Três Ranchos

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Município de Três Ranchos
"Cidade do Lago Azul"
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 19 de Outubro
Fundação 19 de Outubro de 1953
Gentílico trirranchense
Lema Três Ranchos no Caminho Certo
Prefeito(a) Rolvander Pereira Wanderley ((PSDB))
(2013–2016)
Localização
Localização de Três Ranchos
Localização de Três Ranchos em Goiás
Três Ranchos está localizado em: Brasil
Três Ranchos
Localização de Três Ranchos no Brasil
18° 21' 14" S 47° 46' 58" O18° 21' 14" S 47° 46' 58" O
Unidade federativa  Goiás
Mesorregião Sul Goiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Catalão IBGE/2008 [1]
Distância até a capital Não disponível
Características geográficas
Área 282,064 km² [2]
População 2 819 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 9,99 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,788 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 22 883,099 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 7 738,62 IBGE/2008[5]
Página oficial
Prefeitura http://www.tresranchos.go.gov.br

Três Ranchos é um município brasileiro localizado no extremo sudeste estado de Goiás, à margem direita do Rio Paranaíba. O município limita-se ao norte com Ouvidor, a sul e oeste com Catalão, ao sul e a leste com o estado de Minas Gerais.

O município é procurado como importante destino turístico de Goiás, principalmente pelas paisagens criadas com o represamento do Rio Paranaíba.

Origem do nome[editar | editar código-fonte]

Há duas versões para a origem do nome do município, uma conferindo o nome "três ranchos" aos locais de pouso para os viajantes e tropeiros, outra atribuindo-o a ranchos que se localizavam no alto da serra, onde teria existido um pequeno quilombo[6] .

No “Vocabulário Geográfico do Estado de Goiás”, editado pelo IBGE em 1957, o termo “três ranchos” refere-se à “serra entre o córrego Água Limpa e o ribeirão Ouvidor”, no Município de Catalão, o que reforça a segunda interpretação[7] .

Houve duas tentativas de mudar o nome da cidade. A primeira ocorreu por ocasião da fundação do município, e o novo nome tornou-se Paranaíba de Goiás. Mas as confusões geradas pelo correio (diversas correspondências eram extraviadas para a Paranaíba de Mato Grosso do Sul) e a preferência da população pelo nome original acabaram revertendo a decisão. A segunda foi um projeto de lei de 1955, sugerindo a mudança para Levinópolis[8] , em homenagem ao Coronel Levino Lopes.

História[editar | editar código-fonte]

O documento mais antigo em que há citação ao nome de Três Ranchos data de 1876, uma procuração incluída no formal de partilha da Fazenda Fundos que, junto com as Fazendas Lagoa e Sacco, formariam o atual município[9] . Dessa época sobreviveram diversas velhas construções, como as sedes das fazendas e a Igreja de Nossa Senhora d'Abadia, hoje em ruínas[10] . Uma referência mais antiga, da viagem de Auguste de Saint-Hilaire no final dos anos 1820, aponta para a "fazenda dos casados", um aglomerado de propriedades formado pelos filhos do primeiro proprietário, que iam se casando e construindo suas moradias próximas à do pai[11] , que hoje localiza-se na fronteira entre os municípios de Catalão e Três Ranchos.

Três Ranchos foi estabelecida como distrito em 19 de dezembro de 1948[12] e emancipado do município de Catalão em 19 de outubro de 1953[13] . A ata da sessão de instalação da primeira Câmara de Vereadores foi lavrada em 31 de janeiro de 1955[14] .

O Rio Paranaíba foi muito importante para a história de Três Ranchos; primeiro pelas terras férteis que atraíram os primeiros fazendeiros, depois pelos portos e ainda depois pelo garimpo de diamantes, a partir da década de 1940. A instalação de portos no município era facilitada pelo estreitamento do rio que acontecia na região. Os principais portos foram os da Praia Rica, o Mata-Padre e o Mão-de-Pau, este último foi, durante algumas décadas, foi o mais rendoso da província de Goiás. Mesmo com a construção de pontes, os portos continuaram possuindo grande importância econômica e política[15]

De forma similar, a ferrovia teve grande importância para a fixação da cidade. No decreto da instalação do Distrito de Três Ranchos, datado de 19 de dezembro de 1948, consta que a solenidade seria realizada na estação, provavelmente em razão de ser o único prédio público existente à época. O traçado da avenida principal iniciava nas cercanias da estação e seguia o trajeto da via férrea: o relevo, conveniente tanto para as locomotivas quanto para outros veículos, recomendava que as duas estradas seguissem parelhas.

A Ferrovia[editar | editar código-fonte]

O trecho da estrada de ferro vindo pelo sul, de Patrocínio, no lado mineiro, até Ouvidor, em Goiás, cidade vizinha ao norte de Três Ranchos, teve a construção iniciada em 1932. A inauguração do segmento de Patrocínio a Monte Carmelo, ainda em Minas Gerais, ocorreu em 1937. O segundo trecho, de Monte Carmelo a Ouvidor, passando por Três Ranchos, foi entregue ao tráfego no dia 11 de novembro de 1942, embora num relatório da Rede Mineira de Viação conste como data da inauguração oficial o dia 11 de fevereiro de 1944. Esta foi, no entanto, apenas a data da solenidade política, posto que a ferrovia já estava em operação havia dezesseis meses.

A chegada da ferrovia constituiu-se num grande propulsor da economia regional, pois possibilitava a vinda de insumos e ferramentas com mais quantidade, variedade e celeridade, assim como permitia o escoamento da produção de arroz, feijão, milho e da castanha de babaçu. Também o gado passou a ser transportado pela via férrea, com a vantagem de não perder peso, como quando tocado nas longas jornadas. Para a transposição do Rio Paranaíba foi construída uma ponte que, além dos trens, dava travessia aos pedestres, aumentando o intercâmbio entre as populações de Três Ranchos e dos municípios vizinhos no lado mineiro. Eram comuns as visitas aos parentes e amigos para transmitir as notícias “do outro lado”, assim como fazia parte perguntar pelas novidades aos maquinistas e ferroviários envolvidos no trabalho da ferrovia, que também faziam o favor de trazer e levar recados, cartas e pequenas encomendas.

A década de 1950 foi o início do declínio da ferrovia no Brasil. Em seguida à vitória dos aliados na Segunda Grande Guerra, capitaneados pelos Estados Unidos, houve uma grande expansão do transporte rodoviário, em detrimento das ferrovias. A influência e o interesse americanos eram evidentes, tantas eram as suas companhias petrolíferas e indústrias de carros, caminhões, pneumáticos etc, ansiando pela ampliação do mercado consumidor de seus produtos. E o transporte ferroviário não se encaixava nesse propósito. Embora Três Ranchos aparentemente estivesse distante da celeuma, o fato é que o transporte ferroviário perdia a importância de outrora, e o desmazelo com a ferrovia fazia as viagens atrasarem e se tornarem cada vez mais preocupantes e inseguras aos usuários. Este pedaço da ferrovia foi desativado e os trilhos retirados no final da década de 1970, para a construção da Usina Hidrelétrica de Emborcação. Também a ponte ferroviária que fazia a ligação entre os municípios de Três Ranchos e Douradoquara foi submersa pelo lago e chegou-se a cogitar a construção de outra ponte, projeto logo em seguida descartado, em vista dos interesses e da influência política de municípios importantes, especialmente do lado mineiro, de onde o tráfego seria desviado, causando-lhes algum reflexo negativo na economia.

Com a ferrovia veio o telégrafo, meio de comunicação fundamental para aquela época, tanto para os avisos sobre o tráfego de trens quanto para aliviar a angústia da população por notícias urgentes e distantes. Outro relevante papel desempenhado pela ferrovia na história de Três Ranchos foi o de estimular a fixação de quem já habitava a região, além de “qualificar” a imigração: seguindo os trilhos vieram professores e outros técnicos, como o farmacêutico Luís Ribeiro Horta, cuja prática profissional (incluída a de médico) fez dele importante figura política em toda região, tendo sido vereador na cidade de Catalão, antes de ser prefeito de Três Ranchos por três mandatos; ainda hoje os moradores mais antigos da margem mineira do Paranaíba se lembram de como se deslocavam para cá em busca dos bons serviços do “Sêo Luís”. Há também as importantes contribuições culturais trazidas pelos ferroviários e suas famílias, vindos de regiões longínquas do país e que fixaram residência aqui. A linha férrea tinha o seu traçado no município margeando o curso do Córrego Cutia, até a nascente. A cerca de cinco quilômetros da estação ferroviária, nas proximidades da sede da fazenda do Sr Sandoval Inácio Carneiro, as locomotivas a vapor eram abastecidas de água e lenha (ainda está de pé a grande caixa d’água) e os vagões carregados com as telhas produzidas pela Cerâmica Modelo, hoje desativada. Outros empreendimentos e algumas sedes de fazendas eram estrategicamente construídos às margens da ferrovia, de forma a facilitar a utilização desse meio de transporte, o mais eficiente daqueles tempos.

Política[editar | editar código-fonte]

Sucederam-se os seguintes prefeitos desde a emancipação política do município de Três Ranchos: Joaquim Bernardes de Melo (interino, indicado para o cargo até a primeira eleição), Luís Ribeiro Horta, Miguel Pereira Coutinho, Luís Ribeiro Horta, Domingos Alves da Silva, Luís Ribeiro Horta, Inácio Pereira, Janete Coelho Pereira, Elizeu Francisco da Cunha, Eurípedes Pereira Ferreira, Rolvander Pereira Wanderley, Janete Coelho Pereira, João Batista Peixoto, Nivaldo da Silva Aguiar, Rolvander Pereira Wanderley, Rolvander Pereira Wanderley.

Economia[editar | editar código-fonte]

Por um longo tempo a economia da região vinculou-se às atividades agrícola e pecuária. A primeira tipicamente de subsistência, com pequenos excedentes, por causa da dificuldade de escoamento da produção. A criação de gado, por outro lado, em vista da pouca exigência de meios de transporte, foi atividade mais praticada, tanto para consumo próprio quanto para venda. Além disso, havia também a extração da castanha do coco de babaçu, praticada principalmente por mulheres e crianças. Essas atividades permaneceram dominantes mesmo depois da descoberta de diamantes no leito do Rio Paranaíba, no final da década de 1930 e início da de 1940; o garimpo, entretanto, foi um importante vetor de imigração para a região. Essa atividade cessou apenas em 1982, com o surgimento do reservatório produzido pela Usina Hidrelétrica de Emborcação.

Hoje, graças ao reservatório da usina, a principal atividade econômica do município é o turismo, atraído pelas belas paisagens de cerrado (ainda que bastante devastado no município, inclusive com o beneplácito do poder público), compreendidas hoje entre a serra e o lago, que se aproxima bastante do núcleo urbano. Os esportes náuticos e a pesca são atrativos muito procurados outra grande atividade economica do municipio é a construção civil tento em vista que varios empresarios do estado e de estados vizinhos investem em construções de chacaras e pousadas um dos grandes empreiteiros nessa areas o sr. frederico holler junto com o vereador Mardon vem proporcionando esta atividade.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Sua população segundo o Censo/2010 é de 2.819 habitantes. Curiosamente, no entanto, segundo dados da eleição de 2012, o município tem cadastrados 3.378 (três mil, trezentos e setenta e oito) eleitores, evidenciando que a relação entre o número de eleitores e habitantes do município, que não deve exceder a 65%, vai muito além do limite previsto em lei - em Três Ranchos o percentual de eleitores é de 120% em relação ao número de habitantes.

A característica física mais destacada do município são as áreas alagadas do Rio Paranaíba, produzidas pela Usina Hidrelétrica de Emborcação. O lago formado chega a uma profundidade máxima de 176 m e um volume d’água aproximado de 17,6 bilhões de metros cúbicos, ocupando uma área de 446 quilômetros quadrados – algo equivalente a duas vezes o tamanho da Baía da Guanabara.

Transporte[editar | editar código-fonte]

Três Ranchos é cortada pelas rodovias BR-050 (Brasília-São Paulo) GO-330 (vindo de Goiânia). Em relação às duas balsas que ligavam o município ao Estado de Minas Gerais: a que fazia a ligação com Grupiara foi desativada, e a que atravessa para Douradoquara foi privatizada.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BABAÇU. In: FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário Aurélio Básico da Língua Portuguesa. Rio De Janeiro: Nova Fronteira, 1994. p. 79.
  • GONÇALVES, Eduardo e AENFER, David. A ferrovia e sua história –Estrada de Ferro Central do Brasil. Rio de Janeiro: Amutrem, 1998.
  • SANTOS, Milton. Espaço e método. São Paulo: Nobel, 1985. 88 p.
  • SOUSA, José Luiz Vaz. Atlas Histórico e Geográfico de Três Ranchos [inédito].
  • SOUSA, José Luiz Vaz. Pobres garimpeiros de riqueza - a Geografia dos diamantes em Três Ranchos. Dissertação de Mestrado. UFG, 2012.
  • Cartório do 1º Ofício de Três Ranchos.
  • Informações orais de antigos ferroviários e moradores de Três Ranchos.
  • Livro de Decretos e Leis do Município de Três Ranchos – de 1955 a 1967.
  • Pasta de Ofícios encaminhados pela Câmara Municipal de Três Ranchos ao Prefeito – de 15 de fevereiro de 1955 a 11 de julho de 1964.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. João Calaça de Melo, em depoimento de 1996, atesta que as três famílias que ocupavam aqueles três ranchos no alto da serra eram fugitivas do estado de Minas.
  7. TRÊS RANCHOS. In: Vocabulário Geográfico do Estado de Goiás. Rio de Janeiro: Serviço Gráfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 1957. p. 223.
  8. Câmara de Vereadores de Três Ranchos, Ata nº 2, lavrada em 15 de fevereiro de 1955. O projeto foi do vereador Geraldo Lopes Coelho. Ver ainda ofício de 15 de fevereiro de 1995, do Presidente da Câmara ao Prefeito Luís Ribeiro Horta solicitando sanção ao autógrafo de lei que “muda o nome desta cidade”. No mesmo documento, e de próprio punho, o prefeito responde que “nega sanção” e dentre os motivos alegados para justificar o seu veto, enumerados noutro ofício datilografado e remetido aos vereadores, está o fato de que “o Município foi recentemente instalado e pouco antes de sua instalação seu nome foi mudado [para Paranaíba de Goiás] fato que na época nenhuma despesa foi efetuada, mas, a mudança atual virá acarretar para o município despesas que na atual emergência não suportará”. Em seguida o Prefeito reitera seu parecer dizendo que “proíbem nossas leis administrativas que se faça previsão de despesas sem o corolário de receita, e esta não sabemos ainda qual seja”. Em ofício datado de 1º de março de 1955, o Presidente da Câmara, Ranulpho Nascimento, comunica o seu acatamento e dos demais vereadores ao veto do prefeito, “referente à mudança do nome desta cidade para Levinópolis”. Em 1º de dezembro de 1958, para vigorar a partir de 1º de janeiro de 1959 e de forma definitiva, foi decretada a Lei de número 28, que restabeleceu o antigo nome do Município, num texto sucinto e categórico em seu artigo primeiro: “Fica restaurado, para todos os efeitos legais o nome de Três Ranchos, como denominação oficial do Município”.
  9. As fazendas Fundos e Lagoa pertenciam, na época, a Joaquim Ignácio Carneiro, enquanto a do Sacco pertencia a Cândido Vaz dos Reis.
  10. A igreja foi mandada construir pela Senhora Elpídia Carneiro, filha de Joaquim Ignácio Carneiro, e foi inaugurada em 1882.
  11. SAINT-HILAIRE, Auguste de (1779-1853). Viagem à província de Goiás. Tradução de Regina Regis Junqueira. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1975. Col. Reconquista do Brasil, v. 8. 158 p.
  12. Lei Municipal de Catalão nº 24
  13. Lei nº 823 da Assembléia Legislativa do Estado de Goiás, promulgada pelo então governador Pedro Ludovico Teixeira
  14. A título de completude, a primeira câmara de vereadores era composta por: Aparício Cândido dos Reis, Brás Bernardes de Melo, Geraldo Lopes Coelho, Joaquim Raimundo de Lima, José Aires de Souza, José Francisco da Cunha, Lindolfo Gomes da Silva, Manoel Custódio da Silva, Waldemar Pereira Carneiro e Ranulpho Nascimento, sendo este o presidente.
  15. A Lei nº 12, de 6 de novembro de 1955, autorizava o prefeito Luís Ribeiro Horta a “confeccionar uma balsa para o Porto Mão de Pau”, dando prazo de 60 dias para a realização do trabalho, “findo os quais, sem que o Sr Prefeito tenha feito alguma iniciativa, a Câmara tomará a seu cargo, por uma comissão por ela nomeada, e fará todos os serviços”. Certamente o prefeito deu cabo da empreitada no prazo determinado, pois em 28 de dezembro do mesmo ano, pelo Decreto nº 14, era estipulada a “tabela de preços de gado vacum e passageiros, para passagem no Porto Mão de Pau” através da balsa.
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