provincial de 5 de julho de 1833, foi elevado a distrito de Vila Boa, com nome de Rio Claro, e a igreja teve o nome mudado para Paróquia de Nossa Senhora do Rosário (e continua até hoje em Iporá). O povoado permaneceu como Rio Claro até ser transferido para as margens do córrego Tamanduá, pelo Decreto-lei 557, de 30 de março de 1938, com o novo nome de Itajubá, oficializado pelo Decreto-lei 1 233, de 31 de outubro do mesmo ano, e posteriormente rebatizado por Iporá ("Rio Bonito", traduzido da língua tupi)[6] , pelo decreto-lei 8 305, de 31 de dezembro de 1943.

Em 1938, o Distrito de Rio Claro passou a denominar-se "Itajubá", topônimo de origem tupi que significa "braço de pedra", pela junção de itá (pedra) e îybá (braço)[7] . Em 1942, Joaquim Paes Toledo e família doaram uma área de 100 alqueires goianos de terras para a edificação da Cidade. Em 1943, por Decreto-Lei Estadual nº 8 305, de 31 de dezembro , passa a denominar-se Iporá, também de origem indígena. Pela Lei Estadual nº 249, de 19 de novembro de 1948, foi elevado à categoria de município, instalando em 1º de janeiro de 1949, desmembrado do Município de Goiás.

Impulsionado pela agricultura e a pecuária, Iporá se desenvolveu rapidamente. Dez anos após a mudança, o povoado foi elevado de Distrito de "Goiás Velho" a município, pelo decreto-lei estadual de nº 249, de 19 de novembro de 1948, sendo a Prefeitura instalada em 01 de janeiro de 1949, quando, então, tomou posse, como Prefeito nomeado, o Ten. Luiz Alves de Carvalho, e que administrou a cidade até o dia 16 de março do mesmo ano, data em que foi empossado o primeiro Prefeito eleito, Israel de Amorim e ainda os sete Vereadores da primeira legislatura municipal, Antônio Mendes da Silva, Elpídio de Souza Santos, Daniel Tomás de Aquino, Itamar da Silva Meio, Antônio José da Costa, Joaquim Lopes Pedra (todos do PR), e Esmerindo Pereira (UDN).

Desde então, Iporá continua com sua vida de cidade emancipada, sempre progredindo, a cada dia se firmando como pólo econômico, sociocultural e político do oeste goiano. Pela Lei Estadual de nº 700, de 14 de novembro de 1952, foi elevado a comarca, passando a ter o seu próprio foro.

Toponímia[editar | editar código-fonte]

"Iporá" é um termo de origem tupi que significa "rio bonito", através da junção dos termos 'y (rio) e porang (bonito)[8] .

Formação Administrativa[editar | editar código-fonte]

Distrito criado com a denominação de Rio Claro, pelo decreto de 05-07-1833, subordinado ao município de Goiás. Em divisão Administrativa referente ao ano de 1911, o distrito figura no município de Goiás. Assim permanecendo em divisões territoriais de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo decreto-lei estadual nº 1 233, de 31 de outubro de 1938, o distrito de Rio Claro passou a denominar-se Itajubá. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Itajubá ex-Rio claro, figura no município de Goiás. Pelo decreto-lei estadual nº 8 305, de 31-12-1943, o distrito de Itajubá passou a denominar-se Iporá.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944 a 1948, o distrito de Iporá (ex-Itajubá) permanece no município de Goiás. Elevado à categoria de município com a denominação de Iporá, pela lei estadual nº249, de 19 de novembro de 1948, desmembrado de Goiás. Sede no antigo distrito de Iporá. Constituído do distrito-sede. Instalado em 1 de janeiro de 1949. Em divisão territorial datada de 1 de julho de 1950, o município de Iporá é constituído do distrito- sede.

[9] .

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sua população foi estimada em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 31 274 habitantes.

Na divisa dos municípios de Iporá e Arenópolis, no Rio Caiapó, foi construída a primeira pequena usina hidrelétrica enquadrada no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica do governo federal do Brasil: a Pequena Central Hidrelétrica Mosquitão.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia da cidade é baseada na agricultura, pecuária e um forte comércio que atende pequenas cidades vizinhas como Diorama, Amorinopólis, Israelândia, Jaupaci e Arenópolis.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Possui um lago artificial urbano (Pôr do Sol), que é atrativo turístico do município. O lago tem pista de areia, pista de caminhada, quiosques padronizados e pista para eventos, reserva ecológica Morro do Macaco.

Educação[editar | editar código-fonte]

A cidade possui, em 2011, quatro universidades e instituo técnico federal, dentre estas estão:

  • IFGoiano (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano),
  • UEG (Universidade do Estado de Goiás)
  • FAI - Faculdade de Iporá,
  • Unopar
  • Uni-Anhanguera virtual

Colégios públicos, sendo:

Escola Estadual Joaquim Berto

  • Escola Estadual Dom Bosco;
  • Escola Estadual Evangélica Betel;
  • Escola Estadual Israel de Amorim;
  • Centro de Educação e Convivência Juvenil Elias Araujo Rocha;
  • Colégio Estadual de Aplicação;
  • Colégio Estadual Odilon José de Oliveira;
  • Colégio Estadual Osório Raimundo de Lima;
  • Colégio Estadual Ariston Gomes da Silva;

Colégios particulares, sendo:

  • Colégio Exato;
  • Colégio Engemed;
  • Colégio Integração;
  • Colégio Balão Mágico;
  • Colégio Transdisciplinar;
  • Virtus Aprimoramento Intelectual.

Religião[editar | editar código-fonte]

A maioria dos habitantes de Iporá é católica, mas há um grande número de evangélicos, espíritas e seguidores de outras religiões. Em Iporá, existem duas igrejas católicas (Nossa Senhora Auxiliadora e Cristo Libertador), várias capelas católicas espalhadas pela cidade, há também um número muito grande de igrejas evangélicas pela cidade como (Assembleia de Deus(15 templos e uma catedral), Igreja Cristã Evangélica, Igreja Batista, Igreja Universal do Reino de Deus , Igreja Presbiteriana, Congregação Cristã no Brasil...). Há, também, em Iporá, dois centros espíritas (Centro Espírita Ismael, e Centro Espírita Seara de Luz).

Saúde[editar | editar código-fonte]

Iporá possui oito unidades de saúdes espalhadas ao longo da cidade, dois hospitais da rede privada, um hospital da rede pública, uma unidade do samu, uma central de regulação, um banco de sangue, um centro de reabilitação, um centro de especialização odontológicas e várias clínicas.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  6. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. 463 p.
  7. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. 463 p.
  8. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. 463 p.
  9. http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/goias/ipora.pdf

Ligações externas[editar | editar código-fonte]