Rio Paranaíba

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Paranaíba
Rio Paranaíba, na divisa de Araporã (MG) e Itumbiara (GO)
Bacia hidrográfica do Paraná com a localização do rio Paranaíba.
Bacia hidrográfica do Paraná com a localização do rio Paranaíba.
Comprimento c. 1.170 km
Nascente Mata da Corda (Rio Paranaíba, Minas Gerais)
Altitude da nascente 1 170 m
Foz junção com o Rio Grande formando o Rio Paraná
País(es)  Brasil

O rio Paranaíba é um rio brasileiro que nasce no estado de Minas Gerais. Um dos formadores do rio Paraná.

Nasce no município de Rio Paranaíba e, após percorrer 1.170 km, junta-se com o Rio Grande, formando então o majestoso rio Paraná. Entretanto, das nascentes formadoras do rio Paranaíba, a mais distante é a do seu afluente Rio São Bartolomeu, cujo curso se inicia nas proximidades de Brasília, a partir da junção dos rios Pipiripau e Mestre d'Armas.

A partir dos municípios de Coromandel e Guarda-Mor, o rio Paranaíba forma a divisa natural de Minas Gerais com Goiás e, já próximo de sua foz, de Minas Gerais com Mato Grosso do Sul.

Seus principais afluentes são: Margem direita (GO): rio São Marcos (MG-GO), rio Corumbá, rio Meia Ponte, rio dos Bois, rio Claro, rio verde, rio Corrente e rio Aporé (GO-MS). Margem esquerda (MG): Bagagem, Dourados, Araguari e Tejuco.

A bacia do Paranaíba drena uma área com cerca de 220 mil km2, com quase 8,5 milhões de habitantes em 196 municípios, além do Distrito Federal, incluindo cinco no Mato Grosso do Sul, 55 em Minas Gerais, onde ocupa 12,2% do território, e 136 em Goiás, onde é a principal bacia em área e ocupação humana[1] .

Geografia[editar | editar código-fonte]

O rio Paranaíba é um dos formadores do rio Paraná. Nasce na serra da Mata da Corda, no município de Rio Paranaíba, estado de Minas Gerais, na altitude de 1.148m; do outro lado desta serra, encontram-se as nascentes do rio Abaeté, afluente do rio São Francisco. Seu curso tem aproximadamente 1.070 km, até a junção ao rio Grande, onde ambos passam a formar o rio Paraná, no ponto que marca o encontro entre os estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. O rio Paranaíba é conhecido principalmente pela sua riqueza diamantífera e pelo grande potencial hidrelétrico que apresenta.

Divide-se em três trechos distintos:

Alto Paranaíba[editar | editar código-fonte]

Das nascentes ao km 700, com 370Km de extensão. Percorre, majoritariamente em direção norte, uma extensa região de Minas Gerais, com altitude média de 760 m, e declividade de 25 cm/km. Cruza o município de Patos de Minas numa altitude de 770m, recebendo pequenos afluentes que descem do espigão do Magalhães e da serra do Barbaça, contrafortes da serra da Mata da Corda.

Na altura do km 729 recebe o pequeno afluente rio Verde, perto da localidade de Contendas (GO) e inflete neste ponto, quase em ângulo reto, em direção Sudoeste, tornando-se a divisa entre Minas e Goiás. Entre os km 700 e 800 apresenta declividade de 50 cm/km, correndo em vale de largura média, com estreitamentos acentuados entre os km 730-732 e 783-790. Os terrenos marginais são suavemente ondulados e pouco cultivados.

Médio Paranaíba[editar | editar código-fonte]

Usina Hidrelétrica de Itumbiara, em Araporã-MG.

Do km 700 à barragem de Cachoeira Dourada (km 330), com 370Km de extensão. Entre os km 575 e 700, recebe os seguintes afluentes: no km 661, pela margem direita, o rio São Marcos; no km 640, pela margem esquerda, o rio Dourados; no km 633, pela margem esquerda, o rio Perdizes; no km 596, pela margem esquerda, o rio Bagagem. Neste estirão, o rio corre com declividade de 1,2 m/km em uma região de vales geralmente estreitos, bastantes encaixados, com margens íngremes, elevando-se entre 25 e 60m. Os afluentes deste trecho atravessam zonas diamantíferas do Triângulo Mineiro e Goiás.

Entre os km 313 e 575 o Paranaíba recebe os seguintes afluentes: na margem direita o rio Veríssimo, o rio Corumbá ( no km 436) e o rio Santa Maria; na margem esquerda, o rio Jordão, Rio Araguari (no km 469) e o Ribeirão da Piedade. Neste estirão o rio tem uma declividade de 50 cm/km e passam pelas cidades de Itumbiara (km 392) e Anhanguera (km 535), ambas em território Goiano, e pela cidade de Araporã (km 393), em território mineiro. Neste trecho situa-se a hidrelétrica de Itumbiara, situada no Município de Araporã, pertencente à Furnas Centrais Elétricas, que está em operação desde 1981, gerando 2.082 MW, sendo a maior hidrelétrica do complexo Furnas, do estado de Minas Gerais e do Rio Paranaíba. O rio apresenta calha relativamente larga, cultivada de 20 a 50% de sua área e começa a correr, no km 400, por sobre o conhecimento derrame basáltico da bacia do Paraná.

Baixo Paranaíba[editar | editar código-fonte]

Reservatório e represa de Emborcação entre os municípios de Cascalho Rico e Três Ranchos.

Da barragem de Cachoeira Dourada à confluência com o rio Grande com 330 km de extensão. Entre os km 195 e 330, tem declividade de 33 cm/km, no limite deste trecho, existe aproveitamento hidrelétrico da Cachoeira Dourada, foi pertencente às Centrais Elétricas de Goiás (CELG), foi privatizada e hoje pertence à empresa Endesa Cachoeira, com usina geradora de 658 mil KW e 19 m de queda, que fornece energia elétrica para a CELG. Seu represamento estende-se por cerca de 78Km ao longo do médio Paranaíba.

Dezessete quilômetros [17 km] abaixo da represa de Cachoeira Dourada pela margem direita deságua o rio Meia Ponte, na bacia desse tributário do rio Paranaíba esta concentrado 44,82% da população do estado de Goiás, segundo censo IBGE de 2010.

No estirão entre os km e 195, encontra-se o chamado Canal de São Simão, estreita garganta cortada no basalto, com 23 km de extensão total 35m de profundidade, situada no limite dos estados de Minas e Goiás. Neste trecho situa-se a hidrelétrica de São Simão, que está em operação, gerando 2.680 mW.

A três quilômetros acima da ponte da BR-31, o Paranaíba, medindo transversalmente 3.500 m, precipita-se num canal de 300 m de largura, que logo abaixo se reduz a apenas 80m, provocando grande turbulência, fortes rodamoinhos e altas velocidades da corrente.

O Rio Paranaíba é navegável apenas no remanso da barragem de Ilha Solteira, numa extensão de 180 km até a barragem de São Simão. Desde a foz até o final do remanso de Emborcação, vence um desnível de 262 m em cinco aproveitamentos: São Simão, Cachoeira Dourada, Itumbiara, Anhanguera e Emborcação.

Assim como o rio Grande, apresenta dificuldades na implantação da navegação, tais como: elevadas quedas, deflexões de níveis acentuados e remansos de uma barragem que não alcança o pé da próxima situada montante, entretanto, há muito vem sendo apontado como podendo ser transformado em uma importante via de navegação, interior, que daria acesso à região mais central do Brasil, inclusive à Capital Federal.

Nas cabeceiras de seus afluentes há possibilidades de ligações da bacia do Paraná com as bacias do rio Tocantins e do rio São Francisco.

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Referências

  1. Emborcação, acesso em 09 de maio de 2014.