Sylvio Back

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Sylvio Back (Blumenau, 1937) é um cineasta brasileiro filho de imigrantes, que vieram para o Brasil em 1935, o pai era judeu húngaro e a mãe alemã.

Além de filmes, tem editados livros - entre poesias, ensaios e os argumentos/roteiros de vários de seus filmes. Com 71 láureas nacionais e internacionais, Sylvio Back é um dos mais premiados cineastas do Brasil. O seu filme Lost Zweig foi lançado timidamente nos cinemas brasileiros, mas teve ampla participação em festivais, levando vários prêmios. Entre os mais conhecidos, estão Aleluia Gretchen de 1976 e a A guerra dos pelados de 1970. O foco mais corrente em suas produções é o ataque ao patriotismo brasileiro. Dois de seus filmes são biografias de Lotte Zweig e do poeta Cruz e Sousa.

Quando adolescente (entre 1959 e 1961), Sylvio Back foi editor do suplemento literário letras e/& artes (assim mesmo, em minúsculas e ora com e, ora com & comercial) do jornal Diário do Paraná, em Curitiba[1] .

Filmografia[editar | editar código-fonte]

  • 2010 - O contestado - Restos mortais
  • 2002 - Lost Zweig
  • 1998 - Cruz e Sousa - o poeta do desterro
  • 1995 - Zweig: A morte em cena (média-metragem)
  • 1995 - Yndio do Brasil
  • 1992 - A babel da luz (curta-metragem)
  • 1990 - Rádio Auriverde
  • 1987 - Guerra do Brasil
  • 1984 - O auto-retrato de Bakun (média-metragem)
  • 1983 - Vida e sangue de polaco (média-metragem)
  • 1982 - A escala do homem (curta-metragem)
  • 1981 - A araucária: memória da extinção (curta-metragem)
  • 1981 - República Guarani
  • 1981 - Jânio 20 anos depois
  • 1980 - Revolução de 30
  • 1980 - Sete quedas (curta-metragem)
  • 1979 - República Guarani (média-metragem)
  • 1978 - Crônica Sulina (média-metragem)
  • 1978 - Um Brasil diferente? (curta-metragem)
  • 1977 - Mulheres guerreiras (média-metragem)
  • 1976 - Teatro Guaíra (curta-metragem)
  • 1976 - Aleluia Gretchen
  • 1974 - O semeador (curta-metragem)
  • 1974 - Curitiba: uma experiência em planejamento urbano (documentário)
  • 1973 - A gaiola de ouro (média-metragem)
  • 1970 - A guerra dos pelados
  • 1969 - Yndio do Brasil
  • 1968 - Lance maior
  • 1966 - Vamos nos vacinar (curta-metragem)
  • 1966 - Festival (curta-metragem)
  • 1966 - A grande feira (curta-metragem)
  • 1965 - Curitiba, amanhã (curta-metragem)
  • 1965 - Os imigrantes (curta-metragem)
  • 1964 - As moradas (média-metragem)

Obra poética[editar | editar código-fonte]

  • "O Caderno Erótico de Sylvio Back"(1986)
  • "Moedas da Luz" (1988), "A Vinha do desejo" (1994)
  • "Yndio do Brasil" (Poemas de Filme, 1995)
  • "boudoir" (1999) e "Eurus" (2004)

Premiações[editar | editar código-fonte]

  • Por A Guerra dos pelados:
"Prêmio de Qualidade", do Instituto Nacional de Cinema INC/71;
"Melhor filme brasileiro exibido em São Paulo/71" "Folha de S. Paulo";
Prêmio "Governador de São Paulo"/71;
Três prêmios para o elenco no 1º Festival de Cinema de Guarujá ­ SP/71;
"Menção Especial" na 2ª Semana Internacional do Filme de Autor em Málaga (Espanha);
Indicação para o Festival de Berlim (Al. Oc.)/71.
  • Por A gaiola de ouro:
Prêmio no 1º Festival Nacional de Curta-metragem da Aliança Francesa (RJ);
Prêmio "Helena Silveira" e troféu "Amiga" para o "Melhor Programa de 1973".
  • Por Um Brasil diferente?:
Prêmio "Melhor Filme de Turismo do Ano" (Embratur).
  • Por Sete Quedas:
"Melhor roteiro" (1º lugar) no Concurso de Filmes sobre Turismo (Embratur-Embrafilme);
Prêmio "Filme Brasileiro de Curta-metragem", do Conselho Nacional de Cinema (Concine).
  • Por A araucária: memória da extinção:
Prêmio Embrafilme na 15ª Mostra Internacional do Filme Científico/83;
Prêmio "Osiris", da FAO, no 13º Concurso Internacional do Filme Agrícola de Berlim/84 (Al. Oc.);
Prêmio "Filme Brasileiro de Curta-metragem", do Conselho Nacional de Cinema (Concine)/84.
  • Por República Guarani:
"Melhor Roteiro" e "Melhor Trilha Sonora", no 15º Festival de Brasília/82;
Prêmio "São Saruê"/82 (Federação de Cineclubes do Rio de Janeiro);
"Melhor Documentário"/84 (Associação de Críticos Cinematográficos/MG);
"Menção Honrosa" no 2º Festival Latino-americano de Cinema dos Povos Indígenas/87 (RJ).
  • Por A escala do homem:
Prêmio "Filme Brasileiro de Curta-metragem" da Fundação do Cinema Brasileiro/89.
  • Por Vida e sangue de polaco:
"Melhor Fotografia" no 11º Festival de Gramado/83;
"Melhor Fotografia" e "Melhor Som" no 16º Festival de Brasília/83;
Indicação para o 6º Festival Internacional do Filme Etnográfico e Sociológico ("Cinéma du Réel"), Paris/84.
  • Por O auto-retrato de Bakun:
Prêmio "Glauber Rocha" (Melhor Filme), na 13ª Jornada Brasileira de Curta-metragem (Cachoeira/BA)/84;
"Menção Especial do Júri" no 1º Festival Internacional de Cinema, Televisão e Vídeo do Rio de Janeiro/84;
Prêmio "Melhor Fotografia" no 1º Festival de Cinema de Caxambu/MG, 84.
  • Por Guerra do Brasil:
"Prêmio Especial do Júri" no 3º Rio-cine Festival/87;
"Melhor Roteiro" no 1º Festival de Cinema de Natal (RN)/87;
"Melhor Cartaz" (João Câmara e Dulce Lobo) no 9º Festival Internacional del Nuevo Cine Latino Americano de Havana (Cuba)/87.
  • Por A babel da luz:
"Melhor Filme" e "Melhor Montagem" no 25º Festival de Brasília;
"Melhor Curta-metragem de 92";
"Margarida de Prata" da­ CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
  • Por Yndio do Brasil:
"Melhor Documentário de Longa-metragem" na 22º Jornada Internacional de Cinema da Bahia/95;
"Melhor Documentário em Língua Portuguesa e Espanhola" no 26º Festival de Figueira da Foz (Portugal/96);
"Prêmio Especial do Júri" no 100º Fest Cine (Florianópolis-SC)/97;
Indicação para os festivais de Gramado, Havana, Uruguai, Santa Fé (Estados Unidos), Innsbruck (Áustria), Rotterdam (Holanda), Oslo (Noruega), Mar del Plata (Argentina), Fórum do Festival de Berlim (Alemanha) e Trieste (Itália).
  • Por Lost Zweig:
"Melhor filme" e "Melhor direção" na 14ª edição do Cine Ceará - Festival Nacional de Cinema e Vídeo.

Referências

  1. História - Conheça alguns detalhes da história do Diário do Paraná Caderno G - Jornal Gazeta do Povo - acessado em 18 de dezembro de 2011