Carmo do Paranaíba

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Município Carmo do Paranaíba
"CP"
Bandeira  Carmo do Paranaíba
Brasão  Carmo do Paranaíba
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 4 de outubro de 1887
Gentílico carmelitano, carmense
Padroeiro(a) Nossa Senhora do Carmo
Prefeito(a) Marcos Aurélio Costa Lagares (Fonte: TRE-MG) (DEM)
(2013–2016)
Localização
Localização  Carmo do Paranaíba
Localização Carmo do Paranaíba em Minas Gerais
Carmo do Paranaíba está localizado em: Brasil
Carmo do Paranaíba
Localização Carmo do Paranaíba no Brasil
19° 00' 03" S 46° 18' 57" O19° 00' 03" S 46° 18' 57" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba IBGE/2008 [1]
Microrregião Patos de Minas IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Patos de Minas, Rio Paranaíba, Tiros, Lagoa Formosa, Serra do Salitre e Arapuá
Distância até a capital 362 km
Características geográficas
Área 1 307,119 km² [2]
População 29 752 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 22,76 hab./km²
Altitude 1.061 m
Clima tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,792 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 339 103,369 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 10 649,23 IBGE/2008[5]
Página oficial

Carmo do Paranaíba é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. De acordo com o censo realizado pelo IBGE em 2010, sua população é de 29.752 habitantes.[3]

História[editar | editar código-fonte]

Carmo do Paranaíba, antigo distrito criado em 1846 (denominação: Nossa Senhora do Carmo), recebeu status em 1876 de vila e em 4 de outubro de 1887 de cidade.[6]

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia do município está diretamente ligada às atividades agropecuárias, que constituem seu setor mais dinâmico. A agricultura é a principal fonte de renda do município, com a exploração do Cerrado para o plantio de café. O setor terciário ainda é pouco desenvolvido.

Desde a colonização da região até o início da década de 70 a economia do município foi caracterizada basicamente pela agricultura de subsistência, com um reduzido volume produção excedente sendo comercializado com outras regiões, além de uma pecuária extensiva em regime convencional de manejo, com pouca tecnologia e restrita basicamente a bovinos e suínos, além de eqüinos e muares que eram usados como meio de transporte e no trabalho das áreas rurais. A produção da atividade pecuária impulsionava um comércio um pouco mais relevante e, numa primeira fase, comercializava queijos artesanais e banha de porco que eram transportados por meios precários até os centros maiores. Mais recentemente, além dos queijos, cuja qualidade veio se aprimorando com novas tecnologias e com novas metodologias sanitárias, a região passou a comercializar também um significativo volume de leite in natura, além de ampliar e diversificar o rebanho de corte, incluindo principalmente o frango de granja.

Contudo, foi somente no início dos anos 70 que a economia da cidade obteve maior impulso desenvolvimentista devido, especialmente, a dois fatores: primeiro, a construção da BR-354 que pavimentou a interligação da cidade à capital e, no outro sentido, à região oeste do Estado, com saída para o Triângulo Mineiro e São Paulo. Essa importante via de tráfego permitiu o escoamento da produção e a chegada de bens de capital, motivando e viabilizando investimentos na região. O segundo fator foi o aporte tecnológico e empreendedor induzidos como consequência da instalação na região de duas grandes cooperativas agrícolas, a Cotia e a Sul-Brasil. Essas organizações, além do efeito demonstração que motivou tanto produtores locais quanto investidores de fora, evidenciando a qualidade produtiva do cerrado, também disseminaram novas técnicas de produção e de gestão de negócios. A partir do final dos anos 80 e, especialmente na década de 90, a economia local se consolidou com altos níveis de produtividade, tanto na agricultura quanto na pecuária de leite e de corte. A produção agrícola passou a adotar tecnologias de ponta em alta escala e grandes empresas de agronegócio foram constituídas em razão desse avanço, sobretudo no ramo cafeeiro, que fez da região um centro de excelência mundialmente conhecido, tanto pela produtividade quanto pela qualidade excepcional, qualificando a produção de algumas fazendas da região entre os melhores cafés do mundo.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Cor/Raça Percentagem
Branca 63.3%
Negra 6.0%
Parda 30.0%
Amarela 0.7%
Indígena 0%

Fonte: Censo 2010

Desporto[editar | editar código-fonte]

Os principais clubes esportivos do município são:

  • Paranaíba Esporte Clube - Fundado em 1917, é o maior e mais tradicional. Possui estádio próprio, chamado do Estádio Prefeito João Luís de Carvalho: ARENA P.E.C, e já foi profissional nos anos de 1962, 1963 e 1964. Tem doze títulos regionais no amador pela Liga Patense de Desportos, e um regional pela Federação Mineira de Futebol.
  • Bela Vista Esporte Clube - Tem o Estádio Aprígio da Costa Marinho, um título regional amador não oficializado pela Liga Patense de Desportos e foi Campeão Regional em 2009. Seu futuro é incerto, já que não está disputando o Torneio Regional AMAPAR neste ano de 2013.
  • Independentes Esporte Clube - Fundado em 2005, não possui estádio próprio. Foi vice-campeão regional em 2005 pela Liga Patense de Desportos e possui o único título da Copa Amapar entre os times da cidade, conquistado em 2008. Está desativado já há alguns anos.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Antiga Igreja Matriz de Nossa Senhora do Carmo

Principais eventos[editar | editar código-fonte]

A cidade vive valorizando eventos, em conjunto com a prefeitura, e festas típicas da região. [7]

  • Aniversário da Cidade: 4 de Outubro
  • Expocarmo: Outubro
  • Baile do Hawaii: Setembro ou Outubro (no P.T.T.C.)
  • Luau: Março ou Abril (no P.T.T.C.)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. a b Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. Carmo do Paranaíba - História cmcp.mg.gov.br.. Página visitada em 23 de junho de 2012.
  7. Carnaval temporão “CPiRô” promete ser um sucesso Carmo Acontece.. Página visitada em 30 de maio de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]