Itabira

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Município de Itabira
Bandeira de Itabira
Brasão de Itabira
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 9 de outubro de 1848 (165 anos)
Gentílico itabirano
Prefeito(a) Damon Lázaro de Sena (PV)
(2013–2016)
Localização
Localização de Itabira
Localização de Itabira em Minas Gerais
Itabira está localizado em: Brasil
Itabira
Localização de Itabira no Brasil
19° 37' 08" S 43° 13' 37" O19° 37' 08" S 43° 13' 37" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte IBGE/2008[1]
Microrregião Itabira IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Norte: Itambé do Mato Dentro;
Noroeste: Jaboticatubas;
Leste: Nova União;
Sudoeste: Bom Jesus do Amparo;
Sul: João Monlevade e São Gonçalo do Rio Abaixo;
Sudeste: Bela Vista de Minas;
Leste: Nova Era;
Nordeste: Santa Maria de Itabira.
Distância até a capital 111 km
Características geográficas
Área 1 254,49 km² [2]
Distritos Distrito-Sede, Ipoema e Senhora do Carmo
População 115 817 hab. estatísticas IBGE/2013[3]
Densidade 92,32 hab./km²
Clima tropical de altitude Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,756 alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 7 039 688 mil IBGE/2010[5]
PIB per capita R$ 64 259,45 IBGE/2010[6]
Página oficial

Itabira é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Pertence à Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte e Microrregião de Itabira e localiza-se a nordeste da capital do estado, distando desta cerca de 110 km. Ocupa uma área de 1 254,49 km², sendo que 112,43 km² estão em perímetro urbano,[7] e sua população foi estimada em 2013 em 115 817 habitantes, sendo então o 24º mais populoso do estado.[3]

A sede tem uma temperatura média anual de 21,7 °C e na vegetação do município predomina a mata atlântica. Com 93% da população vivendo na zona urbana, a cidade contava, em 2009, com 63 estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,756, considerando-se como alto em relação ao estado.

A região começou a ser desbravada no final do século XVII, porém foi somente no decorrer do século XVIII que ocorreu um povoamento do lugar, após a descoberta de ouro nas montanhas itabiranas. Entre o final do século XVIII e começo do século XIX, a mineração do ouro entrou em declínio, porém ao mesmo tempo a exploração do ferro começava a ganhar impulso, surgindo então as primeiras forjas. Ao longo do século XX várias empresas vêm para Itabira atraídas pelas reservas ferríferas, e em 1942 é criada a Vale S.A. (antiga Companhia Vale do Rio Doce), dando início à exploração do minério de ferro em grande escala e a um novo período de desenvolvimento social, econômico e estrutural em Itabira.

Além de se relevar no setor de exploração mineral, Itabira também se destaca por ser terra natal de Carlos Drummond de Andrade, contista, cronista e poeta modernista que se inspirou em sua cidade-natal para algumas de suas obras. Também há uma série de atrativos naturais, tais como a Mata do Limoeiro, a Pedra da Igreja, a Serra do Bicudo e a Serra dos Alves, além das cachoeiras dos Cristais, do Campo, da Boa Vista, do Limoeiro e do Meio.

História[editar | editar código-fonte]

Origens[editar | editar código-fonte]

Sebastião da Rocha Pita, em sua obra História da América Portuguesa, descreve a "descoberta" da região como ocorrida em 1698.[8] Porém o território ocupado pelo atual município de Itabira começou a ser de fato povoado no decorrer do século XVIII, após dois mineradores (os irmãos Francisco e Salvador Faria de Albernaz) encontrem ouro nos ribeiros que desciam pela encosta de um morro, no ano de 1720.[8]

Francisco e Salvador Faria de Albernaz eram paulistas descendentes de bandeirantes e estavam em busca de escravos, tendo se afixado nos arredores do dito morro e por bastante tempo aproveitaram sozinhos as minas descobertas.[8] Algum tempo depois, a notícia da descoberta de ouro se alastrou e logo vieram novos exploradores, ocorrendo nas décadas seguintes um processo de ocupação das terras da atual Itabira, em especial às margens dos riachos. Por vezes essas terras ocupadas englobavam áreas de domínio indígena, dando origem a conflitos e mortes.[8] Ao final do século XVIII, o povoamento já era consistente e havia sido batizado de Sant’Ana do Rosário, vindo a ser construída no começo do século seguinte uma capela em honra a Nossa Senhora do Rosário, padroeira do lugar.[8]

Evolução administrativa[editar | editar código-fonte]

A partir do povoado de Sant’Ana, foi criado o distrito de Itabira de Mato Dentro, subordinado a Caeté, pelo alvará de 25 de janeiro de 1827, sendo elevado à categoria de vila pela resolução de 30 de junho de 1833, instalando-se a 7 de outubro do mesmo ano. Pela lei provincial nº 374, de 9 de outubro de 1848, a vila é elevada à categoria de cidade com o nome de Itabira.[8]

Itabira emancipou-se sendo constituída de dois distritos, sendo eles o Distrito-Sede e São José da Lagoa,[8] e seu território englobava ainda a área que, em 1911, daria origem ao município de Antônio Dias e, a partir deste, às cidades de Coronel Fabriciano (1948), Ipatinga (1964) e Timóteo (1964).[9] [10] Em 15 de setembro de 1870 é criado o distrito de Senhora do Carmo (então com o nome de Carmo de Itabira), em 1º de abril de 1871 é criado o distrito de Santa Maria (mais tarde Santa Maria de Itabira) e em 23 de maio de 1894 cria-se o distrito de Ipoema (então com o nome de Aliança). São José da Lagoa emancipa-se em 17 de dezembro de 1938 com o nome de Presidente Vargas (atual Nova Era) e em 31 de dezembro de 1943 emancipa-se Santa Maria de Itabira. Nesta mesma data, Itabira passou a denominar-se Presidente Vargas, voltando ao nome original pelo decreto nº 2430, de 5 de março de 1947.[8] Atualmente restam o Distrito-Sede, Ipoema e Senhora do Carmo.[8]

O nome "Itabira" se origina da antiga língua tupi, significando "pedra que brilha", através da junção dos termos itá ("pedra") e byra ("que brilha").[11]

Após a emancipação[editar | editar código-fonte]

Entre o final do século XVIII e começo do século XIX, a mineração do ouro entrava em declínio, porém ao mesmo tempo a exploração do ferro começava a ganhar impulso, surgindo então as primeiras forjas, sendo Domingos Barbosa quem trouxe instrução à instalação da nova indústria. A primeira do tipo foi instalada por Manoel Fernandes Nunes, que, além de fundir o ferro, manufaturava e fabricava diversos objetos, ferramentas e ainda armas.[8]

A partir de então Itabira tinha seu progresso econômico garantido pelas indústrias de fundição de ferro, que existiam desde o fim do império. É considerada a mais importante a Fábrica do Girau (1816). Mais tarde, vieram as fábricas de tecido, destacando-se as Fábricas da Gabiroba (1876) e da Pedreira (1888). Em 1867, contabilizavam-se 84 forjas nas regiões de Itabira e Santa Bárbara.[8] Em 1910, no XI Congresso Geológico Internacional, realizado em Estocolmo, na Suécia, revelou-se que, no centro do estado de Minas Gerais, estavam localizadas as maiores jazidas de minério de ferro do mundo. Em junho de 1911, a Itabira Iron Ore Company, sucessora da Brazilian Hematite Syndicate, foi autorizada a explorar e exportar minério de ferro das jazidas de Itabira por concessão do Governo Federal, sendo o presidente da república Hermes da Fonseca.[12]

Em 1942, com a criação da Vale S.A., antiga Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), e a exploração do minério em grande escala, a cidade de fato começou a crescer e a se desenvolver economicamente. A Vale reformulou e, mais tarde, duplicou a Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), destinada ao transporte de minério até o Porto de Tubarão, no Espírito Santo.[12] No final da década de 1960, Itabira ganhou novo impulso em seu desenvolvimento, com o Plano de Expansão da Vale, que construiu e colocou em operação o "Projeto Cauê" responsável por um verdadeiro crescimento econômico e cultural da cidade.[12] [13]

Geografia[editar | editar código-fonte]

A área do município, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 1 254,49 km², sendo que 12,4377 km² constituem a zona urbana e os 3 223,19 km² restantes constituem a zona rural.[7] Situa-se a 19°37'09" de latitude sul e 43°13'37" de longitude oeste[7] e está a uma distância de 111 quilômetros a nordeste da capital mineira. Seus municípios limítrofes são Itambé do Mato Dentro, a norte; Jaboticatubas, a noroeste; Nova União, a leste; Bom Jesus do Amparo, a sudoeste; João Monlevade e São Gonçalo do Rio Abaixo, a sul; Bela Vista de Minas, a sudeste; Nova Era, a leste; e Santa Maria de Itabira, a nordeste.[14]

Relevo e hidrografia[editar | editar código-fonte]

O relevo do município de Itabira é predominantemente montanhoso. Aproximadamente 70 % do território itabirano é coberto por mares de morros e montanhas, enquanto em cerca de 20 % há o predomínio de terrenos ondulados, e os 10 % restantes são lugares planos.[14] A altitude máxima está no Alto da Mutuca, na Serra do Espinhaço, divisa municipal com Jaboticatubas e Nova União, que chega aos 1 662 metros, enquanto que a altitude mínima é de 540 metros e encontra-se no lago formado pela construção da Usina Hidrelétrica de Dona Rita, no Rio Tanque, na tríplice divisa municipal entre Itabira, Itambé do Mato Dentro e Santa Maria de Itabira.[15]

Na geologia do município, há predomínio de rochas do complexo granito-gnáissico do mesoarqueano, sendo encontradas também rochas proterozóica do supergrupo "Minas", em que predominam quartzitos, itabiritos, conglomerados e filitos.[15] O solo itabirano é do tipo latossolo vermelho-amarelo, em que há ocorrência de granitos e xistos e em menor quantidade argissolos vermelho-amarelo. Nas áreas de formações ferríferas, os latossolos vermelhos são muito comuns, enquanto que os cambissolos aparecem nas encostas com grande grau de inclinação. Ainda há ocorrências de neossolos na vertente leste da Serra do Espinhaço, a noroeste do município.[15]

Influenciado pelas condições geológicas, geomorfológicas e pedológicas, o município de Itabira conta com uma grande variedade de rios e riachos de pequeno ou médio porte, com leitos bem encaixados e muitos nascendo dentro do próprio território. Os principais cursos d’água que compõem a rede de drenagem itabirana são o Rio Tanque, Rio Jirau, Rio do Peixe e o Rio Santa Bárbara.[15] [14] A cidade está inserida na Bacia Hidrográfica do Rio Santo Antônio e na Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba, ambas importantes contribuintes da Bacia do rio Doce.[15]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima itabirano é caracterizado, segundo o IBGE, como tropical subquente semiúmido (tipo Cwa segundo Köppen),[16] tendo temperatura média anual de 21,7 °C com invernos secos e amenos e verões chuvosos com temperaturas elevadas.[17] [18] O mês mais quente, fevereiro, tem temperatura média de 23,8 °C, sendo a média máxima de 28,8 °C e a mínima de 18,8 °C. E o mês mais frio, julho, de 18,6 °C, sendo 24,8 °C e 12,5 °C as médias máxima e mínima, respectivamente. Outono e primavera são estações de transição.[19]

A precipitação média anual é de 1 489,3 mm, sendo julho o mês mais seco, quando ocorrem apenas 8,2 mm. Em dezembro, o mês mais chuvoso, a média fica em 350,6 mm.[19] Nos últimos anos, entretanto, os dias quentes e secos durante o inverno têm sido cada vez mais frequentes, não raro ultrapassando a marca dos 28 °C, especialmente entre julho e setembro. Em julho de 1998, por exemplo, a precipitação de chuva em Itabira não passou dos 0 mm.[20] Durante a época das secas e em longos veranicos em pleno período chuvoso também são comuns registros de queimadas em morros e matagais, principalmente na zona rural da cidade, o que contribui com o desmatamento e com o lançamento de poluentes na atmosfera, prejudicando ainda a qualidade do ar.[21]

Segundo dados da Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) coletados entre 1975 e 1985, a temperatura mínima registrada em Itabira foi de 5,4 ºC, enquanto que a máxima foi de 35,4 ºC.[12] Já segundo informações da prefeitura, a menor temperatura registrada na cidade foi de -0,4 °C, ocorrida em julho de 1926, enquanto que a maior foi de 38,2 °C, em abril de 1929.[15]


Dados climatológicos para Itabira
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 32,6 32,2 32,0 29,4 30,6 28,4 28,2 32,2 32,0 35,4 33,0 33,5 35,4
Temperatura máxima média (°C) 28,5 28,8 28,8 27,7 26,2 25,2 24,8 26,6 27,3 27,8 27,7 27,5 27,2
Temperatura mínima média (°C) 18,6 18,8 18,6 17,1 14,7 13,0 12,5 13,7 15,7 17,3 18,1 18,3 16,3
Temperatura mínima registrada (°C) 15,0 12,0 14,5 11,5 8,4 6,0 5,4 8,4 9,0 11,0 12,0 13,6 5,4
Precipitação (mm) 245,5 191,3 170,8 89,2 27,1 14,7 8,2 9,8 45,8 113,8 222,5 350,6 1 489,3
Fonte: Inmet (médias climatológicas entre 1960 e 1991 e recordes registrados entre 1975 e 1985)[12] [19]


Ecologia e meio ambiente[editar | editar código-fonte]

A vegetação original e atualmente predominante no território do município é a mata atlântica, porém Itabira situa-se em uma faixa de transição entre o domínio vegetal atlântico e o cerrado, sendo que este encontra-se mais comumente nas encostas da Serra do Espinhaço, na porção oeste itabirana.[15]

A região de Itabira vem observando, há décadas, profundas transformações ambientais oriundas, principalmente, de um intenso processo de atividades extrativas minerais, persistente atualmente. Também passou a se desmatar para alimentar as industrias produtoras de carvão, objetivando a alimentação de siderúrgicas e agropecuária.[15] Isso gerou e segue favorecendo uma grande mudança paisagística, reduzindo áreas verdes de vegetação nativa em pequenos fragmentos em meio a áreas abertas de pastagem. A grande maioria dessas áreas fragmentadas encontra-se protegida por meio de unidades de conservação públicas ou particulares, por intermédio de regras exigidas pelo poder público quanto ao licenciamento ambiental.[15]

Muitos dos fragmentos vegetacionais correspondem a locais de acesso menos facilitado, permitindo que seja preservada a biodiversidade, albergando por vezes espécimes endêmicas, raras e ameaçadas de extinção. Dentre estas, na flora municipal são encontrados representantes da Dalbergia nigra (jacarandá-da-bahia) e da Dicksonia sellowiana (xaxim). Com importância econômico-ecológica há a Aechmea bromeliifolia (bromélia), a Astronium fraxinifolium (gonçalo-alves), o Aspidosperma parvifolium (pitiá), a Cariniana legalis (jequitibá-rosa), a Lecythis lurida (sapucaiú) e a Plathymenia foliolosa (vinhático).[15]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1970 56 352
1980 71 114 26,2%
1991 85 606 20,4%
2000 98 322 14,9%
2010 109 783 11,7%
Fonte: Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística
(IBGE)[22]

Em 2010, a população do município foi contada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 109 551 habitantes, sendo que 52 634 habitantes eram homens e 56 917 habitantes mulheres. Ainda segundo o mesmo censo, 102 097 habitantes viviam na zona urbana e 7 454 na zona rural.[23] Já segundo estatísticas divulgadas em 2013, a população municipal era de 115 817 habitantes, sendo o 24º mais populoso do estado e o mais populoso da Microrregião de Itabira, apresentando uma densidade populacional de 92,32 habitantes por km².[3] O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Itabira é considerado alto pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Seu valor é de 0,756, sendo o 44º maior do estado mineiro. A cidade possui a maioria dos indicadores próximos ou acima em relação à média nacional segundo o PNUD.[4]

Em 2010, segundo dados do Censo IBGE daquele ano, a população itabirana era composta por 32 428 brancos (29,54%); 14 552 negros (13,26%); 804 amarelos (0,83%); 61 847 pardos (56,34%); e 152 indígenas (0,14%).[24]

Pobreza e desigualdade[editar | editar código-fonte]

Segundo o IBGE, no ano de 2003 o coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, era de 0,40, sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor.[25] Naquele ano, a incidência da pobreza, medida pelo IBGE, era de 30,87%, o limite inferior da incidência de pobreza era de 21,48%, o superior era de 40,25% e a incidência da pobreza subjetiva era de 26,04%.[25]

De 2000 a 2010, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita de até meio salário mínimo reduziu em 50%. Em 2010, 92,2% da população vivia acima da linha da pobreza, 5,9% encontrava-se na linha da pobreza e 1,9% estava abaixo.[26] Em 2000, a participação dos 20% da população mais rica da cidade no rendimento total municipal era de 59,8%, ou seja, 23 vezes superior à dos 20% mais pobres, que era de 2,5%.[26] Também em 2000, segundo a prefeitura, havia registros de favelas e palafitas, além de ocorrências de loteamentos irregulares, porém atualmente há legislação municipal específica que dispõe sobre regularização fundiária e sem plano ou programa específico de regularização fundiária.[27]

Religião[editar | editar código-fonte]

A maioria dos itabiranos se declara católica, apesar de que hoje é possível encontrar na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como a prática do budismo e do espiritismo, entre outras. Também são consideráveis as comunidades judaica, mórmon, e das religiões afro-brasileiras. De acordo com dados do censo de 2010 realizado pelo IBGE, a população itabirana está composta por: católicos (75,02%), evangélicos (19,18%), pessoas sem religião (3,03%), espíritas (0,93%) e os demais estão divididos entre outras religiões.[28] [29]

Igreja Católica Apostólica Romana

Segundo divisão feita pela Igreja Católica, o município está situado na Arquidiocese de Mariana e, juntamente com o município de Coronel Fabriciano, é sede da Diocese de Itabira-Fabriciano, que foi criada em 14 de junho de 1965 e atualmente conta com área de 8 724 km².[30] A cidade ainda é a sede da Região Pastoral I, que compreende outros cinco municípios e 13 paróquias, sendo que oito dessas paróquias fazem parte de Itabira: Catedral Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Nossa Senhora da Conceição (em Ipoema), Nossa Senhora da Penha, Nossa Senhora da Piedade, Nossa Senhora da Saúde, Nossa Senhora do Carmo (em Senhora do Carmo) e Santo Antônio.[31]

Igrejas protestantes

A cidade possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, como a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, a Igreja Cristã Maranata, Igreja Luterana, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Metodista, a Igreja Episcopal Anglicana, as igrejas batistas, a Igrejas Assembleias de Deus, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Igreja Mundial do Poder de Deus, a Igreja Metodista Wesleyana, a Igreja Universal do Reino de Deus, a Congregação Cristã no Brasil, entre outras.[28] [29] Como citado acima, de acordo com o IBGE, em 2010 19,18% da população era protestante,[29] sendo 9,91% das igrejas evangélicas de origem pentecostal, 3,45% das evangélicas de missão e 5,82% evangélicas não determinadas.[28] [29]

Ainda existem cristãos de várias outras denominações, tais como as Testemunhas de Jeová (que representam 0,72% dos habitantes) e os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (0,03%), também conhecida como Igreja Mórmon.[28] [29]

Política e administração[editar | editar código-fonte]

A administração municipal se dá pelo poder executivo e pelo poder legislativo.[32] Em 2012, o candidato que venceu as eleições no município foi Damon Lázaro de Sena, do Partido Verde (PV), sendo eleito prefeito com 70,20% dos votos válidos (47 794 votos).[33]

O poder legislativo é constituído pela câmara, composta por 19 vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[34] ) e está composta da seguinte forma:[35] três cadeiras do Partido Verde (PV); duas cadeiras do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB); duas cadeiras do Partido Progressista (PP); duas cadeiras do Partido Socialista Brasileiro (PSB); duas cadeiras do Partido da República (PR); duas cadeiras do Partido Trabalhista Nacional (PTN); uma cadeira do Partido Democrático Trabalhista (PDT); uma do Partido da Mobilização Nacional (PMN); uma do Partido Social Cristão (PSC); e uma do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).[35] Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias).[35]

A cidade se rege ainda por lei orgânica, que foi promulgada em 24 de junho de 1990 e entrou em vigor nesta mesma data,[36] e é sede da Comarca de Itabira, instalada em 28 de março de 1892 e composta pelos municípios de Itambé do Mato Dentro, Passabém e Santa Maria de Itabira, além de Itabira.[37] Havia 88 138 eleitores em abril de 2013, o que representava 0,585% do total do estado de Minas Gerais.[38]

Economia[editar | editar código-fonte]

O produto interno bruto (PIB) de Itabira é o oitavo maior do estado de Minas Gerais, destacando-se na área da indústria. De acordo com dados do IBGE, relativos a 2010, o PIB do município era de R$ 7 039 688 mil. 151 306 mil eram de impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes.[39] O PIB per capita é de R$ 64 259,45.[39]

Em 2010, havia 36 475 trabalhadores categorizados como pessoal ocupado total e 32 515 classificados como ocupado assalariado. Salários juntamente com outras remunerações somavam 756 924 mil reais e o salário médio mensal de todo município era de 3,5 salários mínimos. Havia 3 223 unidades locais e 3 083 empresas atuantes.[40]

Setor primário
Produção de cana-de-açúcar, milho e mandioca (2011)[41]
Produto Área colhida (hectares) Produção (tonelada)
Cana-de-açúcar 280 16 800
Milho 250 400
Mandioca 15 120

A agricultura é o setor menos relevante da economia de Itabira. De todo o PIB da cidade 21 646 mil reais é o valor adicionado bruto da agropecuária.[39] Segundo o IBGE, em 2011, o município contava com cerca de 29 909 bovinos, 3 053 equinos, 48 bubalinos, 11 asininos, 1 527 muares, 1 849 suínos, 12 caprinos e 18 ovinos. Havia 77 095 aves, dentre estas 54 454 eram galos, frangas, frangos e pintinhos e 22 641 galinhas, sendo que destas foram produzidas 340 mil dúzias de ovos de galinha. 8 942 vacas foram ordenhadas, das quais foram produzidos 10 328 mil litros de leite. Também foram produzidos 28 870 quilos de mel de abelha.[42]

Na lavoura temporária são produzidos principalmente a cana-de-açúcar (16 800 toneladas produzidas e 280 hectares cultivados), o milho (400 toneladas produzidas e 250 hectares plantados) e a mandioca (120 toneladas rendidas e 15 hectares cultivados), além do feijão (60 toneladas produzidas e 110 hectares cultivados).[41] Já na lavoura permanente destacam-se a banana (630 toneladas produzidas e 45 hectares colhidos), a laranja (490 toneladas produzidas e 35 hectares colhidos) e a tangerina (150 toneladas produzidas e 10 hectares colhidos), sendo cultivados ainda café, goiaba, limão, manga e pêssego.[43]

Setor secundário

A indústria, atualmente, é o setor mais relevante para a economia do município. 5 314 000 mil reais do PIB municipal são do valor adicionado bruto da indústria (setor secundário).[39] Em 2000, segundo o IBGE, 9 944 pessoas trabalhavam no setor industrial em Itabira.[14]

A exploração do ferro ocorrida entre o final do século XVIII e começo do século XIX, com o declínio da extração do ouro, abriu caminho para o setor industrial itabirano. Naquele período foram abertas as primeiras forjas, que por bastante tempo serviram como uma das principais fontes de renda da cidade.[8] Em 1911, a Itabira Iron Ore Company foi autorizada a explorar e exportar minério de ferro das jazidas de Itabira por concessão do Governo Federal[12] e em 1942 é criada a Vale S.A., antiga Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), ocorrendo então um novo crescimento da industria na cidade, com a construção de complexos industriais e facilitamento do escoamento do ferro aos portos do litoral capixaba, por meio de ferrovias.[12]

Setor terciário

O setor terciário é o segundo mais relevante para a economia municipal. Em 2010, 1 552 736 mil reais do PIB de Itabira eram do valor adicionado bruto do setor terciário,[39] Segundo o IBGE, no ano de 2000 5 549 habitantes trabalhavam no setor comercial e 17 059 pessoas ocupavam-se no setor de serviços,[14] porém estatísticas da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Itabira apontam que em março de 2013 o comércio gerava cerca de 15 mil empregos na cidade.[44]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Habitação, infraestrutura básica e criminalidade[editar | editar código-fonte]

No ano de 2010 a cidade tinha 31 711 domicílios particulares permanentes. Desse total, 29 027 eram casas, 191 eram casas de vila ou condomínios, 2 263 eram apartamentos e 230 eram habitações em cortiços. Do total de domicílios, 25 123 são imóveis próprios (23 938 próprios já quitados e 1 185 em aquisição); 4 025 foram alugados; 2 424 foram cedidos (286 cedidos por empregador e 2 138 cedidos de outra forma) e 139 foram ocupados de outra maneira.[45] Parte dessas residências contava com água tratada, energia elétrica, esgoto, limpeza urbana, telefonia fixa e telefonia celular. 29 092 domicílios eram atendidos pela rede geral de abastecimento de água (91,84% do total); 31 187 (98,34%) possuíam banheiros para uso exclusivo das residências; 29 480 (92,96% deles) eram atendidos por algum tipo de serviço de coleta de lixo (seja pela prefeitura ou não); e 31 614 (99,69%) possuíam abastecimento de energia elétrica.[45]

Como na maioria dos municípios médios e grandes brasileiros, a criminalidade ainda é um problema em Itabira.[46] Em 2011, a taxa de homicídios no município foi de 5,5 para cada 100 mil habitantes, ficando no 245º lugar a nível estadual e no 2304° lugar a nível nacional.[47] O índice de suicídios naquele ano para cada 100 mil habitantes foi de 4,6, sendo o 187° a nível estadual e o 1329° a nível nacional.[48] Já em relação à taxa de óbitos por acidentes de transito, o índice foi de 5,5 para cada 100 mil habitantes, ficando no 293° a nível estadual e no 2506° lugar a nível nacional.[49] Por força da Constituição Federal do Brasil, o município possui uma Guarda Municipal, que tem função de proteger os bens, serviços e instalações públicas.[50]

Saúde e educação[editar | editar código-fonte]

Em 2009, o município possuía 63 estabelecimentos de saúde entre hospitais, pronto-socorros, postos de saúde e serviços odontológicos, sendo que o sistema médico-hospitalar circula em torno de dois hospitais principais, o Hospital Carlos Chagas e o Hospital Nossa Senhora das Dores.[51] 33 unidades de saúde eram públicas e 30 privadas e que todos as públicas pertenciam à rede municipal. Nove estabelecimentos faziam parte do Sistema Único de Saúde (SUS) e no total existem 193 leitos para internação.[52] Em 2011, 91,3% das crianças menores de 1 ano estavam com a carteira de vacinação em dia.[53] Em 2010 foram registrados 1 418 nascidos,[54] sendo que o índice de mortalidade infantil a cada mil crianças menores de cinco anos de idade era de 17,6.[53] Neste mesmo ano 14,1% do total de mulheres grávidas eram de meninas que tinham menos de 20 anos.[55] Em 2012, 1,7% das 18 402 crianças pesadas pelo Programa Saúde da Família estavam desnutridos.[26]

Na área da educação, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) médio entre as escolas públicas de Itabira era, no ano de 2011, de 5,2 (numa escala de avaliação que vai de nota 1 à 10), sendo que a nota obtida por alunos do 5º ano (antiga 4ª série) foi de 5,9 e do 9º ano (antiga 8ª série) foi de 4,7; o valor das escolas de todo o Brasil era de 4,3.[56] O município contava, em 2009, com aproximadamente 24 055 matrículas nas redes públicas e particulares.[57] Segundo o IBGE, naquele mesmo ano, das 50 escolas do ensino fundamental, 15 pertenciam à rede pública estadual, 26 à rede pública municipal e nove eram escolas particulares. Dentre as 16 instituições de ensino médio, 12 pertenciam à rede pública estadual e quatro às redes particulares.[57] Em 2010, 84,3% das crianças de 7 a 14 anos estavam cursando o ensino fundamental. A taxa de conclusão, entre jovens de 15 a 17 anos naquele ano, era de 58,9%.[56]

Em 1907, foi fundada a primeira escola de ensino básico em Itabira e a segunda do estado de Minas Gerais, o Grupo Escolar Doutor Carvalho de Brito, atualmente Escola Municipal Coronel José Batista.[58] Atualmente possui campi ou sedia instituições de ensino superior como a Universidade Presidente Antônio Carlos, Fundação Comunitária de Ensino Superior de Itabira, Centro de Ensino Superior de Itabira e Universidade Federal de Itajubá.[59]

Educação de Itabira em números[57]
Nível Matrículas Docentes Escolas (total)
Ensino pré-escolar 1 754 117 52
Ensino fundamental 16 991 873 50
Ensino médio 5 310 339 16

Serviços e comunicação[editar | editar código-fonte]

O serviço de abastecimento de energia elétrica do município é feito pela Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG). Segundo a empresa, no ano de 2003 havia 33 086 consumidores (sendo 28 239 consumidores residenciais) e foram consumidos 273 451 955 KWh de energia.[14] O serviço de abastecimento de água e coleta de esgoto da cidade é feito pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) itabirano.[14]

O código de área (DDD) de Itabira é 031[60] e o Código de Endereçamento Postal (CEP) vai de 35900-001 a 35904-999.[61] No dia 19 de janeiro de 2009 o município passou a ser servido pela portabilidade, juntamente com outros municípios com o mesmo DDD. A portabilidade é um serviço que possibilita a troca da operadora sem a necessidade de se trocar o número do aparelho.[62] Há uma série de jornais e revistas em circulação, sendo os principais, com sede no próprio município, o Jornal Contato Direto, Diário de Itabira, Correio de Notícias, Jornal Espinhaço, Jornal Identidade Negra, Folha Popular, Jornal Impacto, Jornal Manchetes Regionais, O Passarela, O Trem, Revista Em Foco Estrada Real, Revista De Fato e Vox. Itabira também sedia as emissoras de rádio Rádio Antártica, Rádio Pontal, Rádio Caraça e Rádio Itabira, além da TV Cultura de Itabira, afiliada à TV Cultura.[63]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Trem da companhia Vale S.A. sendo carregado com minério de ferro na Mina Cauê, em Itabira.

A frota municipal no ano de 2012 era de 48 224 veículos, sendo 29 391 automóveis, 1 658 caminhões, 87 caminhões-tratores, 3 765 caminhonetes, 1 025 caminhonetas, 337 micro-ônibus, 9 910 motocicletas, 793 motonetas, 545 ônibus, 218 utilitários, cinco tratores de rodas e 490 classificados como outros tipos de veículos.[64] A cidade possui transporte coletivo, que é administrado pelo Departamento de Transportes e Trânsito de Itabira (Transita), órgão responsável ainda em regularizar, coordenar e organizar o tráfego, o trânsito e o sistema viário municipal.[65] As avenidas duplicadas e pavimentadas e diversos semáforos facilitam o trânsito no município, mas o crescimento no número de veículos nos últimos dez anos está gerando um tráfego cada vez mais lento de carros, principalmente na Sede itabirana.[66] [67]

Itabira conta com uma estação ferroviária de passageiros, atendida pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), que liga Belo Horizonte a Vitória, no Espírito Santo, e é a via de viagem mais barata possível para várias cidades da Grande Belo Horizonte, Vale do Rio Doce e Espírito Santo que possuem estações ferroviárias.[68] A EFVM também é o principal meio de escoamento do minério de ferro extraído em Itabira até os portos do litoral capixaba.[12] O município é cortado ainda por duas rodovias federais e duas estaduais: a BR-120 (liga Itabira a Santa Maria de Itabira); a MG-129 (liga Itabira a São Gonçalo do Rio Abaixo); MG-434 (liga Itabira à BR-381 e a Bom Jesus do Amparo); além da BR-381 (que conecta o município à Região Metropolitana de Belo Horizonte e a várias cidades de Minas Gerais e do Espírito Santo).[69] [70] [14]

Cultura e lazer[editar | editar código-fonte]

Eventos e personalidades[editar | editar código-fonte]

Memorial Carlos Drummond de Andrade.

Para estimular o desenvolvimento socioeconômico local, a prefeitura de Itabira, juntamente ou não com instituições locais, passou a investir mais no segmento de festas e eventos. Se destaca a realização do Cavalgada do Clube do Cavalo, organizado anualmente desde 1997 no mês de maio, que além da intensa programação para os criadores de animais de raça também conta com apresentações de cantores de música sertaneja com relevância tanto regional quanto nacional;[71] a Semana do Produtor Rural de Itabira, organizada anualmente em julho, com a realização de diversos cursos de aprimoramento de técnicas agrícolas nas áreas rurais itabiranas;[72] a ExpoIta, realizada desde 1982, com shows de música sertaneja e mostras agrícolas;[73] além das comemorações do aniversário da cidade, que mesmo sendo comemorado em 9 de outubro envolve uma programação que se estende por todo o mês de outubro, com realização de shows, promoções, festivais, missas e desfiles.[74]

A cidade é terra natal de alguns artistas que obtiveram relevância regional, nacional ou mesmo internacional, tais como a modelo Ana Beatriz Barros;[75] o contista, cronista e poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, sendo que como cidade-natal Itabira serviu de inspiração para algumas de suas obras;[76] [77] o romancista, biógrafo, jornalista, polígrafo, cientista, membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e poeta Horácio de Carvalho;[78] o escritor, professor e historiador João Camilo de Oliveira Torres;[79] e a modelo Patrícia Barros.[80]

Artes cênicas e atrativos[editar | editar código-fonte]

Vista da Cachoeira Alta, situada no distrito de Ipoema.

Na área das artes cênicas se destaca a realização anual do Festival de Inverno de Itabira, que ocorre desde 1974, sempre no mês de junho ou julho. É organizado pela Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, um dos órgãos responsáveis pelo fomento cultural itabirano, oferecendo em algumas edições cerca de 100 atrações em 15 dias, sendo a maioria gratuita e com nomes de destaque regional em diversos segmentos artísticos, como artes cênicas, artes plásticas, teatro, música e por vezes cinema. Durante o período em que o festival é realizado ocorrem lançamentos de livros, espetáculos de teatro de rua e de palco, encontro de congados, apresentação de orquestras e oficinas, além de outras atrações em diversos pontos da cidade.[81] [82] O principal espaço teatral da cidade é o Teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, inaugurado em 1982 e com capacidade para cerca de 420 pessoas.[83] Também há o Museu Itabirano, o Museu Caminhos Drummondianos e do Memorial Drummond, que reúnem um relevante acervo que conta em detalhes a história de Itabira e a vida de Carlos Drummond de Andrade.[84]

Além dos atrativos cênicos, destacam-se em Itabira diversos atrativos naturais, tais como o Parque Natural Municipal da Água Santa, que tem 12 mil m² e é uma área verde situada no centro de Itabira; a Mata do Intelecto, remanescente de mata atlântica de 21,60 hectares; a Mata do Limoeiro, remanescente de mata atlântica de 2 mil hectares, um dos maiores da região;o Morro Redondo; a Pedra da Igreja; a Serra do Bicudo; o Canyon dos Marques; a Serra das Bandeirinhas; a Serra dos Alves; além das cachoeiras dos Cristais, da Lucy, dos Borges, do Campo, do Bongue, da Conquista, da Boa Vista, do Dirrubado, do Paredão, do Limoeiro e do Meio.[85] Em Ipoema se destacam as cachoeiras Alta, Boa Vista, Patrocínio Amaro e do Meio.[86]

Esportes[editar | editar código-fonte]

A Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (SMEL) é o órgão subordinado à prefeitura que tem função de organizar, planejar e prestar fomento ao setor esportivo de Itabira.[87] A cidade conta com equipes de diversos esportes, que por vezes se destacam ao conquistarem títulos regionais, estaduais ou mesmo nacionais, tais como basquetebol, voleibol, handebol, futebol de salão, xadrez, natação, tênis de Mesa, judô e atletismo.[88] [89] Também é comum, principalmente entre a população jovem, a prática de esportes radicais, como skate e BMX.[90] Dentre os espaços desportivos, se destaca o Ginásio Poliesportivo Maestro Silvério Faustino, complexo esportivo que conta com áreas e quadras propícias à prática do atletismo, basquete, futsal e voleibol.[87]

O principal clube de futebol de Itabira é o Valeriodoce Esporte Clube, que foi fundado em 1942 e conquistou dois Campeonatos Mineiros de Módulo II, equivalente à segunda divisão do Campeonato Mineiro de Futebol (1964 e 1965).[91] Manda seus jogos no Estádio Israel Pinheiro, que tem capacidade para mais de 4 mil pessoas.[92]

Feriados[editar | editar código-fonte]

Em Itabira há três feriados municipais e oito feriados nacionais, além dos pontos facultativos. Os feriados municipais são o dia de Corpus Christi, celebrado em maio ou junho; o dia do aniversário de emancipação política de Itabira, comemorado em 9 de outubro; e o dia da Imaculada Conceição, em 8 de dezembro.[37] De acordo com a lei federal nº 9.093, aprovada em 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais com âmbito religioso, já incluída a Sexta-Feira Santa.[93] [94]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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