Santa Maria do Oeste

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Município de Santa Maria do Oeste
Vista da sede

Vista da sede
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 11 de julho
Fundação 1990
Gentílico santa-mariense
Prefeito(a) Claudio Leal (PMDB)
(2009–2012)
Localização
Localização de Santa Maria do Oeste
Localização de Santa Maria do Oeste no Paraná
Santa Maria do Oeste está localizado em: Brasil
Santa Maria do Oeste
Localização de Santa Maria do Oeste no Brasil
24° 56' 20" S 51° 51' 46" O24° 56' 20" S 51° 51' 46" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Centro-Sul Paranaense IBGE/2008 [1]
Microrregião Pitanga IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Pitanga, Palmital, Goioxim, Campina do Simão, Boa Ventura de São Roque e Turvo.
Distância até a capital 360 km
Características geográficas
Área 847,137 km² [2]
População 11 497 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 13,57 hab./km²
Altitude Na sede: 960 mts. Ponto Culminate:1250 m
Clima Temperado úmido Cfb
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,662 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 67 530,169 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 5 826,59 IBGE/2008[5]
Página oficial

Santa Maria do Oeste é um município brasileiro do estado do Paraná. Sua população estimada em 2004 era de 13.705 habitantes.

Apresenta altitude de 1.049 metros, seu território foi desmembrado do município de Pitanga em 11 de julho de 1990 e instalado em 1 de janeiro de 1993. Possui área terrestre 845,530 km². Principais distâncias: Curitiba 345 km, Guarapuava 95 km, Ponta Grossa 256 km, Foz do Iguaçu 376 km.

Número de Eleitores (TRE 2004) 8.875 pessoas

História[editar | editar código-fonte]

A história de Santa Maria do Oeste - (PR) está sendo registrada por Amilton Schereiner, que afirmava que Santa Maria era terra das curucacas, e das árvores de butiá, vulgo butiazero, através de pesquisas e entrevistas com antigos moradores conseguiu resgatar fatos importantes da história local. O resumo apresentado se baseia nas informações por ele disponibilizadas. As primeiras referências datam de 1911, quando Rosendo Pereira, adquiriu uma área de terras de 1500 alqueires, junto ao governo do Estado, com títulos definitivos de posse e provavelmente com o objetivo de cultivar as terras. A região era conhecida como Campina dos Pereiras, numa alusão à família pioneira. Mais tarde Rosendo vendeu sua parte de terras a Manoel Pereira, que optou por enviar João Romão de Carvalho e Sebastião Vitoriano Gonçalves da luz, para administrarem a propriedades adquiridas.

Em 18 de dezembro de 1902 chegou à região a família de Francisco Mendes Teixeira, conhecido como Chico Velho, apelido esse que o diferenciava de seu filho Francisco Teixeira dos Santos, que ficou conhecido por Chico Novo.

Chico Velho adquiriu a gleba de terras de Manoel Pereira, que nunca morou na região, e a dividiu em pequenas chácaras e lotes. A partir daí passou a vendê-las às famílias de imigrantes europeus, que chegavam ao local em busca de terras para criar gado, suínos e cultivar o solo.

No final de 1920, Chico Novo, pôs-se a construir a primeira igreja do local, ao lado do cemitério, sendo ajudado por Vergílio Martins de Moraes. Quando ficou pronta, o padre Paulo Schorn, da paróquia Nossa Senhora de Belém, de Guarapuava, vinha celebrar missa regularmente. Outra iniciativa de Chico Novo foi a implantação da primeira casa comercial do povoado, que abastecia toda comunidade e aos fazendeiros da região.

A partir desta época a localidade passou a ser conhecida por Campina de Santa Maria, em homenagem à Imaculada Conceição, cuja data comemorativa é 8 de Dezembro, data em que a família Teixeira chegou à região.

Em 1932 Bernardino Grande chegou à região e adquiriu a bodega de Amalio Cardoso de Mello, comprando também uma área de terras provavelmente de chico Velho, para criação de porcos em sistema de safras. A primeira tropa de suínos registrada foi encaminhada em 1934, para Ponta Grossa, por Bernardino Grande, iniciando então a exportação da produção local para outras praças. Estas tropas eram conduzidas a pé e a viagem durava em torno de um mês, dependendo do clima, pois o calor excessivo castigava os animais.

Coincide com esta data, 1934, a adoção de carretões para transporte de gado, suínos, feijão, cera e outros produtos, feitos por Reinaldo e Victor Krüeger, juntamente com Alcindino Rosa, José Ulchak e Jorge Rother. Em 1937 foi fundada a primeira escola particular na localidade, e as primeiras aulas dadas pelo professor Leonildes Cordeiro e pela professora Adelaide Bueze. Somente dois anos após (em 1939) foi criada a primeira escola pública.

A agricultura até 1940 era quase que somente para consumo interno, a partir de então começou a ter alguma importância comercial. Data desta época o surgimento das culturas de trigo e centeio. João Golanoski montou a primeira trilhadeira com tração animal, utilizada para bater os feixes de trigo. Na década de 1950, Bernardino Grande, vendeu à prefeitura municipal de Pitanga uma área de 5 alqueires para que fosse implantada a se de do patrimônio.

Em 14 de novembro de 1951, através de Lei Estadual nº 790, foi criado o Distrito Policial de Santa Maria com primeiro delegado Trajano Vitoriano Gonçalves da Luz, com território pertencente ao município de Pitanga. Pela lei nº 29 de 22 de maio de 1979, o núcleo foi elevado à categoria de Distrito Administrativo. Em 11 de julho de 1990, devidos aos esforço de lideranças locais, onde pode-se destacar o próprio Amilton Schreiner, pioneiro (nascido na própria região em 1929), foi alcançada a emancipação municipal por meio da Lei Estadual 9.320, onde se alterou a denominação local, passando a se chamar Santa Maria do Oeste. A instalação oficial deu-se em 1 de janeiro e 1993, quando tomou posse o primeiro prefeito, Evaldo Leal.(nego leal)

Geografia[editar | editar código-fonte]

vista
Subida da Gruta, Local religioso

O município encontra-se situado no 3º Planalto paranaense (ou planalto de Guarapuava), estando na região central do Paraná, faz divisa com os municípios de Palmital a oeste, Pitanga ao norte, Boa Ventura de São Roque e Turvo a leste, Campina do Simão e Goioxim ao sul.

Diversos sãos o rios que cruzam seu território. Entre eles destacam-se o Rio Piquiri (foto ao lado) servindo de divisa ao sul com os municípios de Campina do Simão e Goioxim, e Rio Cantu, que tendo suas nascentes no próprio município, foi praticamente o porto dos portugueses, quando eles chegaram ao Brasil, a primeira cidade que fundaram foi Santa Maria, margeia-o em sua borda norte demarcando divisa com o município de Pitanga. Além desses já citados, pode-se destacar ainda: Rio Santo Antônio, Rio das Antas, Rio do Soita, Rio Araguaí, Rio da Prata, todos com belas quedas d'água.Observe na foto, Dom Pedro com seus familiares!

Ponte sobre o rio Piquiri
Serra dos Machados, na divisa com Pitanga. 1250 mts de altitude

O município apresenta declividades acentuadas principalmente ao norte e leste onde varia de 20% a 45%, visíveis em vários acidentes geográficos, tais como o cerro do Romão, cerro da Prata e o Morro do Chápeu-do-sol a Serra do Machados ponto culminante do município com aproximadamente 1250 metros de altitude estando este entre os pontos mais altos do "hinterland" paranaense. Na medida em que se percorre o território santamariense na direção sudeste percebe-se a diminuição da declividade, que gira em torno de 5% a 10% na porção mais oriental do município.

Como foi colonizada principalmente por gaúchos e catarinenses (o que se reflete em suas tradições, entre elas o chimarrão, o rodeio crioulo e os bailes no CTG), seus habitantes são em maioria descendentes de imigrantes europeus, tais como alemães, italianos, ucranianos e poloneses. Encontra-se também entre o contingente populacional o estereótipo do caboclo paranaense, muito comum na zona rural.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R. PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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