Paraúna

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Município de Paraúna
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Fundação Não disponível
Gentílico paraunense
Lema É o povo em primeiro lugar
Prefeito(a) Edson da Silva Ferro Filho (DEM)
(2013–2016)
Localização
Localização de Paraúna
Localização de Paraúna em Goiás
Paraúna está localizado em: Brasil
Paraúna
Localização de Paraúna no Brasil
16° 56' 52" S 50° 26' 56" O16° 56' 52" S 50° 26' 56" O
Unidade federativa  Goiás
Mesorregião Sul Goiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Vale do Rio dos Bois IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes São Luís de Montes Belos, Acreúna, Palminópolis, Montividiu e São João da Paraúna.
Distância até a capital 150 km
Características geográficas
Área 3 779,385 km² [2]
População 10 863 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade Erro de expressão: caractere " " não reconhecido hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,742 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 194 825,555 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 17 267,18 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura www.parauna.go.gov.br

Paraúna é um município do estado de Goiás, no Brasil. Sua população estimada em 2007 era de aproximadamente 12 033 habitantes.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Paraúna" é um termo de origem tupi e significa "mar preto", através da junção dos termos pará ("mar") e un ("preto")[6] .

História[editar | editar código-fonte]

Cercado de mistérios e de misticismo, o Parque de Paraúna abriga histórias e lendas que o escritor e pesquisador Alódio Tovar se encarregou de divulgar para o Estado de Goias. Os motivos são muitos para que assim seja: vai das belezas da Serra das Galés, da Portaria, a Muralha de Pedra, o Vale da Felicidade ou a Ponte de Pedra até as histórias fantásticas contadas pelos moradores das redondezas sobre estranhos seres que visitam ou habitam a região.

No Vale da Portaria, vestígios de construções muito antigas são encontradas e desafiam a imaginação. Muitos acreditam que foram erguidas pelos Incas ou Maias. Um ponto intrigante é o relógio que marca as horas pela posição do sol.

Outros acreditam que as formações foram ocasionadas pela ação das águas de um oceano, que, em eras remotas, ocupava a região.

Há ainda os que afirmam que as referidas construções foram feitas pela ação dos ventos e da chuva durante milênios.

Existem ainda os mais radicais, que defendem a teoria de que todos os elementos encontrados na região são obras de antigos moradores e sustentam suas afirmações na Muralha de Ferro, localizada na Serra da Portaria, construída de pedras colocadas cuidadosamente numa extensão de 83 km que cortam o vale de ponta a ponta. Outra curiosidade que desperta o interesse de todos que visitam o local é o Rio da Ponte de Pedra, distante 60 km da cidade. A ação das águas do rio formou uma gruta cheia de estalactites e estalagmites de grande beleza e interesse científico. O interessante é que, sobre o rio, na gruta, existe uma ponte formada pela ação da natureza.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

A hidrografia está representada pelos cursos d`água das bacias do ribeirão Formoso e do córrego do Macaco. Três dos quatro limites principais do Parque de Paraúna são cursos d`água : Córrego Jaguanez; o Córrego da Divisa, com o tributário de montante, Córrego Bernadino.

Geologia[editar | editar código-fonte]

Quanto à Geologia, na área ocorrem a Formação Marília, Formação Aquidauana e, bordejando os córregos, acumulação de sedimentos holocênicos. Geomorfologicamente , a área esta contida no Planalto Setentrional da Bacia do Paraná, em altitudes que variam de 600 a 890 metros . Apresenta formas de relevo estrutural, erosiva, de dissecação e intensidade de aprofundamento da drenagem muito fraca.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação natural era constituída por Cerrado

No documento elaborado pelos proprietários de terras, foi destacada a preocupação de inclusão de áreas altamente produtivas na atividade agrícola. Na área objeto desta sugestão, as pesquisas bibliográficas e as observações de campo mostram que é uma região onde dominam solos com altos teores de areia em sua constituição granulométrica e alta predisposição à erosão, que necessitam de estudos especiais, pois no geral são terras desaconselháveis ao uso com lavoura e mesmo com pastagem requerem um plano de manejo racional.

A área abrangida pelo Parque Estadual de Paraúna apresenta de forma esquemática a seguinte cobertura vegetal: nos interflúvios vegetação de Cerrado ou pastagem ; nos morros residuais vegetação de Cerrado; e margeando os córregos a vegetação típica das Veredas, tendo o aspecto de campo limpo cuja Floresta-de-Galeria é constituída especialmente de Buritis (Mauritia vinifera).

Verificou-se que as áreas das serras propriamente ditas encontram-se com vegetação de Cerrado pouco alterado e que as áreas antropizadas situadas entre elas poderão ter uma recuperação natural, devido ao alto rebrotamento das espécies nativas, desde que cessada a interferência antrópica. As áreas com alto antropismo (pastagem) estão situadas numa faixa estreita entre a estrada e a Vereda do córrego Jaguanez; um trecho pequeno da fazenda Portaria, incluindo sua sede; e um trecho muito pequeno entre a cabeceira do córrego Bernadino e a extremidade sul da Serra da Portaria.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Paraúna Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 11 jul. 2013.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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