Correio Braziliense

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Correio Braziliense
Correio Braziliense S/A
Periodicidade Diário
Formato 6 col x 52cm
Sede SIG/Sul Quadra 2 Lote 340, Setor de Indústrias Gráficas, Brasília-DF
Circulação Distrito Federal
Preço R$ 2,00
Assinatura Sim
Slogan Você a frente de tudo

Fundação 21 de Maio de 1960 (49 anos)
Fundador
Proprietário Diários Associados
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Presidente Álvaro Texeira da Costa
Dire(c)tor
Editor

Se(c)ções

Website correiobraziliense.com.br

O Correio Braziliense é um jornal de Brasília, fundado no dia 21 de abril de 1960 por Assis Chateaubriand, juntamente com a inauguração da cidade e a da TV Brasília. O nome veio do histórico Correio Braziliense ou Armazém Literário, editado em Londres a partir de 1808 por Hipólito José da Costa.

Índice

[editar] O Correio de 1808

O Correio Braziliense ou Armazém Literário, mensário publicado por Hippólyto José da Costa Pereira Furtado de Mendonça em Londres, é considerado o primeiro jornal brasileiro e circulou de 1 de junho de 1808 a 1 de dezembro de 1822, contando 175 números, agrupados em 29 volumes, editados durante 14 anos e 7 meses, ininterruptamente, com marcante pontualidade.

Editado para o Mundo Lusíada, o jornal tinha (como até hoje) como divisa os seguintes versos de Luís de Camões publicados nos Lusíadas: Na quarta parte nova os campos ara / E, se mais mundo houvera, lá chegara (Canto VII, estrofe 14)

Através desse veículo, remetido clandestinamente para o Brasil, Hipólito da Costa defendia idéias liberais como a de uma monarquia constitucional e o fim da escravidão, dando ampla cobertura à Revolução Pernambucana de 1817 e aos acontecimentos de 1821 e de 1822 que conduziriam à Independência do Brasil.

O periódico era dividido em quatro segmentos:

  • Política - com a transcrição de documentos oficiais acerca dos negócios nacionais e estrangeiros; essa era, sem dúvida, a seção mais destacada do jornal.
  • Comércio e Artes - contendo as publicações referentes ao comércio nacional e internacional. Hipólito sempre teve interesse com assuntos de Economia Política.
  • Literatura e Ciências - com as informações de novas publicações na Inglaterra e Portugal, transcrições de obras científicas ou literárias, com respectivos comentários.
  • Ciências e Miscelânea - como o nome indica, assuntos diversos, novidades do Brasil e Portugal e temas polêmicos. Continha duas subseções:
    • Reflexões - com os comentários dos principais acontecimentos, brasileiros ou portugueses, que o jornal divulgava.
    • Correspondência - comunicações oriundas dos leitores (assinadas, anônimas ou com pseudônimos).

O desconforto causado à Coroa Portuguesa pela publicação do periódico levou a que a mesma patrocinasse, à época, também em Londres, a publicação d'O Investigador Portuguez em Inglaterra, visando diminuir a sua influência. Posteriormente, a partir de 1813, a Coroa viria a pagar mil libras esterlinas por ano (equivalentes a 500 assinaturas) a Hipólito da Costa, por meio de um amigo seu, Heliodoro Jacinto de Araújo Carneiro, o que teria abrandado o tom das críticas do jornalista a partir de então.

Após a independência, Hipólito da Costa encerrou a publicação do jornal, visto que já não fazia sentido editar um jornal no exterior com o país independente.

[editar] Informações gerais

  • Média do número de páginas por edição: 70 a 140
  • Maior número de páginas: 236 (Nº 51, agosto/1812)
  • Menor número de páginas: 48 (Nº 175, dezembro/1822)
  • Total de páginas do “Correio”: 21.525
  • Subtítulo do jornal: “Armazém Literário”
  • Não tinha colunas nas páginas. Os anúncios não existiam. Para manutenção do jornal, de periodicidade mensal, eram necessárias 300 assinaturas pontuais.
  • Possuía o formato de um livro.

[editar] Algumas campanhas preconizadas no Correio Braziliense

Entre as campanhas preconizadas pelo Correio de 1808, destacam-se:

  • Liberdade de imprensa
  • Garantia da propriedade
  • Introdução do júri
  • Responsabilidade dos ministros
  • Publicação dos orçamentos e das contas do Tesouro público
  • Segurança de ninguém ser preso sem culpa formada (visto que Hippólyto foi preso pela Inquisição)
  • Reconhecimento do direito de associação e de petição
  • Acesso de todos aos cargos públicos, eliminando-se os favoritismos
  • Abolição da Inquisição, do juízo da inconfidência, dos foros especiais e das penas infamantes
  • Mudança da Capital para o interior do País
  • Combate ao despotismo dos governantes e às instituições anacrônicas
  • Imigração européia a determinados cultivos (colonos de várias origens: alemães, italianos, holandeses, irlandeses, escoceses, húngaros, etc.)
  • Abolição da escravatura, de maneira gradual e controlada
  • Instalação de alto-fornos no Brasil (precursores da implantação da siderurgia no Brasil: Hipólito da Costa e José Bonifácio de Andrade e Silva)
  • Promoção do progresso do Brasil, erguendo-o da situação de colônia à Nação

[editar] Opositores do Correio Braziliense

Diversos periódicos foram lançados em Londres e em Lisboa, para combaterem as idéias e ideais do Correio Braziliense. Os seus principais opositores foram:

  1. "O Investigador Portuguez em Inglaterra", Londres (1811-1819), em 23 volumes
  2. "O Portuguez", Londres (1814-1821), em 12 volumes
  3. "O Campeão Portuguez" ou "O amigo do rei e do povo", Londres (1820-1821), em 4 volumes
  4. "O Espectador Português", Londres (1816-1817), em 2 volumes
  5. "O Padre Amaro", Londres (1820)
  6. "Folhetos portugueses contra o Correio"
  7. "Abelha do meio-dia", Lisboa (1809)
  8. "Reflexões sobre o Correio Braziliense", Lisboa (1809), em 8 fascículos
  9. "Argus", Londres, em 4 edições
  10. "Microscópio de Verdades", Londres, em 7 edições

[editar] O Correio de 1960

Em 1960, aceitando um desafio do presidente Juscelino Kubitschek, os Diários Associados, então maior conglomerado de mídia no Brasil, se propuseram a lançar um jornal na nova capital federal, Brasília. Descobrindo nos escritos de Hipólito José da Costa idéias favoráveis à transferência da capital do Rio de Janeiro para o interior, o então diretor dos Diários Associados Assis Chateubriand decidiu retomar o título, aproveitando o termo brasiliense que começava a ser empregado como adjetivo pátrio de Brasília.

Mesmo após a morte de Chateubriand, o Correio continuou a pertencer aos Associados, e representa na atualidade, o principal jornal da Capital Federal.

[editar] Design gráfico

Na gestão do editor executivo Ricardo Noblat, o Correio Braziliense foi o jornal brasileiro com o design gráfico mais premiado pela "Society for News Design" (SND) (a mais importante sociedade internacional de design de jornais). O então editor executivo de arte, Francisco Amaral, foi o profissional que arquitetou as mudanças de design do jornal. O projeto gráfico criado por Amaral também foi premiado pela SND.

Da década de 1990 até 2003, o Correio Brazilense liderou no design de jornais brasileiros, seguindo o conceito de um jornal aberto às mudanças de linguagem nas publicações editoriais. O exemplo mais claro dessa visão está no projeto da primeira página do jornal, valorizando um ou dois temas principais e utilizando uma sofisticada hierarquia tipográfica para as chamadas e manchetes.

[editar] O Correio na Web

No dia 21 de abril de 2008 o site Correio Braziliense foi totalmente reformulado visando torná-lo mais interativo. Além do telejornal "Correio Notícias", outros programas da grade são o "Grita Geral", o "Bate-Pronto", e o "Correio Debate". Complementarmente, o internauta também poderá participar de enquetes.

No dia 21 de junho de 2009 o jornal lançou seu novo projeto gráfico e editorial [1]

Notas

[editar] Bibliografia

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

Ferramentas pessoais
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