Araruna (Paraná)

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Município de Araruna
[[Ficheiro:Bandeiraararunapr.png|125px|none|border|Bandeira de Araruna]] [[Ficheiro:Brasaoararapr.png|85px|none|Brasão de Araruna]]
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 29 de novembro de 1955
Gentílico ararunense
Prefeito(a) Carlos Carmindo Bonato (Mino) (PPS)
(20092012)
Localização
Localização de Araruna
Localização de Araruna no Paraná
Araruna (Paraná) está localizado em: Brasil
Localização de Araruna no Brasil
23° 55' 55" S 52° 29' 45" O23° 55' 55" S 52° 29' 45" O
Unidade federativa  Paraná
Mesorregião Centro Ocidental Paranaense IBGE/2008 [1]
Microrregião Campo Mourão IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Campo Mourão, Cianorte, Farol, Jussara, Peabiru, Terra Boa e Tuneiras do Oeste
Distância até a capital 480 km
Características geográficas
Área 493,190 km² [2]
População 13 424 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 27,22 hab./km²
Altitude 610 m
Clima Subtropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,732 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 176 806,939 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 13 617,29 IBGE/2008[5]

Araruna é um município brasileiro do estado do Paraná.

Índice

[editar] História

Até o ano de 1947, quando foi fundado o Município de Campo Mourão, a região do noroeste do Paraná era formada pelos Municípios de Guarapuava e Pitanga, com o povoamento de Campo Mourão, iniciado muitos anos antes de sua elevação a município, e a colonização de uma das maiores e mais ricas regiões da hinterlândia paranaense. Peabiru foi a segunda comunidade a ser criada na zona do noroeste, por desmembramento de Campo Mourão.

A região, apesar de ser conhecida pelos espanhóis, logo após o descobrimento do Brasil, onde os Padres Jesuítas fundaram e mantiveram, por muitos anos, as célebres "reduções", era ainda quase totalmente desconhecida, servindo de habitat aos aborígenes, principalmente da grande tribo Caigangue, de que ainda existem alguns remanescentes.

Primitivamente foi Araruna conhecida pela denominação do Caminho de Peabiru que, segundo Romário Martins, era uma via de comunicação pré-colombiana a se estender por mais de duzentas léguas, da costa de São Vicente ao Rio Paraná, atravessando os Rios Tibagi, Ivaí e Piquiri, por onde os povos indígenas se comunicavam com o mar e com as regiões mais distantes do ocidente. Os Bandeirantes utilizavam-se do caminho de Peabiru em todas as direções da linha tronco e dos seus ramais. As viagens eram feitas pelo itinerário de São Vicente, Piratininga, Sorocaba, Botucatu, Tibagi, Ivaí e Piquiri, ou, ainda, pelo Tietê, atravessando o Paranapanema, nas proximidades da foz do Pirapó, subindo pela margem deste em direção ao Rio Ivaí até Campo Mourão. Por esse caminho transitaram, no século XVI, numerosas pessoas e expedições. Cabeza de Vaca e seus séquito militar, em 1541, passou por ali, quando em viagem para Assunção, no Paraguai. Em 1549, Johan Ferdinando, vindo de Assunção com destino a Santa Catarina, também seguiu o mesmo roteiro. Os companheiros de Hans Staden, em 1551, cruzaram o caminho de Peabiru; Ullrich Schimidel, em 1553, vindo do Paraguai para São Vicente o Padre Leonardo Nunes, Pedro Correia, João de Souza, Juan Salazar e Espinosa, Cipriano de Goes e Ruy Diaz Melgarejo, este último, governador de Vila Rica do Espírito Santo, cidade fundada pelos espanhóis em pleno sertão do Planalto Oeste do Paraná, pouco depois do descobrimento do Brasil, e muitos outros, atravessaram o território paranaense, pelo antigo Caminho de Peabiru. Citem-se, ainda, Diogo Nunes, na sua viagem ao Paraguai e ao Peru, Braz Cubas e Luiz Martins, que em 1562 vararam trezentas léguas de sertão. Tudo isso antes ou pouco depois de haver Tomé de Souza mandado obstruir, em 1552, o caminho que, da costa de Santa Catarina, ai atingir o Rio da Prata e que era um dos ramos da linha tronco de Peabiru.

Após a entrada dos Jesuítas no território de Guaíra, o Caminho de Peabiru foi dado como sendo percorrido por São Tomé, na sua peregrinação através da América, motivo porque passou a denominar-se Caminho de São Tomé. À margem desse caminho histórico, na região em que outrora se constutuiu o território imenso e desconhecido da província paraguaia de Guaíra, nos altiplanos do sertão paranaense, próximo às ruínas das ex-cidades espanholas conhecidas pelas denominações de Vila Rica do Espírito Santo e Ciudad Real del Guaira, destruídas no século XVII pelos bandeirantes paulistas, surgiu um pequeno povoado, que deu origem à atual cidade de Araruna. Naquela época já existia o Município de Peabiru, desmembrado de Campo Mourão, e Araruna formou-se em pleno território comunal de Peabiru, de onde seria desmembrado mais tarde, para se transformar em Município Autônomo.

Clasio Felipe Rodrigues (1923), Hipólito Myeskollske (1940), Antonio Rangon (1940), Umbelina Maria de Jesus (1940), Elena Riba Wonsik (1941), Zoraido Cazarin (1942), Angelino e Pedrinha Tonette (1942), Isidora Primão (1942), Vivina Casarin Maiolli (1943), Luíza Casarin de Oliveira (1944), Paulo Toledo, João Antonio Rodrigues, João Ribeiro, Ernesto Martins Tavare, João Martins Tavares, Sebastião Inácio Faria, José Maria de Faria, Joaquim Emídio de Faria, Amélio Manoel da Silva, Izidoro Pintaro (1948), Carlos Pereira de Lima (1949), Iraci Alves (1950), Luiz Antonio Rosa (1950), Alberto Toigo (1951), Antonio de Souza Pereira (1951), Lau Badocco (1951), Abelardo Montenegro (1952), Etelvina Camargo (1952), Francisco Feitosa dos Santos (1953), Thereza Guarido Ryal Zawadzki (1956), foram os primeiros habitantes da localidade. Estes pioneiros, acompanhados das suas respectivas famílias, se instalaram à margem da Estrada da Boiadeira que conduzia para o Pôrto São José e para o Estado de Mato Grosso, e que era um caminho vicinal da antiga, história e pequena Estrada de São Tomé.

Estabeleceram-se no alto de uma colina, iniciando, imediatamente, a derrubada da floresta, para a cultura dos cereais próprios da região.

Observando a Inspetoria de Terras, do Departamento de Geografia, Terras e Colonização do Estado, que o povoado estava progredindo e que devia ter sua obra de urbanização coadjuvada pelo poder público, resolveu incluir no seu plano de urbanização das cidades do interior a nascente povoação de Araruna, cuja denominação foi dada pelo Sr. Sady Silva, funcionário daquele Departamento, em 1951.

Já no ano seguinte a cidade apresentava grande progresso. Colonos procedentes de diversas Unidade da Federação, como, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, etc., começaram a chegar ali, através de Guarapuava, Pitanga, Maringá e Campo Mourão, aumentando, extraordinariamente, as suas atividades. Iniciou-se a cultura do Café, do Algodão, do Arroz e de todos os produtos agrícolas propícios ao clima local, em alta escala.

Em 1952 a cidade contava com uma população estimada em 2000 habitantes e a zona rural, 16000 pessoas.

[editar] Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Araruna, pela lei estadual nº 790, de 14-11-­1951, com terras desmembrados dos municípios de Campo Mourão e Foz do Iguaçu, passando a pertencer ao novo município de Peabiru.

Elevado à categoria de município com a denominação de Araruna, pela lei estadual nº 253, de 26 de novembro de 1954, desmembrado de Peabiru. Sede no antigo distrito de Araruna. Constituído do distrito sede. Instalado em 9 de novembro de 1955.

Pela lei municipal nº 12, de 24 de abril de 1955, é criado o distrito de Cianorte e anexado ao município de Araruna.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 2 distritos: Araruna e Cianorte.

Pela lei estadual nº 2412, de 13 de julho de 1955, desmembra do município de Araruna o distrito de Cianorte. Elevado à categoria de município.

Pela lei municipal nº 6, de 17 de março de 1956, é criado o distrito de São Vicente e anexado ao município de Araruna.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 2 distritos: Araruna e São Vicente.

Pela lei municipal nº 113, de 25 de outubro de 1962, é criado o distrito de Nova Brasília (ex­quilômetro 42) e anexado ao município de Araruna.

Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído de 3 distritos: Araruna, Nova Brasília e São Vicente.

Pelo ofício nº 1760, de 19 de junho de 1980, da Dege, o distrito de Nova Brasília foi extinto em decorrência da lei estadual nº 4683, de 23 de janeiro de 1963, que criou o distrito de São Vicente.

Em divisão territorial datada de 18-VIII-1988, o município é constituído de 2 distritos: Araruna e São Vicente.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 14-V-2001.

[editar] Estrutura Administrativa

Paço Municipal: Praça Nossa Senhora do Rocio, 390. CEP 87260-000 Fone (44) 3562-1383

Prefeito: Carlos Carmindo Bonato (PSDB)

Vice: Renato Toaldo (PPS)

Camara de Vereadores

  • Roberto Cesar Piemontez (PSDB)
  • Rene Vieira Duarte (PPS)
  • Maria Angela de Brito (PR)
  • Antonio Donizete do Canto (PPS)
  • Natanael Faria (PPS)
  • Maria Aparecida da Silva (PDT)
  • Davi Fávaro (PDT)
  • Olimpio de Oliveira Caetano (PRTB)
  • Nicolau Greco (PMDB)

[editar] Geografia

Localiza-se a uma latitude 23º55'54" sul e a uma longitude 52º29'47" oeste, estando a uma altitude de 610 metros. Em grande parte do município o solo é arenoso, de baixo pH, e com uma pequena parte de terra roxa no sudeste do município. Tem um clima seco em relação a capital do estado Curitiba, com verão quente e chuvoso e inverno temperado e seco.

Foto da cidade e região obtida com o satélite do INPE (Instituto Nacional de Pesquisa Espacial)

Sua população estimada em 2005 era de 13.516 habitantes.

Faz divisas com as cidades de: Jussara (Norte); Terra Boa (Nordeste); Peabiru (Leste); Campo Mourão (Sudeste); Farol (Sul); Tuneiras do Oeste (Sudoeste); Cianorte (Oeste).

[editar] Hidrografia

Os principais rios que passam pelo município são:

Bacia do Rio Ivai: Rio Claro, Rio Ligeiro e Rio Guarita.

Bacia do Rio Piquiri: Rio São Vicente, Rio Goio-ere e outros corregos.

[editar] Divisões Municipais

Distrido de:

  • São Vicente

Bairros Urbanos:

  • Centro
  • Beija-flor
  • San Marino
  • Cidade Alta
  • Alessia
  • Santa Amélia
  • Primavera
  • Aquarios
  • Esperança
  • Araucaria

esses três últimos divididos em diversos Jardins.

Bairros Rurais:

  • Melão
  • São Geraldo
  • Nova Brasília
  • Taquarimbe
  • Lirial de São Luiz
  • São Martinho
  • Pinheirão
  • Colonia Upa

entre outros aglomerados de menor população.

[editar] Economia

[editar] Agricultura

A base da economia do município está relacionada à atividade agropecuária. Com plantações principalmente se Soja, Milho e Trigo, além de culturas de: Mandioca, Café e Cana-de-Açucar; também conta com pecuária de corte e leite e mais recentemente avicultura.

O principal destino das safras colhidas no município são os dois entrepostos da cooperativa Coamo (Um em Araruna e outro no bairro de Nova Brasília).

[editar] Indústria

Existe uma grande quantidade de pequenas e médias indústrias na cidade. As atividades principais deste setor estão vinculadas à produção de alimentos e móveis, além da produção da indústria metalúrgica.

Destacam-se as empresas: (ordem alfabetica)

  • Aguiaflex - Acolchoados;
  • AJ Rorato - Moveleira - Pias e Balcões;
  • Caiçara - Artefatos de Madeira;
  • Cofama - Metalúrgica - Máquinas para Indústria de Espuma e Colchões;
  • Lider Lar - Moveleira - Colchões e Estofados;
  • Moveis Fort - Moveleira - Mesas e Cadeiras;
  • Opção - Metalúrgica - Paineis Eletrícos;
  • Pinduca - Alimenticia - Farinha e Fécula de Mandioca;
  • Uniprest - Metalúrgica - Máquinas para Indústria de Farinha e Fecula de Mandioca;
  • Universal - Paineis de fibra de vidro;

[editar] Transportes

As rodovias que passam pelo município são:

  • PR-558 - Campo Mourão;
  • PR-567 - Peabiru e Cianorte;
  • BR-487 - Estrada Boiadeira;
  • BR-272 - Goioere (esta rodovia passa por um pequeno trexo de cerca de 3 km dentro da área rural do município, entre os municípios de Campo Mourão e Farol);

Araruna ainda conta com 730 km de estradas rurais, interligando a sede do municípo, a várias comunidades rurais e a municípos vizinhos.

[editar] Frota

Segundo o IBGE a frota total de veículos no ano de 2010 é:

  • Automóveis 2.519
  • Caminhões 326
  • Caminhões-trator 51
  • Caminhonetes 360
  • Micro-onibus 8
  • Motocicletas 1.502
  • Motonetas 206
  • Ônibus 25
  • Tratores 1

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.

[editar] Ligações externas

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