Japurá (Paraná)

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Município de Japurá
Bandeira de Japurá
Brasão de Japurá
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 13 de Dezembro
Fundação 13 de Dezembro 1964
Gentílico japuraense
Prefeito(a) Orlando Perez Frazatto (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Japurá
Localização de Japurá no Paraná
Japurá está localizado em: Brasil
Japurá
Localização de Japurá no Brasil
23° 28' 12" S 52° 33' 10" O23° 28' 12" S 52° 33' 10" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Noroeste Paranaense IBGE/2008[1]
Microrregião Cianorte IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes ao Norte com São Carlos do Ivaí, ao Sul com São Tomé, ao Leste com São Carlos do Ivaí e a Oeste com Indianópolis
Distância até a capital 528 54 km
Características geográficas
Área 165,184 km² [2]
População 9 095 hab. IBGE/2014[3]
Densidade 55,06 hab./km²
Altitude 400 m
Clima Subtropical Úmido Mesotérmico
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,759 alto PNUD/2000[4]
PIB R$ 72 482,930 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 8 442,97 IBGE/2008[5]
Página oficial

Japurá é um município brasileiro do estado do Paraná. Sua população estimada em 2014 era de 9 095 habitantes.[3]

História[editar | editar código-fonte]

Na década de 20 (1920) todo o estado do Paraná era uma região de difícil acesso; matas recobriam praticamente toda a região norte do estado. Os pioneiro fazendo grandes derrubadas, iniciam no sertão, isoladamente, suas plantações. Muitos deles ofereciam-se como trabalhadores na construção da estrada de ferro "Ourinhos/Cambará", obra da então Companhia Ferroviária São Paulo/Paraná.

Com o intuito de desbravar novas terras para o plantio de café, fazendeiros paulistas e mineiros deram início, no princípio do século, à colonização do Norte do Paraná, na região hoje denominada Norte Velho.

Conhecido o potencial das novas terras, principalmente visando o plantio do café, a empresa colonizadora britânica, Paraná Plantations Company, através de sua subsidiária, Companhia de Terras Norte do Paraná, adquiriu do Governo do estado e de diversos posseiros uma gleba de 515.000 alqueires, que veio a se constituir no Norte Novo. Em 1929, com o arrendamento da estrada de ferro no trecho Ourinhos-Cambará, estendeu esta rede em direção às suas terras atingindo o Rio Tibagi.

O técnico em agricultura e reflorestamento, Simon Joseph Fraser (Lord Lovat), que veio à Cidade de São Paulo no início do ano de 1924, como mero observador da Missão Montagu, chefiada pelo Lord Montagu, esta convidada pelo Presidente Arthur Bernardes, para analisar a economia brasileira e reconstituir o Ministério da Fazenda - chega ao Norte do Paraná, tendo também ordens para estudar a viabilidade da Companhia Inglesa Sudan Plantations aplicar seus capitais aqui no Brasil; entusiasmou-se com a belíssima paisagem que encontrou e com as vastas terras férteis de nossa região.

É fundada a Brasil Plantations Sindycate Ltd., por Lord Lovat e outros, logo após seu regresso à Londres, surgindo logo em seguida a Companhia de Terras Norte do Paraná, com a finalidade de adquirente e transmitente de terras, controlada posteriormente pela Paraná Plantations de Londres, de onde viria toda a estrutura financeira necessária para as atividades no Brasil.

Como forma de suprir o mercado textil da Inglaterra, as atividades da Companhia de Terras Norte do Paraná, até aproximadamente 1928, voltavam-se para a cultura do algodão. A partir daí, praticamente essas atividades cessam-se, dando início à colonização das terras adquiridas sob às margens do Rio Paranapanema, entre os Rios Tibagi e Ivaí. E assim, a Companhia de Terras Norte do Paraná adquire as ações da então Companhia São Paulo/Paraná, visando o prolongamento dos trilhos para além Cambará.

Inicia-se então, após a aquisição da aludida ferrovia, o reconhecimento e a repartição de todas as terras pertencentes à Companhia de Terras Norte do Paraná, ingressando assim na economia agropastoril.

Em decorrência da deflagração da Segunda Guerra Mundial em 1939, um grupo brasileiro adquiriu dos ingleses a Companhia de Terras, que passou a ser denominada Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, somando sob essa nova estrutura, mais 30.000 alqueires das terras existentes, região que foi denominada "Norte Novíssimo".

Colonização[editar | editar código-fonte]

1º - A construção de um eixo rodoviário de penetração, com a dupla finalidade de facilitar o acesso às novas áreas e permitir escoamento rápido e seguro à produção da região. 2º - Assentamento de núcleos básicos de colonização na rota de eixo rodo-ferroviário, estabelecidos progressivamente, a uma distância de 100 quilômetros uns dos outros, que definiram, em ordem, Londrina, Maringá, Cianorte e Umuarama, cidades estas planejadas para se tornarem grandes centros prestadores de serviços. Entre esses núcleos urbanos principais, fundou-se, de 15 em 15 quilômetros, pequenos patrimônios, cidades bem menores com a finalidade de servir como centro de abastecimento da população rural. 3º - Divisão da zona rural em faixas de área não superior a 14 alqueires, ajustadas à produtividade do solo e à cultura cafeeira, e demarcadas de modo a dotá-las de parte de baixadas, servidas por cursos d'água, para a locação da casa do colono, e de parte do espigão, menos sujeito a geadas, limitadas por estrada de rodagem.

Foi colonizado, após cuidadoso estudo topográfico da região, uma área correspondente a 546 078 alqueires paulistas de terras, iguais a 13 166 quilômetros quadrados.

Inicialmente colonizou-se o Norte Velho e o Norte Novo, e por último o Norte Novíssimo. Esse último, formado por oito municípios, tem Japurá como um dos seus. Três municípios, dos oito, foram criados no mês de julho de 1955, quatro deles no ano de 1960 e o último no ano de 1967. No ano de 1955 foram criados os Municípios de Cianorte, Jussara e Terra Boa. Japurá, São Tomé, Tuneiras do Oeste e Umuarama, foram criados na mesma data, em 25 de julho de 1960. Em 1967, foi a vez de Indianópolis.

No ano de 1953, após levantamentos e estudos das águas e divisas de toda a área, realizados por Gregório Baranhuki e Genevino Costa, agrimensores da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, iniciou-se o desdobramento da área onde hoje está plantado o Município de Japurá, formado pelas Glebas Japurá e Jaracatiá, e sem sequer haver algum traçado das ruas, algumas clareiras foram abertas nas cercanias do local denominado Japurá. De cidade tinha apenas o nome.

Foram nas partes Oeste e Sudoeste do futuro município que ocorreram as primeiras derrubadas. Isso se deu pelo fato do município de Jussara ser o último reduto para os colonizadores, haja vista que Cianorte contava com pouquíssimos habitantes.

Nessa mesma época, em sua propriedade, Moisés Rodrigues edificou um comércio; mais tarde foi construída uma Igreja e uma escola; linha de ônibus passava por ali, já que Japurá ainda não existia.

Em fins de 1954, o Engenheiro da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, Vladimir Babkov, designou o lugar para então ser construída a Cidade de Japurá. O primeiro morador da Cidade foi Irineu Batista Câmara.

O Departamento de Topografia da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná era responsável pelo levantamento topográfico da região, que ao se deparar com a aguada da região pesquisada, eles mesmos a batizavam. Japurá recebeu este nome devido ao fato de existir muito próximo da sede do Município, o Córrego Japurá.

O município de Japurá está vinculada à Comarca de Cianorte.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Japurá tem 165,184 quilômetros quadrados de área total do Município, e confronta-se: "ao Norte com São Carlos do Ivaí, ao Sul com São Tomé, ao Leste com São Carlos do Ivaí e a Oeste com Indianópolis". Está linha do Trópico de Capricórnio, a Noroeste do estado do Paraná, zona fisiográfica do Ivaí.

Relevo[editar | editar código-fonte]

O Relevo pertence ao Terceiro Planalto Paranaense, subdivisão do Planalto Brasileiro Meridional; é de aspecto ondulado, sem grandes diferenças altimétricas que apresentam nossas terras.

O solo tem coloração arroxeada, e é formado a partir de rochas eruptivas básicas, com classes variadas. Em sua maior parte, é formado por solo de classe Latossolo Roxo, que por sua vez é constituído por solos minerais, não hidromórficos, com horizonte B latossólico, formados a partir de rochas eruptivas básicas.

O reconhecimento hidrográfico de nossa região, principalmente o sistema hidrográfico do rio Ivaí, foi feito por expedições de Cabeza de Vaca, Sanabria e Schimidel, bem como por expedições militares espanholas e pelos Jesuítas.

Solo[editar | editar código-fonte]

O município de Japurá apresenta classes variadas de solo de origem eruptiva.

Assim sendo, 10% do solo do município compreende a classe ‘Terra Roxa Estruturada". São solos minerais, não hidromórficos, com horizonte B textural, com argila de baixa capacidade de troca de cátions, predominantemente caulíticas com baixo gradiente textural ricos em sesquióxidos de ferro e alumínio e derivados de rochas eruptivas básicas. São de coloração avermelhada, profundos, argilosos, bem drenados e porosos. São solos com alta fertilidade natural, moderadamente ácidos e praticamente sem alumínio trocável.

Japurá apresenta em 15% do total de seu solo o tipo LATOSSOLO VERMELHO ESCURO. São solos minerais, com B latossólico, de textura argilosas ou média, ricos em sesquióxidos, porém com teores de ferro, titânio e manganês, menos que os do LATOSSOLO ROXO. São solos predominantemente álicos e distróficos portanto, forte e extremamente ácidos, encontrando-se em menor proporção na área estudada variedade entróficas, sendo estas moderadamente ácidas e por vezes praticamente neutras.

O município apresenta também, em 70% do total de seu solo a classe LATOSSOLO ROXO. Esta classe é constituída por solos minerais, não hidromórficos, com horizonte B latossólico, formados a partir de rochas eruptivas básicas

São de coloração arroxeada, muito profundos, porosos, friáveis, acentuadamente drenados, com argila de baixa capacidade de troca de cátions (gilbisisticos, cauliníticos ou oxídicos) e elevados teores de sesquióxidos de ferro, alumínio e óxidos de titânio e manganês. A classe é composta por solos muito profundos, normalmente com mais de três metros de espessura, não sendo rara, entretanto, a ocorrência de solos, com mais de cinco ou dez metros de profundidade.

Clima[editar | editar código-fonte]

O município de Japurá apresenta o tipo climático ‘c f a’ - de acordo com a classificação de Koppen:

C = mesotérmico tropical f = chuvas bem distribuidas durante o ano a = verão quente

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Japurá era coberto pela mata tropical pernifólia, que são formados por árvores de grande porte. Hoje ela está quase extinta, com exceção da reserva existente na Fazenda Lagoa, de propriedade da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, e de algumas pequenas reservas florestais particulares, todo esse desmatamento foi realizado com o propósito de dar início à cultura do café, hoje alternada com outras.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Historicamente, o rio Ivaí foi muitíssimo importante como fator de penetração em nossa região.

O primeiro a reconhecer o Rio "Guibay" ou "Hubay", o rio Ivaí, foi Ruy Dias Melgarejo, em cujas margens foram estabelecidos pontos de abastecimento, o que, finalmente, levou no ano de 1576, à fundação da Vila Rica do Espírito Santo, na margem sul do rio Ivaí, nas proximidades da foz do rio Corumbataí, área do atual município de Fênix.

O rio Ivaí tem um percurso total de 685 quilômetros e sua bacia hidrográfica abrange 35 845 quilômetros quadrados.

Os afluentes do rio Ivaí são: Rio dos Índios, Ribeirão Cristal, Córrego Aguapeí, Córrego Taguaçaba e Córrego Jari.

Ocupação do Município[editar | editar código-fonte]

Por volta do ano de 1953 algumas clareiras abriram-se nas cercanias do local designado pelo nome Japurá. De cidade, tinha apenas o nome; nem sequer tinha traçado nas ruas.

As primeiras derrubadas foram feitas na parte oeste e sudoeste do futuro município, de vez que os pioneiros tinham mais acesso dessa parte, pois a cidade de Jussara era o último reduto para os mesmos, enquanto Cianorte contava simplesmente com duas ou três "vendas" de secos e molhados e São Tomé só tinha uma picada central, que futuramente deu lugar a sua avenida principal.

No mesmo ano, Moisés Rodrigues estabeleceu uma ‘venda’ em seu sítio. No mesmo logradouro, mais tarde, foi construída uma igrejinha e uma escola. A primeira linha de ônibus deu-se nesse mesmo local, já que Japurá, até então, não existia.

No lugar designado pelo engenheiro chefe, Vladimir Babkov da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná para ser construída a cidade de Japurá em fins de 1954, estabeleceu-se Irineu Batista Câmara, primeiro morador da cidade e que seria também o seu primeiro e bem merecido prefeito. Como agente corretor da referida imobiliária, a Irineu B. Câmara foi fácil obter um pequeno terreno à esquerda de quem está chegando na cidade, vindo da estrada que liga São Tomé a Japurá e estabeleceu ali uma ‘venda’ de secos e molhados.

Após a derrubada da mata no local da cidade, esse senhor mudou-se para o leste da cidade, na saída para Floraí /São Jorge - atual Estrada Porto Novo. Outros vieram nos meses subsequentes, e assim se processou a ocupação de todo o município e da cidade.

Denominação do município[editar | editar código-fonte]

Quando do levantamento topográfico que era feito pelo Departamento de Topografia da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná ao se depararem com as aguadas nas regiões pesquisadas, eles mesmos as batizavam. Os nomes que eles escolhiam geralmente vinham do dicionário guarani, da relação de acidentes geográficos dos países de onde vinham os imigrantes (Portugal, Espanha, Itália…). Escolhiam também os nomes pelas marcas de cigarros, de quadros de futebol e até mesmo o nome de namoradas e esposas dos agrimensores eram usados. Só não eram alterados os nomes dos rios e ribeirões que constavam em escrituras antigas.

Os povoados ou patrimônios recebiam geralmente o nome da aguada mais próxima. É o caso do nosso município que recebeu esse nome devido ao fato de existir muito próximo a sede do município, o Córrego Japurá.

Acreditava-se que este nome teria se originado da Tribo Indígena "Japurás" que existe até hoje no Amazonas e que alguns componentes dessa tribo viviam na região na época da colonização. Não existe nenhuma prova histórica de que isso possa ter acontecido.

Outra meia verdade em que se acreditava é que o nome Japurá teria sido empregado em homenagem ao sr. Miguel Maria Lisboa, "Barão de Japurá" que teria participado na colonização do Norte do Paraná, o que deixa de ser verdade pelo fato de que ele morreu no século passado e o Norte do Paraná foi todo colonizado neste século.

Administração[editar | editar código-fonte]

1965 - 1968
  • Prefeito: Irineu Batista Câmara
  • Vice - Prefeito: João Talarico
1969 - 1973
  • Prefeito: Manoel Peres Filho
  • Vice - Prefeito: Jesus Vasques
1974 - 1978
  • Prefeito: Onofre Tertuliano Rodrigues
  • Vice - Prefeito: Irineu Trevisan
1979 - 1982
  • Prefeito: Manoel Peres Filho
  • Vice - Prefeito: Hermes Sebastião Salvador Ruiz
1983 - 1988
  • Prefeito: Arlindo Mazoni
  • Vice - Prefeito: Lourival Almagro Moura
1989 - 1992
  • Prefeito: Osvaldo Perez Frazatto
  • Vice - Prefeito: Avelino Aleotti
1993 - 1996
  • Prefeito: Avelino Aleotti
  • Vice - Prefeito: Arlindo Mazoni
1997 - 2000
  • Prefeito: Osvaldo Perez Frazatto
  • Vice - Prefeito: Sergio Fadoni
2001 - 2004
  • Prefeito: Osvaldo Perez Frazatto
  • Vice - Prefeito: Sergio Fadoni
2005 - 2008
  • Prefeito: Clóvis Peres
  • Vice - Prefeito: Adelino Abade Corrêa
2009 - 2012
  • Prefeito: Clóvis Peres
  • Vice - Prefeito: Adelino Abade Corrêa
2013 - 2016
  • Prefeito: Orlando Perez Frazatto
  • Vice - Prefeito: Otávio Carvalho Souza

Economia[editar | editar código-fonte]

Indústria[editar | editar código-fonte]

A primeira indústria instalada em Japurá foi uma indústria de Oleiro no ano de 1959 pertencente ao Manoel Peres Filho. Uma indústria que com a diversificação em seus produtos na área de construção civil, deu início a expansão industrial de Japurá.

Anos depois, surgiram novas indústrias do ramo oleiro. Em 1964 foi instalada a Cerâmica Barra Bonita, de Ângelo Frazatto. Em 1966 foi instalada a Olaria Barra Bonita de propriedade da família Vasques. Contamos também com a Cerâmica Santa Izabel de propriedade de Sidney Rizatto, que contribuiu para o desenvolvimento industrial do município.

Destacam-se também no município as fábricas de confecções, tendo início em 1980 com a fábrica de Marlene Bortoletto abrindo caminhos para o ramo de confecções de lingerie.

Atualmente conta o município com mais de quinze micro-indústrias no ramo de confecções e duas fábricas de calçados.

A confecção trouxe ao município de Japurá grande desenvolvimento principalmente à classe trabalhadora, pois o progresso das fábricas gerou muitos empregos além de promover grande desenvolvimento para o comércio em geral.

Comércio Pioneiro

No ano de 1957 surgiam os primeiros estabelecimentos comerciais sendo a primeira ‘venda’ de secos e molhados do sr. Irineu B. Câmara; o primeiro bar pertenceu ao sr. Natalino Andriatto; o primero bazar foi o do sr. Luiz Tomaz; a farmácia era do sr. José Mitugui; contava também com um hotel, do Sr. Hermes Lanaro.

Esses comerciantes foram os responsáveis pelo surto de progresso e pela vinda de grande número de agricultores para nosso município abrindo caminhos para outros ramos comerciais.

O comércio atual conta com aproximadamente 82 estabelecimentos comerciais.

Agricultura

O desenvolvimento agrícola do município de Japurá teve início com a cultura do café, com suas terras férteis e próprias para o plantio cafeeiro, propiciou logo um grande desenvolvimento tanto para o povo

Com as geadas, os desestímulos vieram e como consequência vieram os plantios de soja e trigo. Em 1962 começou o plantio de trigo, sendo o mesmo plantado no meio do café e colhido com ferros que eram utilizados para cortar o trigo. A primeira máquina trilhadeira na região foi a do João Scheurmamm.

Outras culturas paralelas também surgiram, como do feijão, arroz, milho e algodão.

Atualmente em nosso município a cultura de soja está ocupando um espaço maior, num total de 6.000 alqueires do qual temos uma produção anual de 3 000 quilos por alqueire. Encontramos também com grande destaque a cultura de café, trigo, algodão e milho.

Com a introdução da usina de álcool ‘COANTO’ em São Tomé, município vizinho, surgiu também plantações de cana de açúcar.

Pecuária

De pouca expressão devido a intensa atividade agrícola, a pecuária em nosso município foi se desenvolvendo aos poucos, tendo início com pequenos piquetes no interior dos sítios.

Cada sitiante possuía o seu piquete apenas para ter o leite para sua sobrevivência. Com o passar do tempo foi se ampliando as atividades agrícolas em torno da pecuária, surgindo assim as invernadas. Os pecuaristas japuraenses procuraram aprimorar mais os seus rebanhos, surgindo, com Geraldo Sertorio, o primeiro rebanho leiteiro. A partir daí a introdução de outras raças como a Gir e Holandesa.

Atualmente há no município uma área de 3 000 alqueires de pastagens formada, a qual conta com 3 660 cabeças de gado de corte, 880 de gado de leite, 1 530 de gado misto, 100 bubalinos e 150 ovinos.

Demografia[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Banco de dados do CELEP (1990) a população de Japurá fica distribuida:

  • Rural - 3.725 habitantes
  • Urbana - 7.438 habitantes
  • Total - l0.673 habitantes

Devido a fatores sócio-econômicos, houve uma redução da população pois a deficiência na oferta de emprego levou muitas famílias a procurarem os grandes centros. O fator determinante para a redução da população foi a erradicação da cafeicultura que em décadas anteriores fixava as famílias na área rural.

De acordo com dados da Prefeitura do Município, a população atualmente encontra-se assim distribuida.

  • Urbana - 6.487 habitantes
  • Rural - 1.761 habitantes
  • Total - 8.248 habitantes

Etnia[editar | editar código-fonte]

O tipo étnico predominante no município de Japurá é o branco, havendo uma percentagem mínima de amarelos (japoneses) e reduzidíssima de negros.

Os brancos vindos de outras cidades do norte paranaense são na maioria de origem italiana, espanhola e também portugueses.

Grande número de habitantes atuais são origináriso de outros Estados principalmente do estado de São Paulo e de Minas gerais.

Economia[editar | editar código-fonte]

A industria dominante no Município é a de produtos minerais não metálicos, vestuário,calçados, tecidos e produtos alimentares. Os principais produtos agrosilvopastoris são soja, trigo, milho, mandioca e cana-de-açúcar. Temos estabelecidos atualmente no Município de Japurá. Indústrias 47 Comércio 150 Prestação de Serviços 50 Total 247

Esporte[editar | editar código-fonte]

No passado a cidade de Japurá possuiu um clube no Campeonato Paranaense de Futebol, a Sociedade Esportiva e Recreativa Japurá[6]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 de dezembro de 2010.
  3. a b Estimativa populacional 2014 IBGE Estimativa populacional 2014 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2014). Visitado em 29 de agosto de 2014.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  6. http://www.rsssfbrasil.com//tablesfq/pr1989l2.htm
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