Morrinhos (Goiás)

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Município de Morrinhos
"Cidade dos pomares"
Morrinhos (Goiás) 100.jpg

Bandeira de Morrinhos
Brasão de Morrinhos
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 16 de Julho de 1845
Gentílico morrinhense
Prefeito(a) Rogério Carlos Troncoso Chaves (PTB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Morrinhos
Localização de Morrinhos em Goiás
Morrinhos está localizado em: Brasil
Morrinhos
Localização de Morrinhos no Brasil
17° 43' 55" S 49° 06' 03" O17° 43' 55" S 49° 06' 03" O
Unidade federativa  Goiás
Mesorregião Sul Goiano IBGE/2008 [1]
Microrregião Meia Ponte IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Goiatuba, Buriti Alegre, Caldas Novas, Água Limpa, Pontalina, Piracanjuba, Rio Quente, Aloândia
Distância até a capital 128 km
Características geográficas
Área 2 846,191 km² [2]
População 44 204 hab. (GO: 27º) –  IBGE/2014[3]
Densidade 15,53 hab./km²
Altitude 771 m
Clima Tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,806 muito alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 492 552,567 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 12 158,19 IBGE/2008[5]
Página oficial

Morrinhos é um município brasileiro do estado de Goiás. Sua população, estimada em 2014 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), era de 42.135 habitantes. O nome Morrinhos foi escolhido para identificar o Município, devido a existência de três acidentes geográficos na região: Morro do Ovo, Morro da Cruz e Morro da Saudade. A distância de Morrinhos até Goiânia (capital do estado de Goiás) é de 128 km, 184 km de Anápolis (Capital Econômica de Goiás), 336 km de Brasília (capital Federal) e 56 km de Caldas Novas (maior estância hidrotermal do mundo).

Apresentação[editar | editar código-fonte]

Com movimentos culturais e políticos influentes, o Município de Morrinhos se destaca no passado histórico do estado de Goiás, tendo lançado grandes nomes e intelectuais para a memória goiana. Morrinhos sempre foi orgulho para sua gente, pois fora dos limites do município é sempre lembrada pela força de seu povo e pelos feitos de seus cidadãos. Esse passado chega até os dias de hoje, impulsionando a mudança e o desenvolvimento. Morrinhos está preparada para os desafios e para o crescimento de quem investe em educação, tecnologia e no principal: a qualidade de vida de seus moradores. Morrinhos tem passado, tem futuro e tem no presente a força de uma cidade maravilhosa, de um povo trabalhador e cheio de vontade.

Morrinhos possui ruas bem arborizadas, com muita sibipiruna e hibiscos. Possui, também, grande número de árvores frutíferas, sendo, por isso, cognominada de Cidade dos Pomares. Não por acaso, um dos mais perfeitos poetas goianos, Guilherme Xavier de Almeida, filho da "Cidade dos Pomares", diz, inspirado nela: Meu coração é uma cidade antiga,/ De casas brancas e compridos muros,/ Com pomares amplíssimos, escuros,/ E gente simples de feição amiga.

Os turistas buscam em Morrinhos o passado histórico preservado em seu casario colonial e suas ruas de tranqüila beleza. O município, com 2.976 km², situa-se na vertente goiana do Rio Paranaíba e é banhado pelos rios Piracanjuba e Meia Ponte e pelos ribeirões Formiga, Monjolinho, da Divisa, Mimoso e outros menores. Relativamente ondulado. A parte montanhosa é a que fica próxima ao rio Meia–Ponte. O principal acidente geográfico é a Serra Meia Ponte, e o pico culminante são Cachoeira da Samambaia e Atrás–Os–Montes. Suas principais rodovias são a BR-153 e GO-213, além de diversas rodovias municipais.

História[editar | editar código-fonte]

A chegada de Antônio Corrêa Bueno[editar | editar código-fonte]

A história de Morrinhos remonta a primeira metade do século XVII, quando o produtor rural Antônio Corrêa Bueno e seus irmãos, naturais da cidade de Patrocínio/MG, chegaram as terras que hoje compreendem o município de Morrinhos. Antônio Corrêa Bueno e seus irmãos vieram atraídos pela fertilidade do solo e ótima topografia, ideal para a criação de gado e cultivo de lavouras. Alguns anos mais tarde, famílias vindas de São Paulo e Minas Gerais se instalaram na região, promovendo seu rápido desenvolvimento. Uma pequena igreja foi erguida e, em sua volta foi formando uma vila que, em seguida, seria batizada de Nossa Senhora do Carmo, nome dado a padroeira do lugarejo e atualmente padroeira do município. Outros nomes também foram dados ao local no decorrer dos anos, Nossa Senhora do Carmo dos Morrinhos, Vila Bela do Paranaíba e Vila Bela de Nossa Senhora do Carmo de Morrinhos. O pequeno povoado foi se desenvolvendo muito, até ser levado a Distrito no ano de 1845. Do ano 1855 a 1859, o povoado viveu um curto período como Município, retornando a condição de Distrito logo depois. Mas em 1882, o Distrito foi elevado definitivamente à condição de Município, agora com o nome de Morrinhos.

Na metade do século XVII teve início o povoamento da região do atual município, quando Antônio Corrêa Bueno, natural de Patrocínio, no estado de Minas Gerais, ai se fixou com pequena fazenda agropecuária. A capela consagrada a Nossa Senhora do Carmo, que o pioneiro fez construir em sua propriedade, tornou-se em breve o núcleo de um crescente povoado (de Nossa Senhora do Carmo), formado por colonos paulistas e mineiros. O patrimônio da capela seria constituído em 1845, com a doação, por escritura pública, de terras de sua propriedade pelo capitão Gaspar Martins da Veiga. Por essa época em virtude do desenvolvimento do lugar o povoado foi elevado a Distrito com o nome de Vila Bela de Morrinhos, devido a pequenos morros existentes nas cercanias da cidade, pertencente ao município de Santa Cruz de Goiás.

Morrinhos foi fundada em princípios do século XIX por Antônio Corrêa Bueno, mineiro de Patrocínio, que ali construiu sua residência e uma capela dedicada a Nossa Senhora do Carmo, nome dado, posteriormente, ao povoado que surgiu com a presença de mineiros e paulistas que vieram explorar a fertilidade de suas terras. Em 25 de novembro de 1855 foi elevada à categoria de município, suprimida em 19 de agosto de 1859 passando a se chamar Vila Bela do Paranaíba e restabelecido em 2 de julho de 1871, novamente como Vila Bela de Morrinhos, agora pertencendo ao município de Pouso Alto (atual Piracanjuba). Em 29 de agosto de 1882 foi elevada à categoria de cidade com o nome de Morrinhos.

Sua primeira comarca foi criada em 21 de julho de 1863, suspensa em 16 de março de 1910 e restabelecida em 21 de julho de 1913. A sua primeira câmara foi constituída em 1884 e seu primeiro intendente, após a Proclamação da República foi o Sr. José Luiz de Medeiros.

Formação Administrativa – Judiciária[editar | editar código-fonte]

Pela lei provinciana nº3, de 31 de julho de 1845, criou-se o distrito com sede no arraial de Vila Bela de Morrinhos, no então município de Santa Cruz (atual Santa Cruz de Goiás). O município com a denominação de Vila Bela de Paranaíba, foi criado pela lei provinciana nº2 de 5 de novembro de 1855. Quatro anos mais tarde pela resolução provincial nº6 de 19 de agosto foi restabelecido, definitivamente com o nome de Vila Nossa Senhora do Carmo de Morrinhos ou Vila Bela de Morrinhos, pela lei provincial nº468, de 19 de julho de 1871, com território desmembrado então município de Pouso Alto. Reinstalado em 3 de fevereiro de 1872. A lei nº686, de 29 de agosto de 1882, concedeu faros de cidade ao atual topônimo Morrinhos a sede municipal. O município e constituído por um só distrito da sede.

Morrinhos e a formação do Sul de Goiás[editar | editar código-fonte]

Um século. Foi mais ou menos esse o tempo para que a ocupação do Sul do estado, centralizada em Morrinhos, organizasse administrativamente toda a região. Depois de 1948, os municípios desmembradis de Morrinhos continuaram se subdividindo em outros tantos, até chegar à divisão administrativa atual.

  • 1845 Criado o Distrito e Freguesia de Vila Bela do Paranaíba, no município de Santa Cruz - lei provincial nº3, de 31 de julho de 1845.
  • 1852 Criado o Distrito de Santa Rita do Paranaíba, no município de Santa Cruz, com parte do território do Distrito de Vila Bela - lei provincial n°18, de 21 de agosto de 1852.
  • 1855 Criado o município de Vila Bela do Pranaíba, formado pelos distritos de Vila Bela do Paranaíba(sede) e Santa Rita do Paranaíba - lei provincial n° 2, de 5 de novembro de 1855.
  • 1857 Criado o Distrito de Caldas Novas com território desanexado do Distrito de Vila Bela - lei provincial n° 6, de 5 de outubro de 1857.
  • 1859 Suprimido o município de Vila Bela do Paranaíba, cujos distritos são incorporados ao município de Santa Cruz - lei províncial nº 6, de 9 de agosto de 1859.
  • 1869 Criado o município de Nossa Senhora da Abadia de Pouso Alto (Piracanjuba), com território desmembrado dos municípios de Santa Cruz e Bonfim e os distritos de Pouso Alto (sede), Vila Bela do Paranaíba, Caldas Novas e Santa Rita do Paranaíba - lei provincial nº. 428, de 2 de agosto de 1869.
  • 1871 Restabelecido o município, com o nome de Vila Bela de Morrinhos ou, segundo outros documentos, Vila Bela de Nossa Senhora do Carmo de Morrinhos, com território desmembrado do município de Pouso Alto (Piracanjuba). A reinstalação do município ocorreu em 3 de fevereiro de 1872 e o Município passou a ser termo da Comarca de Santa Cruz - lei provincial n°.463, de 19 de julho de 1871.
  • 1882 Concedido foros de cidade à sede municipal, que passou a ser denominada Morrinhos, estendendo-se essa denominação ao município - lei provincial nº. 686, de 29 de agosto de 1882.
  • 1906 O município de Morrinhos é constituído pelos distritos de Morrinhos, Santa Rita do Paranaíba, Caldas Novas e Bananeiras (depois, Goiatuba).
  • 1909 Criado o município de Santa Rita do Paranaíba, levando o Distrito de Bananeiras. Esta foi a consequência imediata da "revolução" de 1909, que afastou os Xavier de Almeida e impediu a posse de Hermenegildo Lopes de Morais no governo do Estado -lei estadual nº. 349, de 16 de julho de 1909.
  • 1911 Criado o município de Caldas Novas, com território desmembrado de Morrinhos, incluindo o povoado de Marzagão. Essa foi a segunda consequência da "Revolução de 1909" - lei estadual nº. 393, de 5 de julho de 1911.
  • 1919 Reintegra-se o Distrito de Bananeiras (atual Goiatuba) ao município de Morrinhos - lei estadual nº. 631, de 12 de junho de 1919.
  • 1920 O município de Morrinhos concentra os distritos de Morrinhos, Bananeiras e Santa Rita do Pontal (Pontalina). Segundo o Censo de 1920, o município de Morrinhos é o que tem maior número de propriedades rurais em todo o Estado (1.172 propriedades).
  • 1931 A povoação de Bananeiras é elevada à condição de Vila e é criado o município de Bananeiras (Goiatuba) - decreto estadual n°. 627, de 21 de janeiro de 1931.
  • 1933 Na Divisão Administrativa Estadual o município de Morrinhos tem o distrito de Morrinhos (sede do município), Jardim da Luz e Santa Rita do Pontal (hoje Pontalina).
  • 1935 Criado o município de Santa Rita do Pontal, com território desmembrado do município de Morrinhos - lei estadual de 2 de agosto de 1935.
  • 1937 Ocorre uma Divisão Administrativa, ficando o município de Morrinhos com os distritos de Morrinhos e Jardim da Luz.
  • 1944 Na Divisão Administrativa que vigorou de 1944 a 1948, da mesma forma que nas divisões de 1938 e 1939 o município de Morrinhos tem unicamente o distrito da sede.

Prefeitos de Morrinhos[editar | editar código-fonte]

  • 1890-1893 - Hermenegildo Lopes de Moraes
  • 1894-1895 - Pedro Nunes da Silva
  • 1896-1898 - José Luís de Medeiros Júnior
  • 1899-1903 - Hermenegildo Lopes de Moraes
  • 1904-1909 - José Simões da Fonseca
  • 1909-1912 - Cirilo Cardoso de Almeida
  • 1912-1916 - Pedro Nunes da Silva
  • 1916-1919 - Alfredo Lopes de Moraes
  • 1919 - João Lopes Zedes Filho
  • 1920 - Serafim Gusmão
  • 1921 - Abílio Carneiro de Castro
  • 1922 - Modesto de Carvalho
  • 1923 - Sílvio Gomes de Mello
  • 1923-1927 - Pedro Nunes da Silva Filho
  • 1927-1930 - Raul Nunes da Silva
  • 1930 - Raul Nunes da Silva
  • 1931 - João Reis
  • 1932 - Euxódio Rosa de Viterbo Fraga
  • 1933 - Joaquim Marcos de Arruda
  • 1933 - Fernando Barbosa
  • 1934-1936 - Euzébio Gomes de Mello
  • 1936-1945 - Guilherme Xavier de Almeida
  • 1945 - Teodoro Antônio do Vale
  • 1945 - Luís Nunes de Azeredo
  • 1946 - Teodoro Antônio do Vale
  • 1947 - Joaquim José do Carmo
  • 1947-1950 - Manoel de Freitas
  • 1951-1954 - Jurandir Vasconcelos
  • 1955-1958 - Felício Chaves
  • 1959-1960 - Antônio de Castro Rosa
  • 1961-1965 - Manoel de Freitas
  • 1966-1969 - Joviano Antônio Fernandes
  • 1970-1972 - Domingos Vilefort Orzil
  • 1985-1988 - Areno Luís de Oliveira
  • 1989-1992 - José Novato dos Santos
  • 1997-2000 - Joaquim Guilherme Barbosa de Souza
  • 2001-2004 - Joaquim Guilherme Barbosa de Souza

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município de Morrinhos, segundo a nova Divisão Territorial do Brasil em regiões Geográficas, é uma unidade administrativa que pertence a Microrregião 015 – Meia Ponte. A microrregião Meia Ponte é integrante da mesorregião 05 – Sul Goiano, localizado a sudeste da capital do Estado de Goiás entre as coordenadas de 17º30’20” a 18º05’40” latitude sul e 48º41’08” a 49º27’34” de longitude oeste. Sua população era estimada em 36.942 habitantes, segundo o Censo do IBGE de 2000. Morrinhos possui uma ótima localização geográfica, está bem no centro geográfico da microrregião do Meia Ponte, estando muito próximo de cerca de 24 municípios. Está interligado via asfáltica a quase todos os municípios de seu entorno. A cidade está situada a uma altitude de 735 metros acima do mar, sendo que no município a maior altitude não ultrapassa a 800 metros. Possui clima ameno e saudável, grupo tropical úmido. Menos de 30% da cobertura é vegetal natural. Segundo fontes do IBGE, SMARH, Metago (1999), Morrinhos ocupa uma área de 2.846,156 km². Em mais de 50% da área do município apresenta potencial para o uso com lavouras (agricultura), predominado associações de terras favoráveis ao uso com lavouras e pastagens plantadas.

Clima[editar | editar código-fonte]

Localizado a 771 m de altitude, possui clima ameno e suave (tropical úmido) e tem uma topografia plana e relevo ondulado, com uma temperatura média anual de 20°C, Ameno e saudável, pertencendo ao grupo tropical umido a temperatura media das máximas e de 27°C das mínimas 18°C e compensada a 27°C. Em maio de 2007 houve um registro oficial do INMET (Instituto Nacional de Meteorologia) de 6,4°C

Flora[editar | editar código-fonte]

A flora predominante em Morrinhos, assim como em todo o território de Goiás, é o Cerrado. Essa formação floristica é considerada por instituições internacionais e pela ciência como a savana mais rica do planeta. São mais de 10.000 espécies de plantas, das quais 45% são exclusivas do Cerrado. Na extensão original do Cerrado goiano abundavam espécies como o pequi, pau-santo, pau-doce, pau-d`arco, peroba-do-cerrado, sucupira-branca, sucupira-preta, tingui, jatobá, lobeira, cajueiro, baru, barbatimão, caraiba, ipê-amarelo, jacarandá, capitão-do-campo, dentre outras. Os primórdios do município de Morrinhos ostentavam campos, matas de cerrados, veredas, matas ciliares, compondo representantes da rica diversidade de espécies do Cerrado. Hoje, bastante pressionada pala expansão incorreta da agropecuária, a flora da região tem sofrido com o risco de extinções e empobrecimento genético, como em muitos outros municípios do sul de Goiás. A flora do município, principalmente aquela ripária, é extremamente importante para a manutenção de serviços ambientais como a retenção de água no subsolo.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Possui as seguintes formas de relevo: Plano e suave ondulado ocupando uma área de 1.126,25 km², correspondendo a 40%; Ondulado e suave ondulado ocupando uma área de 526,35 km², 18,68%; Suave ondulado ocupando uma área de 441,46 km², 15,67%; Suave ondulado e ondulado ocupando uma área de 307,66 km², 10,92%; Ondulado ocupando uma área de 281,03 km², 9,97%; Ondulado e fortemente ondulado ocupando uma área de 69,20 km², 2,46%; Forte ondulado ocupando uma área de 63,67 km², 2,25%. O uso atual da área do município é de 1.403,19 km², 49,82% com predomínio de pastagens; 805,33 km², 28,59% com predomínio de lavouras; 598,59 km², 21,26% com vegetação natural; 7,93 km², 0,28% área urbanizada; 1, 52 km², 0,05% com outros. A fertilidade natural dos solos é Baixa ocupando uma área de 1.464,49 km², correspondendo a 52% da área municipal; Baixa e Média ocupando uma área de 777,99 km², 27,61%; Média a Alta mais Baixa ocupando uma área de 526,35 km², 18,68%; Média a Alta ocupando uma área de 46,79 km², 1,66%. Embora não exploradas, possui jazidas de berilo, caulim, cromita, talco, rutilo, manganês, além de argila, calcário e areia. Encontra-se veados, tamanduá-bandeira, pacas, catetos, lobo-guará, onça parda, entre outros. O município é banhado pelos Rios Piracanjuba e Meia Ponte.×

População[editar | editar código-fonte]

As estimativas da população no ano 2000 eram que Morrinhos possuía 36.990 mil habitantes.

Sendo que:

População da Zona rural: 6.061 de habitantes

População da Zona urbana: 30.929 de habitantes

Dados do IBGE - Censo 2000

Segundo dados oficiais do Censo Agropecuário e Contagem da População 2007, realizados pelo IBGE, Morrinhos possuía 38.991 habitantes no ano de 2007, uma variação positiva de 5,41% em relação ao Censo 2000.

Em 2010, o IBGE divulgou que a população de Morrinhos chegou a 41 457 habitantes.

Já em 2014, segundo estimativas populacionais para os municípios brasileiros, divulgadas pelo IBGE, Morrinhos possuía Predefinição:44204 habitantes.

Economia[editar | editar código-fonte]

Agropecuária: Vocação antiga[editar | editar código-fonte]

A maior vocação econômica de Morrinhos está centrada nas atividades rurais. E foi assim desde o início de seu povoamento, por volta do século XVIII, quando os primeiros desbravadores e colonos - mineiros e paulistas - ali se estabeleceram, dedicando-se à criação de gado e ao cultivo de lavoura. Hoje a agropecuária, com cerca de 2 mil produtores, é responsável por 53% de geração de divisas do município. Além da agropecuária, a economia da região é integrada pelo setor industrial com 71 empresas; o comércio, com cerca de 370 estabelecimentos; e os serviços financeiros com seis bancos.

Pecuária[editar | editar código-fonte]

Na pecuária destaca-se o rebanho bovino destinado ao corte e leite e seleção de reprodutores, com preferência para as raças Gir e Nelore. A agropecuária é responsável por 53% da geração de divisas para o município, 240.000 cabeças de gado bovino de corte e leite. 52.700.000 (Cinquenta e dois milhões e setecentos mil) litros de leite produzidos por ano. Morrinhos é a terceira bacia leiteira de Goiás, segundo dados de 1998. A produção de mais de 60 milhões de litros de leite por ano coloca o município como a 2ª bacia leiteira do Estado. O rebanho total bovino ultrapassa as 255 mil cabeças, com 54 mil vacas leiteiras, sendo estas, em sua maioria, de gado girolando, um plantel de boa qualidade. O setor pecuarista morrinhense possui também um banco genético muito grande desse gado leiteiro, o que permite um nível de estabilidade e avanço de manutenção di plantel, mesmo com a introdução de outras raças, como o nelore, não tão apropriadas para a produção. Isso vem ocorrendo porque alguns pecuaristas são temerosos diante da crise de mercado do leite.

Agricultura[editar | editar código-fonte]

Nem só de pecuária vive o homem e a economia rural de Morrinhos. A agricultura é igualmente forte na região. Possui uma agricultura relativamente bem desenvolvida, destacando-se a cultura de soja, arroz e milho, além de algodão, abacaxi, banana, feijão, tomate e mandioca. Os principais produtos do município são o tomate industrial (1º lugar no ranking de Goiás). É o maior produtor de tomate industrial do estado de Goiás. A soja vem ganhando terreno, com uma área plantada de mais de 32 mil hectares em 2003, assim como o feijão irrigado, área em que Morrinhos é o 2º maior produtor do Estado. O alto grau de produtividade nesse segmento deve-se as condições favoráveis do solo e clima da região e também pela adoção de inovações tecnológicas, embora alguns agricultores ainda mantenham métodos e processos tradicionais.

Sementes[editar | editar código-fonte]

Para se plantar precisa-se de sementes. Este é outro segmento da cadeia produtiva que é forte no município de Morrinhos. A capacidade armazenadora de grãos em Morrinhos é de 85.000 toneladas. Estão instaladas várias empresas que atuam na produção, pesquisa ou armazenamento desse insumo agrícola. Entre elas a Monsoy, grupo Monsanto, operando em Morrinhos desde 1997, inicialmente dedicada à produção de sementes. A partir de 2002, a empresa passou a atuar só em pesquisa e melhoramento genético de sementes de soja. A Caramuru Armazéns Gerais - Unidade de Morrinhos, pertence ao Grupo Caramuru - complexo industrial cuja matriz está localizada em Itumbiara, e tem unidades industriais e de armazenamento no Paraná, Mato Grosso, São Paulo, Bahia, Pernambuco e Ceará. O Grupo trabalha na cadeia produtiva de grãos, desde a produção de sementes, armazenagem, degerminação, extração e refino de óleos vegetais e na produção de consumo final de derivados de milho, óleos comestíveis e azeites, pipocas, colorífico e misturas para bolos. Também é grande fornecedora de insumos (matéria-prima ou complementares) para a indústria alimentícia, de bebidas e mineração. A Sementes Selecta, presente em Morrinhos, é outra empresa goiana com sede em Goiatuba. Atua no segmento de soja com produção de sementes, grãos e farelo integral utilizado para a fabricação de rações animais. Seus produtos são vendidos não só no Estado de Goiás, mas para todo o Brasil e exportados para outros países. Há várias outras empresas que refletem a grandeza do setor de agronegócios em Morrinhos nos segmentos de rações, beneficiamento de sementes, frigorífico e couro.

Irrigação[editar | editar código-fonte]

Morrinhos se destaca, também, por ser o segundo município do estado de Goiás em área irrigada, com cerca de 120 pivôs de irrigação em operação. Para atender a demanda de energia elétrica do Parque Industrial e dos pivôs instalados na região, o município conta com uma capacidade de 69 kV de 220 V. Possui ainda a cerca de 10 km da sede do município uma estação rebaixadora de 220 kV com saídas de 69 kv.

Indústrias[editar | editar código-fonte]

No setor industrial conta com diversas indústrias de pequeno porte, principalmente na área de laticínios e conservas. A tendência à economia agropecuária gerou amplo desenvolvimento no setor da agroindústria onde diversas empresas do ramo se instalaram em Morrinhos. Nos últimos anos, principalmente entre os anos de 1997 e 2000, houve uma ampliação considerável no número de empresas que se instalaram no município.

Principais indústrias instaladas em Morrinhos[editar | editar código-fonte]

Dentro do contexto econômico do município, algumas empresas merecem destaque:

  • Complem – Cooperativa Mista de Produtores de Leite de Morrinhos, que congrega cerca de 3.000 associados e faz a captação de mais de 200.000 litros de leite in natura por dia, beneficiando parte da matéria-prima na forma de queijos e doces, e exportando outra parte para o Estado de São Paulo.
  • Olé – Empresa que beneficia polpa de tomate, produz e confecciona molhos e extratos.
  • Horizonte Aviações Agrícolas – Empresa especializada em manutenção de aviões de pequeno porte para o combate agrícola com área de cobertura de 50o kms.
  • Mudas Brambilla - Empresa produz e fornece mudas de cultivares para produtores rurais do município e região. É tradicional fornecedor de mudas de tomate para a indústria alimentícia, tinha sua sede na região de Araçatuba (SP). Foi mais uma empresa que veio para Morrinhos, a nova fronteira da indústria de conservas alimentícias.
  • CISAL Alimentos - Indústria Sul-Americana de Alimentos. É outra empresa de conservas de azeite e azeitona, também de São Paulo, que acreditou no potencial de Morrinhos. A unidade aqui instalada já deu início à produção de polpa de tomate. Sua produção está sendo ampliada com outras linhas de conservas vegetais, incluindo doces como goiabada e marrom-glacê, feito de batata.
  • Produtos Qualitti - Surgiu de uma visão empreendedora e vendedores de frangos na feira à própria granja de aves. A indústria abate 15 mil aves/dia.
  • Produtos Dez - Indústria e Comércio de Conservas Alimentíceas, essa é uma empresa da região. É formada por dez produtores locais de tomate que, com visão empreendedora, partiram também para a industrialização do produto que eles mesmos já cultivam há anos. Atualmente trabalha em parceria com a empresa de alimentos PREDILECTA na fabricação de doces e atomatados.
  • CEM (Antiga Usina Camen) - Usina de Álcool e Açúcar. Empresa especializada na transformação de cana-de-açúcar em álcool, açúcar e coogeração de energia elétrica. Com uma logística privilegiada no estado de Goiás, a empresa acredita no desenvolvimento da agricultura regional com a cultura da cana-de-açúcar, gerando distribuição de renda e emprego. A partir de 2009 passou seu controle acionario ao Grupo Colorado (Usinas em Orlândia-SP e Guaira - SP), deixando o antigo nome de Usinas Camem para CEM - Central Energetica de Morrinhos, passando a moagem de cana e geração de energia elétrica em definitivo a partir do 1 semestre de 2010.
  • Bebidas Carreiro - A indústria nasceu em 1990, especializada em bebidas alcoólicas, vinhos, cachaça, coquetéis, sangrias, vinhos compostos entre outros. Encontra-se em ascensão no estado de Goiás e já está se espalhando por todo o Brasil. Um dos seus principais produtos é a Raizama, raízes amargas, que em cinco anos tornou-se líder do seguimento no estado de Goiás.
  • Monsoy
  • Selecta
  • Du Ponto - A empresa está no mercado há mais de 15 anos, sendo a maior e única produtora de peças íntimas na cidade. Líder no segmento produz em alta escala para vários estados.

DAIMO - Distrito Agroindustrial de Morrinhos[editar | editar código-fonte]

O município de Morrinhos possui um Parque Industrial, dirigido pelo Goiás Industrial, órgão do Governo Estadual responsável pela manutenção do Distrito. O Distrito Agroindustrial de Morrinhos - DAIMO, ocupa uma área de 154,88 hectares e conta com ruas asfaltadas e iluminadas além de toda uma infraestrutura básica para dar apoio as indústrias que ali estão instaladas. Morrinhos está distante cerca de 289 km de São Simão, porto de acesso a Hidrovia Paranaíba/Paraná/Tietê, principal ponto de ligação hidroviária entre o Centro-Oeste e os países do Mercosul. O Nome DAIMO e a referência para a construção do distrito vieram de Anápolis, que possui o DAIA, onde se encontra o maior pólo industrial do Centro-oeste.

DPI - Distrito das pequenas indústrias[editar | editar código-fonte]

Localizado na via de acesso a Buriti Alegre, conta com 256.740 m² divididos em 82 lotes, sendo que 36 já foram legalizados e a ocupação dos demais encontra-se em processo avançado.

A Comunicação[editar | editar código-fonte]

A cidade de Morrinhos está bem servida no que se refere aos meios de comunicação. A cidade possui atualmente um canal de TV local (TV Morrinhos Canal 12), que foi inaugurado em Maio de 2006 e seu principal objetivo é prestar serviços a comunidade local, trazendo informações, lazer e entretenimento. Entre os principais programas da emissora estão o Nosso Jornal, Você na TV, Goiás é Mais, No SobreNatural entre outros. A cidade ainda possui 3 emissoras de Rádio, sendo duas FM Rádio Integração News FM (comercial) e Rádio Boas Novas FM (comunitária) e uma AM comercial (Rádio Morrinhos AM). As rádios comerciais possuem uma grande audiência em Morrinhos e região. A cidade possui também vários jornais locais impressos que circulam semanalmente, quinzenalmente e mensalmente, como o Jornal Hora Extra, Jornal do Peninha, Jornal Correio Sul Goiano, Jornal A Folha, Jornal O Liberal, Jornal de Morrinhos, Jornal a Gazeta do Estado, Jornal Centro Sul, entre outros.

A cultura, o esporte, o lazer e o turismo[editar | editar código-fonte]

Casarões antigos guardam um pouco da história, na foto o casarão de Hermenegildo Lopes de Moraes, um dos primeiros Prefeitos de Morrinhos

Morrinhos é uma cidade centenária, mas guarda pouco de sua arquitetura colonial com alguns casarões e outros edifícios representativos do seu patrimônio histórico (parte velha da cidade), com destaque para a velha Cadeia Pública tombada recentemente pelo IPHAN, e que foi transformada no ano de 2004 em museu municipal (Museu Antônio Corrêa Bueno).

Nos arredores da cidade, a Prefeitura de Morrinhos mantém o Parque Ecológico Jatobá Centenário (o nome do parque foi escolhido através de um concurso realizado, onde a ideia surgiu devido a existência de uma árvore de jatobá, que segundo pesquisadores, possui mais de 100 anos), com 18 alqueires de área, cerca de 2.100 metros de trilhas, pequena cachoeira, animais e árvores classificadas e identificadas com seu nome científico. Em média, o parque recebe 10 mil visitantes todo semestre, que vão ao local a fim de conhecerem mais sobre o cerrado nativo da região (Tropical Savana), preservado no parque.

Foi construído um lago artificial (Parque Recanto das Araras) com o represamento das águas do Córrego Maria Lucinda, na saída para Caldas Novas. O lago municipal foi inaugurado no dia 27 de Dezembro de 2004, pelo então prefeito Joaquim Guilherme Barbosa de Souza e com presença do então governador Marconi Perillo. Os recursos para a construção do lago foram obtidos através do Tesouro Municipal, do Governo de Goiás e Governo Federal. Atualmente, o Lago Municipal, que virou atração turística de Morrinhos, foi beneficiado com obras de urbanização e melhorias em toda sua circunferência, onde foram construídas 1 quadra de basquete, 1 pista de skate, 2 quadras de peteca, 2 quadras de tênis, 1 quadra de volei de areia, 2 campos de futebol society, restaurante, playgrounds, estação de ginástica, academia ao ar livre, sanitários, área para realização de eventos, estacionamento, sede administrativa da Superintendência de Esportes e Lazer, pista de caminhada e ciclismo com iluminação e áreas de convivência. Em junho de 2011, a Prefeitura de Morrinhos, visando resgatar os valores culturais, iniciou na orla do Lago Municipal as obras de construção de um Teatro Público de Arena, que deve ser entregue em breve para a população. Também, a Prefeitura Municipal de Morrinhos está dando seguimento ao projeto paisagístico do Parque Recanto das Araras, onde foram e estão sendo plantadas centenas de mudas de árvores típicas do cerrado e às margens do córrego Maria Lucinda e, ainda está sendo dada sequência ao projeto de implantação do Parque Natural de Morrinhos.

Praça da Estátua do Cristo Redentor em Morrinhos. A Estátua foi inaugurada em Janeiro de 1970 após 3 anos de obras, possui 27 metros, e é considerada um dos principais cartões postais de Morrinhos

Morrinhos possui várias praças e áreas de lazer, como a Praça do Cristo Redentor(estátua de 27 metros que fica um dos mirantes da cidade, o Morro da Cruz), que tem a sua volta excelente espaço para a prática de cooper e outros exercícios físicos. A estátua do Cristo Redentor e a respectiva praça foi inaugurada em Janeiro de 1970 pelo então Prefeito Joviano Antônio Fernandes. Em 2007 foi construída na praça uma cascata artificial, que tem chamado ainda mais a atenção dos visitantes. Todos os Domingos, a partir das 16 horas, funciona na praça do Cristo a Feira do Artesanato, onde os visitantes podem conhecer um pouco do trabalho dos artistas morrinhenses e também saborear diversos tipos de comidas típicas. A cidade ainda possui outras importantes praças como a Praça Walter Aquino (W.A.), a Praça Dr. Raul Nunes ou Praça da Fonte Luminosa, a Praça Padre Primo Scussolino (onde se localiza a Biblioteca Municipal e o Parquinho), a praça Rui Barbosa ou Praça da Rodoviária e a Praça Monte Castelo ou Praça do Mercado. Esta última possui um amplo espaço utilizado para a realização de eventos públicos e, entre 2007 e 2009, o antigo Mercado Municipal foi revitalizado e ampliado, transformando-se em um moderno centro de compras e lazer, sendo agora cognominado de Centro Comercial Valterli José Alves.

As tradicionais festas populares têm atraído muitos visitantes ao município, sendo um potencial a ser explorado para o turismo de eventos. São festas tradicionais: Exposição Agropecuária e Industrial de Morrinhos (realizada no mês de Junho), Festa de Nossa Senhora do Carmo (realizada no mês de Julho), Festa Folcórica do Né (realizada na Praça Rui Barbosa no mês de Agosto), Festa do Tomate (realizada no Parque de Exposições Sylvio de Mello no mês de Agosto) e a Festa de Artes e Morrinhense Ausente (geralmente realizada no mês de Outubro). A cidade possui um cinema (Cinemax), que foi inaugurado em 2005, servindo como mais uma opção de lazer aos morrinhenses e visitantes. A cidade conta, ainda, com espaços de pesque-pague próximos ao perímetro urbano, sendo outra opção de lazer.

Praça Coronel Hermenegildo Lopes de Moraes, popularmente conhecida como "Praça do Coreto". Na praça encontra-se também o busto de Maria Amabini de Morais (esposa de Hermenegildo Lopes de Morais), considerada a maior benemérita da história Morrinhos

A cidade e a Prefeitura ainda mantém a Banda de Música Lira Musical Santa Cecília e a Orquestra de Violeiros Chico Flor. Embora seja um grande produtor de algodão, a cidade também perdeu a cultura das fiandeiras. Hoje essa atividade histórica e artesanal de tecer está resumida nos momentos de lazer de umas poucas senhoras nos grupos de Conviver. A cidade de Morrinhos ainda possui um teatro (Teatro Juquinha Diniz). A cidade conta com vários atores no ramo do teatro e também com alguns escritores. No mês de Agosto de 2011 a Prefeitura Municipal inaugurou defronte a Praça da Igreja Matriz a Casa de Cultura Professora Célia Terezinha. O imóvel onde foi instalada a Casa de Cultura foi construído há mais de um século e retrata bem a arquitetura da época, como pilares de sustentação em madeira, tijolos grandes e telhas de barro, além de pedras e cerca de madeira. Na Casa de Cultura funciona a parte administrativa da Superintendêmcia Municipal de Cultura e diversas oficinas permanentes para trabalhar a parte artística do município em todos os segmentos, da música ao artesanato. A Casa de Cultura está apta a receber exposições de artistas locais e convidados além de saraus para os amantes da música.

Centro Esportivo João Vilela e Centro de Treinamento do América Futebol Clube e do Morrinhos Futebol Clube

A cidade de Morrinhos possui uma estrutura esportiva relativamente grande, contando com dois Ginásios de Esportes públicos mantidos pela Prefeitura (Ginásio de Esportes Helenês Cândido e Ginásio de Esportes José Miguel Romano), possui ainda um Estádio (Estádio do Centro Esportivo João Vilela) com capacidade para 5040[6] pessoas e quadras de esporte em praticamente todos os bairros da cidade. Morrinhos ganhou no ano de 2007, um novo time de futebol, o Morrinhos Futebol Clube e também tem o time mais tradicional da cidade que é o segundo mais velho do estado e foi fundado em 1937 que se chama América Futebol Clube, o Morrinhos disputa a série b goiana e o América a série c Goiana. A cidade se destaca também no futebol amador, onde são realizados vários campeonatos durante o ano.

Morrinhos possui um grupo de fazendeiros, que percorrem as cidades da região levando a mensagem da preservação ambiental. São os cavaleiros da CEMO (Cavalgada Ecológica de Morrinhos). Na qual teve como presidente um dos principais nomes da música sertaneja nacional, filho de Morrinhos, o saudoso Antonio Rosa Ribeiro (cantor Falcão - da dupla Felipe e Falcão). Eles realizam esse trabalho em parceria com um grupo de muladeiros, a Comitiva Esperança - Clube da Mula de Morrinhos. Trabalhando na preservação da fauna e da flora goiana, plantando árvores, principalmente o ipê - símbolo do cerrado, e soltando alevinos nos rios da região.

Universidade Estadual de Goiás UnU Morrinhos[editar | editar código-fonte]

Atualmente, a Unidade Universitária da UEG em Morrinhos atende a cerca de 24 municípios do Sudeste Goiano, com seus seis cursos regulares de graduação, sendo cinco cursos de licenciatura e um curso de bacharelado.

A UnU Morrinhos surgiu em decorrência da transformação da Autarquia Estadual “Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Morrinhos” – FECLEM, em Unidade Administrativa da UEG, através da Lei Estadual n.° 13.456. de 16 de abril de 1999.

O curso de Ciências – Licenciatura de 1° Grau deu início às suas atividades ainda em 1988, com a realização de seu primeiro Exame Vestibular, tendo sido responsável pela formação de 11 turmas com aproximadamente 400 alunos.

Em 1997, foram reconhecidos os cursos de Licenciatura Plena em História, Geografia e Letras – Habilitação em Português/Inglês. Em 1998, a graduação em Ciências foi convertida em duas novas Licenciaturas Plenas: em Matemática e em Biologia.

Atualmente, todos os cursos estão em processo de implantação de novas Matrizes Curriculares e, ao mesmo tempo, se encontram em processo de renovação de reconhecimento, sendo que os cursos de Biologia. Ciências Contábeis e de Matemática, se encontram na expectativa de seu primeiro reconhecimento.

A Criação da UEG[editar | editar código-fonte]

Fundação Pública do Estado de Goiás, a Universidade Estadual de Goiás – UEG foi criada pela Lei Estadual n.° 13.456, de 16 de abril de 1999, e vinculada á Secretaria do Estado de Ciência e Tecnologia – SECTEC.

Formada a partir da fusão de fundações estaduais pre-existentes no Estado e com a criação de novas unidades administrativas e pólos universitários, a UEG assumiu a missão de interiorizar o ensino superior para as diferentes regiões do Estado, dando maior ênfase á formação de professores, os quais. atuando na educação básica, têm a chance de contribuir para melhorar a qualidade da educação em Goiás.

Os cursos da UEG são relacionados á formação de profissionais pensadores e atuantes, preparados para o exercicio de suas funções e agentes capazes de transmitir conhecimentos e ciências de modo eficiente e, acima de tudo, com responsabilidade e senso crítico.

Sua dinâmica e funcionamento caracterizam uma instituição que, preocupada com a formação do Estado goiano, entra nos diversos municípios através de suas unidades e assim, objetiva uma fixação do homem ao seu meio e providencia uma melhora da capacidade intelectual do individuo, preparando-o para o mercado de trabalho local e para que possa agir ciente de seu papel de cidadão, melhorando de forma transformadora a realidade da qual faz parte.

Promovendo seminários, simpósios e palestras, a UEG visa difundir conhecimentos, métodos e técnicas educacionais à região onde se encontra.

 ===Cursos: ===

Ciências Biológicas[editar | editar código-fonte]

A iniciação dos alunos à pesquisa científica é um fato dentro do curso. Nossos professores realizam pesquisas em diversas áreas das Ciências Biológicas, tais como Genética, Microbiologia, Zoologia, Comportamento, Ecologia, Bioquímica, Botânica, Saúde e Educação. A Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UEG e o CNPq incentivam essa atividade oferecendo bolsas de Iniciação Científica aos alunos que participam de projetos de pesquisa. Muitos alunos bolsistas egressos seguiram carreira acadêmica realizando cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado) em universidades de renome no país tais como USP, UNICAMP, UFG, UFT, UFV e UNB, além do IF Goiano. Ainda contamos com recursos da FAPEG que financia pesquisa na área de controle biológico de pragas em parceria com o IF de Morrinhos.

Ciências Contábeis[editar | editar código-fonte]

O Curso de Ciências Contábeis tem por objetivo formar Contadores competentes e preparados para o exercício da profissão contábil, com visão gerencial e, dotados de conhecimentos voltados à gestão organizacional.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O curso de formação de professor de Geografia da Universidade Estadual de Goiás, tem por objetivo geral, formar Licenciados em Geografia que compreenda a organização do espaço, a autonomia intelectual, e a consciência critica diante das inúmeras situações propostas pela Ciência Geográfica, compatível com a profundidade e o alcance das transformações que ocorrem e ocorrerão na sociedade, instrumentalizando-se para identificar as questões sobre as quais se propõe atuar.

História[editar | editar código-fonte]

Atualmente o Curso de História possui um quadro docente composto por 18 professores, sendo 09 efetivos e 09 temporários. Destes, um é pós-doutor, dois doutores, três mestres, um doutorando, um mestrando e 10 especialistas.

A implantação de uma nova matriz unificada a partir de 2004 impulsionou as atividades de pesquisa e ensino contempladas no Trabalho Final de Curso em forma de monografia, abrindo a possibilidade de consolidar a formação de grupo de pesquisa com área de concentração em História e Região ênfase na pesquisa e estudos do processo histórico e sócio-cultural da região sul de Goiás e sua relação com a região sudeste do Brasil, verticalizando-se também para as discussões dos conceitos de espaço, tempo, paisagem, região, fronteira e sertão. Tendo como possíveis linhas de pesquisa: História e Cultura Social; História, Cultura e Identidades ; História, Educação e Ensino de História; História, Religião e Religiosidade.

Letras[editar | editar código-fonte]

Historicamente, a UEG tem demonstrado sua vocação para a formação de professores, sob a ótica do contexto geográfico, histórico, político, sócio-cultural, econômico, científico e educacional. A interiorização do Ensino Superior no Estado de Goiás, durante as políticas dos governos deste Estado, remonta à década de 80. Atualmente, a Universidade Estadual de Goiás é composta por 42 unidades universitárias com 131 cursos regulares de graduação, dos quais 78 são de Licenciaturas, e dentre estes, 15 são Cursos de Letras.

O curso de Letras destina-se à formação de profissionais na área de linguagens (verbal e não verbal) que venham a atuar em vários campos sociais da educação, decorrentes das novas necessidades e demandas socioculturais e econômicas. Tais campos são as escolas e os sistemas escolares, a pesquisa educacional, os movimentos sociais, as diversas mídias, as atividades de animação cultural e lazer e outros que se fizerem necessários. Para o enfrentamento de exigências colocadas pelo mundo contemporâneo, são requeridos dos educadores novos objetivos, novas habilidades cognitivas, mais capacidade de pensamento abstrato e flexibilidade de raciocínio, capacidade de percepção de mudanças. Para tanto, incentiva a formação geral e profissional implicando o repensar dos processos de aprendizagem e das formas do aprender, a familiarização com os meios de comunicação e o domínio da linguagem da mídia, o desenvolvimento de competências comunicativas e capacidades criativas para análise de situações novas. Assim, na sua concepção, o currículo do curso privilegia os conteúdos necessários ao desenvolvimento das competências exigidas para o exercício profissional tratando-os nas suas diferentes dimensões, tais como: na sua dimensão conceitual – na forma do saber conhecer, teorias, informações, conceitos; na sua dimensão procedimental – na forma do saber fazer e na sua dimensão atitudinal – na forma do saber ser, constituído por valores e atitudes que estarão em jogo na situação profissional. Os diferentes âmbitos do conhecimento profissional do professor prevêem conteúdos com essas diferentes dimensões. A seleção dos conteúdos leva em conta a situação de um trabalho com a linguagem para auxiliar os alunos, futuros professores, a superarem os problemas constantes de produção de leitura e de escrita.

O Curso atua na qualificação dos professores que trabalham na Educação Básica, a fim de garantir aprendizagens essenciais à sua formação, possibilitando-lhes competências suficientes para difundir o desenvolvimento social, econômico e cultural da região.

É notório que só a existência de educadores capacitados e comprometidos com o processo ensino-aprendizagem, poderá garantir condições básicas para o funcionamento da escola com uma dimensão pedagógica consciente e efetiva.

A educação escolar, nesse contexto, assume responsabilidades cruciais, uma vez que a inserção crítica das novas realidades do mundo contemporâneo, depende substancialmente de um processo de escolarização que valorize o conhecimento, o desenvolvimento das capacidades cognitivas, a formação moral e a formação da cidadania crítica e participativa através da formação de professores.

Matemática[editar | editar código-fonte]

Seguindo as diretrizes e medidas desencadeadas no país, seja a partir do movimento de educadores no âmbito da sociedade civil, ou de iniciativas oficiais do MEC e dos órgãos de decisão, incluindo a própria UEG, necessário se faz pensar sobre a política de formação dos professores de Matemática. Em razão das transformações sócio- econômicas e culturais em curso, que exigem o atendimento às necessidades e às demandas da educação em busca de um novo perfil profissional, que atenda as disposições legais determinadas pela LDB e outros instrumentos normativos.

Professores-formadores com qualidade são necessários para a formação de um bom profissional em Matemática, no entanto, para atender a estas expectativas, o docente universitário necessita assumir-se como cidadão competente, no exercício profissional ou nas atividades sociais, culturais, políticas que o incluam na prática da cidadania.

É imprescindível que os professores-formadores se auto-responsabilizem pela sua melhor qualificação profissional, exigindo políticas públicas e boas condições de formação, aprendendo a conceber, organizar e dirigir situações de ensino e aprendizagem e a mobilizar conhecimentos, capacidades e tecnologias para intervir eficazmente em situações pedagógicas concretas.


Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 de dezembro de 2010.
  3. Estimativa populacional 2014 IBGE Estimativa populacional 2014 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2014). Visitado em 29 de agosto de 2014.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  6. Cadastro nacional de estádios de futebol.

Federação Goiana de Futebol e Prefeitura Municipal

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

[UEG UnU Morrinhos http://www.morrinhos.ueg.br/institucional/]