Patos de Minas

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Município de Patos de Minas
"Capital do Milho"
Lagoa Grande Patos de Minas.jpg

Bandeira de Patos de Minas
Brasão de Patos de Minas
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 1868
Emancipação 24 de maio de 1892
Gentílico patense[1]
Prefeito(a) Pedro Lucas Rodrigues (PSD)
(2013–2016)
Localização
Localização de Patos de Minas
Localização de Patos de Minas em Minas Gerais
Patos de Minas está localizado em: Brasil
Patos de Minas
Localização de Patos de Minas no Brasil
18° 34' 44" S 46° 31' 04" O18° 34' 44" S 46° 31' 04" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba IBGE/2008[2]
Microrregião Patos de Minas IBGE/2008[2]
Municípios limítrofes Carmo do Paranaíba, Coromandel, Cruzeiro da Fortaleza, Guimarânia, Lagamar, Lagoa Formosa, Presidente Olegário, Serra do Salitre, Tiros e Varjão de Minas
Distância até a capital 415 km
Características geográficas
Área 3 189,771 km² [3] </ref>
População 146 416 hab. Estimativa IBGE/2013[4]
Densidade 45,9 hab./km²
Altitude 815 m
Clima tropical de altitude Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,765 alto PNUD/2010[5]
Gini 0.50 PNUD/2010[5]
PIB R$ 1 999 571 mil IBGE/2010[6]
PIB per capita R$ 14 402,40 IBGE/2010[6]
Página oficial

Patos de Minas é um município brasileiro do estado de Minas Gerais.

História[editar | editar código-fonte]

Pré-história[editar | editar código-fonte]

Segundo estudos arqueológicos realizados na região central do Brasil, os primeiros seres humanos a ocuparem a região onde hoje é o município de Patos de Minas, foram os índios da tradição Aratu/Sapucaí, que ocuparam grande parte de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.[7] [8]

Numerosos e organizados em grandes vilas, os Aratu/Sapucaí acumularam bastante recursos, por esta razão, suas terras eram ambicionadas por outros grupos. Contudo, sua grande habilidade militar impediu a penetração de outros grupos. Suas aldeias tinha a capacidade de se fixar por bastante tempo e, quando necessário, mudar de lugar.[9]

Uma urna funerária desse povo, fabricada de cerâmica foi encontrada em 1999 na Fazenda de Contendas, distrito de Santana de Patos. Datada de 3 mil anos antes do presente, (ou seja, cerca de 1000 a.C.), ela é o registro mais antigo da presença humana na região, estando exposta no Museu da Cidade de Patos de Minas.[7]

Século XVIII[editar | editar código-fonte]

Retrato de D. Maria I, soberana portuguesa que doou as primeiras terras de Patos de Minas

Duas histórias dão conta do início da povoação pelo homem branco na localidade hoje chamada Patos de Minas. Em uma delas, a povoação teria acontecido por conta de uma grande lagoa, existente até hoje na cidade, localizada a 3 km do Rio Paranaíba. Esta lagoa, fartamente povoada por patos serviria de abrigo a tropeiros que desbravavam o interior do país no século XVIII. Com o passar do tempo, alguns começaram a construir ranchos, e, posteriormente, pequenas casas, iniciando a ocupação definitiva do espaço.[10]

A outra versão é de que negros fugidos das regiões de mineração de Paracatu e Goiás teriam estabelecidos quilombos na região, e que, frequentemente, entravam em confronto com capitães do mato que tentavam os capturarem.[10]

Por ser constante abrigo de escravos fugidos, D. Maria I, a então soberana de Portugal (o Brasil era uma colônia portuguesa, doou parte das terras, então devolutas, a Manoel Afonso Pereira, em sesmaria datada de 29 de maio de 1770.[10]

Manoel Afonso Pereira, homem viandante do caminho do Rio de Janeiro, uma, faixa de terra nos sertões das margens do rio chamado Paranaíba, terra de campos e matas devolutas servindo as mesmas de asilo aos negros fugidos dos moradores de Paracatu e Goiás
 
trecho da sesmaria de D. Maria I doando terras de onde hoje é Patos de Minas[10] ,

O documento seguinte que trata da história do município é a célebre carta da então Câmara de Tamanduá (hoje município de Itapecerica) que versa sobre as divisas entre os estados de Minas Gerais e Goiás. Destinada a D. Maria I a carta conta que nas localidades de Aragão, Onça e Babilônia, povoadas por Manoel Afonso Pereira de Araújo, depois de matarem dois escravos, roubaram-lhe mais de 6 mil cruzados, além de ouro em pó.[10]

Escrita 26 anos depois da sesmaria, acredita-se que a carta faça referência a mesma pessoa, já que as comunidades de Onça e Aragão ainda existem no município, e Babilônia deu origem a cidade vizinha de Lagoa Formosa. Não se tem notícia, contudo, do que teria acontecido com Manoel Afonso Pereira, já que não há qualquer menção a ele em documento posterior. Acredita-se que ele teria morrido sem deixar herdeiros, ou deixado a região.[10]

Século XIX[editar | editar código-fonte]

Santo Antônio, entidade para qual foi construída a igreja e vila que deram origem a cidade e, por esta razão, padroeiro do município

No século XIX a região abrigava uma fazenda denominada Os Patos, de propriedade do casal Antônio da Silva Guerra e Luíza Corrêa de Andrade. Uma escritura particular datada de 19 de julho de 1826 transfere parte da fazenda para a construção de uma igreja dedicada a Santo Antônio e uma vila ao seu redor.[10]

...uma gleba de terras de cultura e campos na fazenda denominada "Os Patos" ao glorioso Santo Antônio, a fim de se lhe edificar um templo e também para cômodos dos povos...
 
trecho da escritura que permite a criação da igreja e vila que originaram a cidade[10] ,

O padre José de Brito Freire e Vasconcelos mudou-se para o lugar se tornando o primeiro vigário local, entre 1831 a 1839, ano em que foi construída a primeira capela, dedicada a Santo Antônio. Atualmente demolida, localizava-se onde se encontra hoje o Memorial do Centenário de Patos de Minas, na Praça Dom Eduardo, sediou a primeira paróquia, criada através da Lei Provincial nº 472 de 31 de maio de 1850, mesmo dispositivo que região se tornou um distrito do município de Patrocínio. [10] [11]

No final do século XIX a vila se tornou independente do município de Patrocínio através da Lei Provincial nº 1291, de 30 de outubro de 1866, denominando-se Santo Antônio dos Patos. A instalação aconteceu em 29 de fevereiro de 1868. A Lei Estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, confirmou a elevação, que incluía terras do que anteriormente eram os municípios de Patrocínio, Paracatu e São Francisco das Chagas de Campo Grande (atual Rio Paranaíba).[10] [12]

De acordo com a Lei Estadual nº 23, de 24 de maio de 1892, o distrito foi elevado a condição de município, independente de Patrocínio.[10]

Século XX[editar | editar código-fonte]

O primeiro ciclo de desenvolvimento do município aconteceu na década de 1930 do século XX, quando um morador da cidade Olegário Maciel se tornou presidente do estado de Minas Gerais, então denominação dos governadores de estado. Neste período foi construída a Escola Normal Oficial de Patos de Minas (hoje, Escola Estadual "Professor Antônio Dias Maciel"), o Hospital Regional "Antônio Dias Maciel", o Fórum "Olympio Borges" e o grupo escolar (hoje Escola Estadual) "Marcolino de Barros", estruturas que ampliaram a influência da cidade na região.[8]

Cultura do milho foi um dos principais propulsores da economia da cidade à partir dos anos 1950

Nos anos 1950 o forte desenvolvimento da agricultura, aconteceu o segundo ciclo de desenvolvimento da região, com forte crescimento populacional, fruto do surto migratório para o município. No contexto da Revolução Verde o agrônomo Antônio Secundino de São José instalou na cidade a base para o uso das primeiras sementes de milho híbrido do país, que possibilitaram, pela primeira vez, o desenvolvimento da produção de larga escala.[8] [13]

A cultura do milho tornou a cidade nacionalmente conhecida, e levou a criação da Festa Nacional do Milho, até hoje principal atividade cultural da região, com a presença de cerca de 400 mil pessoas todos os anos. Segundo de decreto presidencial de 17 de maio de 1965 Patos de Minas foi declarada Capital Nacional do Milho.[8] [13] [14]

Os anos 1960 marcaram a estagnação econômica do município, em grande medida, pela fundação da nova capital do país, Brasília, para onde grande parte da população patense se mudou, e onde ainda hoje existe uma grande colônia de pessoas originárias de Patos de Minas. Apesar disso, algumas importantes melhorias no município foram feitas nesta época como a criação da Cemig, fundação da Escola Estadual "Professor Zama Maciel" , e do primeiro curso superior da cidade, na FEPAM - Fundação Educacional de Patos de Minas.[8]

Nos anos 1970 foi descoberta na comunidade de Serrinha a maior jazida de fosfato sedimentar das Américas, o que deu novo impulso a economia local. Na ocasião a cidade recebeu, pela primeira vez, um presidente da república, o General Ernesto Geisel, em 1974.[8]

No mesmo período a cidade recebeu a Colônia Gaúcha, grupo de agricultores provenientes do Rio Grande do Sul que promoveram a colonização agrícola das terras do cerrado.[8]

Nos anos 1990 foi iniciada a industrialização do município, com a criação da Cica, maior processadora de tomates da América Latina. A empresa chegou a responder sozinha por 30% do ICMS arrecadado na cidade, permanecendo em Patos de Minas por cerca de dez anos, quando mudou-se para o estado de Goiás. Também instalou-se na mesma época em Patos uma fábrica da Coca-Cola, hoje também desativada.[8] [15] [16]

Século XXI[editar | editar código-fonte]

O século XXI vem sendo marcado pela retomada do processo de industrialização de Patos de Minas. Em 1999 se instalou na cidade uma fábrica da Cemil, produtora de derivados de leite, em 2003, foi fundado na cidade o Suinco, segundo maior frigorífico suíno de Minas Gerais, e em 2013 a Predilecta assumiu a antiga fábrica desativada da Cica, produzindo tomate, milho, batata e ervilha em conserva.[17] [18] [19] [20]

Em 2010 começaram os trabalhos de exploração de gás natural no município, o que dará novo fôlego a mineração local. A expectativa é que a partir de 2016 a cidade esteja produzindo gás comercialmente.[21] [22]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome Patos é uma referência a grande quantidade destas aves que habitam as várias lagoas da região. A primeira fazenda instalada no local, Os Patos, em meados do século XIX, já fazia esta referência.[8]

Em 1850 foi criada quando a vila, até então pertencente ao município de Patrocínio, se tornou independente, a referência continuou, sendo batizada de Santo Antônio dos Patos, nome que manteve em 1892, quando foi elevada a condição de município, e que posteriormente simplificado para apenas Patos.[8]

Em 1943, o governo do Estado de Minas Gerais mudou o nome da cidade para Guaratinga, provocando insatisfação na população . Atendendo aos apelos populares em 03 de junho de 1945, o município é finalmente batizado de Patos de Minas, para distingui-lo de Patos, no estado da Paraíba, mais antigo.[8]

Hierarquia urbana[editar | editar código-fonte]

Divisão regional[editar | editar código-fonte]

Segundo os critérios do IBGE, Patos de Minas faz parte da Mesorregião do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, uma das 12 instituídas pelo órgão em Minas Gerais. A mesorregião é composta por 66 municípios onde vivem cerca de 2,2 milhões de pessoas. Patos de Minas é a terceira mais populosa cidade da mesorregião, atrás de Uberlândia e Uberaba.[23]

Ainda de acordo com a classificação do IBGE, o município faz parte da Microrregião de Patos de Minas, que reúne 10 municípios que somados possuem cerca de 253 mil habitantes, sendo o mais populoso dos municípios do grupo.[23]

O governo de Minas Gerais adota uma classificação regional diferente, no qual o estado é dividido em dez Regiões de Planejamento. Patos de Minas é o mais populoso município da Região V, Alto Paranaíba.[24]

Divisão política[editar | editar código-fonte]

Atual[editar | editar código-fonte]

Mapa de Patos de Minas, em vermelho as sedes dos distritos

O município de Patos de Minas é atualmente dividido em oito distritos: Patos de Minas (Distrito-Sede), Santana de Patos, Chumbo, Bom Sucesso, Major Porto, Pindaibas, Pilar e Alagoas.[25]

O distrito-sede foi elevado a distrito em 1850, batizado então de Santo Antônio dos Patos, subordinado a Patrocínio. Em 1866 recebeu o status de vila independente e, em 1892 sede do município.[25]

Santana de Patos foi tornada um distrito da vila de Santo Antônio dos Patos em 1872, denominado Santana do Paranaíba, nomenclatura que persistiu até até 1920, quando passou a se chamar apenas Santana, nome que teve até a denominação atual, assumida em 1933.[25]

O distrito de Chumbo foi criado em 1876, também vinculado a vila de Santo Antônio dos Patos, sendo denominado até 1923 como Dores do Areado. Em 1966 o município de Patos de Minas foi dividido em mais dois distritos, Major Porto e Bom Sucesso, o último sendo chamado até 1988 de Bom Sucesso de Patos. Pindaibas foi elevado a distrito em 1976 e Pilar em 1992. Pilar já havia sido um distrito entre 1923 e 1936, sendo denominado Minas Vermelhas.[25]

Alagoas é a mais recente localidade a ganhar a caracterização de distrito, através de uma lei municipal promulgada em 2012.[26]

Desmembramentos[editar | editar código-fonte]

Em 1938 os distritos patenses de Santa Rita de Patos e Ponte Firme são desmembrados para a criação de Presidente Olegário, município do qual em 1962 desmembrou-se Lagamar e em 1992 Lagoa Grande.[25]

Na reestruturação política de 1938, o distrito de Quintinos também foi desanexado de Patos de Minas e anexado ao município de Carmo do Paranaíba, sob dependência do qual permanece até hoje.[25]

Em 1962 o distrito de Guimarães foi desmembrado para a criação do município de Guimarânia e Lagoa Formosa também deixou a dependência política de Patos de Minas para formar a cidade homônima.[25]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Mapa hidrográfico de Patos de Minas: em verde os rios da Bacia do Paraná, em azul os da Bacia do São Francisco

O município de Patos de Minas faz parte de duas bacias hidrograficas. A porção centro oeste, que inclui os distritos Sede, Pilar e Santana de Patos, pertence à Bacia do Paranaíba, parte integrante da Bacia do Paraná.[27] [28]

Desta bacia fazem parte o Ribeirão de Santo Antônio das Minas Vermelhas, na região norte do município, e o Rio Paranaíba, principal formador do Rio Paraná.[28]

O Paranaíba nasce na serra da Mata da Corda, município de Rio Paranaíba. Tem aproximadamente 1.070 km de curso até a junção ao Rio Grande, onde ambos passam a formar o Rio Paraná, no ponto que marca o encontro entre os estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.[27]

A Bacia do Paranaíba tem grande importância para a indústria extrativista, já que serve para o beneficiamento de bens minerais, em especial nos municípios de Patos de Minas, Araxá e Uberlândia.[29]

Já a porção leste do município, onde estão localizados os distritos de Pindaibas, Chumbo, Major Porto e Bom Sucesso, faz parte da Bacia do São Francisco. Nesta região estão localizados o Rio da Prata, o Córrego das Posses, o Rio Abaeté e o Ribeirão do Areado e o Córrego Lajeado.[28]

A Bacia do São Francisco é a terceira maior bacia hidrográfica do Brasil e abrange uma área de 2,3 bilhões de km² apenas em Minas Gerais. A cabeceira do Velho Chico, nome popular do rio, fica na Serra da Canastra, no Alto Paranaíba, e a foz, no oceano Oceano Atlântico, entre os estados de Sergipe e Alagoas.[27]

Relevo[editar | editar código-fonte]

A topografia do terreno está dividida em 5% de área plana, 90% ondulada e 5% de área montanhosa. O município possui sua altitude máxima de 1.193 metros na divisa com Cruzeiro da Fortaleza e mínima de 765 metros na foz do Córrego Sussuarana. A altitude no ponto central da cidade é de 833,84 metros.[30]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima da cidade é o Tropical de Altitude, com temperatura média anual é de 21,1ºC. Média máxima anual de 27,8ºC e média mínima anual é de 16,3ºC.[30]

O índice médio pluviométrico está em 1.474,4 mm.[30]

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Patos de minas faz parte do bioma Cerrado, assim como 50% do estado de Minas Gerais, caracterizado pelas estações seca e chuvosa são bem definidas e com vegetação composta de gramíneas, arbustos e árvores.[31]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Pirâmides Etárias de Patos de Minas em 1991, 2000 e 2010

A população do município segundo o censo de 2010 era de 138 710 habitantes. Entre 2000 e 2010, o crescimento vegetativo foi de 1,14%. Na década anterior, de 1991 a 2000, a taxa média de crescimento anual foi de 2,08%, valores acima das médias estaduais e federais. No Estado, estas taxas foram de 1,01% tanto 2000 e 2010 quanto entre 1991 e 2000. No país, foram de 1,01% entre 2000 e 2010 e 1,02% entre 1991 e 2000.

Ainda segundo o Censo de 2010, 48,97% eram homens, e 51.03% eram mulheres. A diferença entre a população masculina e feminina se ampliou na última década, já que em 2000 a população masculina era de 49,41% e a feminina 50,59%. O valor é bastante semelhante ao levantamento anterior, realizado em 1991 (49,35% de homens e 50,65% de mulheres).[32]

A taxa de envelhecimento da população vem aumentando, passando de 4,46% em 1991, para 5,61% em 2000 e 7,98% em 2010. A população patense é composta de 20,66% de pessoas com menos de 15 anos, 71,36% entre 15 e 64 anos e 7,98 com mais de 65 anos.[32]

Patos de Minas já alcançou um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio em que o país deve reduzir a mortalidade infantil para menos de 17,9 por mil até 2015. Em 2010 a mortalidade infantil no município era de 14,5 por mil, enquanto Minas Gerais registrava 15,1 e o Brasil 16,7.[32]

Mortalidade de Crianças em Patos de Minas (por mil nascidos vivos)[32]
Ano Até 1 ano Até 5 anos
1991
29,5
38,9
2000
18,0
19,5
2010
14,5
16,7

A taxa de fecundidade da cidade está abaixo da taxa de reposição, com 1,6 filhos por mulher, enquanto a esperança de vida ao nascer aumentou 8,3 anos nas últimas duas décadas, passando de 68 anos em 1991, para 73,9 em 2000 e 76,3 em 2010, número mais alto do que o do estado e o Brasil em 2010 registravam 15,3 anos e 73,9 anos.[32]

Urbanização[editar | editar código-fonte]

Evolução da ocupação da cidade de Patos de Minas

Patos de Minas é um município essencialmente urbano. Segundo o Censo de 2010 do IBGE dos 138 710 habitantes da cidade, 127.724 (92,08%) vivem na cidade, enquanto 10.986 (7,92%) são moradores do campo. Com uma área de 3.189,771 km², a densidade demográfica do município é de 43,49 hab/km². A taxa de urbanização apresentou nas últimas duas décadas um crescimento de 8,45%, passando de 84,90% em 1991, para 89,87 em 2000 até os 92,08% de 2010.[12] [33] [32]

Cerca de 99% das ruas da cidade são asfaltadas e possuem iluminação pública e 96,53% dos habitantes recebem água tratada. O sistema de abastecimento de água da Copasa em Patos foi premiado por duas vezes (1999 e 2002) pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), recebendo o Prêmio Nacional de Qualidade em Saneamento.[34]

O sistema de coleta de esgotamento sanitário atinge cerca de 98% da população e, atualmente encontra-se em construção uma estação de tratamento de esgoto para que os resíduos não sejam despejados no Rio Paranaíba.[34] [35]

A energia elétrica chega a 99,86% dos domicílios (incluindo os da zona rural) e na cidade a coleta de lixo alcança 99,65% das residências. Cerca de 0,25% dos habitantes vivem em locais sem água e esgotamento sanitário adequados.[32]

Indicadores sociais[editar | editar código-fonte]

IDH[editar | editar código-fonte]

Segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano 2010 elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento o Índice de Desenvolvimento Humano de Patos de Minas é 0,765, sendo portanto classificado na faixa "alto". A cidade possui o 289º melhor índice dentre os 5.565 municípios do Brasil e o 20º dentre os 853 municípios de Minas Gerais, estando portanto entre os 5,18% melhores do país, e os 2,23% melhores do estado.[32]

Evolução do IDH de Patos de Minas[32]
Ano IDH-M Faixa Ranking Nacional Ranking Estadual
1991
0,525
baixo
453º
31º
2000
0,675
médio
302º
19º
2010
0,765
alto
289º
20º

Entre 1991 e 2000 O IDHM passou de 0,525 em 1991 para 0,675 em 2000, uma taxa de crescimento de 28,57%. O hiato de desenvolvimento humano, ou seja, a distância entre o IDHM do município e o limite máximo do índice, que é 1, foi reduzido em 31,58%. Na década seguinte, entre 2000 e 2010, o IDHM passou de 0,675 em 2000 para 0,765 em 2010, uma taxa de crescimento de 13,33%. O hiato de desenvolvimento humano foi reduzido em 27,69%.[32]

Considerando-se os intervalo de 20 anos em que é calculado o IDH (1991 - 2010) o município teve um incremento no seu IDH de 45,71%, abaixo da média de crescimento nacional (47,46%) e abaixo da média de crescimento estadual (52,93%). O hiato de desenvolvimento humano foi reduzido em 50,53% no período.[32]

Dentre os três componentes que fazem parte do IDH, longevidade é o mais alto, 0,855, classificado na faixa "muito alto". Renda é o segundo, calculado em 0,749, portanto na faixa "alto", seguido por Educação, 0,698, na faixa "médio".[32]

Componentes do IDH de Patos de Minas[32]
Componente IDH-M 2010 Faixa IDH-M 2000 Faixa IDH-M 1991 Faixa
Renda
0,749
alto
0,694
médio
0,641
médio
Longevidade
0,855
muito alto
0,816
muito alto
0,717
alto
Educação
0,698
médio
0,542
baixo
0,315
muito baixo

Entre 1991 e 2000, a dimensão que mais cresceu em termos absolutos foi Educação, com crescimento de 0,227, seguida por Longevidade e por Renda. Entre 2000 e 2010, a dimensão que mais cresceu em termos absolutos também foi Educação, com acréscimo de 0,156, seguida por Renda e por Longevidade. Contudo, como educação era o mais baixo índice em 1991, o componente continua como o mais fraco.[32]

Gini[editar | editar código-fonte]

O Índice de Gini, que mede a desigualdade, registrado em Patos de Minas em 2010 era de 0,50. A pobreza extrema no município era de 0,87%, e a população pobre somava 4,55%. No mesmo ano, a renda per capita do patense era de R$843,57.[32]

Desigualdade Social em Patos de Minas[32]
Ano Gini Renda Per Capita Pobreza Extrema Pobreza
1991
0,58
R$430,92
7,54%
29,56%
2000
0,54
R$602,52
2,09%
11,50%
2010
0,50
R$843,57
0,87%
4,55%

Educação[editar | editar código-fonte]

O analfabetismo em Patos de Minas é de 6,66% da população, enquanto 15,49% da população completou até o Ensino Fundamental, 24,41% tem até o Ensino Médio completo, e 12,17% possuem ensino superior completo. Os 41,27% estão incluídos em outros grupos, como os que sabem ler e escrever mas não frequentaram o ensino regular ou os que não concluíram o Ensino Fundamental. O analfabetismo da população caiu 6,6% desde 1991.[32]

Escolaridade da população de Patos de Minas com 25 anos ou mais[32]
Escolaridade 1991 2000 2010
Analfabetos
15,44%
9,16%
6,66%
Fundamental Completo
9,32%
12,00%
15,49%
Médio Completo
12,34%
16,85%
24,41%
Superior Completo
4,79%
6,02%
12,17%
Outros
58,11%
55,94%
41,27%

Em 2010, Patos de Minas tinha 9,86 anos esperados de estudo, valor menor do que o de 2000 (10,46 anos). Em 1991 eram 9,47% anos esperados de estudo. Cerca de 92,24% das crianças de 5 a 6 anos frequentavam a escola a escola, 89,14% das crianças entre 11 e 13 anos, 70,67% dos adolescentes entre 15 e 17 anos e 55,20% dos jovens de 18 a 20 anos. Ao todo 1,41% das crianças de 6 a 14 anos não frequentavam a escola, percentual que, entre os jovens de 15 a 17 anos atingia 15,14%.

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica do município nas séries fundamentais do Ensino Fundamental é de 6,8 e nas séries finais é de 5,2. Os valores superam as metas para 2015 e 2017, respectivamente.[36]

IDEB para 1ª a 5ª séries[36]
Ano Meta Nota
2005 - 5.3
2007 5.3 5.2
2009 5.6 6.6
2011 6.0 6.8
2013 6.2 -
IDEB para 6ª a 9ª séries[36]
Ano Meta Nota
2005 - 3,9
2007 4,0 4,3
2009 4,1 4,7
2011 4,4 5,2
2013 4,8 -

Segundo a última edição do IDEB, medido pelo Ministério da Educação a cidade tem a terceira melhor educação pública do país nas séries iniciais do ensino fundamental, entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, atrás de Sobral, no Ceará e Foz do Iguaçu, no Paraná.[37]

# Município Nota
1 Ceará Sobral 7.3
2 Paraná Foz do Iguaçu 7.0
3 Minas Gerais Patos de Minas 6.8
4 São Paulo Sertãozinho 6,4
4 Paraná Toledo 6,4

Básica[editar | editar código-fonte]

A cidade é sede da 28ª Superintendência Regional de Ensino que abrange 14 municípios da região. Segundo o Censo 2010 do IBGE, Patos de Minas tem 28.121 alunos matriculados nos três níveis da Educação Básica. A cidade conta com 132 estabelecimentos de ensino, entre públicos e privados, nos três níveis da Educação Básica.[38]

Nível Alunos Percentual de Alunos Estabelecimentos Percentual de Estabelecimentos
Educação Infantil 2.509 8.9% 58 43.9%
Ensino Fundamental 19.209 68.1% 52 39.4%
Ensino Médio 6.503 23% 22 16.7%

Profissional[editar | editar código-fonte]

A educação profissional de Patos de Minas oferece cursos de nível básico e nível técnico através de diversos centros de ensino, especialmente o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC).

O município dispõe de um campus do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM).

Superior[editar | editar código-fonte]

O ensino superior de Patos de Minas vem vivenciando um florescimento, nos últimos anos. Quatro instituições de ensino superior estão presentes na cidade:

  • Centro Universitário de Patos de Minas - (UNIPAM), o mais antigo, pertencente à FEPAM - Fundação Educacional de Patos de Minas, é a instituição de ensino mais antiga da cidade, em funcionamento desde 1970.[41]
    • Cursos: 27 (Administração, Agronegócio, Agronomia, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Direito, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia Química, Farmácia, Fisioterapia, Gestão Comercial, História, Jornalismo, Letras, Medicina, Medicina Veterinária, Nutrição, Pedagogia, Psicologia, Publicidade e Propaganda, Sistemas de Informação e Zootecnia)
    • IGC - Índice Geral de Cursos: 3 [42]
  • Faculdade Patos de Minas - (FPM), privada, foi instalada na cidade em 2004. [43]
    • Cursos: 15 (Administração, Biomedicina, Biologia, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Matemática, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Química, Engenharia Elétrica, Engenharia de Produção e Engenharia Civil)
    • IGC - Índice Geral de Cursos: 3 [44]

Economia[editar | editar código-fonte]

O Produto Interno Bruto (PIB) de Patos de Minas está entre os 25 maiores de Minas Gerais, crescendo entre 2001 e 2010, em média 10,9%.[46]

Ano Valor (em R$) Variação
1999 624.057.000 -
2000 679.099.000 Aumento8,1%
2001 742.231.000 Aumento8,5
2002 815.124.000 Aumento8,9%
2003 963.627.000 Aumento15,4%
2004 1.141.751.000 Aumento15,6%
2005 1.235.112.000 Aumento7,5%
2006 1.290.124.000 Aumento7,5%
2007 1.416.356.000 Aumento8,9%
2008 1.623.568.000 Aumento12,7%
2009 1.749.406.000 Aumento7,1%
2010 1.999.571.000 Aumento12,5%

Agropecuária[editar | editar código-fonte]

A agricultura é diversificada com produção de grãos e hortifrutigranjeiros. Os produtos que se destacam são o milho, arroz, soja, feijão, café, maracujá, tomate e horticultura. O município e região possuem sistemas de irrigação de lavouras. A bovinocultura possui importância econômica e social para o município.

O município de Patos de Minas é o segundo maior produtor de leite do país. [47]

Atividades do setor primário, correspondem a 13% do PIB de Patos de Minas.[48]

Indústria[editar | editar código-fonte]

A atividade industrial da cidade está diretamente ligada à agroindústria, destacando a indústria de leite e derivados [49] [50] , sementes e adubos defensivos agrícolas [51] [52] , carne suína e derivados[53] e alimentos enlatados [54]

Atividades do setor secundário, correspondem a 20% do PIB de Patos de Minas.[55]

Turismo[editar | editar código-fonte]

O principal atrativo turístico da cidade é a Festa Nacional do Milho, conjunto de festejos que acontecem na última semana de maio e primeira semana de junho e que atraem anualmente para a cidade 300 mil turistas, para atividades como shows, bailes, desfiles, festivais gastronômicos, feiras de gado e de máquinas agrícolas. [56]

A cidade também faz parte do Circuito Turístico Tropeiros de Minas, ligada ao turismo rural, hotéis fazenda e gastronomia típica do interior mineiro. [57]

Mineração[editar | editar código-fonte]

A cidade, viveu nos anos 1970 e 1980 forte expansão graças a descoberta da maior jazida de fosfato sedimentar das Américas. Após o fim da exploração do mineral, a atividade foi extinta, nos anos 1990.

Em 2012 começaram as obras para a extração de gás natural da cidade. A expectativa é que o mineral esteja sendo explorado de maneira comercial em 2014.

Esportes[editar | editar código-fonte]

O futebol é o principal esporte da cidade, com o basquete vindo em segundo lugar. A União Recreativa dos Trabalhadores e Esporte Clube Mamoré são as duas equipes de futebol profissional da cidade, figurando entre os grandes da elite mineira. No futebol amador se destacam o Paranaíba; o Clube Atlético Olaria, do Bairro Rosário e o Vila Esporte Clube, do Bairro Vila Garcia. As escolinhas de futebol mais importantes da cidade são essas, juntamente com a do PTC e do Caiçaras Country Club, principais clubes recreativos da cidade.

O desporto em todas as suas esferas é coordenado pela Liga Patense de Desportos (LPD). Também merecem destaque a importância que vem ganhando alguns esportes como o mountain bike e o motocross. As escolas também realizam um trabalho com os estudantes e todos os anos são realizados os JOJU - Jogos da Juventude. Em 2006 a cidade sediou as finais do JIMI - Jogos do Interior de Minas e os JUEMG - Jogos Universitários do Estado de Minas Gerais, que foram realizados no UNIPAM.

Comunicação[editar | editar código-fonte]

A cidade conta com uma emissora de TV, a NTV; cinco rádios FM, a Clube FM, a FM Liberdade, a Nossa FM, a Jovem Pan e a Educadora FM; duas rádios AM, a Clube AM e a Radiopatos; um semanário, a Folha Patense; e nove portais de notícias, o Patos Hoje, o Patos Notícias, o Clube da Notícia, o Patos Urgente, o Patos 1, o Patos Agora, o Patos em Destaque, o AG Esporte e o TV LUX.

Transportes[editar | editar código-fonte]

Quatro rodovias federais (BR's) e uma estadual (MG) cortam o município de Patos de Minas.

Estradas[editar | editar código-fonte]

Rodovia Início Término Acesso à Patos de Minas
BR-365
Montes Claros
Uberlândia
Liga a cidade ao Norte de Minas Gerais e ao Nordeste do Brasil, e ao Triângulo Mineiro, em especial Uberlândia
BR-146
Patos de Minas
São Paulo
Nasce próximo à comunidade de Santana de Patos e segue pelo Sul de Minas até o Estado de São Paulo. O trecho entre Patos de Minas e Araxá foi asfaltado nos últimos anos
BR-352
Goiânia
Pará de Minas
O trecho entre a divisa GO/MG ainda não foi construído. A rodovia renasce em Patos de Minas, e segue em leito coincidente com a BR-354 até a região de Carmo do Paranaíba, onde muda de direção, passando pelos municípios de Tiros e Abaeté até chegar próximo à Região Metropolitana de Belo Horizonte. O trecho entre Arapuá e Abaeté, cortando a cidade de Tiros não é asfaltado.
BR-354
Cristalina
Rio de Janeiro
Seu leito entre Cristalina e Vazante é não pavimentado. De Vazante a Patos de Minas segue o leito coincidente com a MG-354, passando por Presidente Olegário. De Patos segue em leito coincidente com a BR-352 até Carmo do Paranaíba. De lá, segue sozinha até Luz, dando acesso a Belo Horizonte.
MG-354
Vazante
Patos de Minas
Nasce em Vazante e segue até Patos de Minas em leito coincidente com a BR-354. É muito usada para o acesso a Presidente Olegário e como parte do caminho para Brasília.

Rodoviário[editar | editar código-fonte]

Detalhe de um dos murais que enfeita a rodoviária de Patos de Minas

A cidade conta ainda com um terminal rodoviário no qual operam linhas para diversas cidades do país:

  • Gontijo: Belo Horizonte, Uberaba, Araxá, São Gotardo, Varjão de Minas, São Gonçalo do Abaeté, Três Marias, Pirapora, Goiânia, São José do Rio Preto, Bom Jesus da Lapa, Vitória da Conquista, Feira de Santana, Aracaju, Maceió e Recife.
  • São Cristóvão: Uberlândia, Araguari, Monte Carmelo, Paracatu, Unaí, João Pinheiro, Brasilândia, Guimarânia, Cruzeiro da Fortaleza e Brasília.
  • Expresso de Luxo: Lagoa Formosa e Carmo do Paranaíba.
  • Santa Rita: Presidente Olegário e Lagoa Grande.
  • União: Palmas, Caldas Novas, Uberlândia, Uberaba, Guimarânia, Patrocínio, Pirapora, Montes Claros e Rio de Janeiro.
  • Leãozinho: Coromandel, Lagamar, Vazante, Guarda-Mor e Paracatu.
  • Continental: Franca, Ribeirão Preto, Campinas e São Paulo.

Aéreo[editar | editar código-fonte]

O Aeroporto de Patos de Minas opera dois voos diários de ligação com Belo Horizonte com escala em Araxá. A companhia aérea a atuar na cidade é Azul através de sua subsidiária a Trip. [58]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Sua população estimada em 2010 era de 138 710 habitantes, sendo assim, o município de maior concentração populacional do alto Paranaíba.

Cor/Raça Percentagem
Branca 59.3%
Negra 4.1%
Parda 35.5%
Amarela 0.9%
Indígena 0.04%

Fonte: Censo 2010

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Bacia hidrográfica[editar | editar código-fonte]

Relevo e topografia[editar | editar código-fonte]

Relevo
  • Altitude máxima: Divisa com o município de Cruzeiro da Fortaleza – 1.193 mts
  • Altitude mínima: Foz do Córrego Sussuarana – 765 mts
  • Ponto central: 833,84 mts
Topografia
  • Plano: 5%
  • Ondulado: 90%
  • Montanhoso: 5%

Religião[editar | editar código-fonte]

Católica:61,03 Evangélica:35,86 Outras:3.11

Católica[editar | editar código-fonte]

Patos de Minas é sede da Diocese de Patos de Minas, que compreende 24 municípios do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas: Abadia dos Dourados, Arapuá, Carmo do Paranaíba, Coromandel, Cruzeiro da Fortaleza, Douradoquara, Guimarânia, Ibiá, Iraí de Minas, Lagamar, Lagoa Formosa, Lagoa Grande, Matutina, Monte Carmelo, Patos de Minas, Patrocínio, Perdizes, Presidente Olegário, Rio Paranaíba, São Gonçalo do Abaeté, São Gotardo, Serra do Salitre, Tiros e Varjão de Minas [59]

Indicadores Sociais[editar | editar código-fonte]

Patos de Minas figura entre os principais municípios de Minas Gerais em praticamente todos os indicadores sociais:

Posição Município IDH-M
1 Poços de Caldas 0,841
2 Belo Horizonte 0,839
3 São Lourenço 0,839
4 Uberaba 0,834
5 Divinópolis 0,831
6 Timóteo 0,831
7 Uberlândia 0,830
8 Alfenas 0,829
9 Juiz de Fora 0,828
10 Pouso Alegre 0,826
11 Varginha 0,824
12 Itaúna 0,823
13 Nova Lima 0,821
14 Lavras 0,819
15 Ituiutaba 0,818
16 São João del Rei 0,816
17 Araguari 0,815
18 Itajubá 0,815
19 Patos de Minas 0,765
20 Andradas 0,812
Posição Município População
1 Belo Horizonte 2 395 785
2 Uberlândia 660,500
3 Contagem 613 815
4 Betim 388 873
5 Montes Claros 370 216
5 Ribeirão das Neves 303 029
5 Uberaba 390,000
5 Governador Valadares 266 190
9 Ipatinga 243 541
10 Sete Lagoas 218 574
11 Divinópolis 217 404
12 Santa Luzia 205 666
13 Ibirité 162 867
14 Poços de Caldas 154 974
15 Pouso Alegre 140 223
16 Patos de Minas 138 710
17 Barbacena 128 120
18 Sabará 127 897
19 Ituiutaba 102 020
Posição Município PIB(est. 2009)
1 Belo Horizonte R$44 595 205 bilhões
2 Betim R$25 183 730 bilhões
3 Uberlândia R$16 165 950 bilhões
4 Contagem R$15 410 450 bilhões
5 Juiz de Fora R$7,4 bilhões
6 Uberaba R$6 489 509 bilhões
7 Ipatinga R$5 659 344 bilhões
8 Sete Lagoas R$4 105 512 bilhões
9 Montes Claros R$3 815 101 bilhões
10 Itabira R$3 415 340 bilhões
11 Varginha R$3 046 304 bilhões
12 Governador Valadares R$2 845 814 bilhões
13 Divinópolis R$2 819 794 bilhões
14 Poços de Caldas R$ 2 818 456 bilhões
15 Pouso Alegre R$2,5 bilhões
16 Ouro Preto R$2,4 bilhões
17 Nova Lima R$2,1 bilhões
18 Araxá R$2,94 bilhões
19 Araguari R$1,9 bilhão
22 Patos de Minas R$1,73 bilhão

Célebres patenses[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Patos de Minas-MG / Gentílico (IBGE). Página visitada em 18 de outubro de 2011.
  2. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  3. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  4. Patos de MInas. IBGE Cidades. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 1 de outubro de 2013.
  5. a b Patos de Minas. Atlas do Desenvolvimento Humano dos Municípios do Brasil 2013. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2013). Página visitada em 30 de julho de 2013.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 12 de dezembro de 2012.
  7. a b A Cidade. Museu da Cidade de Patos de Minas. Página visitada em 20 de novembro de 2013.
  8. a b c d e f g h i j k A Cidade - História. Prefeitura de Patos de Minas. Página visitada em 20 de novembro de 2013.
  9. Altair Sales Barbosa (10 de fevereiro de 2009). Tópicos para construção da ocupação pré-histórica do Cerrado. ComCiência. Página visitada em 20 de novembro de 2013.
  10. a b c d e f g h i j k Histórico de Patos de Minas (MG). Canal das Cidades. IBGE. Página visitada em 20 de novembro de 2013.
  11. A Igreja em Patos de Minas. Diocese de Patos de Minas. Página visitada em 21 de novembro de 2013.
  12. a b Conhecendo melhor a história de Patos de Minas. Câmara Municipal de Patos de Minas. Página visitada em 21 de novembro de 2013.
  13. a b Max Milliano Melo (11 de janeiro de 2011). Perfil: Antônio Secundino levou o Brasil a ser maior plantador de milho do mundo. Jornal da Ciência. Página visitada em 20 de novembro de 2013.
  14. Patos de Minas espera receber 400 mil pessoas na Fenamilho. Correio de Uberlândia. Página visitada em 20 de novembro de 2013.
  15. Lindomar Tavares. Diretores da Unilever descartam retorno da CICA para Patos de Minas. Patos Urgente. Página visitada em 21 de novembro de 2013.
  16. Maurício Rocha (6 de maio de 2011). Coca-cola anuncia nova fábrica e esquece estrutura abandonada em Patos de Minas. Patos Urgente. Página visitada em 21 de novembro de 2013.
  17. Governador Anastasia participa de inauguração de nova planta industrial da Cemil. Agência Minas (19 de dezembro de 2012). Página visitada em 21 de novembro de 2013.
  18. Histórico. Suinco. Página visitada em 21 de novembro de 2013.
  19. Maurício Rocha (16 de maio de 2012). Prestes a se tornar a 2ª maior de Minas, Suinco vai lançar produto na Fenamilho. Suinco. Página visitada em 21 de novembro de 2013.
  20. Luiz Gustavo (4 de março de 2013). Com compra de fábrica da Unilever, Predilecta quer reduzir importações. IstoÉ Dinheiro. Página visitada em 21 de novembro de 2013.
  21. Bruno Rosa (4 de novembro de 2013). Exploração de gás natural já muda rotina de cidades de Minas Gerais. O Globo. Página visitada em 1 de outubro de 2013.
  22. Bruno Rosa (4 de novembro de 2013). Autossuficiência em gás natural pode vir em em até cinco anos. O Globo. Página visitada em 1 de outubro de 2013.
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  30. a b c Aspectos Físicos. Família Bernardes Dias. Página visitada em 21 de novembro de 2013.
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  35. Maurício Rocha (6 de setembro de 2013). Estação de Tratamento de Esgoto já funciona, mas ainda está longe da conclusão. Patos Hoje. Página visitada em 21 de novembro de 2013.
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  56. São Thomé das Letras. Circuito Turístico Tropeiros de Minas. Página visitada em 1 de outubro de 2013.
  57. Agência Sebrae de Notícias. Sebrae ganha prêmio com Circuito Tropeiros de Minas. Página visitada em 1 de outubro de 2013.
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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